segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

A Economia vai deslanchar? Quando?


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
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Vamos repetir o mantra óbvio ululante: o Governo de Transição de Jair Bolsonaro só terá sucesso se o eleitorado constatar e sentir que houve melhora real na economia. Isto significa crescimento, mais emprego, melhoria salarial, renda mais bem distribuída, melhor uso do dinheiro público, carga tributária menor, menos impostos, burocracia reduzida e verdadeiro respeito da máquina estatal pelas pessoas. A dificuldade: ainda temos muito problema para pouca ação correta e efetiva de solução.

A radicalização extremista, ideológica, é a tônica. Intensifica-se a guerra de todos contra todos os poderes, com o povo no meio. Narrativas, a maioria delas atentando contra a verdade, fazem subir o tom dos conflitos e divisões. O clima feroz dificulta consensos honestos. Também torna mais complicada a chance de união focada em fazer as coisas melhorarem a partir da realidade local. Neste cenário, fica cada vez mais complicada a atividade política saudável. E a economia é diretamente impactada pela hegemonia da politicagem.

A saída, ou atalho, é forçarmos o debate sobre a agenda possível para o Brasil. O movimento tem de misturar o que foi prometido na campanha, com o que foi revisto pela dura realidade do primeiro ano de governo e com tudo que está no Congresso Nacional para as várias reformas. Além delas, será fundamental uma discussão séria sobre as “privatizações” – que não podem nem devem se transformar em privatarias. Quando vamos debater, seriamente, a aberração capimunista chamada "empresa de economia mista"? Aí e nas reformas administrativa e tributária entram os famosos e polêmicos “direitos adquiridos” (que, em tese, não podem, nem devem, ser mexidos).

O risco? Tudo pode empacar. Se isto acontecer, os prometidos investimentos podem não se tornar realidade. Pior ainda: é alta a possibilidade de ocorrerem apenas negociatas que só vão ampliar os cartéis e “cartórios” já existentes. Na prática, se o pirão desandar deste “jeitinho”, a economia não vai melhorar. A conseqüência política será a fragilidade e até o eventual fracasso do Governo de Transição de Jair Bolsonaro.

A “oposição” trabalha com o cenário problemático e radicalizado. Alguns irresponsáveis não se importam com a dimensão do caos. Mas aqueles que se opõem ao Presidente, em função de interesses econômicos, preferem não apostar no desastre econômico, por puro pragmatismo. Exatamente por isso que Bolsonaro precisa ser bem sucedido, em termos da gestão governamental, neste segundo ano de mandato. Pode se ferrar, caso erre na complexa negociação com o Congresso Nacional e com os governadores.

Não dá para saber como será o milagre. Só que o Presidente terá de jogar no ataque, cumprindo uma agenda bem definida. Foi para esta missão (que precisa se tornar possível) que Bolsonaro investiu, depois de muito erro e algum acerto, na formação do Centro de Governo com generais de quatro estrelas que têm gosto pela atividade política e que já demonstraram capacidade de gestão da coisa pública inclusive situações extremas de guerra (como é o caso da intervenção na segurança pública do Rio de Janeiro ou no comando da Força de Paz da ONU no Haiti).

Resumindo: O foco é acertar na gestão Política para permitir que a Economia seja beneficiada. O Super-ministro Paulo Guedes vai tomar pancada (merecida ou não) como nunca antes na História deste País... A Tropa de Elite do Palácio do Planalto fica na obrigação de jogar certinho, no Centro de Governo em formação, para dar liberdade de ação ao Presidente Bolsonaro – que precisará (Deus sabe como) agir com mais serenidade, priorizando ações positivas, em vez de ficar refém de “tretas” e polêmicas ideológicas inúteis.          

Quando a Economia vai deslanchar de verdade? Eis a pergunta que vale bilhões ou trilhões de dólares. O que não pode é que a Política atrapalhe a evolução honesta dos negócios imprescindíveis. O mítico Capitão Bolsonaro e seus Generais precisam ficar atentos a este processo.

Será excelente se sairmos, mais rapidamente, da fase de promessa de crescimento para a etapa de retomada real da qualidade econômica...

Carnaval Politicamente Correto





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Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 17 de Fevereiro de 2020.

2 comentários:

Marcelo Baglione disse...

Serrão, bom dia,

O Núcleo Duro e confiável, já está estabelecido. Agora, quanto aos marginais com ou sem imunidade parlamentar, tudo é uma questão, acho eu, de começar a "usar" "os trunfos" que certamente estão guardados até hoje sobre toda esta gente que trabalha contra o Verde, o Amarelo, o Azul e o Branco. Acredito piamente que a economia vai deslanchar e iniciar, mesmo que tímida no início, mas o nosso retorno ao crescimento econômico é inevitável. A esquerda e seus aliados no crime nunca mais se sentarão ou ocuparão a presidência do Brasil. Cabe ao Mito, agora, estabelecer, com que QG, uma ASCOM perfeita e sem erros e interferências alienígenas. Chega de profissionais amadores ocupando cargos e posições que não lhes competem. Meu T. M.

Anônimo disse...

Capitão Durval Ferreira diz que os militares são preparados para administrar em qualquer emergência. O presidente Bolsonaro não é refém de polêmicas ideológicas porque ele levanta propositalmente o debate sobre assuntos cruciais para sua base eleitoral e que tendem a ser deslegitimados sob os falsos argumentos de laicismo do Estado e pragmatismo econômico. Não sabemos o que o presidente conversou com maçons, mas ele disse que resolveu se candidatar porque estava preocupado com o tipo de sociedade que deixaria para a filha. Além disso, seu eleitorado fiel tem sido o conservador, porque nos outros grupos até os militares aceitam ser insuflados pela esquerda, como os do Ceará.