terça-feira, 5 de maio de 2020

Um novo perigo ronda a Nação



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Percival Puggina

Não passa um dia sem que algum leitor, estarrecido ante o desastre político em curso no Brasil, me pergunte: “E aí, qual é a solução?”.
O Brasil que em 2014, graças à vitalidade das redes sociais, começou a acordar para o flagelo esquerdista que o acometera durante três décadas ao longo das quais comprara gato por lebre, foi mudando de lado. Descrevo o processo como uma “iluminação” que acendeu luzes para a destruição de seus valores, para o assalto ao futuro do país, para a ruptura sistemática da ordem. Era imensa a lista dos malefícios de natureza social e moral em curso, com outro tanto na geração de riqueza e postos de trabalho. O braço festeiro gastador do Estado conseguiu transformar em voo de galinha as extraordinárias oportunidades proporcionadas pela primeira década deste século. Consolidara-se no país um capitalismo de compadrio, padrinho de corruptos e corruptores.
Bolsonaro elegeu-se portando bandeiras com forte ressonância popular. Era combatido pelos que haviam construído passo a passo a realidade social, política e econômica a que o país chegou no ano de 2018. Seus adversários falavam pelos cotovelos na mídia militante, no ativismo judicial dos ministros do STF, nos partidos de esquerda e no centrão desalojado de seu poder. Em consonância com seu modo combativo de ser, o presidente passou a arrostá-los ostensivamente e varou o ano de 2019 perdendo quase todas, contra quase todos. Ele só tinha seus eleitores em seu favor, representados, de forma visível, por aqueles que, nas redes sociais e aos milhões, saíam às ruas para expressar seu apoio. E, ainda assim, nesse tumulto, o governo, como tal, ia bem.
No carnaval, o coronavírus desembarcou no país e o governo ganhou mais um adversário, invisível, a causar imenso dano social e econômico. Não bastante isso, entra no mês de maio do segundo ano de seu mandato num confronto de versões, em palco policial, contra seu ex-ministro da Justiça e Segurança Pública.
Como conservador, tenho apenas uma resposta à pergunta feita no primeiro parágrafo deste artigo. As instituições brasileiras, um susto permanente, são de péssima alfaiataria e vestem um corpo social desconjuntado. O sistema não é funcional, como estamos vendo pela enésima vez. Tem sido dito em relação ao momento atual, “as instituições estão funcionando”. Há total razão em quem o afirma. Os males que estamos enfrentando são resultado desse funcionamento. Esse é um dos estragos que elas fazem ao funcionar! Há piores. Ou obrigam o governo a comprar maioria parlamentar ou a maioria do Congresso e o STF protagonizam a governança do país. Todas as deposições de presidentes – Getúlio, Jango, Collor e Dilma – aconteceram por falta de apoio parlamentar.
Espero que o circo não tenha aberto a jaula. Que a investigação iniciada sábado siga seu curso e que nela a prudência separe o joio do trigo, o grave do fútil, e o bem do Brasil se sobreponha aos interesses individuais em jogo.
Percival Puggina (75), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor.

2 comentários:

Fredoliveira disse...

Gostei de sua abordagem.lucida. os valores conservadores precisam continuar avançando para a preservação da família e de uma sociedad3 embasada nos valores judaicos cristãos, respeitando -se as minorias e os que pensam diferente

aparecido disse...

Moro é hoje uma alma penada em busca de uma ribalta...Ele sempre foi viciado em uma ribalta assim como a filha de meu vizinho é viciada no pozinho branco... e ele sem uma ribalta entra em crise de abstinencia que é u m perigo...Moro sem ribalta é um perigo...Juizes viciados em ribalta são farsantes...como os onze renegados do STF...