domingo, 29 de março de 2020

O coronavírus vai te pegar!


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
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Papo reto e sem mimimi: Todos seremos infectados pelo Coronavírus. A maioria esmagadora nem deve sentir os sintomas. Muitos terão de procurar cuidados médicos. Encontrarão dificuldades, se a pandemia se expandir no Brasil. Outros, lamentavelmente, vão sofrer com a doença, mas devem se curar. Uma minoria, infelizmente, vai morrer. Eis a vida como ela é – sem roteiro de Nelson Rodrigues...

Lockdown”? Foi proposta de idiota, canalha ou ambos. Funcionou em algum lugar? Fala sério... Em Bruzundanga não dá para suportar! Nem adianta achar que o isolamento social vai fazer mágica. O bicho vai te pegar. Aliás, já está pegando... Até agora, o vírus tem sido cruel com idosos, cardíacos, diabéticos e portadores de problemas respiratórios. O resto tende a ser polêmica inútil, exceto alguns fatores geopolíticos relevantes que não podem ser ignorados estrategicamente.

Aqueles que estudaram os impérios e como eles foram forjados sabem que conspirações macroeconômicas foram a base da criação da hegemonia dos impérios nos últimos 1.000 anos. Por isso, é interessante que os leitores do Alerta Total – se já não leram nas redes sociais – reflitam, cuidadosamente, sobre dois textos que reproduzimos a seguir. Não concorde inteiramente com eles. Porém, pense, questione, proponha soluções. Não podemos aceitar o pragmatismo cínico das falsas saídas autoritárias combinadas com picaretagem econômica.

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“Não existe almoço grátis” é uma expressão de origem incerta, mas que os liberais adotaram. Utilizam-na para criticar políticas distributivas, e dizer que alguém está sempre pagando a conta. “O setor produtivo”, que para eles é representado pelos empresários, não pelos trabalhadores. 

Eis que, diante da crise do Coronavírus, que já teve imenso impacto nas bolsas e nos bolsos de megaempresários, nos deparamos com uma conversão repentina, como a de Abílio Diniz.

“É preciso gastar dinheiro. Dinheiro mesmo. Muito dinheiro. Conversei hoje com Guedes. Ele está a par disso. Vai colocar mais de R$ 600 bilhões em circulação. Ele é liberal, mas em momentos de crise somos todos keynesianos“, afirmou Diniz, durante live da XP Investimentos realizada na noite da última quarta-feira (25/03).

O “milagre” pode ser tudo, menos surpreendente. É a mesma lógica adotada na crise de 2008, em que o governo americano promoveu um resgate trilionário de bancos, diante de uma crise por estes mesmos criada. E gerando um risco moral gigantesco: incentivos para que os mesmos erros voltem a ser cometidos impunemente. 

Ser liberal nessas condições é maravilhoso. Quando há lucro, defendo que todo ele deve ser privado, pelo corte de tributos. Mas quando há prejuízo, nas crises, o governo tem que ajudar. E onde essa conta fecha? Apenas no fantástico mundo do neoliberalismo de ocasião, ou do “laissez-faire, mas só quando a gente quer”.

O que o governo precisa fazer neste momento é transferir dinheiro diretamente para a base da pirâmide, de modo a garantir a renda e a capacidade de consumo da população. É essa base que tem o condão de aquecer a economia em um momentos de retraimento da demanda, como nas crises. Para quem virou keynesiano agora: na base, o efeito multiplicador é muito maior, porque essas pessoas consomem tudo o que recebem e fazem girar a economia. 

E isso pode ser feito tanto por meio da garantia de uma renda básica, como a recentemente aprovada pela Câmara dos Deputados, quanto por meio da concessão de linhas de créditos a juro zero. Estas últimas podem ser estendidas até mesmo a micro, pequenos e médios empreendedores, desde que se comprometam a não demitir ninguém ou cortar salários. 

