segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Macondo é aqui


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por H. James Kutscka

Quando Gabriel  Garcia Marques,  ( assim reza a lenda) sonhou  com o que viria a se tornar um dos principais livros  do  movimento chamado “Realismo  Fantástico Latino Americano,” jamais poderia imaginar que  a pequena  Macondo  com apenas vinte casas, onde  coisas fantásticas  faziam parte do dia a dia,  pudesse   se transformar  em um pesadelo com mais de duzentos milhões de habitantes  sujeitos a leis absurdas que desafiam  a ciência e o  bom senso.

Macondo em língua banto, significa banana (oh! coincidência!), e embora estejamos hoje longe de ser o que os  Norte Americanos depreciativamente chamavam de “ Banana Country”, parece  que nós ( pelo menos a maioria),  saímos do “estado Banana”,  mas o estado Banana  não saiu  de nossos  funcionários públicos,  e dos políticos, de vereadores a ministros.

Os fatos a seguir devem comprovar a tese:

O prefeito de São Paulo acaba de nomear uma praça da metrópole com o nome de uma vereadora carioca assassinada na “cidade maravilhosa” envolvida com o tráfego de drogas e defensora do aborto.

Imagina-se que os autores do crime obviamente pertençam ao primeiro grupo, já que seria muito estranho houvesse sido o dos defensores da vida. 

Anteriormente,haviam tentado batizar um viaduto com o nome da falecida ex-mulher do “muar de São Bernardo, (como aparentemente crê a Receita Federal) “a mais  bem sucedida vendedora da Avon  de toda história da existência  da marca”.

Diante da justa indignação da população, o projeto foi abortado (aborto com o qual a vereadora anteriormente citada certamente, apesar de sua militância pró, não estaria de acordo).

Um neo Cyrano de Bergerac, narigudo e inculto, que na atual encarnação, foi reduzido a um apresentador de programa dominical brega na TV mais comprometida com a corrupção em nosso país, se arvora candidato à presidência.

O Data Foice afirma que ele “dispara nas pesquisas e é mais popular que Bolsonaro”.

Se nos basearmos em popularidade gerada pela exposição televisiva, é bem possível que o Coronavírus possa vir a ser o próximo a desfilar com a faixa presidencial no planalto.

No Rio de Janeiro, os cariocas descobrem que vem bebendo merda a anos e não no sentido figurado, como na expressão popular que designa o cidadão alienado que só faz besteira: “comeu merda quando criança”.

Não comeram quando crianças, mas vem bebendo quando adultos.  Isso talvez justifique os personagens que insistem em eleger, eleição após eleição naquele estado,

Processos por corrupção milionária contra Serra e Temer são arquivados.

A dívida com a Fazenda do cidadão comum (por menor que seja) não prescreve nunca.  

Em jornais, revistas e TV podemos ver, todo santo dia. fotos do “muar de São Bernardo” e seu mentor Zé Dirceu, disfrutando do botim roubado da nação em liberdade.

O titereiro que colocou todos esses personagens em cena e lhes deu vida, acreditem, foi um sociólogo da USP que alcançou a presidência e com sua aposentadoria, consegue ser proprietário de um apartamento avaliado em vários de milhões de Euros na área mais valorizada de Paris.

Hoje vive entre o Brasil e a Europa, ainda movendo as cordas para seu patrão na Chatham House em Londres e (com o perdão da grosseria), cagando regras contra o atual governo, como se fosse um modelo de sapiência e honestidade.
Membros do abjeto STF comem lagostas e bebem vinhos premiados, enquanto nas esquinas mais movimentadas das grandes cidades brasileiras, cidadãos esqueléticos exibem para os motoristas parados nos absolutamente obrigatórios congestionamentos, cartazes com os dizeres: “me a ajude tenho fome”.
Foram roubados até mesmo de suas dignidades. 

Vivemos um verdadeiro “Irreality Show Brazil”, mas o espetáculo está prestes a terminar.

O retorno à realidade tem que começar em algum lugar, por que não na prefeitura de São Paulo?

Nas próximas eleições, iremos escolher um prefeito aliado ao presidente e derrubar a última bastilha que impede o crescimento do Brasil

Um que reúna os seguintes predicados:

Respeito, pelo povo e suas necessidades.
Independência, política e dos carteis (sem rabo preso)
Brasilidade, verdadeiro amor pela pátria.
Atitude, destemor e caráter para fazer o que deve ser feito.
Superação, pensar além de seu próprio bem e conforto.

H. James Kutscka é Escritor e Publicitário.

Um comentário:

Anônimo disse...

"...a anos"...não! Há anos....ô Serrão, escolhe melhor os "escritores"....lamentável!