domingo, 31 de maio de 2020

Perigos da narrativa “centrista”



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
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Um grande amigo, irmão e companheiro de lutas patrióticas me perguntou, bem na hora que começava a escrever meu artigo dominical: “Como está lendo o momento?”. Teclei a resposta mais sincera e óbvia ululante: “Radical e extremo, com o País dividido entre quem defende e acredita em Bolsonaro e aqueles que o odeiam e não aceitam o resultado surpreendente da eleição Presidencial de 2018”.

Acrescentei ao amigo: “Nosso desafio será sobreviver e encontrarrespostas e soluções equilibradas para problemas estruturais do Estado brasileiro, em meio a uma insana guerra de paixões políticas”. Ele seguiu na provocação: “Está enxergando ruptura por parte do Executivo? O Judiciário continuará sua caça às bruxas, livre leve e solto?” Respondi: Sem ruptura, no curto prazo... E o Judiciário, mais especificamente alguns ministros do STF, terão de baixar a bola”. Ou seja: togados precisarão parar de fazer política (ops, politicagem).

O Presidente Jair Bolsonaro também terá de recolher o flap. Terá de focar mais na gestão do Governo e menos nas tretas ideológicas. Bolsonaro terá de contrariar sua natureza por uma questão estratégica, se quiser realizar muito do que se propôs desde campanha eleitoral (que nunca termina, principalmente para a oposição destrutiva). O Presidente não será derrubado por um golpe, como foi tentado, mas ainda pode sofrer muito desgaste de imagem.

A Turma do Mecanismo, que deseja “ele fora”, já constrói, midiática e politicamente, a narrativa para que o eleitorado embarque na conversinha que realmente interessa aos que desejam o retorno ao poder dos “progressistas” (um novo formato de esquerda envergonhada). Os inimigos das reformas conservadoras (e também liberais) trabalham para a manutenção do modelo estatal Capimunista investindo na historinha de que o próximo Presidente do Brasil precisa ser um personagem de “centro” (esquerda, claro).

A jogada é simples e explica porque a oposição estruturada resolveu agir de maneira extrema contra Bolsonaro, na “parceria” formada com a ala “progressista” do Supremo Tribunal Federal. Só um idiota não percebeu o jogo repetido várias vezes na judicialização da politicagem. Um parlamentar um partido move ações cujo o foro nem é o Supremo.

O roteiro é manjado. Algum monocrata do STF, alegando o papo furado do “costume” (e não o ritual legal) pega a denúncia e repassa à Procuradoria-Geral da Justiça. O repasse tem jeitinho de sentença prévia, quase coagindo o titular da PGR a abrir a investigação. Depois, entram em ação a Polícia Federal e outros órgãos do aparelho repressivo estatal, gerando todo o desgaste para o Presidente, que acaba induzido a perder o foco em suas ações governamentais, enquanto, na mídia, os opositores deitam e rolam.

O negócio está tão acelerado que a Turma do Mecanismo lançou até o tal Movimento Estamos#Juntos (www.movimentoestamosjuntos.org). Na sexta-feira, foi lançado um manifesto que se alega apartidário e de centro, assinado por vários artistas. Na busca por adesões, já viralizou nas redes sociais, para formar um cadastro qualificado de classe média e alta de pessoas que se rotulam de “centro” e que estejam insatisfeitas com Bolsonaro. Em princípio, é a armação para a pré-campanha mal disfarçada de Luciano Huck ou de qualquer outro. Zé Dirceu cantou a pedra que é necessária a união em torno do nome de centro-esquerda, seja quem for, para substituir Bolsonaro em 2022.

Espertamente, a Turma do mecanismo tenta repetir a estratégia de campanha bem sucedida de Bolsonaro nas redes sociais. A diferença é que Bolsonaro gastou quase nada em cinco anos, e o esquema de centro-esquerda tem grana sem limite para gastar, enquanto o grupamento político-judiciário tritura Bolsonaro – que ainda fala muito e entra no jogo do inimigo.

Por isso o foco imediato deles é desgastar a base de apoio de Bolsonaro nas redes sociais. O próximo passo é interferir para que não seja bem sucedida a recomposição de Bolsonaro com o chamado “Centrão”. Já foi publicada até ”pesquisa” com duas mil pessoas (KKKKK – risada irônica com royalties para Mestre Hélio Fernandes) alegando que 64% condenam os acordos do Presidente com a base volúvel do Congresso Nacional.