O economista Eduardo Moreira tem uma proposta bastante interessante, que consiste na emissão de um cartão de crédito pela Caixa Econômica, com o valor da renda básica emergencial liberado às famílias. Este cartão apenas poderia ser utilizado para adquirir produtos das empresas que assumissem o compromisso de garantir o emprego e a renda aos seus trabalhadores no período da crise. 

São várias as possibilidades. O que não pode acontecer é se utilizar os recursos que o Estado dispõe - e que seriam muito maiores, se grandes fortunas, lucros e dividendos e grandes heranças houvessem sido devidamente tributadas no passado - para entregar na mão de banqueiros e dos grandes conglomerados econômicos. Mas isso é justamente o que o governo está fazendo. 

Há cerca de uma semana, o Banco Central anunciou que comprará títulos soberanos brasileiros, de posse das instituições financeiras, com 10% de desconto, para “garantir o bom funcionamento dos mercados”. Esse estoque de títulos corresponde a 31 bilhões de dólares (161 bilhões de reais). 

Os bancos são os que mais lucram, mesmo nas crises. O que eles fizeram com os bilhões que receberam em cima dos juros cobrados do cidadão comum? 

Não há tampouco garantia de que recursos transferidos a empresas serão utilizados em benefício dos trabalhadores.  Joseph Stiglitz, nobel de Economia, critica a estratégia do “trickle-down”, ou “gotejamento”. Ele demonstra empiricamente que esses recursos, quando repassados a grandes conglomerados econômicos, são quase sempre distribuídos na forma de bônus a sócios e CEOs. 

Muito mais efetivo, portanto, é transferir esses recursos diretamente às mãos dos empregados que sofrerem os efeitos desta crise, e permitir que estes continuem comprando, o que também ajudará o empresário. 

Aos liberais que recentemente se converteram em keynesianos - mas apenas o keynesianismo da crise, o keynesianismo oportuno, especial para os nossos amigos -, um recado: a máxima “não existe almoço grátis” é verdadeira, sempre foi. Alguém irá pagar a conta. Neste caso, seremos todos nós que pagaremos pelos delírios de quase 50 anos de neoliberalismo. 

2.153 bilionários possuem mais riqueza do que 60% do planeta. Eles não reunidos neste momento planejando como nos ajudar com esta crise. A “mão invisível” não virá socorrer ninguém. Seguremos nas mãos uns dos outros, que é o que dá pra fazer agora, muito precariamente.

Diferentemente do que tem sido pregado, a economia não é algo separado da escolha das pessoas, como a física ou a química. Ela é uma construção social, produto das nossas escolhas. E é graças às regras do jogo até hoje vigentes que o trabalhador está diante de uma escolha que jamais deveria ter que fazer: perder o emprego ou arriscar a vida. 

O papel principal do governo é proteger as pessoas em momentos como esses, para que não aconteça um genocídio. Quando tudo isso terminar, teremos uma outra economia, muito debilitada, mas quem sabe também outras concepções de Estado e outras regras do jogo. A humanidade precisará aprender a ser mais solidária. O mundo após esta crise pode ser melhor ou pior, mas jamais será o mesmo. (Anjuli Tostes, no Jornal GGN)

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A Guerra Biológica é mais barata e rápida que uma Guerra Normal.
Vamos fazer uma análise maluca, mas com possibilidades de acontecer.

Eu me chamo China, fiquei por anos trabalhando muito duro e acumulando riquezas.

Eu tenho um fornecedor chamado Brasil, o qual tem terras mais férteis que a minha e produz alimentos, minérios e outras comodities que eu preciso comprar.

Eu tenho um rival, chamado EUA, o qual tem uma potência militar muito maior que a minha que pretende colocar sanções ao meu comércio e me ameaça no ranking mundial.

