sexta-feira, 24 de abril de 2020

Resposta ao ministro Luis Roberto Barroso





Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Fernando Ayres de Mota

Senhor Ministro, sem afastar-me do respeito que é devido a um autodeclarado assustado Ministro do Supremo Tribunal Federal, como brasileiro que viveu os idos de 1964 e velho advogado que dedicou toda a sua vida à profissão, quero externar meu sentimento às suas afirmações de que “os que defendem a intervenção militar teriam perdido a fé no futuro” e, ainda, “que pessoas de bem não desejam a intervenção militar” - o que induz à inevitável e implícita conclusão de que seriam as pessoas do mal que a desejam.

Bem, preliminarmente, permita-me dizer, essa sua opinião, proclamada em momento dos mais graves que o Brasil atravessa, mercê da pandemia do covid-19 e o inescrupuloso uso político que a ela vem sendo dedicado pelos adversários políticos do Presidente Bolsonaro, é absolutamente infeliz e inoportuna.

Primeiro, em razão de sua origem, vez que parte de Ministro dos mais respeitáveis da mais alta e desmoralizada corte do País, que não deveria, publicamente, falar sobres as manifestações político-populares que vêm acontecendo, em especial a de domingo, 18/04; magistrado do STF, julga, e não - embora lhe seja garantido pela democracia -, emite opiniões políticas, se bem que, em tese, essa maltratada e enxovalhada “democracia”, hoje reduzida a mera figura de retórica que, como perdigoto, escapa e escorre respingando das bocas desses “democratas”, autores do maior assalto e da maior roubalheira já acontecida em toda a nossa história, seja, dia após dia, prostituída pelos seus maiores inimigos;  depois, porque vai de encontro aos anseios desse sofrido, cansado, indignado e inconformado povo brasileiro, que durante 30 anos suportou o domínio de governos “democráticos”.

Vossa Excelência, que vive afastado do povo, cercado de assessores, mordomias, reverências, vantagens, facilidades e alta remuneração mensal que, caso conhecidas em profundidade, encabulariam e avexariam qualquer cidadão, parece, sim, ter perdido a noção da realidade. Coisa dos ares de Brasília, essa ilha da fantasia.

“Democracia”, senhor Ministro, tem servido para justificar a assunção ao poder de o que há de pior em matéria de comportamento ético, moral e intelectual. Em todos os níveis, legislativo, executivo, judiciário, só se destacam os malfeitores, os despreparados, os aventureiros, os franco atiradores, os impatriotas, os subversivos e os corruptos. Vossa Excelência, por sinal, definiu com extrema felicidade o que foram os governos do Partido dos Trabalhadores (PT). O Brasil foi pilhado, e, para a repartição do butim, participavam aqueles que hoje, como abstêmios em síndrome, atacam o governo que interrompeu em definitivo a festança.

Nesse aspecto, vez mais renovando respeito, inexiste argumento que justifique a libertação do homem responsável por toda essa roubalheira, libertação que agride a consciência jurídico-política de todo e qualquer cidadão, lamentavelmente, patrocinada, autorizada, referendada e aplaudida pela Corte que Vossa Excelência, como exceção, integra. É triste constatar a desmoralização dessa egrégia Corte, provocada por decisões e votos que porejam a arranjos e cínica distorção do sentido de nossa lei maior, que vem sendo interpretada ao alvedrios de Ministros que não mereciam ter assento nesse Supremo Tribunal. Sempre os mesmos, dividindo essa Corte entre o bem e o mal. 

E, com a vitória nas eleições do Presidente Jair Bolsonaro, que por pouco não acontecia, haja vista a facada que levou durante a campanha eleitoral, tentativa de assassinato até hoje não esclarecida em seu mandante, episódio de gravíssima repercussão que foi tratado de forma criminosa pela maior rede de televisão do País, como acontecimento de somenos importância, se formou a mais perigosa milícia, reunindo a rede Globo, o Presidente da Câmara, o Presidente do Senado, os governadores do Rio e de São Paulo, associação que objetiva, clara e exclusivamente, instabilizar o País e derrubar o Presidente da República. Essa quadrilha, ou melhor, essa milícia, que ainda inclui o Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, tem provocado um clima de grande apreensão, preocupação, insegurança e medo em todos os brasileiros, medo que se soma à sensação de que não temos a quem recorrer, já que o Supremo, a última trincheira de esperança do cidadão comum, há muito deixou de sê-lo. 