Bolsonaro e seus estrategistas militares têm obrigação de entender este jogo manjado e muito bruto. A saída mais inteligente para o Presidente é bem governar, com a máxima eficiência, eficácia e efetividade – o que não é fácil com uma máquina pública aparelhada pelos sabotadores do Mecanismo.

Bolsonaro terá de ter sangue frio e não entrar feito patinho na guerra psicológica imposta pelos inimigos. Terá de acelerar todas as medidas que dependam da competência de sua equipe para melhorar a economia – o que vai depender da costura com a base do Congresso.

Em síntese: Não tem moleza. A oposição, até então perdida, começa a se rearticular. Bolsonaro tem ligar o desconfiômetro e fortalecer a unidade de seu governo e dos seus apoiadores (cada vez mais submetidos à máquina de triturar gente do sofisticado sistema de corrupção do Brasil).

Como já bem definiu alguém lúcido nas redes sociais, estamos em um jogo de xadrez em que a maioria do povo segue desarmado, espremido num canto do tabuleiro, cada vez mais empobrecido pelo lockdown dos governadores e impedido de se movimentar e manifestar livremente, com medo do coronavírus ou intimidado pelo STF. E ainda teremos de enfrentar o risco de censura na Internet... Mole, não...

A crise econômica está gigantesca. Mas a crise política ainda é pequenininha. O Governo precisa retomar a ofensiva e parar de ficar gritando na corda, fingindo que vence alguma luta. Basta de defensiva – burra ou covarde. É urgente ganhar de verdade. O tempo ruge...

O Alerta Total segue apostando e torcendo pelo milagre. Quem sabe, acontece...

Releia o artigo: Zé Dirceu virou “advogado” do STF?










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Jorge Fernando B Serrão

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Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.

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Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 31 de Maio de 2020.

O aprendizado de matemática em ambiente de Audioteca


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por João Vinhosa

Para ser esclarecido o improvável sistema de aprendizagem mencionado no título deste artigo, necessário se faz tomar conhecimento do que vai relatado a seguir.

Tudo começou em setembro de 2013, com a publicação no Blog Alerta Total de um artigo no qual foram apresentadas diversas deficiências de nosso sistema educacional, relativas ao ensino de Matemática.
Em tal artigo foi destacado que, para serem resgatados do atoleiro matemático em que se encontravam, vários grupos precisavam de uma atenção diferenciada.

Entre os grupos que precisavam de uma atenção diferenciada, foram enumerados os seguintes: 1 – as pessoas que desistem de voltar aos estudos por se julgarem incapazes de aprender Matemática; 2 – os alunos que conseguiram ingressar nas universidades sem o necessário conhecimento de Matemática; 3 – os alunos do ensino médio que não conseguem acompanhar a matéria dada em aula por não dominarem assuntos que lhes foram ensinados em anos anteriores.

Aconteceu que, na condição de autor de referido artigo, eu recebi um e-mail do pedagogo Gelcir dos Santos, da cidade de Cascavel – PR, solicitando a inclusão do grupo de pessoas com deficiência visual entre aqueles que precisavam de uma atenção diferenciada.

Foram as seguintes as palavras de citado pedagogo: “Tenho deficiência visual, sendo cego de ambos os olhos, e gostaria que, no grupo dos que têm deficiência no que tange a matemática, inserisse as pessoas com deficiência visual.”

A partir daí, comecei a interagir com Gelcir. Analisávamos as dificuldades encontradas por pessoas com deficiência visual para aprender Matemática, e o que poderia ser feito para minimizar o problema.

Algum tempo depois, passou a participar de nossas conversas outro pedagogo com deficiência visual – o Josué dos Santos, irmão do Gelcir.

Nossas conversas se tornaram, na realidade, um autêntico laboratório de ideias baseadas em nossas experiências pessoais. Nesse laboratório, fomos refinando conceitos e textos que poderiam ser aplicados ao caso ao qual estávamos nos dedicando, qual seja, a Educação à Distância de Matemática para pessoas com deficiência visual.

Ficou definido que formaríamos um grupo de estudo com o objetivo de levar, em tempo relativamente curto, uma pessoa que só soubesse efetuar as quatro operações fundamentais a entender perfeitamente Equação de Segundo Grau. Melhor dizendo, a pessoa seria levada, a partir do nível “zero”, a entender o conteúdo do que é mais importante na Álgebra.

Sabíamos que o primeiro problema a ser enfrentado era decorrente da mais marcante característica da Matemática: é impossível uma pessoa aprender determinada parte da matéria sem ter o conhecimento dos pré-requisitos necessários a seu entendimento.

Em outras palavras, para o projeto ser bem sucedido, não poderia haver flexibilidade diante da indiscutível verdade segundo a qual alunos que não dominam determinadas partes da matéria não têm a menor condição de entender as aulas de Matemática. Logo, a única maneira de recuperar um aluno despreparado é o professor descer ao nível do aluno, e vir raciocinando junto com ele até chegar ao ponto desejado.

Outra verdade para a qual estávamos alertados era da maior relevância: normalmente, as pessoas que não aprenderam o suficiente na época em que o assunto lhes foi apresentado na escola passam a sofrer de “trauma de Matemática” – dano psicológico que torna a pessoa convencida de sua incapacidade de compreender a matéria, provocando o seu bloqueio mental e impossibilitando-o de entender os assuntos tratados.

Portanto, sabíamos que, nesses casos, a primeira providência a ser tomada é convencer o aluno, o mais rápido possível, que ele pode domar a “megera”.
Para isso, é necessário demonstrar-lhe, de imediato, que ele é capaz de entender questões que, um dia, erradamente, lhe colocaram na cabeça que só podiam ser compreendidas por pessoas dotadas de uma inteligência superior.

Por outro lado, ao sentir que é capaz de raciocinar com a Matemática, o aluno se transforma. Afinal, o sucesso traz a motivação, e esta, por sua vez, provoca mais sucesso, que traz mais motivação, formando-se, assim, um autêntico círculo virtuoso.

Dentro desse cenário, e a partir de reflexões que eram reavaliadas a todo momento, começamos a parte prática de nosso projeto, formando o grupo de What’s Up “Entenda Matemática CVL”, também chamado Grupo Cascavel.
Para encurtar a história, a partir de agosto de 2019, começamos a ter encontros semanais de cerca de 1 hora e meia. Um grupo de cinco pessoas com deficiência visual se reunia na biblioteca municipal da cidade de Cascavel, Paraná, para ter aulas com o professor que se encontrava em Recife, Pernambuco. 

Devido à particularidade do caso, textos específicos para dar suporte às aulas tiveram que ser preparados.

Em março de 2020, juntou-se ao grupo um outro voluntário da maior importância, o analista de sistemas Maurício Bastos, que passou a cuidar de toda a parte tecnológica.

Por sugestão do Maurício, os textos utilizados pelo Grupo Cascavel foram colocados no formato de Podcast, divididos em Temporadas e cada Temporada dividida em Episódios de cerca de 10 minutos cada.

Dezessete Episódios do que veio a ser chamado “Matemática em Conta-Gotas Podcast” já foram distribuídos, com grande aceitação.

Estimulados pela aceitação do estudo de Matemática com a utilização de Podcasts, resolvemos criar a “Audioteca Matemática em Conta-Gotas Podcast”, com objetivo de possibilitar o acesso do público em geral aos textos que originariamente foram produzidos para o Grupo Cascavel.

Atualmente, a Audioteca encontra-se em fase de montagem para que sejam definidos alguns aspectos, como os seguintes: os Episódios deverão ser disponibilizados dentro de determinadas regras, o procedimento para o esclarecimento de dúvidas deverá obedecer a uma sistemática bem definida, etc.  

Considerando que o nosso objetivo é popularizar o aprendizado da Matemática, estamos nos antecipando ao início do funcionamento da “Audioteca Matemática em Conta-Gotas Podcast”, e disponibilizando os Episódios iniciais.

Críticas e sugestões poderão ser encaminhadas para o Blog Alerta Total, indicando o assunto “AUDIOTECA”.

Finalizando, seguem os links dos seguintes Episódios da Temporada 1 – Equação do Primeiro Grau:

Episódio 1 – O Método da Experimentação;

Episódio 2 – A letra “x” não caiu de paraquedas;

Episódio 3 – A inteligência do problema;

Episódio 4 – As propriedades das igualdades.

João Vinhosa é Professor orientador do Grupo Cascavel.

PNEU + MONIA



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Todos nós sabemos o que é pneu. Das gordurinhas abdominais às pregas do Bibendum.

Já monia é uma palavra à desamão.

Hoje, juntas, servem para que as torcidas do Flamengo e do Corinthians tenham esperança que leve alguém por quem se têm desamor.

Mas não podemos ficar à mercê da Divina Providência. Temos que dar uma ajudinha.

Talvez dos onze urubus planaltinos, o único que já ouviu falar da Bucha é o seu decano. Se não se emendar, entrará pelo cano. Os demais, por paupérrima educação e desprezo pelo Zé Povinho, não sabem lhufas de lhufas.