Lanço um vírus. Me preparo primeiro (já estou a anos acumulando riquezas para esse golpe). Infecto uma pequena região, isolo, trato e perco 0,01% da minha população (perda muito menor do que em uma guerra tradicional e um custo muito menor).

Nesse meu vírus, preservo a população mais jovem que futuramente será escravizada e elimino a população idosa, que detêm o conhecimento, riquezas e lideram muitos governos e empresas mundiais.

Paro minhas fábricas de produção, gerando um caos na economia mundial e digo que esse é o exemplo certo a ser feito.

Espalho o vírus no mundo. Todo o mundo, desesperado, começa o pânico.

Governos gastam recursos, exércitos voltam à área de saúde, desemprego, fome, perdas astronômicas, nas maiores empresas do mundo, enfraqueço toda a economia mundial.

Todo o mundo para. Nesse momento, nosso território começa a produzir e  gerar riqueza novamente.

Governantes não sabem o que fazer. Começa a briga interna, em todos os países. A população fica procurando culpados entre si e cada vez mais dá tempo para finalizar o meu golpe.

As bolsas de valores caem. Começamos então, com todo o dinheiro que guardamos por anos a comprar essas empresas as quais precisamos ter controle a preço de banana.

Inevitavelmente, assim como uma guerra, milhares de pessoas morrem. Algum tempo depois, eles juntam os fatos e percebem o golpe sofrido.
Governantes desesperados pedem para a população voltar a trabalhar, mas essa está em pânico devido as noticias e gera um conflito interno, pois a população está desacreditada e confusa, dificultando o aquecimento da economia.

Com o poder acionário de várias empresas produtivas, começo a enviar novos lideres para elas, o qual tem o intuito de “escravizar” todo esse povo para trabalhar para meu país.

A recessão nesses países vai estar muito forte e os trabalhadores irão aceitar trabalhar por menos, somente para não passarem fome.

Tenho uma produção mundial, com trabalho escravo e com produção direcionada aos meus interesses.

Vendo um frango produzido no Brasil por apenas 1 real para o meu país, e vendo a 10 reais para o mercado interno brasileiro,  tornando-os cada vez mais pobres e dependentes.

Consigo manipular a economia mundial. Mando meu povo assumir cidades que sejam interessantes e cadeias produtivas.

Vocês entenderam agora o que está acontecendo?

Para todos aqueles que ainda não enxergaram essa guerra, serão escravizados por várias gerações.

Muitos se perguntam por que existiram guerras?

Algumas existiram. Pessoas e governantes preferem perder a vida a ver o seu povo escravizado.

Vamos enxergar lá na frente, o que vai ser no futuro, quando seu filho irá trabalhar 12 horas por dia em uma fábrica comandada por chineses, e recebendo meio salário mínimo.

Quando irá no mercado e não  conseguir comprar comida com qualidade e preços que temos hoje à disposição.

Para os que reclamam que o arroz está R$ 3,00 o quilo (R$ 15,00 pacote com 5kg), ele provavelmente será quase todo exportado a China e custará R$ 30,00 o pacote de 1 Kg.

Esse é o golpe que estamos levando. Pensem em um jogo de estratégia, onde o inimigo está várias jogadas à nossa frente.

Fechem as bolsas. Não permitam que eles comprem nossas empresas (já estão comprando. A bolsa hoje, 24 de março de 2020, subiu quase 10%).
Parem de brigar entre si e vejam quem é o verdadeiro inimigo.

Eu não sei vocês, mas eu prefiro morrer lutando, do que ser e ver meu povo ser escravizado.

Precisamos, urgentemente, dar um contra golpe ou seremos eternos escravos dos chineses.
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Caminho para alguma conclusão: Nenhuma novidade que o mundo jamais será o mesmo depois da crise pela COVID-19. O fundamental é que cada um saiba que também não será o mesmo. Os chineses apenas jogam o jogo deles. Nós, brasileiros é que precisamos nos transformar em “brasilianos”. O Brasil tem uma oportunidade única para crescer, se desenvolver e para o nosso povo tomar vergonha na cara. Temos de propor, debater e implantar o inédito Projeto Estratégico de Nação.

