sexta-feira, 8 de maio de 2020

Um basta coerente, oportuno e diplomático



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Ernesto Caruso

A nau Brasil não pode perder o rumo no meio da tormenta, ainda sob efeito das nuvens negras da corrupção, agravada pela peste do vírus chinês. Timão e leme sob controle sempre.

Mas, não tem sido harmônica a relação entre as três partes que compõem a tripulação.

“Navegar é preciso”, todos sabem.

O desconcerto do “poder fazer” entre o timão e o leme impede o singrar da nave com destino a porto seguro e garantidor do bem-estar dos passageiros, que afinal sustentam o aparato inoperante e desfocado dos seus compromissos.
      
Eis que, sob calmaria ou tempestade, o conjunto operativo não funcionar pelo descompasso ambicioso, ineficaz ou intencional de partes do sistema, há que se encontrar a “ultima ratio regis” para que o conjunto não se esfacele.
      
No Brasil, histórica e tradicionalmente, as Forças Armadas intervieram toda vez que se atentou contra a concepção do Estado, independente de letras mortas, débeis, interpretadas de acordo com as conveniências de plantão.
      
A lição do Duque de Caxias é o norte que orienta à dedicação única e exclusivamente aos interesses nacionais, de preservação da unidade territorial, linguística e democrática, “A minha espada não tem partido, pois que ela serve à nação”.
      
Diante das crises sucessivas por picuinhas político-partidárias e recursos à Suprema Corte, tipo as mais recentes sobre a nomeação pelo presidente da República de um servidor para diretor geral da Polícia Federal, substituição de outro servidor da mesma entidade, ou se o presidente é portador do coronavírus; principalmente a questão da nomeação da direção da Polícia Federal que não pode ficar acéfala, ou sob a gestão de alguém fora do contexto do atual governo, houve por bem o ministro da Defesa emitir nota a respeito.

Na íntegra:

- “As Forças Armadas cumprem a sua missão Constitucional.

Marinha, Exército e Força Aérea são organismos de Estado, que consideram a independência e a harmonia entre os Poderes imprescindíveis para a governabilidade do País.

A liberdade de expressão é requisito fundamental de um País democrático. No entanto, qualquer agressão a profissionais de imprensa é inaceitável.

O Brasil precisa avançar. Enfrentamos uma Pandemia de consequências sanitárias e sociais ainda imprevisíveis, que requer esforço e entendimento de todos.

As Forças Armadas estarão sempre ao lado da lei, da ordem, da democracia e da liberdade. Este é o nosso compromisso.”

Com destaque para a independência entre os Poderes, governabilidade, liberdade de expressão e, que o Brasil precisa avançar.

Disse tudo, sem precisar dar murro na mesa.

A imprensa, às avessas, omitindo partes do pronunciamento do presidente Bolsonaro, propaga que a Nota do ministro da Defesa se contrapõe ao dito por ele na entrada do Palácio, a jornalistas e apoiadores.

Suficiente assistir o vídeo e constatar. Afinação precisa.

Na mesma vertente, o vice-presidente, Hamilton Mourão, destaca o primórdio da independência entre os Poderes.

Assim, ficou entendido e, foram feitas a nomeação e posse do novo diretor geral da PF de modo rápido e preciso.

E la nave và.

Ernesto Caruso é Coronel de Artilharia e Estado-Maior, reformado.

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