sábado, 7 de março de 2020

Nosocômio, Manicômio, Ludopédio & Cemitério


Custo Parasita no Brasil: gol contra!

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

O Sobrenatural de Almeida, imortalizado pelo também imortal Nelson Rodrigues, costuma marcar gols contra absolutos ao longo da vida.

Alguns problemas nos levam ao Nosocômio.

Outros conduzem ao Manicômio (Judas ciário, inclusive).

Os mais graves até terminam no Cemitério.

A vantagem é que a gente já viveu até para ver paraguayo prender craque brasileiro por falsificação.

Parece até que o mundo está acabando.

Porém, vamos falar de jogadas “menas” “infelizas”.

Partilho com os amáveis leitores um texto genial que tem sido compartilhado nas redes sociais pelos amantes e amantas da bola, desde criancinha.

Conheça as regras do futebol de rua de antigamente, no tempo em que bater uma pelada nada tinha a ver com o ato ignóbil de espancar uma mulher nua:

(1) Os dois melhores não podem estar no mesmo time. Logo, eles tiram par-impar e escolhem os times.

(2) Ser escolhido por último é uma grande humilhação.

(3) Um time joga sem camisa e o outro com camisa.

(4) O pior de cada time vira goleiro, a não ser que tenha alguém que goste de agarrar.

(5) Se ninguém aceita ser goleiro, adota-se um rodízio: cada um agarra até sofrer um gol.

(6) Quando tem um pênalti, sai o goleiro ruim e entra um bom só para tentar pegar a cobrança.

(7) Os piores de cada lado ficam na zaga.

(8) O dono da bola joga no mesmo time do melhor jogador.

(9) Não tem juiz.

(10) As faltas são marcadas no grito: se você foi atingido, grite como se tivesse quebrado uma perna e conseguirá a falta.

(11) Se você está no lance e a bola sai pela lateral, grite " é nossa" e pegue a bola o mais rápido possível para fazer a cobrança (essa regra também se aplica ao "escanteio").

(12) Lesões como arrancar a tampa do dedão do pé, ralar o joelho, sangrar o nariz e outras são normais.

(13) Quem chuta a bola para longe tem que buscar.

(14) Lances polêmicos são resolvidos no grito ou, se for o caso, na pancada.

(15) A partida acaba quando todos estão cansados, quando anoitece, ou quando a mãe do dono da bola manda ele ir pra casa, ou aquela vizinha que prende a bola que caiu na casa dela ou corta a bola.

(16) Mesmo que esteja 15 x 0, a partida acaba com "quem faz, ganha".

(17) rua de baixo contra rua de cima, valendo garrafa de coca-cola....

(18) se chover forte, certamente haverá futebol.

(19) O famoso grito "paroooou", quando vinha carro ou uma mulher grávida/com criança passava perto da pelada.

20) Os bons tempos da infância, embora não voltem mais, nunca se apagam da mente de quem curtiu a infância.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador. Nos bons tempos, bateu um bolão e até dançou lambada.

6 comentários:

Roberto F disse...

Eheh
Muito bom. O interessante é que anos de progressismo conseguiram estragar até essa simples atividade infantil, com regras básicas de convivência e respeito mútuo.

Anônimo disse...

Esse é o resultado do Socialismo que empurraram no povo brasileiro. Eu me lembro que quando a Dilma foi empossada, triplicaram os salários, inclusive o dela. Um Deputado naquela época, ganhava em torno de doze mil e poucos reais. E qual é o resultado disso? Quem entra lá nunca terá disposição para mudar essa situação porque é muito bom ter um salário mensal que dá para comprar um carro ou até mesmo uma casa dependendo do local, eu disse mensal. A situação é confortável demais pra eles se preocuparem com o restante do país. Isso é um meio de fazer com as pessoas se tornem egoístas, egocêntricas. Eles sabem muito bem como implantar o socialismo/comunismo nos países.
O que não dá para aceitar é que uma pessoa que ganha pouco mais de três mil reais, paga imposto de renda. Não é revoltante uma coisa dessas? Muitas vezes, ele nem casa própria tem, tem apenas um salário de aproximadamente uns quatro mil reais. Com o alto custo de vida e tendo que pagar aluguel, mal dá para sobreviver.

Anônimo disse...

isso é um meio de atrair as pessoas para a política, partidarizá-las. E ainda temos essa constituição que introduziram o pluralismo partidário. Fizeram uma verdadeira bagunça. É o poder pelo poder. Tudo planos para essa Nova Ordem Mundial. Eu ja disse que essa Constituição desse globalistas.

Fernando disse...

Ótimo texto recordar é viver. Na minha infância era desse jeito mesmo. Era eu dois irmãos e um monte de pirralhos p jogar a pelada nos campinhos q nós mesmos fazíamos ou então na rua. Q saudade desse tempo. E um dos meus irmãos se profissionalizou no futebol depois dos Campos de várzea.

aparecido disse...

Joguei bola na rua e gramados há 50 anos atrás e as regras eram exatamente como estas...eu era ruim de bola mas bom de pancada e quem tirava um sarro( que hoje chamam bullyng) levava porrada...e voltava para casa com nariz sangrando...por isso me respeitavam...

Anônimo disse...

De Norte a Sul, as regras das peladas infantis eram as mesmas. Faltou dizer que a goleira era marcada por duas sandálias havaianas, e era proibido diminuir o tamanho do gol, por pior que fosse o gol-keaper. Obs.: Eu era tão ruim, que só jogava no gol. Depois de tantas peladas acabei jogando no time juvenil do Internacional de Porto Alegre, por uma temporada.