Precisamos de um choque de Capitalismo Democrático, rompendo com o Capimunismo Rentista, Improdutivo e Criminoso (Regime Cricri). Temos de pressionar por Reforma Política (com Voto Distrital, fim do voto obrigatório e partidos sem financiamento estatal). Precisamos de reforma administrativa com reforma tributária. Não há saída – a não ser eliminar os parasitas e os criminosos institucionalizados.

Assim, vamos para o Federalismo Pleno, com uma nova Constituição enxuta, fácil de cumprir, dispensando interpretações do Supremo Tribunal Federal. Este tem de ser o Brasil pós-coronavírus. Mudança, já!

Não dá mais para suportar – com ou sem coranavírus – um Brasil que opera em ritmo de manicômio judicial...

Infelizmente (ou o contrário), o Brasil só vai evoluir se passar por um grande sacrifício nunca antes encarado na História desse País... O coronavírus vem cumprir seu papel histórico. Como tem de ser...









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Jorge Fernando B Serrão

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Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 29 de Março de 2020.

ISOLADOS e DESOLADOS



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Se conseguirmos abstrair a raiva que nos acomete em razão da mudança forçada de nossas rotinas, teremos uma oportunidade rara de analisar o cenário geopolítico subjacente.

Não tenho dúvida de que esta e outras crises recentes foram “fabricadas” por institutos de estudos psicossociais existentes no exterior.

O Brasil é, ao mesmo tempo, cobaia, alvo e objeto de desejo da cobiça internacional.

Com instituições frágeis, miscigenação racial e baixo nível cultural de seu povo, aqui tudo é possível.

Não sei como vai acabar a quarentena; nem como, nem quando.

Talvez termine de maneira diferente em cada rincão do país.

Com ou sem derramamento de sangue.

Se houver desobediência civil em larga escala, estaremos salvos.

Se prevalecer a truculência, arrogância e audácia dos tiranetes de ocasião, aí sim corremos o risco de fragmentação territorial do Brasil, para vergonha dos militares e tristeza dos patriotas civis.

Como todo bom médico, façamos o diagnóstico partindo do pior cenário.

Nas regiões mais civilizadas haverá guerra civil com grande probabilidade de vitória dos que se recusam a ser escravos.

Nas partes mais atrasadas cultural e economicamente, nada mudará muito.
Passa-se do antigo “coronelismo” para um regime autoritário pós-moderno.

Quem for vivo verá.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Greta Thunberg, os seres humanos estão morrendo e você precisa aparecer...



