terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Perfume de Gardênia



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Perguntado certa vez pelo Imperador da Áustria sobre qual seria a maior virtude germânica, Mozart respondeu: “É o amor!”

O maior gênio musical de todos os tempos comprovou sua opinião com várias de suas imortais óperas, a saber: “Il Re Pastore”. “Le nozze di Figaro”, “Don Giovanni” e outras.

Em sua intuição, sabia distinguir a necessidade presente. Se fosse para durar vários séculos o libretto seria em italiano; se para agradar o poderoso de então, seria em alemão.

Não apenas ele mas também outros compositores não latinos, sabiam dessa sutíl diferença. Haendel escreveu “Giulio Cesare in Egitto” e “Rinaldo” para serem cantados na língua de Dante.

Então o que dizer dos músicos italianos?

Verdi, Donizzeti, Rossini, Bellini ao comporem suas obras já não sabiam como seriam cantadas?

Há também lindas óperas em francês, v.g. “Carmen” e “La fille du Régiment”.

A língua espanhola (castelhana) maravilhou-nos com suas zarzuelas, muitas imortalizadas pela voz de Alfredo Kraus.

Resumo da ópera; só as linguas latinas são capazes de cantar o amor. Nosso Carlos Gomes atingiu o ápice de sua glória com óperas cantadas em italiano, mas suas singelas canções em português comprovam o alegado.

Em sua obra “Symphonie Pastorale” André Gide faz a equivalência das cores com as notas musicais dos diversos instrumentos.

Propomos o mesmo com os perfumes das flores. Gardênia = dó !

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

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