sexta-feira, 20 de março de 2020

Vamos ao pandemônio com a pandemia?


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
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Um amigo, o lendário locutor Mauro Sérvio, costumava ironizar, diante de um acontecimento surpreendente: “Morro, ressuscito e não vejo tudo”. Pois este poderia ser o comentário cabível diante da contundente twittada do ex-Presidente Fernando Collor condenando o movimento organizado que tenta inventar “razões” para um afastamento do Presidente Jair Bolsonaro.

Certamente, o senador Collor escreveu a sapientíssima mensagem com a vivência de quem se viu obrigado a renunciar antes que sofresse um impeachment: “Não é o momento de FORA ou FICA Bolsonaro. O enfrentamento, agora, tornará o Brasil mais dividido e muito mais vulnerável. A obrigação do Governo é salvaguardar a segurança e a sobrevivência das pessoas. O povo brasileiro tem que unir esforços no sentido de salvar vidas”.

Colllor compreendeu o perigosíssimo momento brasileiro. A crise do coronavírus apenas expôs a fragilidade estrutural do regime e do Estado Capimunista de Bruzundanga, na União, Estados e municípios. Tendemos ao agravamento da confusão institucional com risco de explosões de insatisfação e violência nunca antes vistas na História deste País. Nossas “autoridades” e a extrema mídia conseguiram produzir uma histeria maior e mais intensa que o canalhavírus chinês. A crise do COVID-19 revelou a absurda quantidade de anos na nossa administração pública.

A tecnocracia tupiniquim conseguiu vomitar uma série de medidas legais autoritárias que terão impacto assustador a partir de segunda-feira que vem. Só faltou revogar a lei da gravidade no Planeta Terra. Terão custo social altíssimo os toques forçados de recolher, os impedimentos para a liberdade de ir e vir e as restrições às atividades comerciais, fomentadoras de consumo e geração de renda e empregos.  A economia, que já andava devagar, vai parar – desta vez atingindo em cheio os 24 milhões de verdadeiros empreendedores (oficialmente) na informalidade. Recessão com depressão será uma bomba!

Nada de anormal em um Brasil cujo poder público não tem coragem, determinação e competência para tomar decisões corretas exigidas pelo momento de mudanças (ou disruptura, geradas pelas inovações tecnológicas e por novos paradigmas). Um exemplo de burrice ululante: a equipe econômica do governo e os parlamentares têm a ilusão de que é possível fazer alguma reforma tributária antes de uma reforma administrativa para valer. Este é um dos maiores paradoxos do momento. Estamos rumando para o caos, naquele ritmo narrado na música do imortal Raul Seixas - “O dia em que a terra parou”...

O coronavírus é uma pandemia. O capimunismo tupiniquim é o verdadeiro canalhavírus. Na verdade, é um câncer com metástase, mas que mantém o Estado-Ladrão cada vez mais vivo para “roubar”, “seqüestrar” e (literalmente) assassinar, aos poucos, os cidadãos brasileiros. Agora, este povo que ainda não aprendeu a usar seu poder instituinte vira um fantoche no meio de duas guerras: uma biológica e outra ideológica.

Resumindo: o pandemônio parece tão ou mais perigoso que a pandemia. O Presidente Jair Bolsonaro precisa levar tamanha ameaça mais a sério. A obrigação dele é cumprir os compromissos de sua campanha e garantir o sucesso de seu governo que é de transição. Se não pegar pesado nas reformas, em vez de ficar fazendo uma estranha média com os criminosos e os parasitas que sabotam qualquer ação pró-mudança.

A crise que será desencadeada exige que Bolsonaro se comporte como um Líder. A economia tem de salvar vidas, e não viver em função de um modelo estatal criminoso, improdutivo, parasitário. Bolsonaro tem de usar sua capacidade de comunicação popular para focar a pressão da sociedade em favor, primeiro, da reforma administrativa (que redefinirá o tamanho e o papel estatal) e, depois, por conseqüência, da reforma tributária.

Junto com isso, um debate sério sobre reforma política, para o Voto Distrital, real representatividade dos eleitos e implantação do Federalismo Pleno. A parada brusca, forçada, que o Brasil dará pode até abrir espaço para uma discussão pertinente sobre a realização de eleições gerais a cada quatro anos, e não de dois em dois, como acontece atualmente. Bolsonaro bem que poderia puxar o debate relevante. Rende mais que perder tempo na guerrilha ideológica com a esquerdalha perdida.     

Devemos colocar o cavalo treinado (e não um burro idiota) na frente da carroça. Precisamos nos preparar para lidar com a pandemia que tem alta probabilidade de se agravar no outono/inverno brasileiro. Por enquanto, a tecnocracia tomou medidas duvidosas para atenuar o caos coronaviriático. Temos de torcer e trabalhar contra o pandemônio. Não será fácil, mas não é impossível. Tomara que o “Estado de Calamidade” não seja tão calamitoso...

