quarta-feira, 11 de março de 2020

Infecção em Galinhas (e Coronavírus)



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por William Cardoso Maciel

O pequeno produtor rural, Cícero Barreto da Silva, no Sítio Retiro, em Iguatu, começou neste ano uma criação de galinha caipira, e disse que algumas passaram a apresentar nariz melado, com uma espécie de coriza. Pergunta qual o tratamento.

Realmente, são poucas informações para se chegar a um diagnóstico, pois precisávamos saber a quantidade de galinhas existentes, o número de enfermas, além de dados referentes ao tipo de criação, alimentação, idade das aves etc. Mas, com base nas poucas informações que recebemos, podemos pensar nas seguintes possibilidades: suas aves podem estar afetadas pela Bronquite Infecciosa que é produzida por um vírus chamado Coronavirus e conhecido no interior como "Gôgo das Aves".
Neste caso, se trata de uma doença viral e não existe tratamento. O que se deve fazer é um estudo sanitário para determinar a presença do vírus e aplicar um programa de vacinas específico para a sua criação para evitar futuros casos da doença.
Outra possibilidade é que suas aves estejam afetadas pela Coriza infecciosa. Esta doença é provocada por uma bactéria chamada Avibacterium paragallinarum, e, para este caso, existe tratamento com antibiótico. Nós recomendamos a aplicação de um antibiótico a base de Enrofloxacina, podendo ser aplicado 0,5 mL (três aplicações em dias alternados) na musculatura do peito das aves.

Ambas as doenças são altamente infecto-contagiosas e acometem aves comerciais e, também, as aves caipiras. As aves podem apresentar sinais respiratórios (tosse, espirro, escorrimento nasal, edema facial e conjuntivite) frequentemente seguidos por diarreia (normalmente esverdeada), perda de apetite e, em aves de postura, ocorrer queda na produção.

Para a confirmação do diagnóstico é necessário a realização da necropsia associados à sintomatologia e outros exames laboratoriais como, por exemplo, as provas sorológicas (análise de anticorpos por coletas de sangue das aves). Recomendações: ele deve procurar manter o local, o aviário, sempre limpo, bem ventilado e com água e ração de boa qualidade. Fazer a separação e o isolamento das aves doentes e não doentes. Se possível, enviar para a Favet algumas aves mortas (congeladas ou resfriadas) para necropsia.
William Cardoso Maciel, Pós-Dr. e professor de Ornitopatologia da Favet/UECE. Publicado no DIARIO DO NORDESTE em 23 de Julho de 2010... Sim... 2010... Quase dez anos atrás...
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Agora os tratamentos para os quais somente precisamos de cobaias:
Publicado por Agoline produtos Agropecuários:
“A coriza infecciosa ou gôgo em aves domésticas é uma doença bacteriana comum no Brasil, que atinge aves quando são submetidas a instalações inadequadas, estresse, entre outros. É altamente contagiosa e atinge as vias respiratórias de aves em todas as idades. Os sinais clínicos mais comuns são: – Secreção nassal, que causa obstrução das vias respiratórias e leva a ave a respirar pela boca. – As aves infectadas diminuem a postura e ficam com as asas caídas. – Conjuntivite. - Edemas na cabeça e ao redor dos olhos. – Em alguns casos, ocorre o fechamento das pálpebras e até a destruição do globo ocular.
Como evitar o gôgo: – A transmissão acontece principalmente pelo contato, por isso é importante separar as aves doentes das sadias. – Criações que vivem em locais sem estrutura adequada de proteção contra chuvas intensas e ventos fortes, por exemplo, estão mais sujeitas à moléstia, por isso sempre mantenha o ambiente limpo, seco e arejado. – Evite friagem, umidade e vento direto nas aves. – Desinfecção das instalações e equipamentos utilizados na criação. – Assegure uma alimentação de qualidade com suplementação vitamínica. – Compre aves isentas de problemas respiratórios. – Aplicação de vacinas. – Tratamento: Sanagogo (Somente para aplicação tópica intratraqueal). 
Como usar: Imobilizar a ave, delicadamente. Com os dedos, polegar e indicador, abrir o bico e elevando a garganta da ave, até aparecer o orifício da laringe, pingar 2 a 5 gotas de Sanagogo neste orifício, tomando-se cuidado para não asfixiar a ave. Um só tratamento é suficiente.”
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Outros tratamentos.
Leitores do Avicultura em 20 de Dezembro de 2016:

Tenho uma pequena criação com com 9 galinhas rodia e 4 frangos brancos, estão com aproximadamente 5 meses. Neste mês tive uma mudança brusca de temperatura na minha cidade (sul de minas). Depois disso, percebi que os frangos e as galinhas estavam roncando aprendo catarro preso na garganta e as narinas com coriza, iniciei um tratamento com triste fim na água e nos que estavam com um condição de ronco e catarro maior, apliquei um mal de terramicina la. Mas não tenho notado melhoras. Eles se alimentam normal estão espertos mais os sintomas de ronco e coriza continuam. Se alguém puder me ajudar,ficarei extremamente agradecido. Pois temo ter que sacrificar todos e perder todo o investimento e serviço despendido com esta criação.
Respostas:
1 - Meu amigo bom dia, Bom ... Também sou de Minas e sei o que está passando, entao lavai uma dica ; Pegue uma pena do rabo ou da asa misture criulina na água na proporção de 1 por 1 , de forma que o produto não fique forte demais e enfie dentro da garganta das aves, mas tome cuidado para machuca-las, faça isso duas vezes ao dia e se tiver condiçoes de comprar um remédio chamado sanagogo também é muito bom! Amigo isso eu faço com minhas aves, é apenas uma ação que adquiri com outros criadores, se quiser depois pesquise sobre a criolina e seus efeitos vai ver que ela é muito Boa para várias coisas! Boa sorte.
2 - Compra trisulfim. Prenda as aves, deixa elas passar uma tarde com sede, no outro dia cedinho coloca o trisulfim na água e deixa elas beber por cinco dias. vc da pra elas um remédio chamado : matagerm 600

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- Possuo uma galinha que aparentemente está bem e um galo que está muito mal. São respectivamente a Pretinha e o Tampinha.
O Tampinha come muito bem, mas há um tempo está com diarréia bem amarelada, e a crista perdeu a cor viva que tinha, invés de vermelha está rosada. Ele é daqueles galinhos pequenos e brancos. Além da crista sem cor e diarreia há dois dias notei que ele não consegue mais andar direito. As asas baixaram, ele dorme o tempo todo e está com dificuldades para andar - hora anda cambaleando, hora pula para não cair. Já dei terramicina, que é o que sempre indicam em casas agropecuárias e também dei um vermifugo, mas ambos eu encontrei em pó e por só ter dois animais tive medo de colocar demais na água e acabar matando os dois. Alguém poderia por favor me ajudar? Já viram algo parecido? Não estou aguentando vê-lo assim.
Respostas:
1 - Fazer um diagnóstico à distância é extremamente complicado, por que as variáveis que cercam as possibilidades com sintomas parecidos são grandes.
Tenho conseguido orientar muitos criadores com dúvidas e problemas com pequenos vídeos de suas dificuldades, assim, consigo estar dentro do problema e visualizar uma grande quantidade de fatos no local da criação. Isso provavelmente vale para mim e outros profissionais da área.
No seu caso, como já foi comentado aqui, não vamos questionar o valor da creolina, um desinfetante a base de cresóis, que como tal, deve ser utilizado como desinfetante, ou conforme procedimentos recomendados pela bula do produto. Qualquer uso fora da descrição do produto poderá ou não ser efetivo, visto que não fora recomendado pelo fabricante.
Para que possamos ter sucesso no uso de qualquer medicamento, antes de mais nada, precisamos de uma suspeita clínica, que deverá vir acompanhada por um histórico do problema. Somado a isso, o profissional deverá fazer várias perguntas acessórias que poderão fechar o diagnóstico do caso.
Depois disso, deverá ser realizada a prescrição do produto para combater a enfermidade, se estiver presente ou não. Mas aí vem outro problema. Lembra-se das outras perguntas que poderia ajudar na solução do problema? Pois é, aqui devemos ter idéia de como vivem e onde vivem as aves, para podermos selecionar a via de administração do medicamento, se via água de bebida ou ração, como já foi comentado por um dos participantes do debate.
Para que possamos ter o êxito do tratamento, caso o diagnóstico tenha sido correto, precisamos de uma persistência no tratamento, onde esse quesito via de administração é fundamental. Aí vem as perguntas: a água de bebida é corrente ou bebedouro? Clorada ou não? bebedouro é lavado e com qual frequência? Veja que são perguntas importantes e que nada foi mencionado na descrição do seu problema.
Creio que o uso de antibióticos via água de bebida por 7 dias consecutivos, seguindo a recomendação dada acima, deixando as aves presas para estimular a sede e poe sua vez o consumo por igual da medicação, do princípio ativo Bromexina ou do Tylan 200, sempre de acordo com a bula da medicação, ou a criteriodo medico veterinário RT da loja que comprar o medicamento.
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Para aqueles que desejem se aprofundar no assunto existe uma infinidade de filmes no youtube.
É  só botar lá “como curar gôgo de galinhas”.
Neste o instrutor parece que está contaminado...

Um comentário:

aparecido disse...

Há 60 anos atras quando garoto minha mãe tinha centenas de galinhas..naquela epoca não existia remedios nem casas agropecuarias...e quando aparecia galinha com pigarro ( dificuldade respiratória) o remedio era um só : alho...esmagava diversos dentes de alho e fazia um caldo grosso e empurrava garganta afora das aves.. em poucos dias não tinham mais nada...alho é remédio bom para virus...se repele até vampiro porque não repeliria um viruzinho ???