sexta-feira, 24 de abril de 2020

Politicamente, o Ministro Barroso “desmunhecou”?



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Sérgio Alves de Oliveira

“Antigamente”, na época em que o homessexualismo, ou qualquer outra prática LGTB, sofria maiores restrições, discriminação, ou preconceito da sociedade, a maioria das pessoas que tinham esses hábitos sexuais diferenciados, devido às restrições que sofriam  no próprio meio social, procuravam escondê-los, ”escamoteá-los”, “enclausurá-los”, tanto quanto possível.

E na verdade conseguiam “disfarçar” bastante, tornando-se  difícil ao observador desavisado   perceber essas “vocações”, muito bem  escondidas. Mas em certas situações da “vida”, mais “descontraídas”, às vezes ocorridas em reuniões festivas, até   pelo consumo de um simples copo de cerveja, o verdadeiro “eu” da pessoa se “libertava”, se “expandia”, deixando a incômoda e inconfortável “prisão”, flexionando a mão para baixo e reclinando o pulso, insinuando-se como “homossexual” (quando “homem”).                                                                                                                      

Dizia-se que o “tal” sujeito “DESMUNHECOU”. Essa expressão, com tal significado, acabou integrando  oficialmente os dicionários. Mas antes de “desmunhecar, repita-se, ”antigamente”, os homessexuais “homens” até  chegavam a falar “grosso”, inclusive, se preciso disfarçar mais, usando um  “baita” bigode.
Mas os tempos mudaram. E mudaram bastante. Hoje a maioria desse pessoal é muito mais “descontraída”, “assumida”, fazendo muitas vezes até questão de mostrar publicamente qual  é o verdadeiro “eu” que se esconde  naquele corpo.

Mas o “desmunhecamento” não é privativo da identidade de gênero, sexual. Em muitas outras situações da vida as pessoas “disfarçam”, tentam esconder o que realmente são. Isso  se dá na religião, na família,  na política,nos parlamentos, nos governos,na Justiça, ou em qualquer outra situação que tenha seres “humanos”. Mas esses  disfarces às vezes “escorregam”. Tornam-se visíveis. Perceptíveis a olho nu.

O Ministro  do STF, Luiz Roberto Barroso, por exemplo, desde a sua posse, sempre foi um juiz  prestigiado perante a opinião pública isenta, como uma das boas referências do STF. Ao lado do seu colega, Ministro Luiz Fux, tem sido   considerado  um dos “mocinhos” do STF. Uma exceção dentro de um todo maior com diversas restrições,  que estaria  cumprindo à risca o papel de um  dos“aparelhos ”dos governos de esquerda, instalados  desde 1995 (posse de FHC), “reforçados” de 2003 a 2016, nos 14 anos dos Governos do PT, de Lula da Silva, e Dilma Rousseff.

Mas política e juridicamente falando, o Ministro Barroso acabou “desmunhecando” com suas declarações infelizes no twitter, referindo-se  âs manifestações e protestos contra  o Congresso  Nacional e o Supremo Tribunal Federal, ocorridas no domingo,19 de abril de 2020, frente ao QG do Exército, em Brasilia, que inclusive contou com  a presença  do Presidente da República, Jair Bolsonaro. Nesse protesto, alguns chegaram a pedir “intervenção militar”.

As frases do Ministro Barroso que merecem destaque e repúdio da sociedade: (1) “É assustador ver manifestações pela volta do Regime Militar, após 30 anos de “democracia”; (2) “Só pode desejar intervenção militar quem perdeu a fé no futuro e sonha com um passado que nunca  existiu”.

O Ministro erra. E erra muito. Em primeiro lugar porque não seria possível trazer de volta o Regime Militar, aquele de 1964 a 1985, simplesmente porque esse passado já foi embora. O General Figueiredo, o  último dos Presidentes do “Regime Militar”, fez  a “bobagem” de entregar as chaves do poder aos  políticos de plantão que queriam retomá-lo com o mesmo “entusiasmo” dos urubus que sobrevoam carniça, e que nesse  tempo, de 1985 até 2018, assaltaram os cofres públicos em quantia estimada de 10 trilhões de reais, superior ao PIB brasileiro, que é de 7,7 trilhões de reais.

Seria esse o período “maravilhoso” de 30  anos da (pseudo)democracia, melhor, de “oclocracia”, com essa roubalheira sem fim, em que o povo brasileiro teve que engolir “sapos” como  Sarney, Collor de Mello, FHC, Lula, Dilma, e Temer, a  que estaria se referindo o Ministro Barroso?

Pois saiba Sua Excelência que eu trocaria esse balaio de “gatos” da sua “democracia” de 30 anos, por uma “metade” de qualquer um dos dignos  5 ex-Presidentes do Regime Militar.

Mas o Ministro Barroso  não ficou só por aí. Como pode ele pretender “fé” do povo brasileiro num futuro que não oportuniza a esse  mesmo povo  qualquer perspectiva  de prosperidade, privilégio esse restrito às  elites econômicas e políticas acampadas nos Três Poderes Constitucionais, e aos ladrões da República,que sempre mandaram  no Brasil?

Como pode o Ministro Barroso ”apagar” da própria história o Regime Militar instalado de 1964 a 1985, insinuando ser ele “um passado que nunca existiu”? Sua Excelência pensa que é “Deus”?

Mas absurdamente o próprio STF acabou encampando  essa  “guerra” declarada pelo seu Ministro , instaurando investigação para identificar as pessoas que teriam cometido  o “crime” de criticar o STF e o Congresso, pedindo “intervenção militar”. Pois saiba Sua Excelência que eu não estive lá, mas concordo inteiramente com a “receita” daquele povo.

