segunda-feira, 16 de março de 2020

A complexa gestão da histeria coronaviriana


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
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Apesar das recomendações oficiais contrárias, o povão que luta por reformas e mudanças foi às ruas, em expressivas manifestações. O Presidente Bolsonaro foi às ruas de Brasília. Posou correndo com a Bandeira Nacional. Ignorou a histeria médica para não fazer contato físico com as pessoas. Bateu papo com a galera perto do Palácio do Planalto. O negócio foi tão divertido que ele até deu chute no boneco Pixuleco...

De noite, na residência oficial do Alvorada, viu um repórter da estreante CNN, ao vivo, na portaria, e aproveitou para dar uma entrevista-surpresa. Bolsonaro foi curto e objetivo: cobrou o fim das picuinhas entre ele, Davi Alcolumbre (Presidente do Senado) e Rodrigo Maia (Presidente da Câmara). Bolsonaro também comemorou o resultado positivo (para o governo federal) dos atos públicos de 15 de março de 2020. Bolsonaro não concorda com a ”tese” da “falta de diálogo e polarização” levantada por Alcolumbre e Maia.


O Presidente já deixou claro que não fará coalizão. Então, a governança será conquistada na base da pressão (inclusive popular) e de um diálogo complexo para uma discussão de relação institucional entre Bolsonaro, 81 senadores, 513 deputados e os 11 ministros do Supremo Tribunal Federal. Teremos momentos eletrizantes de variadas quedas de braço, em meio a uma persistente crise econômica turbinada pela pandemia internacional do Coronavírus.

A gestão da histeria coronaviriana será o grande desafio para Jair Bolsonaro e, acima de tudo, para seu super ministro da Economia. Paulo Guedes nunca esteve sob tão fortíssimo ataque como agora. Ele tem a missão complicada de melhorar a comunicação entre a equipe econômica e o Congresso Nacional. Os jogos de cena serão teatrais. Guedes vai para cima dos parlamentares, e eles vão gritar do jeito que puderem. O pau vai cantar, enquanto os mortais se preocupam com os efeitos da pandemia econômica.       

Papo reto: As autoridades mandaram desacelerar. A segunda metade do mês de março será devagar, quase parando. Na Europa, principalmente na Itália, a situação é assustadora. Várias fronteiras estão fechadas, em 17 países altamente atingidos. Quarentenas estão decretadas em vários países. A ordem é para ninguém ir nem vir. Turista é categoria em extinção temporária. Eventos culturais e esportivos suspensos até segunda ordem. Teatros, cinemas e afins em agonia. Companhias aéreas cancelam voos, entram em férias coletivas e podem até quebrar.

O negócio será esperar, de preferência em casa, para ver o que acontece. Infelizmente, a regra não vale para todos. Azar da maioria que precisa correr atrás do vil metal para tentar pagar as contas e os impostos do dia-a-dia. Como tem de ser... Não tem outro jeito. A única saída forçada é esperar pelo que pode acontecer em meio a previsões de prejuízos ainda incalculáveis.

Haja resiliência, sabedoria e muito saco para aturar o caos mundial. E vamos nos preparar para ver se a situação melhora a partir de abril... Quem sabe?

Até lá, lavemos nossas mãos – não como Pôncio Pilatos -, mas com muita água e sabão. Álcool-gel é o Cacete! O importante é vitamina C. Por isso, vale a dica de um famoso pagode: “Toma mais um limão... Qui, Qui, Qui fica bom”... Xô, Coronavírus! Pau nos canalhavírus...

Jesus espanta o bicho


Montagem sacana, feita por flamenguistas, 
para ironizar o divino poder do técnico Jorge Jesus...

Recado providencial

Texto de autoria não identificada, que começou a circular no Rio Grande
do Sul:

"Eu vou me cuidar porque eu te amo": eisa frase que resume o momento que vivemos.

É agora que a gente vai saber o que fala mais alto em uma comunidade. O meu problema ou a nossa proteção.

Já ficou mais que provado que, para cerca de 80% dos pacientes de coronavírus, a doença nada mais é que uma gripe, que nós, ranhentos do sul, que passamos o inverno todo gripados, tiramos de letra.

Mas não é o momento de pensarmos nos 80%. É hora de pensarmos nos 20. Na sua avó que neste momento está com a saúde fragilizada. Na sua amiga que neste momento passa por uma quimioterapia. No seu pai que tem problemas respiratórios.

"Porque eu te amo, vou cuidar de nós." Se, hipoteticamente, duas mil pessoas se contaminarem em minha cidade, e dessas duas mil, umas cem precisarem de atendimento hospitalar ao mesmo tempo, vai faltar leito.


Vai atingir pessoas frágeis nas filas de atendimento médico. Vai virar um caos.