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Béja

Greta, where are you now? Où es-tu, maintenant? Greta, onde está você agora, nesta época de flagelo que atinge a Humanidade? Você, que tanto apareceu para o mundo em defesa da preservação do meio ambiente do nosso planeta, da vida dos animais, da flora, da fauna, e o mundo inteiro ouviu e aplaudiu. Você, jovem ativista ambiental, que enfrentou governantes poderosos, que foi a personalidade de 2019 da revista americana Time. Você, que discursou na 74ª Assembleia Geral das Nações Unidas… Apareça, Greta.
Venha com sua voz, seu gestual, sua simplicidade, sua inspiração e coragem para externar solidariedade aos humanos deste mesmo planeta. Familiares dos humanos que já morreram e os milhares e milhões de humanos que ainda vão morrer.
CULPE A CHINA – Apareça, também, para responsabilizar o governo da China por culpa grave, tão grave que chega às raias do dolo consciente, da intencionalidade, ao permitir a existência daqueles mercados de animais, vivos e mortos, mercados fétidos, imundos, como o da cidade de Wuhan, onde este coronavírus, versão 2019/2020, se criou e de lá espalhou pelo mundo.
Apareça para responsabilizar os governantes chineses por ocultar ao mundo, por demorado espaço de tempo, o perigo que sabiam existir. Pelo encobertamento da verdade. Por terem prendido o corajoso médico oftalmologista chinês que denunciou a existência e circulação, lá na China, deste vírus mortal e por isso foi preso. E quando foi solto, morreu contaminado pelo próprio vírus.
A TERRA PAROU – Apareça, Greta. Apareça, porque a Terra parou. O mundo parou. Com o Estatuto de Roma em punho, apareça ao mundo e exija que a procuradoria do Tribunal Penal Internacional (TPI), que o Estatuto de Roma criou, instaure processo para investigar e apurar a responsabilidade das autoridades da República Popular da China pela terrível pandemia que rouba a saúde e a vida das humanos deste planeta.
Não importa que a China não tenha aderido ao Estatuto de Roma. Para o Direito Internacional, para o comezinho raciocínio lógico-jurídico, a recusa não tem valor. É nula. Não tem efeito jurídico.
O Tribunal Penal Internacional (TPI) é órgão da Organização das Nações Unidas, organismo que a própria China é membro-fundador desde 1945. Logo, Greta, a China não pode recusar a jurisdição de um tribunal de uma organização internacional que ela própria é co-fundadora  e que veio a ser criado depois, em 1998, e que tem sede permanente em Haia, Holanda.
DOAÇÕES CHINESAS – Apareça, Greta. Exija que o governo da China não venda, mas faça doação para todas as Nações de seus equipamentos (máscaras, respiradores, e todos os aparelhamentos necessários) para socorrer os vitimados por todo o planeta. Que a China mande seus médicos para cuidar dos povos de todos os países. Que à República Popular da China e a seus governantes, observado o princípio do devido processo legal com direito a ampla defesa, sejam impostas condenações criminais e cíveis, estas, consistentes no imperioso dever de indenizar povos e Estados atingidos. Aquelas, para decidir sobre as punições que o TPI entender devidas e justas.
Apareça, Greta. Soubemos que teve sintomas do coronavírus, mas está bem melhor. Use as rede sociais suecas e internacionais. Convoque a imprensa de todo o mundo para ouvi-la. Hoje, Greta,  a tecnologia permite que tudo isso seja possível. Até mesmo sem você sair de casa. Ao seu chamado, à sua voz, todos atendem, todos ouvem. 
Jorge Béja  é advogado especialista em Responsabilidade Civil, Pública e Privada.