Confundem crepúsculo com pelo crespo do... (vocês sabem “daonde”!)

Por leviandade dos colegas de Incitatus, foram levados a posições “jamais vistas na história deste país”.

Indicados por ébrio, anta ou capivaras sujas, espero que aqui paguem o que fizeram.

O pequeno Davi venceu Golias porque usou as próprias armas.

Não faltarão cavaleiros como Lancelot para lancetar o tumor existente.

Triste é que esse ato de heroísmo tenha que partir de um desvalido civil, uma vez que, aparentemente, os filhos de Mavorte nos entregam a nossa própria sorte.

Lembremo-nos do Pai da Pátria: “Independência ou Morte !”

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Ao Professor Modesto Carvalhosa



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Antônio José Ribas Paiva

Desde 1995, em debate público no Instituto de Engenharia, em São Paulo, levantei o tema INTERVENÇÃO CONSTITUCIONAL, com o saudoso Prof. Celso Bastos, que a princípio foi contra mas, acabou concordando, que caso não houvesse convocação, estando os Poderes em perigo, as Forças Armadas deveriam intervir, de ofício, para garantir os Poderes Constitucionais, como de sua destinação. 

A partir de então, dediquei-me à interpretação do artigo 142 da CF, concluindo, de forma cristalina, que a sua redação é preciosa, quase um trabalho de relojoaria, como esclarecerei abaixo.

Partindo da premissa de que a defesa da Pátria prescinde de autorização, convocação ou mandato e, que obriga a todos da mesma forma, agentes públicos ou não, sendo o único caso em que todos têm o mesmo dever, a Constituição Federal não Poderia limitar ou sujeitar a defesa da Pátria ao talante dos chefes dos Poderes da República.

De fato, o art. 142 da CF. tem duas partes distintas, divididas pela pontuação de uma vírgula.

A primeira parte trata da incondicional DEFESA da PÁTRIA e da GARANTIA DOS PODERES CONSTITUCIONAIS, pelas Forças Armadas, sob a Chefia do Presidente da República, sem qualquer limitação ou condição.

A segunda parte do artigo 142 refere-se à Garantia da Lei e da Ordem (competência Estadual), destinação secundária das FFAA , em apoio ao ente Estadual, aí sim dependente de convocação, de um dos chefes dos Poderes e do Governador, competente para garantir a GLO, por força da determinação do art 144 da CF.

Portanto , ilustre e Douto Mestre, as Forças Armadas têm MANDATO CONSTITUCIONAL, sob a chefia do Presidente da República, para garantir os Poderes Constitucionais independente de convocação ou ordem. Aliás, até eu ou o senhor temos esse poder, só não temos a força, para tal.

Ressalto, ainda, sem qualquer laivo poético, porque a guerra é cruel, que DECRETAR INTERVENÇÃO FEDERAL, onde for necessário, é atribuição indelegável do Presidente da República, inerente ao seu mandato, conforme o artigo 84 inciso x da Carta, e também, como COMANDANTE EM CHEFE DAS FORÇAS ARMADAS.

Aliás, o Professor Michel Temer, quando Presidente, decretou intervenção na Segurança Pública do Rio de Janeiro. Quem cumpriu a ordem foi o Comandante Militar do Leste, Gen Ex Braga Neto, atual Ministro Chefe da Casa Civil.

Ressalto, ainda, que o Sr. Presidente da República, por força de suas atribuições, não só pode, como deve DECRETAR INTERVENÇÃO FEDERAL, em garantia dos Poderes Constitucionais, sob pena de não o fazendo, incorrer no típico do artigo 85 da Constituição (responsabilidade).

Data venia, é o caso presente, em que há risco de QUEBRA DA UNIDADE DO ESTADO, por insurreição de vários governadores e desarmonia entre os Poderes, com o Judiciário Legislando e, invadindo assuntos administrativos do Executivo Federal, que não lhe competem, e o legislativo procurando limitar as atribuições do Presidente da República, confessadamente, para impor um“Parlamentarismo Branco”, não previsto na Carta Política, com evidente prejuízo para a INDEPENDÊNCIA DOS PODERES.

Com todo o respeito ao Ilustre Professor Dr. Modesto Carvalhosa, cumpre discordar de sua tese, para afirmar, sem sombra de dúvida, que o Presidente Bolsonaro está obrigado a intervir no Legislativo, no Judiciário, e onde mais for necessário, para garantir a Unidade do Estado e a Harmonia e a Independência dos Poderes Constitucionais, postos em risco, por ambiciosos políticos e por forças ideológicas , comandadas de fora do Brasil.

