segunda-feira, 11 de maio de 2020

Que falta nos faz uma boa vara de marmelo



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por H. James Kutscka

Às vezes, me parece que tudo que poderia ser dito ou escrito sobre determinado assunto, já o foi.

Que escrever sobre a desfaçatez dos políticos ou a prepotência do judiciário que já não tenha sido escrito em vão?

A sensação de vazio e de inutilidade que sinto, deve ser igual a que levou Francis Fukuyama a decretar o fim da história em seu artigo de 1992, onde assumia que com o advento da democracia liberal, o ocidente estaria colocando um ponto final na evolução sócio cultural humana.

Ledo engano no qual este escriba não vai cair.

Embora os fatos atuais possam ser comparados com comédias ou dramas já vistos, trazem no seu corpo a malevolência do espírito da raça.

Senão vejamos:

A desastrada saída pela esquerda, estilo Pantera Cor de Rosa do ex-Ministro Sergio Moro, poderia ser desenvolvida em um artigo intitulado: “A Megera Domada”, ou” Muito Barulho por Nada”. Ambas comédias de   Shakespeare.
Depois de horas de depoimento em Curitiba, viu-se que tudo que o ministro tinha contra o presidente, era como a receita do delicioso refogado de chuchu da piada:

-Você descasca o chuchu, corta em pequenos cubinhos, ferve-os por cinco horas, depois os envolve em um pano de prato e deixa esfriar por pelo menos duas horas escorrendo a água.

Após esse processo e tendo verificado que a maioria da água já se foi, você começa a espremer o conteúdo dentro do pano de prato com as mãos, até transformar tudo em uma pasta verde.

Aí com todo cuidado, joga o insosso resultado do processo no lixo.
No final das contas, Moro negou ter dito que Bolsonaro havia tentado interferir na PF.

Como disse Alexandre Garcia em seu vídeo do You Tube da quinta-feira passada:

- “Muita espuma para pouco sabão”.

Poderíamos então voltar à vida normal e tentar sair do atoleiro da pandemia e das tentativas de derrubar o governo, mas não.

Aqui é Brasil, a terra prometida dos lideres da nova ordem mundial, nosso agronegócio pode alimentar o mundo,  no sul estamos em cima de um verdadeiro mar de agua potável, temos petróleo e  90% do nióbio do mundo, então sempre existe um comandado para não deixar se extinguir a chama  do caos e da  desordem.

Eles sabem que a miséria e a ignorância são os principais nutrientes do poder.
Foi então a vez do Ministro Celso de Mello do STF entrar em cena, como definiria Tom Wolfe se aqui estivesse:

-“O decano da fogueira das vaidades”.  

Como descreve Saulo Ramos, Consultor Geral da República durante o governo Sarney em uma passagem de um livro de sua autoria, onde relata um processo em que se discutia a legalidade de Sarney poder se eleger pelo Amapá, quando seu domicílio eleitoral era o Maranhão. Celso de Mello que na época era secretário de Saulo na Consultoria, teria votado contra o presidente, porque segundo ele próprio, o jornal Folha de São Paulo havia noticiado de antemão, que ele votaria a favor.  Celso de Mello então teria ligado para Saulo Ramos para explicar que: - Na soma dos votos, Sarney já havia ganho o processo, então votei contra, se Sarney estivesse perdendo votaria a favor.  Após a insólita explicação, teria perguntado a Saulo Ramos se entendera sua postura.

A resposta de Saulo Ramos, segundo consta no livro foi:

- Entendi que você é um Juiz de merda.

Devo esta preciosidade ao mesmo vídeo do Alexandre Garcia citado anteriormente (infelizmente o nome do livro não foi citado na gravação). Obrigado Saulo Ramos!  Ele continua sendo.

Bem, esse mesmo juiz (hoje na Suprema Corte), torna público documento sobre inquérito no caso da exoneração do ex-Ministro Moro, onde convoca como testemunhas três Generais (Augusto Heleno, Braga Neto e Luiz Eduardo Ramos) e em um trecho da convocação  escreve: “Cumpre advertir que, se as testemunhas que dispõem da prerrogativa fundada no art. 221 do CPP, deixarem de comparecer, sem justa causa, na data por elas previamente ajustada com a autoridade policial federal, perderão tal prerrogativa e, redesignada nova data para seu comparecimento em até 05 (cinco) dias úteis, estarão sujeitas, como qualquer cidadão, não importando o grau hierárquico que ostentem no âmbito da República, à condução coercitiva ou “debaixo de vara”, como a ela se referia o art. 95 do Código do Processo Criminal do Império de 1832.”

Desta vez a resposta veio do major-Brigadeiro Jaime Rodriguez Sanchez, em uma carta da qual vou destacar apenas um pequeno trecho: “Foi uma tentativa infeliz de demonstração de poder, totalmente injustificável e inaceitável, a produção por parte do ministro Celso de Mello de um documento jurídico ameaçando de serem conduzidos “debaixo de vara” três oficiais-generais do Exército brasileiro, do maior grau hierárquico da carreira, altamente conceituados no seio da sua Força, que dedicaram meio século da vida jurando defender a Pátria com o sacrifício. Debaixo de vara, vossas excelências deveriam expulsar os corruptos que hoje enlameiam a Suprema Casa da Mãe Joana”.

Na sequência dos acontecimentos, a visita de Bolsonaro ao Supremo acompanhado de empresários preocupados com a economia estagnada pelas medidas tomadas por governadores e prefeitos mais interessados em lucrar com a desgraça do que com os rumos do país, foi considerada pelos ministros uma “presepada” do presidente.

Devido aos fatos aqui apresentados, de minha parte já que de vara se trata, sugiro humildemente não apenas aos generais em questão, quanto a todos os membros das forças armadas evocar a boa e velha vara de marmelo, aquele galho flexível com o qual antigamente eram postos na linha os que dela se desviavam.

Nada melhor que uma vara de marmelo no lombo para fazer qualquer político safado, juiz ou ministro “cair na real”.

Já na sexta feira, Dória estendeu novamente o confinamento e Covas inventou um novo rodizio.

Toda dominação total começa aos poucos, quando o cidadão se dá conta está escravizado pelo estado.

Juntos podemos nos livrar por bem de parte dos canalhas em outubro nas eleições, ou por mal de todos eles a qualquer momento. 

Aviso aos navegantes:

A história ainda não acabou e no final, posso garantir, vencem os bons.

H. James Kutscka é Escritor e Publicitário.

3 comentários:

aparecido disse...

Que nada.. a vara de marmelo é a vara do Celso de Mello que conduzirá os generais para o depoimento...kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Fredoliveira disse...

A trama para ver se tira Bolsonaro e tão frágil que não se sustenta sob hipótese alguma.absurdo. E o caldo de Melo dando na vista correndo.para ver se consegue alguma coisa. Deixa Bolsonaro trabalhar, estabilishment..

Chauke Stephan Filho disse...

Perdoem a minha ignorância, mas o que é um "sócio cultural" ?