terça-feira, 10 de março de 2020

Pânico nos Mercados Globais



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laurelli

Estamos atravessando um período apocalíptico no mercado financeiro e de capitais, com uma inédita crise de energia, no setor de petróleo - não pelo excesso de demanda, mas pelo volume da oferta sem procura, com o dólar nas alturas e as bolsas em derretimento com morte súbita.

Seria o fim da era da globalização ou apenas amostra do que representa o encadeamento ilógico da dependência de apenas uma Nação? São ambos os fatores pensamos que  a globalização já chegou no seu patamar com as cem maiores empresas do mundo e ao mesmo tempo a fragilidade se hospeda na exclusiva situação de produção em massa feita pela China hoje completamente desestruturada.

E quem estaria ganhando com essa frenesi e total alucinação por meio da irracionalidade? A olhos vistos quem trabalha com ouro, com bitcoin,
e também com empresas que exportam naturalmente do ramo papel e celulose. Desgraça de muitos felicidades de poucos, mas o mundo moderno não tem líderes para espancar a crise e nem a hemorragia. Daí por que o sangramento poderá ser demorado e corre o sério risco de termos contaminações múltiplas.

Empresas aéreas, de viagem, mercados congelados, menor consumo e a queda do barril de petróleo na escala inferior a 30 dólares não representa automaticamente que tenhamos redução na bomba final ou que a grandeza da Petrobras virará da noite para o dia pó e igualmente da empresa vale. Foram derretidos mais de cem bilhões mas nem por isso o cenário internacional realoca a produção para campo minado.

O pânico é um movimento não aceitável mas será que o virus não fora produzido em laboratório e enviado mundo afora para aumentar o crescimento da China e favorecer produtores americanos endividados. Ninguém sabe ao certo porém que a China deveria pagar a conta não há dúvida pois se uma população não tem saneamento, higiene ou bons hábitos alimentares, o que se pretende é um controle das comunicações e os equipamentos ali produzidos já faltam em centena de empresas dependentes da tecnologia daquele País.

Haverá uma solução a médio prazo, porém o que aconteceu na atualidade é um sinal, presságio de que a globalização dá ritmo de encerramento.
Sem um novo modelo próprio da distribuição da riqueza correremos o sério risco de uma humanidade aumentar os bolsões pobreza.

Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laércio Laurelli (aposentado) são Desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

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