Pelos outros, eu vou me cuidar. Pelos outros, eu vou procurar o sistema de saúde, se apresentar sintomas e ter circulado por áreas de risco.


Pelos outros, eu vou ficar em casa, isolada se eu for um caso suspeito.


Pelos outros, eu vou me privar de viajar, se meu destino for de livre circulação do vírus. Vou evitar festas com grandes aglomerações. Vou lavar minhas mãos, vou evitar compartilhar o chimarrão, vou evitar abraços e até mesmo os apertos de mão. Pelos outros, eu vou fazer minha parte.

E quando cada um faz sua parte, todos ganham. O coronavírus é um exercício real de empatia. E empatia é igual leito de UTI. Não é em todo o lugar que a gente encontra.


Os Olhos da Escuridão


Livro de 1981 previu a pandemia em 2020?

Congratulations, CNN

Parabéns ao jornalista Douglas Tavolaro pela estreia da CNN Brasil.

Fica a torcida para que seja mantida a qualidade da primeira noite.

Se for assim, serão sentidos os efeitos benéficos da concorrência no medíocre e decadente mercado jornalístico brasileiro.







Leia o artigo de domingo: Reação aos Canalhavírus   


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Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 16 de Março de 2020.

4 comentários:

Anônimo disse...

Cronistas-fake da zero-hora(Porto Alegre) tulio milmann, carolina bahia, rosane oliveira e outros menos votados escrevendo bobagens, criticando milhares de cidadãos brasileiros que foram às ruas, dia 15, para dar apoio ao Governo bolsonaro, afirmando que isso ajuda a disseminar o coronavírus. Mas os três citados foram vistos, na véspera, frequentando supermercados, onde TAMBÉM o coronavírus passa de um cliente para outro. Hipócritas! Na averdade, essa gente da RBS está contaminada pelo COMUNAVÍRUS!

sergio soares disse...

Caro Serrão,você ainda espera algo da CNN,a campeá mundial de FAKENEWS???Ou da NBC,ABC e CBS,controlada pelos Rockefellers????Acorda colega.Melhor coisa é desligar a TV.

Marcelo Baglione disse...

Serrão, boa tarde,

Ontem, assisti a inauguração da CNN Brasil; diga-se de passagem, a parte política é infinitamente superior GoebbelsNews. Chegaram a colocar o Rodrigo Maia na parede. Não teve refresco, não. O William Waack tirou o couro do Botafogo que, em certos momentos, ficou visivelmente incomodado. E por incrível que pareça, para surpresa de todos, o Davi Alcolumbre se saiu muito bem. Destesto ambos!

Ainda enquanto a estes dois imprestáveis, na entrevista que o Mito concedeu a recém-nascida CNN Brasil, ele disse uma grande verdade: por que os dois, o deputado e o senador não vão dar uma voltinha na rua, falar com o povo, do mesmo modo que ele faz? Resumindo, foi isso o que ele disse, sendo que nas entrelinhas, o entendimento é outro: vocês serão linchados em praça pública.

Na entrevista, o abjeto Rodrigo Maia disse que o presidencialismo de coalisão, blá-blá, blá. Por isso repito as suas linhas, Serrão:

"O Presidente já deixou claro que não fará coalizão."

E agora? Eu aperto a sua mão, correndo riscos ou simplesmente batemos os pés, por amor à segurança e à saúde do Brasil?
Abração T.

M.

Marcelo Baglione disse...

Serrão, boa tarde,

Ontem, assisti a inauguração da CNN Brasil; diga-se de passagem, a parte política é infinitamente superior GoebbelsNews. Chegaram a colocar o Rodrigo Maia na parede. Não teve refresco, não. O William Waack tirou o couro do Botafogo que, em certos momentos, ficou visivelmente incomodado. E por incrível que pareça, para surpresa de todos, o Davi Alcolumbre se saiu muito bem. Destesto ambos!

Ainda enquanto a estes dois imprestáveis, na entrevista que o Mito concedeu a recém-nascida CNN Brasil, ele disse uma grande verdade: por que os dois, o deputado e o senador não vão dar uma voltinha na rua, falar com o povo, do mesmo modo que ele faz? Resumindo, foi isso o que ele disse, sendo que nas entrelinhas, o entendimento é outro: vocês serão linchados em praça pública.

Na entrevista, o abjeto Rodrigo Maia disse que o presidencialismo de coalisão, blá-blá, blá. Por isso repito as suas linhas, Serrão:

"O Presidente já deixou claro que não fará coalizão."

E agora? Eu aperto a sua mão, correndo riscos ou simplesmente batemos os pés, por amor à segurança e à saúde do Brasil?
Abração T.

M.