Nessa medida, a DECRETAÇÃO DA INTERVENÇÃO FEDERAL É EXIGÊNCIA DE SEGURANÇA NACIONAL, que obriga o Exmo. Senhor Presidente Bolsonaro e a todos nós patriotas.

Antônio José Ribas Paiva, Advogado, é Presidente do Nacional Club.

O Vírus Revolucionário



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laurelli

O impressionante número de mortes pela existência de um vírus pouco conhecido, em particular no Brasil, já ultrapassamos a França,nos faz refletir sobre o mundo contemporâneo e o futuro precisamente. Em pleno século XXI impregnado de tecnologia,ciência,mas pouca pesquisa fomos pilhados pelo desconhecido,o mundo irreal da globalização foi atingido no seu coração e as economias sofrerão profunda recessão.

Convulsões sociais poderão acontecer em países da América Latina,com pobreza acentuada e desemprego de dois dígitos. O futuro nos mostra um caminho pouco promissor. As democracias continuam ser resilentes aos salvadores de plantão e com tendência à radicalização e fechamento de poderes, teremos que evidenciar a força da instituição e demonstrar que o vírus revolucionário colocou o mundo de ponta cabeça e a reação não será a médio prazo, mas sim demorada.

Surgirá um novo epicentro da crise e as quarentenas poderão ser mais frequentes, porém o surgimento de uma vacina é pouco provável até o final do ano,além do que ninguém ainda descobriu como um vírus invisível atravessou todos os continentes e ceifou milhões de vidas, contagiando o modelo de funcionamento das instituições e proclamando a intervenção do estado,dos bancos centrais,e notadamente de emissão de papel moeda.

Rombos astronômicos nos orçamentos,prejuízos monstruosos e a decepção de uma escalada que agora é uma reviravolta total,as agruras serão sentidas e precisamos de um programa de aceleração do crescimento com responsabilidade, a união do empresariado com o governo para obras de infraestrutura e o fim dos benefícios fiscais, muitos estados e municípios hoje anêmicos nas suas finanças sofrem por causa de concessões ferozes de privilégios fiscais para indústrias não instaladas ou paralisadas pela crise.

Uma coisa é absolutamente certa e verdadeira ter os olhos voltados para saúde,necessitamos de um amplo esforço para que todo o cidadão possa fazer uso do serviço público  e tenha saneamento com limpeza e canalização de córregos,fim das favelas e de moradias insalubres. 

A CPMF não revelou utilidade mas se cada cidadão pagasse 5 reais mês para um plano nacional de atendimento a todos os brasileiros, com arrecadação de mais de 130 milhões de brasileiros, mensalmente, ao longo do primeiro ano, teríamos uma massa de recursos exclusivamente para saúde e com isso hospitais de ponta, aparelhos, e médicos capacitados. O Brasil é gigante. Anões são seus dirigentes, na maioria.

O vírus revolucionário trouxe mortes mas fez compreender melhor a vida e o sentimento de igualdade, solidariedade e repartição mais justa da riqueza.

Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laércio Laurelli (aposentado) são Desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo.

sábado, 30 de maio de 2020

Zé Dirceu virou “advogado” do STF?


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
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Crise econômica, desemprego e pandemia são problemas imediatos que o Presidente da República tem de resolver, ou acabará detonado politicamente no meio do mandato. Esta tem de ser a verdadeira e máxima prioridade estratégica de Jair Messias Bolsonaro. O povo, que hoje ainda o apóia, tem baixa capacidade de análise e processamento de informação, além de ser volúvel e pragmático. Exige resultado imediato... Mas a realidade cruel não ajuda...

Um genial amigo apresentou uma máxima revisada para contrariar a famosa tese de Ruy Barbosa, segundo a qual “a pior ditadura é a do Poder Judiciário”. Advertindo que o princípio original do aforismo correto vem dos gregos, o jovem sábio brasileiro sentenciou: “A pior ditadura é a do povo ignorante”. Neste caso, o Brasil tem um problemão cultural-civilizatório, de difícil solução. Por isso, Bolsonaro corre contra o tempo e com inimigos que aparelharam a máquina estatal.