O Mistério Chinês



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Percival Puggina

Durante muitos séculos, embrenhar-se na direção do Oriente era, para os europeus, uma aventura cercada de tantos temores quanto lançar-se ao Oceano Atlântico no prelúdio das Grandes Navegações. Fantasias, lendas, superstições. Caberia a Marco Polo, no último quarto do século XIII promover, meio a contragosto das autoridades venezianas, a aproximação com o gigantesco país asiático.
 Imensa maioria dos leitores destas linhas ainda não era nascida quando a China, em 1949, após longa guerra civil, mergulhou na escuridão, tomada pelas mãos tirânicas de Mao Tsé-Tung (ou Zedong) e do Partido Comunista Chinês. A partir de 1976, com a morte de Mao, o regime girou para uma economia capitalista, sem que o partido abrisse mão da condução totalitária do país. Isso permite, a qualquer juízo prudente, identificar a China como um Estado nacional perigoso. Dele não se esperam virtudes, nem valores de nosso apreço. É bom vender para eles, é bom comprar deles, mas evitem-se as más companhias. O comunismo chinês, embora “podre de rico”, não é menos apaixonado pelo poder, nem menos genocida do que os demais experimentos análogos. Apenas é mais esperto e errou menos, dentro do grande erro que é o comunismo. Hoje transmite sua experiência para o Vietnã e para Cuba: Partido Comunista como partido único, capitalismo e ditadura.
 Por isso, não é demasiado lembrar os séculos durante os quais o Oriente, envolto em mistério, suscitava temores. Nada a ver com os muitos povos que compõem a população chinesa, mas tudo a ver com o poder político local e o poder financeiro internacionalmente exercido pelo regime que controla o país.
Se o capitalismo fez bem à economia e vai tirando da pobreza centenas de milhões de chineses, a ditadura do PCC ainda não ouviu falar em liberdade de opinião e transparência das instituições. Ao contrário, divulgar o surgimento do coronavírus transformou num inferno a vida do Dr. Li Wenliang.
Não têm a menor credibilidade os números que o governo chinês divulga sobre os efeitos do novo vírus em sua população. O que há algumas semanas era identificado como teoria da conspiração hoje quase dá para autenticar em cartório. Enquanto os disparates estatísticos chineses berram aos nossos ouvidos e sob nossos olhos, a imprensa brasileira não lhes dedica uma notinha de três linhas e só falam no “grande parceiro comercial do Brasil”. Ou seja, é tudo business? Mas quando Bolsonaro expressa sua angústia com a paralisia das atividades é acusado de estar preocupado com a economia e não com as vidas humanas. E eu devo dormir com um barulho desses?
Ontem (27/03), aqui em Porto Alegre, numa imensa carreata com mais de cinco quilômetros, empresários, autônomos, comerciantes e prestadores de serviços clamavam pela reabertura de seus negócios. Eram pessoas responsáveis, chefes de família, com idosos de sua afeição, unidas para a defesa do direito de proverem seu sustento. Também ontem, João Dória, “o rebelde” almofadinha, a mais estampada antítese de Bolsonaro, novo queridinho da mídia nacional, após armar um circo contra o presidente da República, conclamou a poderosa indústria paulista a se manter ativa. Business!
A grande imprensa brasileira assumiu-se com partido político de oposição. Dedica-se exclusivamente a criticar o governo, exigindo que ele faça tudo para todos. E que faça já. É a coisa mais parecida com o PT que já se criou no Brasil.
Percival Puggina é arquiteto, empresário e escritor.

Modesta Opinião



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Augusto Fernandes dos Santos

Acabei de ver o video em que CAIADO lança Rodrigo Maia a Presidência da República, em 2022, pelo DEM. Pura TRAIÇÃO. Os ratos quando imaginam que o Barco está afundando, pulam fora. COVARDIA e OPORTUNISMO.

Em 2018, quando a maioria da Sociedade procurava um líder, um Político confiável capaz de enfrentar a quadrilha que se instalara no poder há um quarto de século, CAIADO preferiu a saída mais cômoda: candidatar-se a governador de GOIÁS.

Nem ele e nem o inexpressivo RODRIGO MAIA ( pífios 73 mil votos) tiveram a coragem cívica de enfrentar o candidato adepto do Credo MARXISTA, financiado sabe se lá com que dinheiro ? BOLSONARO sozinho, sem imprensa, sem apoio, sem dinheiro encarou o desafio e forneceu abrigo a numerosos ESPERTOS que usando seu nome elegeram-se para o parlamento e vários governos estaduais.

Nenhum político de expressão quis encarar o desafio de desalojar a ESCUMALHA que infelicitou e quebrou as finanças do país, deixando à míngua um contingente expressivo de desempregados, fruto da MAIOR ROUBALHEIRA aos cofres públicos do MUNDO. Faltando dois meses para as eleições de 2018, ninguém queria ser candidato a Vice-Presidente na chapa do Rebelde Capitão. Poucos foram seus colegas de farda que emprestaram o seu apoio desde o início, inclusive Generais.

