terça-feira, 10 de março de 2020

Samba do Coronavírus doido desafia Guedes



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
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Todo mundo sabe que crises geram ameaças, porém permitem oportunidades. O negócio é pragmático. Os problemas chegam com tudo e exigem soluções. Não tem outro jeito. O processo natural de ganha e perda, uma hora tem de chegar a um meio termo, o ponto de estabilidade. É o que dá perspectiva de melhora para as pessoas.

O Brasil já vem em crise acentuada, escancarada, desde 2013. A economia derrapando alimentou a radicalização política. O brasileiro se emputeceu com a incompetência e corrupção dos governos do PT/MDB e demais comparsas. A massa foi para rua e gerou uma onda de pressão que culminou com a queda da Dilma Roussef, até a eleição surpreendente de Jair Bolsonaro.

O primeiro ano de governo passou rapidinho. O resultado econômico não foi animador. O pibinho de 1,1% acendeu o sinal de alerta na equipe econômica. A esperança de melhora continua em vigor. Tanto que uma expressiva parcela da população se mobiliza para uma grande manifestação, domingo que vem (15 de março), a favor do governo e contra seus “inimigos” no Congresso e na cúpula do Judiciário (mais precisamente no Supremo Tribunal Federal).

A regra da vida real é bem clara. Governos fazem sucesso se a população tem a percepção da melhora ou boa condução da economia. A crise brasileira segue persistente. As causas são variadas e conhecidas: problemas estruturais que demoram a se resolver. Falta competência ou vontade política? O Estado Capimunista e Ladrão do Brasil segue em ritmo de xeque-mate. Excetuando-se os bandidos profissionais, a maioria das pessoas quer mudanças e apóia as reformas. Só que elas demoram a acontecer, e aí fica aquela dúvida cruel: até quando vai durar a paciência do eleitorado?

Os Governos Federal, estaduais e municipais lutam contra o tempo. O povo cobra soluções. O Presidente Jair Bolsonaro enviou ao Congresso Nacional várias propostas de reformas. A Previdência passou do jeito que deu. Agora vêm a tal da Emergencial (para aliviar os cofres falidos dos estados e municípios), além da sempre adiada reforma tributária e da administrativa (que enfrentará a reação feroz dos servidores públicos).

Agora, a pressão da crise potencializada pelo Coronavírus doido recai sobre Paulo Guedes, que ganhou de Bolsonaro o apelido de “Posto Ipiranga” – onde, no imaginário publicitário, podem ser encontradas as mais variadas soluções. A tendência é que Bolsonaro aumente a cobrança sobre seu “Super Ministro da Economia”. Naturalmente, Guedes vai passar a bola para o Congresso. A grande dúvida é se o jogo de empurra vai acabar bem...

Resumo da ópera: a equipe de Bolsonaro será obrigada a ser mais ágil, eficiente e eficaz que seus “sabotadores”. O povão fará crescentes cobranças por resultados práticos. Paulo Guedes, torcedor do vitorioso Flamengo, será forçado a provar que a economia vai mesmo atingir "outro patamar", o mais depressa possível... Vai ou não vai?  

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Jorge Fernando B Serrão

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Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 10 de Março de 2020.

Um comentário:

Anônimo disse...

O Movimento Neocons é qualificado como falso conservadorismo. Pude perceber indícios na normalização dos palavrões.