A Turma do Mecanismo, seus parasitas e operadores corruptos têm altíssimo poder de fogo. A oligarquia e seu establishment jogam, com truculência institucional, na ofensiva. A situação ainda está sob controle deles. Até agora, a “zebra eleitoral” Jair Bolsonaro, em pouco mais de 500 dias na Presidência da República, atuou mais na defensiva tática que na ofensiva estratégica. Infelizmente, a guerra de todos contra todos os poderes não se ganha apenas no grito ou em declarações polêmicas.

A queda do incompetente e corrupto governo de Dilma Rousseff trouxe lições básicas que deveriam ser aprendidas por Bolsonaro e pelo núcleo de generais que cuidam da consolidação de seu “Centro de Governo”. 1) Não dá para governar sem articulação eficiente com o Congresso Nacional, sobretudo o Senado. 2) Não dá para governar com a oposição política sistemática do Supremo Tribunal Federal, controlador de uma máquina mortífera chamada Constituição de 1988 – que sustenta o Estado Capimunista.   

A sorte de Bolsonaro é que todo mundo está vendo que ele virou vítima de perseguição pela Turma do Mecanismo – facilmente identificável por qualquer cidadão de bem, com no mínimo dois neurônios funcionando corretamente. Outra sorte do Presidente é que a crise pós-coronavírus revelou toda a canalhice e debilidade estrutural do regime estatal tupiniquim. Incompetentes e corruptos, infestando e parasitando o setor público, ainda determinam o destino das pessoas de bem.

A terceira ventura do Bolsonaro talvez seja a mais relevante: ele foi eleito pelos segmentos da classe média baixa, a maioria sobrevivente na economia informal, que luta para trabalhar, estudar, empreender, educar os filhos e sustentar a família tradicional. Estas pessoas desejam e exigem reformas e mudanças reais. Defendem a liberdade porque a praticam no dia-a-dia, enfrentando o Estado-Ladrão ou driblando suas armadilhas. Este grupamento, que briga contra a ignorância, cobra resultados econômicos. Bolsonaro não pode, nem deve, deixá-los na mão ou a ver navios naufragando em meio à tempestade.

Outro ponto a favor de Bolsonaro é a completa debilidade política de seus opositores. Até agora, eles têm se mostrado incompetentes para desenhar a tão pregada confecção de uma alternativa de centro-esquerda para tentar retornar à Presidência da República em 2022. Até agora, o oposicionismo destrutivo sequer apresentou alternativas para melhorar o Brasil. Seu populismo canalha se limita a reclamar do “populismo do Bolsonaro” – como se fossem crianças que perderam o brinquedo para o coleguinha rival (no caso, inimigo).

Os vagabundos institucionais contam com o apoio irrestrito de empresas de comunicação e de jornalistas idiotizados ideologicamente que ganharam muito dinheiro e outras benesses com o falecido regime petralha, em parceria com peemedebostas, tucanalhas & afins. Até quando essa mídia canalha vai aguentar sem mamar nas tetas estatais e com a brutal queda publicitária pós-pandemia do Kung Flu?

Enquanto a resposta certa não vem, os midiotas continuam abrindo espaço editorial para figuras politicamente desprezíveis. O UOL entrevistou o stalinista-mor do petralhismo, o ideólogo milionário José Dirceu de Oliveira e Silva produziu mais uma façanha: atacando impiedosamente Bolsonaro e os militares, Zé Dirceu se transformou em advogado gratuito do STF, pregando uma “aliança para tirar o Bolsonaro” via impeachment. Na prática, Zé defende um golpe político-jurídico idêntico ao que derrubou sua companheira Dilma Rousseff.

O “advogado” informal do STF reclamou ao UOL, produzindo fake news: “Ano passado, ele (Bolsonaro) aparelhou Receita, Coaf e MP (Ministério Público). Ele vai para cima da imprensa. A oposição, ele não reconhece legitimidade. Por ele, a esquerda estava presa, assassinada, torturada, banida do Brasil”. Zé acrescentou mais mentiras à narrativa: “Agora, ele faz uma operação para neutralizar a Câmara e o Supremo. Está na expectativa de nomear um ministro (no STF) e, com pressão, no grito, blefando, ele acha que vai fazer o Supremo se ajoelhar para ele, se humilhar para ele. Vai fazer o quê? Fechar o Supremo? Mandar prender os ministros?”...

José Dirceu, uma fake news ambulante, não tem legitimidade para teatralizar como “advogado” de um Super Supremo que se perde institucionalmente, na medida em que interroga, julga e condena – claramente agindo como órgão político-ideológico, e não como guardião judiciário da Constituição (por pior que ela seja). Perde legitimidade e atenta contra a Democracia (Segurança do Direito Natural) uma instituição cujos membros se outorgam a função de polícia judiciária, ministério público e de órgão de primeira instância judiciária.

