quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Tatu a pé e Tatu de Patinete elétrico



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Sempre tive simpatia pelo animal. Emprestava (e continua emprestando) seu nome para o personagem Jeca Tatu.

Há uma cidade, Tatuí, que a nova geração pensa tratar-se de um tatu com injeção eletrônica.

Essa mesma galerinha demolidora da língua portuguesa, usa a expressão “Tatudo dominado...”

Muitos pensam que falta de tato é falta do querido pet.

No tempo em que os idiotas descobriram que são a maioria, usar um patinete elétrico tornou-se um símbolo (ou címbalo ?) de status.

Sem capacete, sem noção, trafegam de maneira imprudente pelas ruas desta Paulicéia Desvairada. A perna é o paralama e a bunda, o parachoque.

Por discriminadores, ainda não exigiram uma ciclovia na Alameda Rocha Azevedo, talvez a rua mais íngreme da cidade.

Não conheço o bairro do Tatuapé. Talvez tenha passado por ele em alguma ocasião sem me dar conta. São Paulo é assim; vários “países” reunidos dentro da megalópolis.

Aliás, a maioria de nós, vivemos em apenas um pedaço da cidade. Conheço uma senhora elegantíssima que nunca esteve no centro.

Diz: ”Fazer o quê lá? Uma região caindo aos pedaços, pichada, urinada e fétida!”

Já os velhinhos saudosistas sentem falta da elegância da Galeria Prestes Maia, hoje criadouro de insetos, abandonada à própria sorte.

Ta tu a pé? Então pegue um ônibus, um metrô ou um trem lotados, para ver se você chega a algum lugar.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

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