segunda-feira, 4 de maio de 2020

Joaquim Barbosa e Sérgio Moro



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laurelli

Dois ícones da justiça brasileira cada um apresenta sua história de vida e tem incursões importantes no caminho da luta incessante no combate à corrupção. Joaquim Barbosa primeiro negro a galgar uma posição na Suprema Corte porém tinha comportamento mais aguerrido e ao ser relator do mensalão tomou atitudes corajosas que acabaram por encerrar precocemente a carreira, inclusive com o ímpeto desfeito de ser candidato à Presidência da República,logo não concretizado, e que hoje vive praticamente no anonimato.

Ao contrário Sérgio Moro fez um extraordinário trabalho de repaginação e remodelação do Judiciário Nacional com o enorme desafio de combater cardeais da corrupção e aplicar pesadas condenações criminais, envolvendo não apenas políticos fortes mas principalmente cartéis que viviam larga e facilmente de
subornar agentes públicos. E com isso ganhou projeção nacional e internacional,passando a ser referência dentro e fora da magistratura.

Picado pela mosca azul foi ter assento no Ministério da Justiça e deixou depois de 22 anos a toga,não permaneceu muito tempo no cargo e o atrito lhe custou desafetos e o compromisso de integrar hostes ligadas aos interesses da população e da sociedade como um todo. É bem verdade que saiu do cargo tal qual metralhadora atirando para todos os lados.

As personalidades de ambos Barbosa e Moro demonstram que os deveres da toga são mais tranquilamente exercidos do que a política dos holofotes e da mídia que não perdoa qualquer deslize. Enquanto Barbosa saiu sem muito explicar e deixou marcante trajetória logo foi esquecido e saiu do noticiário,ao contrário Moro continua sendo a vedete de todos e um ponto de equilíbrio para o desenlace de alianças espúrias e de articulações vinculantes aos donos do poder.

A história, naturalmente, se encarregará de julgar ambos,mas o trabalho do Ministro Barbosa á frente do Mensalão foi sendo esfacelado ao longo dos
anos pelos próprios pares soltando a maioria dos condenados ou impondo penas brandas. Entretanto Moro, mais jovem e antenado com as intestinas lutas legislativas para um melhor Brasil anticorrupção saiu decepcionado tanto com o Legislativo mas principalmente Executivo, e terá um ano sabático para refletir e ver se tenta algum cargo eletivo em 22.

Duas figuras e dois personagens que se aglutinam e os quais mudaram a curva da história do judiciário que tinha nos 3 ps (pobre puta e preto) sua marca indelével.
O  ressurgimento da justiça é o legado maior que se nos incumbe para o amanhã.

Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laércio Laurelli (aposentado) são Desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

8 comentários:

Anônimo disse...

Piada. Vcs lêem as bobagens que escrevem? Bem nutridos com dinheiro público que estaria melhor empregado se ficasse na iniciativa privada mediante redução dos impostos, é de dar náusea a defesa da categoria que é uma vergonha nacional. Se o decantado primeiro negro tivesse feito um bom trabalho no Mensalão, Lula teria sido responsabilizado pela roubalheira e não existiria a Lava Jato, nem o "herói" Moro. Aliás, Moro participou dessa patacoada no STF, pois se não me engano, prestava assessoria junto ao gabinete da Min. Rosa Weber. Sim, a história deverá mostrar o papel dessas duas vergonhas nacionais, além de outras.

aparecido disse...

Moro jamais deveria sair de Curitiba... Foi erro de Bolsonaro tirá-lo de lá e foi erro dele aceitar sair...Mas Moro era pobre e Joaquim era preto.. e a puta ??? não seria aquela louca que sobe no andaime com o pedreiro ?????

Anônimo disse...

Nada a ver, pois não há comparativo qdo se trata de encastelados do Poder Judiciário que se julgam acima de tudo e de todos. O que falta aos dois pseudo heróis, na minha humilde observação, pois não fizeram mais do que a obrigação em sentenciar de acordo com os autos, afinal foram regiamente remunerados para isso, foi ética e respeito à hierarquia. Fico cá com meus botões, questionando o que, de fato ocorreu com os dois, eis que a decepção é inimaginável. A soberba de ambos é intragável. Apenas o tempo nos mostrará o que aconteceu, pois situações vão saindo da escuridão. O Brasil acima de tudo e Deus acima de todos.

aparecido disse...

Ministro da Justiça talvez seja o cargo mais importante do pais depois da presidencia...é um cargo politico e seu detentor deve ter um alto conhecimento juridico, ampla experiencia politica e ampla aceitação nos meios juridicos do pais...Essa cadeira já teve Tancredo Neves, Petronio Portela e um Paulo Brossard...Não é pra novatos...mas colocar um novato politico como Moro num lugar deste é pedir pra arrumar problemas... e além disso Moro é um queixo-duro, como é conhecido pessoas com a personalidade e o caráter do ex juiz dentro de uma organização... a inexperiencia e o queixo duro de MOro pos tudo a perder... O ministro da Justiça é que faz o meio de campo entre o presidente e os governadores...como comandante da segurança publica do pais...MORO foi o pior munistro da justiça da republica por não ter o perfil requerido para o cargo..e ser turraõ demais...agora que o erro ja foi feito o Brasil perdeu um grande juiz e Moro andará pelo pais como alma penada tentando procurar algum holofote que ja não existe mais...

Anônimo disse...

Dois ícones da justiça brasileira....Tem certeza?

aparecido disse...

Moro hoje não passa de uma alma penada em busca incessante de uma ribalta que não existe mais...O homem se viciou numa ribalta como um qualquer se vicia no pozinho branco...e a falta de uma ribalta o faz em crise de abstinencia e falar mer..da...com o tempo isso passa mas a crise de abstinencia vai doer.. e no final será apenas uma alma penada a vagar sozinha...sem ribalta... pois conseguiu arranjar inimigos em todo espectro da politica.. sem excessão...jamais deveria ter saido do cargo de juiz... sair do cargo de juiz foi a kriptonita que o destruiu...Moro sem ribalta é um NADA !!!!!!!

Unknown disse...

Concordo. São soberbos e se acham deuses como a maioria dos juízes, procuradores e advogados.

Anônimo disse...

Dois que venderam a alma ao Diabo, primeiro o negro atuou pra defender Lula do Mensalão e se acorvadou pedidndo aposentaria e regalias o segundo foi defensor da Quadrilha do PSDB e DEM, duas biografias manchadas.