Lamentavelmente, por tais posturas nada democráticas, o conjunto de membros do Supremo é alvo fácil de críticas do povo. Em vez de tentar retaliar quem promove críticas (muitas vezes até exagerando no exercício da liberdade de expressão), os ministros do STF deveriam fazer uma autocrítica e colocar um ponto final na perigosa guerra contra o Poder Executivo e seus militares. Confrontos radicais acabam em desastre institucional. Os deuses supremos, com certeza sabem disto...

Por fim, os otários da extrema mídia caíram em outra mitada do Bolsonaro... Acreditar na suposta indicação de Augusto Aras para uma eventual terceira vaga no STF é o mesmo que ter acreditado naquela churrascão que o Presidente prometeu fazer, para centenas de pessoas, no Palácio da Alvorada... Na verdade, o terceiro indicável por Bolsonaro para o STF é Zé Dirceu – que se mostrou um defensor gratuito da democradura togada...

Em nome da paz social e institucional que o Brasil precisa retomar, o STF deveria suspender o inquérito inconstitucional das supostas Fake News... Também é bom que o TSE impeça a ideia maluca de impugnar a chapa presidencial vencedora em 2018... Tamanha doideira é abrir caminho para uma tão especulada “ruptura”. Ou a Turma do Mecanismo quer deixar o Brasil quebrar para vender tudo baratinho para chineses, árabes e outros compradores?

Se a chapa Bolsonaro-Mourão for cassada ainda neste ano pelo TSE, novas eleições deverão ser convocadas. Caso o Presidente e o vice sejam cassados pelo tribunal em 2021 ou 2022, o Congresso fica com a escolha do novo chefe do Executivo. Até hoje, o TSE jamais cassou um presidente da República. Os militares já cansaram de avisar que preferem que a coisa siga assim...

Bronca é ferramenta de otário, pessoal... Começar uma guerra estúpida sempre é fácil... A esquerdalha revolucionária tem feito isso há dezenas de anos. Os apoiadores de Bolsonaro não podem embarcar nesta furada. Até porque prever, institucionalmente, como ela termina é tarefa para adivinhos, estrategistas ou sábios de alta capacidade...

Necessitamos de uma repactuação político-jurídica, com depuração democrática. O presidente do STF, Dias Toffoli, já acenou para a pacificação várias vezes. Mas alguns de seus pares destoam desta imperiosa atitude. Pós-Kung Flu, o Brasil tem recuperar a economia e se pacificar institucionalmente. Os ministros do STF precisam colaborar com isto, de verdade.

Por tudo isso, imploro ao Acima de Todos que nos presenteie com um STF digno da Nova Constituição que será produzida inevitavelmente, conforme os mais legítimos princípios democráticos.

A saudável atividade Política tem de ser desjudicializada! Este Alerta Total acredita em milagres!

Judas Sacaneado...


Montagem infame juntando o famoso vídeo da reunião presidencial de 22 de abril sincronizado com a versão cinematográfica da traição durante a Santa Ceia. Pura sacanagem com o Iscariotes.

Silêncio Obsequioso

Inimigos de Bolsonaro interpretaram como um sinal de fraqueza do Presidente que na quinta-feira proclamou: “Acabou, porra”!

Mas Abraham Weintraub prestou depoimento à Polícia Federal, no prédio do MEC, apelando ao direito de ficar calado.

A diligência foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, no âmbito do esquisito inquérito das "fake news", que, na verdade, investiga ataques e ofensas aos integrantes da Corte.

Moraes intimou o ministro da Educação porque, durante a reunião ministerial de 22 de abril, disse que gostaria de colocar "todos os vagabundos na cadeia", incluindo os do STF...

Recuo tático?

O ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, chegou a apresentar um habeas corpus para tentar suspender a oitiva.

Na quinta-feira, espalharam na Praça dos Três Poderes o boato de que Weintraub poderia até ir preso se descumprisse a determinação do Supremo.

Será que o gesto de Weintraub foi o sinal de que é hora de acalmar os ânimos?

E o que acontecerá se Bolsonaro tiver de prestar depoimento à Polícia Federal sobre suposta interferência na PF - uma narrativa absurda?

Em recuperação

Em meio à guerra entre STF x Planalto, Luiz Fux seguirá na presidência interina do STF por uns dez dias.

O prazo é o previsto para a recuperação de Dias Toffoli, que está com pneumonia, depois de uma cirurgia para retirada de um abscesso, no sábado passado.

