terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Ano novo, crise velha


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laurelli

Fim da folia do carnaval, o Brasil engata marcha e caminha para as grandes reformas e períodos de turbulência, já que nossa política é uma verdadeira caixa de pandora. Sim, uma surpresa que não abala ninguém já que o nosso coronavirus é, sem sombra de dúvida, os governantes que se esquecem da sociedade e deixam se contaminar pelo vírus da corrupção e falta de empatia com a cidadania.

Bom saber que a crise mundial virá forte com os mercados em alerta e precificações, além de queda de turismo passeios e viagens,quando Países começam a fechar suas fronteiras e limitar a entrada de turistas. O brasileiro que sempre sonhou, muitas vezes é pesadelo, enfrentar uma ruptura e partir para o exterior pensa mil vezes diante do câmbio e da falta de profissionalização.

A conjuntura é de total incerteza, a geração de empregos, uma grande dúvida e o ritmo da economia andando de lado, com muitos problemas recorrentes do passado  e do presente. O ano tem início agora a partir de março e com perspectiva legislativa encurtada frente às eleições e os bilhões do fundo partidário para que tenhamos prefeitos e vereadores em mais de 5500 municípios brasileiros.

E como não poderia deixar de ser os deputados e senadores voltarão às suas bases eis que as eleições locais funcionam como termômetro para termos o pulso e a temperatura do que será a sucessão presidencial em 2022. A crise fiscal é enorme,a taxa selic em queda livre, e a moeda estrangeira sobe pelo elevador sem sabermos aonde fica o último andar, com nossa legislação palpitante entre uma reforma meia sola ou enxugamento da Federação.

Muitas opções e diversas opiniões se formam mas entre otimismo e pessimismo vamos pautar pela desconfiança e o que será daqui para frente se o Governo não planejar não fizer as reformas administrativa e tributária além é claro de colocar ordem na casa.

O ano de 2020 será emblemático, promete, e no Brasil jabuticaba amarga nunca podemos ficar desatentos, pois que a complexidade apenas nos faz conviver com tantos problemas que seguramente não queremos solucionar mas a expansão do consumo depende da classe média em extinção e de um poder aquisitivo compatível com os preços público e privado no País.

Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laércio Laurelli (aposentado) são Desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

Nenhum comentário: