sexta-feira, 20 de março de 2020

Adiamento das eleições municipais



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laurelli

O palco no mundo é extremamente delicado na conjuntura atual e no Brasil dramático com plena recessão e depressão, derretimento das bolsas, e aguda sensação de paralisação das atividades e retomada sabe Deus lá quando. Até lá, somente farmácias e pequenos negócios em funcionamento...

Como viverão aqueles dependentes da economia subterrânea e microempresários? É difícil cogitar como será a alternativa e se temos ou não solução. O Brasil vive seu pior momento desde que descoberto verdadeiro: tempo de guerra, de polarização e falta de respeito aos preceitos legais, com um intenso nervosismo.

A união da Nação é fundamental para minimizar o trauma. Termos respostas prontas e evitar que nosso povo sofra em leitos hospitalares e morra à espera de socorro. Faltam leitos, os exploradores de plantão sobem preços de máscara e gel. Deveriam ser presos com base na lei de segurança nacional esses depredadores da saúde pública, e todos os que se prevalecem do momento para subida dos preços.

O temperamento pede o adiamento das eleições municipais - uma economia
de mais de 100 bilhões de fundos eleitorais a serem drenados para o tratamento de choque da doença em todas as cidades, e estados. Eis que a União debilitada não conseguirá, sozinha, apontar o caminho de uma resposta firme e ao alcance dos enfermos.

Não poderemos realizar eleições no ano de 2020, mas sim fazermos o adiamento para 2022 quando então tudo será consolidado em conjunto eleições gerais para os representantes do povo, da sociedade. Com isso, diante do estado de calamidade se justifica e pontua normal a não realização
do pleito eleitoral já que estamos impedidos de aglomerações e contato entre o candidato com o público eleitor.

O Brasil tem pressa agora que sairia do nanico PIB de um por cento a perspectiva é de produto interno bruto negativo para o encerramento do ano de 2020, o qual não começou e terminou dramaticamente.

Aos que tem bom senso e confiam em dias mais azulados e menos tempestuosos a sugestão é de adiamento das eleições. Com isso, os 225 milhões de brasileiros poderão enfrentar a tempestade perfeita sem  medo do vírus ou da contaminação política que corrompe valores e debilita a moralidade da sociedade.

Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laércio Laurelli (aposentado) são Desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Um comentário:

Anônimo disse...

Mais 2 anos de canalhas a frente dos municípios???