terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Política do Novo



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laurelli

Temem os próceres do poder que as eleições municipais possam sofrer influência do crime organizado e das milícias. Tremem os governantes quando se ouve falar da política do novo, e do fim das catástrofes que assolam o Brasil, terra abençoada por Deus e amaldiçoada pelos pseudo representantes do povo que somente enxergam próprios interesses e não reduzem as distâncias sociais e as exclusões que saltam aos olhos.

Bem, o que seria a política do novo? Não apenas candidatos desvinculados dos partidos, mas totalmente independentes de seus líderes verdadeiros donos do poder que sugam a população e se refestelam nos fundos partidários. A pobreza extrema,a falta de mudança,e a mantença de um País nesse caos a quem interessa?

A economia se destaca entre as dez do planeta, no entanto a criminalidade é alta, a falta de emprego maior e os assaltos aos cofres públicos são persistentes. Pessoas imbuídas de bons propósitos e a reforma partidária são inadiáveis, com apenas 5 partidos, e prazo de dois anos para que os presidentes dos partidos tenham exercício do mandato.

Fim da verba proveniente do fundo, e da reeleição possibilitando assim um caminho amplo, aberto, sereno, próspero de reconstrução da democracia. O Brasil registra dados interessantes: não combate à miséria, à pobreza e aplaude um distanciamento macro entre os que estão na economia e os que estão fora do mercado, além disso temos graves assimetrias na infra estrutura e no perfil da seca do nordeste e um conjunto de políticos inócuos.

O Congresso nacional, digo a Câmara deveria ter 355 parlamentares e o senado 51 senadores, mas com nível de simetria em razão do tamanho do estado e sua grandeza,além é claro da população.

As eleições de outubro para milhares de cargos de vereadores e acima de 5500 postos de prefeitos ocupam e preocupam pois que a maioria das prefeituras está sem recursos sobrevive de repasses dos fundos, mas a briga é intensa,,o pessoal se esfaqueia para conquistar o posto e depois realizar negociatas,para que servem os tribunais de contas, e os agentes de fiscalização, as multas de trânsito são os grandes propulsores de um Estado deitado em berço esplêndido que não olha para a cidadania e que vive do passado com ídolos de pés de barro.

Virar a triste página dessa história parece ser o desafio das próximas eleições cujos candidatos cara velha devem dar espaço aos da política novo, sem engajamento partidário e obediência cega aos ditames do poder, mas sim de suavizar o sofrimento de uma população carente e ardente de melhores condições de vida e trabalho.

Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laércio Laurelli (aposentado) são Desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo.

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