domingo, 10 de maio de 2020

Celso de Mello, agente provocador



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Percival Puggina

"(...) e, redesignada nova data para seu comparecimento em até 05 (cinco) dias úteis, estarão sujeitas, como qualquer cidadão, não importando o grau hierárquico que ostentem no âmbito da República, à condução coercitiva ou 'debaixo de vara'". (Celso de Mello)
A forma desrespeitosa como o ministro Celso de Mello tratou as testemunhas arroladas por Sérgio Moro, destacadas figuras do governo e do Parlamento, entre elas três oficiais generais, é de uma grosseria que desqualifica a autoridade que emitiu a ordem.
Desconhecer o intuito provocador dessa redação exige um cérebro com dependências para alugar. O ministro usou de seu poder para alertar às instituições sobre quem é que manda e não pede. Para testá-las ao limite. Valeu-se das autoridades mencionadas, integrantes dos outros dois poderes da República para, num mero ato de ofício, impor constrangimento às Forças Armadas e ao Congresso, e pôr a opinião pública nos eixos dele ministro.
É conhecido o desagrado dos ministros do Supremo com as apreciações feitas a alguns deles em manifestações de vulto nacional que refletem rejeição à instituição STF. Emergem desses eventos de rua, aqui ou ali, de modo episódico e esparso, anseios não democráticos. É indiscutível, porém, que cidadãos na rua, expondo seu sentir e seu querer, estão exercitando a democracia em uma dimensão que lhe é essencial e que deveria cobrar juízo de quem escuta.
Celso de Mello, inequivocamente, tratou as autoridades convocadas como se fossem bandidos. Em relação aos bandidos de verdade, aliás, o próprio STF ditou regras restritivas à condução coercitiva. Ele, no entanto, aplicou, em acréscimo, o arcaísmo “debaixo de vara”, usado no Código Criminal do Império, quase dois séculos atrás. Então, vara era vara mesmo, que intimida, cutuca e machuca.
A ordem foi e persiste como afronta. O ministro atirou sobre o que viu para acertar em todos aqueles cujas opiniões e manifestações o desagradam. Quando novembro vier ele vai embora, tarde. Sem deixar saudades. A nação não se sente servida.
Percival Puggina (75), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor.

3 comentários:

Fredoliveira disse...

Lamentável termos uma suprema corte cujos juízes todos os dias estão na mídia, bem.ao contrário de outras altas cortes que sai discretas. O país está oficializado.principalnebte contra o presidente. Se 2le roncar dormindo o mbl ou partidos de esquerda entrarão com ação no STF e pior e que sera acatada a ação. Ridículo isso

aparecido disse...

E os generaizinhos poodles vão todos debaixo de vara depor no inquérito...já não se fazem mais homens como antigamente...Hoje temos generais que ficam no teclado o dia inteiro.. e jamais conheceram uma barraca de campanha...falta guerra a esses homens.. só ela formam homens... não aguento mais ver generais escrevendo artigos na NET...

Chauke Stephan Filho disse...

A sigla STF significa Supremo Tribunal Fariseu.