Dessa forma, senhor Ministro, quando brasileiros reclamam a intervenção militar, o fazem, não porque tenham perdido a fé no futuro, não porque não sejam pessoas de bem. Muito ao contrário, senhor Ministro, o fazem porque não acreditam mais no Supremo Tribunal Federal como um tribunal isento, incorruptível e justo; não acreditam mais na Ordem dos Advogados do Brasil, hoje presidida por advogado que confunde o exercício da missão com o exercício político-partidário; não veem como dar fim ao nefasto comportamento da Globo, líder de audiência que dedica todo o seu noticiário à intriga e à manipulação da verdade contra a pessoa de nosso Presidente da República; não confiam nas palavras dos governadores do Rio e de São Paulo que, eleitos na onda Bolsonaro, tão logo eleitos, negaram o seu criador; porque têm pressa em ver restabelecida a ordem, a disciplina, a autoridade, o respeito, o patriotismo e o amor a este País; anseiam ver banidos da vida pública políticos desqualificados, Ministros despreparados, julgadores parciais e, mais que isso, ver o País voltar à normalidade; o fazem, senhor Ministro, porque acreditam serem as FFAA a única Instituição séria, capaz de dar um basta a tudo isso; finalmente, o fazem, na esperança de que as FFAA, vez mais, atendendo ao clamor popular, garantam que o Presidente Bolsonaro possa continuar governando para o nosso bem e o engrandecimento do Brasil.

Fernando Ayres de Mota é Advogado.

9 comentários:

Anônimo disse...

Como também vivi aquela época em que reinava a paz e o respeito a todos, venho reiterar minha adesão a esse grupo repleto de razão.

Mauro Moreira disse...

Dr. Fernando, faço minhas suas palavras. Ler o seu texto, aquietou um pouco a minha alma, revoltada, injuriada, pelas palavras do ministro Barroso. Com que direito ele me acusa de não ser uma pessoa de bem, já que eu desejo a intervenção militar, por tudo o que está acontecendo no Brasil. Não quero o fim da democracia, não quero o fechamento do Supremo Tribunal Federal ou do Congresso. O apelo aos militares é tão somente pelo fato de que democracia não é o que está em vigor no Brasil hoje e há muito tempo. Não há democracia quando um criminoso, responsável pelo mais aviltante crime de corrupção já praticado no mundo, em todos os tempos, solto e fazendo política, atacando um presidente da república legalmente eleito por 57 milhões de brasileiros. Homens que desviaram dinheiro por todos os meios e que, hoje, faz falta para combater a pandemia que nos assola. Um país que constrói estádios de futebol milionários para Copa do Mundo e sedes milionárias de Olimpíada, ato criminoso do criminoso hoje solto pelo Tribunal do ministro Barroso. Dinheiro que daria para construir centenas de UBS e dezenas de hospitais, equipar completamente e modernizar os já existentes. Isso é democracia? Sinto muito ministro, mas os senhores não julgam, tudo que fazem é nos enganar com suas absurdas decisões, o próprio tribunal afrontando a Constituição que deveria defender corajosa e honradamente. Tomo a liberdade de citar apenas alguns dos grandes juristas, magistrados, que ocuparam com honra, ilibada reputação e notório saber jurídico essa Suprema Corte, ministro, homens que realmente nos honraram ao exercer essa nobre tarefa de defender nossos supremos direitos: Pedro Lessa, Paulo Brossard, Nelson Hungria, Evandro Lins, Leitão de Abreu, Néri da Silveira, Filadelfo de Azevedo, Orozimbo Nonato, Victor Nunes, Thompson Flores, Clóvis Ramalhete, Bilac Pinto e Hahnemann Guimarães. A esses, ministro, elevamos nossa gratidão. Hoje, as decisões da Corte, por absurdas, na maioria das vezes, nos inspiram desprezo, repúdio. Ou o senhor acha que não devemos ficar indignados quando os senhores soltam bandidos, réus confessos, corruptos da pior espécie? Não devemos nos indignar, quando um ministro do STF, juntamente com um político, fatiou Constituição e deu a uma presidente cassada, direitos que a Constituição proíbe e deixou que ela agora gaste fortunas, viajando pelo mundo, com todas as mordomias pagas por nós, denegrindo a imagem do país mundo afora. Quando juízes por todo o país soltam criminosos de todos os matizes, pedófilos, estupradores, homicidas, psicopatas, enquanto idosos, pessoas honestas são presas com violência, com o silêncio sepulcral de Vossas Excelências? Quando até mãe de família é presa com seus filhos ainda crianças, enfiados por policiais trogloditas em camburões e levados a uma delegacia. Humildes comerciantes, um simples lavador de carros, preso violentamente a ponto de perder os sentidos, quando lhe aplicaram um golpe mata leão. Nossos direitos estão sendo vilipendiados sem cessar durante essa crise do coronavírus. Guardas municipais, cuja única função é a proteção de patrimônios municipais, estão exercendo ilegalmente o poder de polícia, prendendo as pessoas com violência enquanto os senhores se preocupam com a população exercendo o seu direito de manifestação e ficam, alguns dos senhores, externando opiniões políticas, confrontando o poder Executivo, colaborando para a instabilidade do país. Senhor ministro, saia da redoma. Venha falar conosco, converse conosco, deixe a vaidade e a soberba de lado. Se nos ouvir, quem sabe possamos realmente nos orgulharmos do senhor e da Suprema Corte? Quem sabe, assim, possamos iniciar uma nova jornada, rumo ao grande Brasil que sempre desejamos construir, apesar da sevandijas que o infestam. Espero que o ministro Dias Toffoli, o ministro Alexandre de Moraes e o doutor Augusto Aras não me processem, considerando que essas minhas palavras são ofensas à Corte e à reputação de Vossas Excelências.