A sociedade consciente procurava um LÌDER, um nome Conservador de Direita que defendesse os valores históricos de nossa aturdida SOCIEDADE e que tivesse compromisso com a retidão de propósitos para modificar a lastimável trajetória . Claro que a ESQUERDA CORRUPTA sabia como financiar mais uma CAMPANHA ELEITORAL. Sabiam como obter dinheiro sujo, através de Obras, maneira utilizada largamente por LULA e seus correligionários. Construir Estádios de Futebol, elefantes brancos, financiar com dinheiro público olimpíadas e Copa do Mundo, "emprestar" dinheiro nobre para países "MUI AMIGOS", enquanto a saúde e a educação das crianças e dos jovens brasileiros era deixada em plano secundário.

Inútil tentar encontrar PROVAS. O velho adágio confirma a assertiva: " 171 não passa recibo". O mais grave é a postura Impatriótica de uma IMPRENSA SUJA e de setores de uma Justiça leniente que, finge não enxergar o óbvio. Tentam, de forma ORQUESTRADA calar BOLSONARO, promovendo práticas perversas com o intuito de emparedá-lo e buscar formas de impedi-lo de governar. Apostam no "quanto pior melhor". Não passarão. O INTIMORATO CAPITÃO resistirá com o apoio da maioria da SOCIEDADE. " BRASIL ACIMA DE TUDO e DEUS ACIMA DE TODO".

Carlos Augusto Fernandes dos Santos é oficial general do Exército e já está na reserva.

sábado, 28 de março de 2020

O vírus nos gera oportunidades



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
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Além do infindável número de mortes (que a extrema imprensa parece morbidamente torcer para aumentar), o coronavírus trouxe algo muito mais tenebroso para a vida das pessoas. O suposto combate à doença abriu espaço para que os Estados nacionais, em todo o mundo, promovessem abusos de poder contra a democracia (segurança do Direito) e a liberdade individual. Além do trauma pelas vidas perdidas, esta será a grande seqüela da crise pós-COVID-19.

A crise é complexa, feia e assustadora. Não há soluções prontas, padronizadas, para situações tão diferentes em cada nação do planeta Terra. O mais espantoso, em vários lugares, e particularmente no Brasil, é o aumento da “Estadodependência”. As imposições coletivistas – essência dos sistemas socialistas e regimes autoritários -ganham força sobre o legítimo poder e a liberdade do indivíduo. Perdemos (não sei por quanto tempo ou se para sempre) a simples capacidade de apertar mão, abraçar e beijar as pessoas.

O isolamento social foi a principal arma adotada, padronizadamente, na maioria dos países. Alguns lugares pegaram mais pesado e adotaram o lockdown. Acontece que a essência humana não suporta viver isolada por tanto tempo. Além disso, as condições de subdesenvolvimento, miséria, pobreza, falta de educação e ausência de hábitos de higiene agravaram o risco das pessoas. Só que o coronavírus é tão cruel que atingiu, em cheio, o rico primeiro mundo.

Devemos encarar mais uma semana com cidades paradas por causa do “inimigo invisível”. A maioria das pessoas já não agüenta mais ficar em regime de prisão domiciliar ou isolamento obsequioso. Famílias vivem o dilema da sobrevivência. Quem conseguiu suportar à virose também precisa ganhar dinheiro. Profissionais liberais e prestadores de serviços serão obrigados a fazer milagres. Sorte de quem pode encarar o home-office. E quem está no desemprego ou impedido de trabalhar?

O economista Armínio Fraga desenhou o que precisa acontecer para aliviar os efeitos do caos gerado na fase de emergência médica: “Em algum momento alguém tem de tomar uma decisão e dizer: é por aqui, e vamos executar. Normalmente, numa situação de crise, existe um padrão de gestão que define claramente responsabilidades, desenha uma estratégia, planeja e executa as ações, monitora os eventos e se comunica com a nação. Isso precisa ocorrer urgentemente”.

