segunda-feira, 2 de março de 2020

Triângulo das Bermudas



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laurelli

Loterias, Futebol e Carnaval com um gole de cerveja. Eis o retrato local e internacional do Brasil que atravessa uma seríssima crise fiscal e outra maior de coloração financeira econômica. Vivemos triângulo das bermudas: futebol quebrado e pessimamente organizado jogado diariamente: carnaval sem data para terminar e loterias que fazem a esperança de um povo sem futuro, com manipulação de resultados e acúmulos de prêmios quase sempre para um ou dois ganhadores.

Aqui se engana muito, se tapeia demais, e os sonhos camuflam pesadelos,
já que o aposentado não consegue sobreviver com o rendimento da seguridade social: precisará de uma complementação, ou voltará ao mercado de trabalho informal.
levantamento de uma Nação entregue ao seu infortúnio.


Caímos sem paraquedas no triângulo das bermudas e afundamos num mistrô de carnaval, futebol e loterias, além, é claro, de bares por todos os cantos com cervejas espalhadas das mais variadas espécies e até artesanais, algumas mortais.

Nosso pobre Brasil polarizado, com desinteligencias extremadas e pessoas de pouca boa vontade para conduzir o País para além desse marasmo e falta de imaginação com criatividade. Medidas existem que podem ser adotadas porém sem redução da federação nada se conseguirá. Redução de estados e municípios, só nas eleições de outubro para prefeitos e vereadores muitos bilhões gastos para o que já esperamos os mesmos reconduzidos e despreparados passando o chapéu para que o Governo Federal pague a conta.

Diminuição do número de deputados para 401 no máximo e de senadores para 55, assessores, comissionados e todos aqueles que o Ministro Guedes invoca parasitas, mas o Estado brasileiro não respeita a cidadania e exige o máximo do cidadão e não lhe oferece mínimo.

A sociedade de organizada nada tem são alguns espertalhões procurando o momento para golpear, e assim ruma a desumanidade que já no pré colapso do coronavírus desperta a intranquilidade e o temor do amanhã.

Hoje o quadro é sombrio em todos os sentidos com o impacto de trilhões evaporados com esse fraco vírus mas ao mesmo tempo potente esperaremos o tempo da quaresma para vermos se a ressureição é o ponto final de transformação.

Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laércio Laurelli (aposentado) são Desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Um comentário:

Anônimo disse...

O papel aceita tudo. Qual o rombo que os dois autores do texto dão ao erário? Se existe local desperdicio de d8nheiro publico é no Poder Judiciário. Chega de atribuir aos outros o problema do Brasil
Abram mao dos salarios absurdos, das vigarices de auxilio moradia, alimentação, veiculos, creche, teansporte, segurança, diárias, educação. Com ceeteza, tirando essas vigarices os impostos podem baixar w o custo de vida também.