Ninguém vai cercear o meu pensamento e o pleno direito que tenho de defender, democraticamente, uma faculdade prevista expressamente na Constituição Federal, que é a intervenção militar/constitucional, do artigo 142 , para colocar um basta  nas  “ameaças à  pátria” e ao  “Poder Executivo”, orquestradas a partir dos  Poderes Legislativo e Judiciário.      

E saiba também Sua Excelência que seu eu fosse as “Forças Armadas”, com absoluta certeza já teria decretado a “intervenção”, que tanto lhes apavora, soterrando esse  pútredo e falso “estado-democrático-de-direito”, onde Vossas Excelências se “agarram”, substituindo-o por um novo, virtuoso, e verdadeiro.

O povo brasileiro jamais sairá do buraco em que o empurraram, alcançando as suas mais nobres potencialidades, enquanto estiver subjugado  aos  nefastos valores políticos e jurídicos cultivados com tanto empenho por “Vossas Excelências”.

Sérgio Alves de Oliveira é Advogado e Sociólogo.

2 comentários:

aparecido disse...

Desmunhecou ??? o senhor esta sendo elegante com o ministro....kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk outros de lá ficarão com inveja.... a corte em sua torre de marfim nem sabe mais quem lhes pagam seus salários e indeecentes vantagens e mordomias.........alienação total e absoluta... para tirar o torpor da corte somente uma invasão dos bárbaros que habitam as ruas e locais onde as riquezas se produzem.........de preferencia com as otoridades todas lá dentro... e a policia e o exercito assistindo tudo do lado de fora sem fazer nada...

Chauke Stephan Filho disse...

E agora?!

Será que os ministros do STF, paladinos do Estado democrático de direito e "anjos de luz", levarão o articulista Sérgio Alves de Oliveira à prisão pelo crime de manifestar opinião política não boazinha em favor de um governo militar para o Brasil?

Será que quamanho descaro em desafio à ordem democrática restará impune? A Polícia Federal não impedirá a ameaça que esse senhor representa à segurança do Estado, à paz social?

Sim, existe a liberdade de expressão, mas não de qualquer expressão. Tudo tem limite. Opiniões políticas imaturas, radicais, irresponsáveis não podem ter livre curso nas ruas ou nas redes sociais.

Sim, existe a inviolabilidade da correspondência, assegurada pela Declaração Universal dos Direitos do Homem, mas esse papel é de 1948! Coisa arcaica, antiquada, completamente incompatível com o mundo atual da comunicação eletrônica.

Naquele tempo os fascistas, os machistas, os fanáticos religiosos, os homofóbicos, os transfóbicos, os racistas, os antifeministas, ou seja, todos aqueles que não sabem pensar ou sentir de forma politicamente correta não podiam se comunicar com milhões de pessoas por todo o mundo instantaneamente. Hoje os radicais de direita comunicam-se como se estivessem num grupo de amigos, falam o que pensam, expressam suas ideias autoritárias com toda a sinceridade e muito à vontade, como se estivessem no meio da turma de amigos ou familiares. Um absurdo! Criminosos intelectuais não podem se sentir tão livres! O problema é que o "grupo de amigos" pode incluir milhões de pessoas.


Se cada um dessas personalidades autoritárias usasse um mimeógrafo para divulgar o seu pensamento, se cada direitista apenas escrevesse uma cartinha para um simpatizante seu, poder-se-ia falar em inviolabilidade da correspondência. Porque nisso não haveria nenhum efeito social de massa que pudesse ameaçar a segurança cultural do estabilismo, a sua hegemonia.

No mundo globalizado de hoje, sem fronteiras e sem identidade, não há mais causas coletivas. Ora, se cada um é apenas mais um no mercado, a única forma admissível de protesto tem por justificação o direito do consumidor. E, claro, nenhum consumidor precisaria de organização política subversiva para fazer compras. Tudo estaria tranquilo, ninguém pensaria em fechar o Congresso ou o STF. A propaganda comercial teria o mais interessante conteúdo: o novo telefone da Apple, a passagem aérea em promoção, aquela revista de boa forma e decoração... mas armas, não!

Sem armas! Para que se garanta a segurança de cada um basta o respeito de cada um para com os direitos humanos, para com a diversidade, a alteridade. Somos todos cidadãos do mundo. É à Unesco, é à OMS, é à ONU que devemos acatamento. Nesses instâncias superiores do Governo Mundial é maior a integração. Daí, pois, ser maior o exemplo da sua moralidade a ser seguido e defendido.

No Brasil, o Congresso e o STF representam esse admirável mundo novo da Nova Ordem Mundial. Lá fora brilha o Sol de George Soros, tão benfazejo às minorias oprimidas sob o racismo. Aqui dentro mesmo do Brasil, Felipe Santa Cruz é a Lua cheia.

Quanta luz podemos esperar desse mundo novo de que todos seremos cidadãos! Correção política e direitos humanos para todos. Mundo tão maravilhoso ninguém pode ameaçar.

Sim, Sérgio Alves de Oliveira deve ser preso.

Cadeia para os dissidentes da Democracia!

Viva o ministro Gilmar Mendes! Viva o ministro Barroso! Viva o ministro Alexandre de Moraes! Viva o ministro Toffoli! Vivam todos os seus pares e luminares do Estado Democrático de Direito! Viva Felipe Santa Cruz! Viva a OAB! Viva a ABI!

Viva a puta que pariu !!