Ou seja: será necessária uma urgente reinvenção das pessoas, dos processos produtivos, legislativos, políticos e econômicos. O mundo terá de rever a postura diante dos idosos e doentes crônicos – os alvos preferenciais do coronavírus. Tragédia como esta não pode se repetir em tempos de suposta paz. Imagina um caos deste numa guerra? O coronavírus deixou a elite globalista bestificada. Muitos doentes e mortos.     

Precisamos manter o otimismo e agir com realismo. O Congresso Nacional está acuado em meio a esta crise. Agora é o momento da sociedade organizada em entidades e movimentos aumentar a pressão pelas reformas administrativa, tributária e (a mais importante delas) política. Depois disso, o caminho fica aberto para a imprescindível Nova Constituição, para tornar o Brasil juridicamente seguro para crescer e se desenvolver.

Lembremos de Winston Churchil: “Um otimista vê uma oportunidade em cada calamidade. Um pessimista vê uma calamidade em cada oportunidade”. Aproveitemos a oportunidade a favor das mudanças estruturais no Brasil. O Governo de Transição de Jair Bolsonaro e Antônio Mourão, com o apoio dos militares, tem de agir estrategicamente e fazer o dever de casa. Haja sabedoria, força psicológica, inteligência, coragem, resiliência, paciência e tolerância...
Intuição? A quarentena vai mais longe do que parece... Março que termina, abril e maio serão difíceis. Vem o outono, com pouca chuva, umidade relativa do ar baixa, muita alergia, junto com influenza, dengue & afins e, claro, coronavírus. Que os infectados – quase todos – sobrevivam...

Mais uma previsão, quase certeza? O Estado-Ladrão brasileiro não vai nos socorrer... Pode esquecer... Então, quem não for pego pelo chinavírus corre risco de ter a vida ameaçada pelo caos econômico.

Piadas muito sérias...

Frases soltas que circulam nas redes sociais, para tentar dar uma descontraída no clima pesado:

- Hoje lavei as mãos com Johnny Walker. Está mais barato que alcool-gel

- Recomendo andar em casa usando máscara. Não é pelo vírus. É para não comer.

- Dois dias em home-office com as crianças e já estou achando a mensalidade do colégio barata.

- Tão de saco cheio que se as Testemunhas de Jeová baterem na minha porta, atendo.

- Meta para 2020: sobreviver. Emagrecer fica pra 2021.

- Acordar ao meio-dia e saber que estou salvando o mundo...não tem preço.

- Estatística policial das últimas 24 horas: roubos 0, furtos 0, acidentes 0, brigas de casal 328.453 (e aumentando, sem parar)...

- Outro dia sem ir à academia... E já se vão 15 anos...

- Se esse é o vírus chinês, imagina o original...

Hino Nacional do Coronavírus


 Atenção Nasa: mais um caso brasileiro para estudo...

Leitura recomendada


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Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 28 de Março de 2020.

O Dia do Cão (Ronavírus)



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Não sei que raça de cão morderá primeiro o “bichon frisé” que mandou fechar todas as pet shops.

Sem ração não há salvação! Nem com muita oração!

Só sei que a maior rede de produtos caninos do Brasil deve estar puts da vida.

Presenteará, em breve, seu algoz como ao mágico de Oz.

Isso se o Homem Vira-lata não tomar um Totó de alguém do gabinete. Ó Dio Mio!

Nosso anti-herói passou de Espantalho a rebotalho em pouco tempo.

Os amáveis leitores sabem que o tempo “ruge”. Não sei se como leão, onça ou felino de menor rango (che capitán !); o Gato de Botas já é suficiente pra cuidar do borra -botas.

No momento, no pavilhão retrofuricular do pulha, não passa nem agulha.

BOcó de mola, não ganha do povo nem esmola.

Seus tempos de Forrest Gump acabaram.

Com muita sorte escapará dos filhos de Mavorte.

Quem articula do povo brasileiro a morte, terá triste fim.

Será como num prostático exame. Sentirá a força do “tsunami”.

Um cara da escória que, por acaso, teve momentos de glória.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.