Anônimo disse...

Agradeço-lhe pelo excelente texto, com todas as verdades que eu mesmo gostaria de externar. Só, lamento informar-lhe, que as tais FFAA não estão nem aí para o que a sociedade brasileira deseja. Ou estão acovardadas e emasculadas, ou foram cooptadas pelas migalhas que o larápio de Garanhuns lhes ofertava, e concordam com toda a roubalheira e sem-vergonhice que impera nos três podres poderes da República. A boa notícia é que NINGUÉM, NO BRASIL, VAI MUDAR A SITUAÇÃO PÚTRIDA QUE ENFRENTAMOS HÁ 32 ANOS!!! A má noticia é que a quadrilha esquerdopata voltará ao poder, brevemente, devido às loucuras e às decisões insensatas do Presidente Bolsonaro.

luiz carlos disse...

Escreveu muito bem e com muita polidez!
Acredito que foi até pouco em vista do que está parado na garganta de muitos PATRIOTAS!
O STF tem qual papel mesmo na sociedade? Não vou expor o que todos cidadãos de bem já estão cansados de saber!
Afinal, qual DITADURA é mais danosa? _ Militar ou Togada?

Unknown disse...

PERFEITO!!!

Unknown disse...

Excelente colocação. Este sim, um comentário lúcido e insofismável.
Parabéns ao autor!

Almanakut Notícias - São Paulo - Brasil disse...

ESSE AÍ LIBERTOU AS CORJAS DO MENSALÃO E PETROLÃO. DEPOIS ENTROU OUTRO CAPA PRETA PARA LIVRAR AS CARAS DA TUCANALHA E DAS RAPOSAS VELHAS DO MDB. SÓ AS FARDAS LIMPAS E HONRADAS PARA ACABAR COM ESSE ENXOFRE.

Chauke Stephan Filho disse...

O ministro do Supremo Tribunal Fariseu (STF) Luís Roberto Barroso acredita "no futuro"; o povo acredita em Jesus Cristo.

Unknown disse...

Bom dia a todos. Dr. Mota, em 1964, com mestrado em educação vocacional recém concluído nos USA, fui "convocado" pelo Ministro da Educação (Dr. Flávio Suplicy de Lacerda) para estar presente na Rua da Imprensa, 16 (sede do MEC. Prédio de Brasília ainda em construção) para assumir a implantação de 1.200 Ginásios Orientandos para o Trabalho. Na epoca nada sabia sobre gestão pública. Duas semanas em Brasília para receber as "orientações" do então Tenente Coronel Golbery de Couto e Silva. Aprendemos naqueles dias muito mais que 1 ano em Buffalo. Quase que "decoramos" o livro dele (Planejamento Estratégico - Golbery).
Opinião de quem tem 78 anos e ficou trabalhando com os militares: nossa retomada à DEMOCRACIA, necessita de um Golbery. O livro pode ser o mesmo, mas precisamos substituir a ausência do autor. Vamos começar procurando esse "novo" instrutor?
O Capitão precisa desse Tenente Coronel.
Rubens Maluf Dabul