Tem cheiro de guerra no ar, em todo planeta... O mundo já é outro... A crise global do coronavírus produzirá disrupturas... A economia não poderá ser a mesma... O Brasil precisa ser, também, um País bem diferente do que sempre foi em 520 anos...

Segura o Dólar... E que venha a quarentena com confinamento! 

Tenhamos equilíbrio, senso prático e muito bom senso para suportar os tempos que virão...

Haja limão para fazer tantas “limonadas”... Como tem de ser...

Como lavar as mãos



Genial apresentação da Orquestra Sinfônica do Amazonas, no belíssimo Teatro Amazonas, em Manaus. Ainda não foram registrados casos de infecção por coronavírus na região Norte. Mas a dica dos músicos é show de criatividade.

Desabafo de uma carioca



Apesar do excesso de palavrões, o comentário certeiro desta cidadã revela o senso comum de quem ficará confinado pela onda repressiva estatal pós-coronavírus.




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Jorge Fernando B Serrão

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Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 20 de Março de 2020.

5 comentários:

Loumari disse...

REFLEXÃO DO DIA

Não rezemos para mudar a Vontade de Deus, mas para mudar a nossa.

Não rezemos para ter coisas boas; mais bem, rezemos para sermos bons.

A oração perfeita não é aquela em que dizemos a Deus o que desejamos d'Ele, mas aquela em que perguntamos a Deus, o que quer de nós.

(Beato Fulton J. Sheen, do Livro de Orações em tempo de guerra)



Non preghiamo per cambiare la Volontà di Dio, ma per cambiare la nostra.

Non preghiamo per avere cose buone; preghiamo piuttosto di essere buoni.

La preghiera perfetta non è quella in cui diciamo a Dio ciò che desideriamo da Lui, ma quella in cui chiediamo a Dio ciò che Egli desidera da noi.

(Beato Fulton J. Sheen, da "Libro di Preghiere in tempo di guerra")


Loumari disse...

Itália ultrapassa China em número de mortos

https://www.youtube.com/watch?v=NiMClGXstN8

Os hospitais italianos continuam a trabalhar muito acima da capacidade, apesar dos equipamentos novos que têm chegado. A situação é desesperante para os médicos, sem mãos a medir, com as camas das unidades de cuidados intensivos completamente ocupadas na maioria das unidades. Apesar do confinamento obrigatório e outras medidas, os números crescem, com dois tristes recordes: o de maior número de mortes num só dia e o de país com mais vítimas mortais, ultrapassando a China, ao registar mais de 3400 mortos.

Convidado a visitar Itália para aferir a situação, o presidente da Cruz Vermelha Chinesa, Sun Shuopeng, pede medidas ainda mais rígidas: "A política de confinamento não está a ser bem aplicada, porque os transportes públicos continuam a funcionar, as pessoas passeiam, há festas e jantares nos hotéis e as pessoas não usam máscaras", disse.

Apesar destas críticas, o cenário é indesmentível: Os principais centros urbanos de Itália transformaram-se em cidades-fantasma. Os locais mais simbólicos de Roma, habitualmente pejados de turistas, estão desertos como nunca se viu. Tem sido este o panorama todos os dias, com os italianos confinados em casa há uma semana. O primeiro-ministro Giuseppe Conte já confirmou que as medidas serão prolongadas para lá do dia 3 de Abril, data inicialmente prevista para terminarem.

euronews (em português)

19.03.2020

Anônimo disse...

Meu caro sou seu leitor de muito tempo e fiquei surpreso com a sua reação das medidas restritivas dos, em especial, governadores e prefeitos. Você sabe muito bem que o povo brasileiro além de ignorante é indisciplinado. O governantes sabem que o sistema hospitalar brasileiro não suporta uma gripe mais forte imagina uma pandemia. Se não proibir a circulação do povo ignorante vamos ver muita gente morrer nas portas dos hospitais, pois eles além dos quartos cheios vão ter todos os corredores lotados de pacientes deitados no chão.

Anônimo disse...

A melhor definição da "pandemia" (ou melhor: pandemônio mesmo!), foi a que um petista me disse:

"e vc acha q quanto tempo de exposição ao vírus precisa? O certo é parar, e o governo arcar com isso, é pra isso q existe o Inss"

Agora tenho 110% de certeza que esse vírus foi "fabricado", de fato... Vai muito aos interesses dessa nova geração de governos, quererem se livrar das previdências sociais.

Vocês não conhecem ainda o mundo em que vivem?

aparecido disse...

Sete ministros do STF lado a lado com o coroninha ??? será que eu li corretamente ??? todos velhotes ??? sempre disse que as mudanças no Brasil sempre viriam de fora.. tai...