Depois que deixar o hospital, a recomendação é para repouso absoluto de Toffoli, que terá de se transformar no “Pacificador”...



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Jorge Fernando B Serrão

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Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.

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Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 30 de Maio de 2020.

Lógica Bancária



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Os “servícios” de inteligência oncífera devem utilizar a mesma lógica e raciocínio de um bancário para exprimir seus comunicados.

Vejam essa pérola: “Memorando interno do Funcionário X a seu chefe:
Título= cobra

Prezado senhor, venho pelo presente informar a Vs. Sa. que não pude comparecer ao trabalho ontem por ter sido picado pela epigrafada. Atenciosamente ass. X “

Abusam, também, dos sofismas materiais. Por exemplo:
“Cavalo bom e barato é raro;
Tudo o que é raro é caro;
Portanto cavalo bom e barato é caro !”

Prefiro os Haicais de Millôr Fernandes no PASQUIM:

“No fundo daquele vale passa boi, passa boiada;
Que trânsito, heim ? !”

Enquanto isso, passa batido o desaforo do embaixador chinês que “advertiu” A Câmara dos Deputados sobre Taiwan.

Ainda no dialeto banquífero, nós os patriotas continuamos no “aguardo” dos idiotas.

Será que os escravos de Jó só jogavam caxangá ?

“Tira, põe, deixa ficar !. Guerreiros com guerreiros fazem ziz, zig, za cá !”

Meditemos enquanto esse direito ainda temos:

Zig, zig, zá são movimentos erráticos de barata tonta ? Nós escravos temos paciência de Jó ? Nasci nu e estou vestido; lucro líquido !

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Fulanização e Pisoteamento



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laurelli

Autofagia institucional no Brasil é algo preocupante e para além de qualquer imaginação. Nos Estados Unidos da América nos recordamos de um episódio no qual o Presidente Trump dirigiu palavras inadequadas a um magistrado da Suprema Corte, mas depois se desculpou e tudo fora resolvido de forma democrática livre e soberana.

No Brasil todo dia há uma novidade por causa do uso da internet e talvez o excesso do direito de liberdade de expressão. O respeito institucional é fundamental e cada um no seu quadrado. Se a decisão não agrada ela não se descumpre, ou se recorre ou se coloca em prática.

No País tupiniquim tudo é motivo de estremecimento e desentendimento, como se fossemos distantes da realidade e da proteção maior da sociedade civil. A imprensa espetaculariza e enquanto isso já somos o primeiro sim em número de óbitos e na falta total de planejamento para o combate do vírus chinês.

Milhões e bilhões serão gastos,empregos sacrificados, emperramento completo da máquina estatal sucateada, e no momento mais delicado da República nossos dirigentes, ao invés de selarem a paz e o acordo, um armistício, batem boca e querem mostrar quem manda. Não é o caminho certo e adequado. Os representantes do povo estão provisoriamente nos seus cargos e fizeram juramento de cumprir soberanamente a constituição.

Vamos usar menos as redes sociais, criticar menos, xingar nunca, tratar de forma civilizada e urbana a todos os que têm e os que são carentes. Vivemos a fulanização da mídia digital acompanhada do pisoteamento da imagem de pessoas que ao fazerem um tratamento menos polido desservem à Nação e causam rubor nos próprios cidadãos e na imprensa internacional.

Menos entrevista, menos fuxico, menos bate boca, menos estardalhaço, menos invasão de privacidade, menos decisão monocrática. Fez muito bem o Ministro Fachin de submeter ao exame do colegiado o pedido do PGR, e de modo pontual que eliminemos as rusgas e selemos o desarmamento de espíritos.
Somos uma Nação alquebrada pela pandemia, desajustes sociais, falta de racionalidade, de planejamento, e principalmente de meios eficazes desenvolvimento e progresso. Por isso precisamos mais de ordem e de nenhuma bagunça.

Os que são simpatizantes do Presidente continuem assim sem agressões. Os que decidem priorizem menos holofotes, e desta forma não causaremos rupturas e muito menos o rancor, pois que pós democracia os governos deram mostras suficientes da incompetência e excesso de corrupção.

Não há espaço para intervenção militar. A sociedade precisa perder este viés e tal mania e acreditar que temos pessoas sérias e competentes de passar o Brasil a limpo.

Temos que lutar em prol da democracia do Brasil e apoiar o livre arbítrio do Estado democrático de direito! Viva o Brasil!!!

Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laércio Laurelli (aposentado) são Desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo.