terça-feira, 30 de junho de 2020

Mask Dória merece o troféu de “Jênio Jestor”


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
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Nem adianta recorrer ao Supremo Tribunal Federal para questionar o decreto estadual de São Paulo que obriga todo mundo a usar máscaras em espaços públicos, até que a “pandemia termine” e você também seja obrigado a tomar a vacina que deverá conter o vírus. O STF já deu poder aos governadores e prefeitos a fazerem o que quiserem em tempos de Kung Flu. Além disso, como definiu o ministro Marco Aurélio no julgamento do esquisito inquérito das “fake news”, como o Supremo virou “verdadeiro juízo de exceção”, a tendência é que a maioria togada legitime a imposição autoritária.

Depois de mais uma medida autoritária inútil de engenharia social, o pimpão João Dória Júnior já pode largar o PSDB e pedir filiação ao Partido Comunista Chinês. A equipe do governador não teve competência comprar respiradores a preços não-superfaturados para os hospitais de campanha contra coronavírus. No entanto, o time doriano aposta que seus 5 mil fiscais sanitários terão pleno sucesso na repressão a quem não usar máscara, sob pena de multa individual de R$ 500 reais. O absurdo valor dispara R$ 5 mil para o comerciante que for flagrado com cada não mascarado em seu estabelecimento.

Dória merece o troféu de “Jênio Jestor” (com Jota de Jegue) pela imposição da máscara ou multa. A canetada doriana definiu que “não usar máscara é infração sanitária”. Duro é ouvir que a grana arrecadada pelas infrações irá para o programa “Alimento Solidário” do governo estadual. Além dos fiscais da saúde, a repressão contará com a ajuda das autoridades policiais, principalmente a Polícia Militar. Mais triste é que a narrativa enganosa acerca do impositivo uso da máscara conta com apoio integral da Rede Globo e afins.

O uso da máscara é mais uma narrativa mentirosa usada na Engenharia do Controle Social. Primeiro, a “obrigação” foi vendida como imposição psicológica. A maioria esmagadora da população obedeceu à ordem de maneira bovina ou caprina rumo ao abate. Os “ditadores” comemoraram e avançaram no teste de repressão. Certamente, contarão com a ajuda dos dedo-duros voluntários para denunciar aos repressores estatais quem não estiver mascarado. Os camaradas da China Comunista sentirão inveja de nós, os capimunistas estúpidos de Bruzundanga.

Será que precisamos ter um fiscal em cima da gente para tudo? Este é o ideal dos comunistas ou socialistas sem-vergonha. Eles só defendem uma suposta “liberdade” quando é do interesse deles. O foco é “mais Estado”, cada vez controlando e mandando mais. A questão social se torna policial? Eis o deslumbre autoritário dos “Jênios Jestores”. Entramos, de fato, em um regime autoritário? A Ditadura das Máscaras, imposta por Dória e outros desqualificados para a Liberdade é mais uma prova de nossa “involução” democrática.

O povo se sente cada vez mais impotente diante do gigantismo estatal. Nós, os otários, não podemos aplicar multa (nem que seja moral) ao governante incompetente, sempre que a saúde não funciona, a segurança falha, o transporte público não atende, a escola não dá aula nem ensina direito, e por aí vai... Assim, viva a Ditadura dos Jênios Jestores.

Duro é ter um monte de idiota defendendo que a exceção se torne regra. No fundo, uma parcela expressiva dos brasileiros adora atos autoritários da máquina estatal. A máscara foi uma mania importada nesta pandemia, e tudo indica que veio para ficar, pois se tornou moda (fashion). Parabéns, novamente, aos ditadores, pois criaram mais uma situação babaca para desviar a atenção da massa – quase nunca atenta a problemas mais sérios.

Resumindo: Os comunistas camaradas da China devem estar morrendo de rir dos brasileiros. Se eles antes apenas achavam, agora têm certeza de que é muito fácil conquistar e dominar o Brasil, no curto prazo. Começaram enfiando a máscara. Depois, metem o resto.

Por enquanto, os ditadores vencem de goleada, graças ao amplo, ignorante e conivente apoio popular... Não adiantará reclamar quando o serviço estiver completo...

Ditadura Mascarada


 Repeteco: João Vaz e o questionável uso da máscara






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Jorge Fernando B Serrão

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Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.

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Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 30 de Junho de 2020.

Mudar por Mudar


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Uma das coisas que mais me assustam é o frenesi de mudar dos engenheiros de grandes empresas.

O caso mais chocante que me vem à memória é o da Kibon.

Marca tradicional de sorvetes, as cores azul e amarela faziam parte do ideário nacional.

Algum idiota sênior desfigurou as embalagens de tal forma que mal podemos identificar nossas preferências de infância e juventude.

Também o tradicional molho inglês Lea & Perrins teve seu rótulo mudado de tal forma que os consumidores não mais o encontravam nas gôndolas dos supermercados. As vendas caíram; o fabricante voltou atrás e “ressuscitou” a antiga etiqueta.

Recentemente o leite tipo A da Xandô mudou seu envase de plástico leitoso para uma imitação de vidro, transparente, que não dá a sensação de higiene do anterior. Pior, substituíram o excelente lacre na boca do produto por uma nova tampa, dificilíssima de abrir.

A modernização de uma identificação consagrada deve ser feita de modo quase imperceptível. O melhor exemplo que conheço é a concha dos produtos Shell.

No ramo dos chocolates, a multinacional que comprou a Lacta também desfigurou os produtos mais conhecidos. O bombom Sonho de Valsa deixou de ser embrulhado para ser envolto por um saquinho. O Diamante Negro quase não se vê mais. A marca cucaracha Mondelez cresce cada vez mais enquanto a Lacta diminui de tamanho nas embalagens.

No setor financeiro, o cenário não é diferente. Mas isso fica para uma outra vez.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

STF – “Verdadeiro Juízo de Exceção”?



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Ernesto Caruso

Em pauta o julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 572 para declarar a legalidade e a constitucionalidade do Inquérito 4781, para investigar a existência de notícias fraudulentas e ameaças contra a Corte e ministros.       

No contexto, o voto perdedor do ministro Marco Aurélio no acachapante resultado de dez a um, que precisa ser visto como crítica contundente aos posicionamentos da Corte, que são o foco dado pela sociedade contra alguns dos ministros que a integram.

Sociedade que se encontra revoltada, perplexa, aviltada e, que reage de forma pacífica no geral, ainda que alguns possam se exceder.

Mesmo o foguetório que alguns realizaram na frente do prédio do Supremo pode ser considerado como uma ruidosa manifestação, com fogos de artifício, como soe acontecer nas passagens de ano, sem danos pessoais ou materiais, públicos ou privados. As manchetes o traduziram como “ataque”. Foi ataque? Quebrou vidraças? Feriu alguém? Sujou com tinta o patrimônio?

Lembrar que em 2018, grupos favoráveis ao Lula Livre jogaram tinta vermelha no Salão Branco do STF e no prédio onde a presidente de então, ministra Carmem Lúcia tem apartamento. Algum preso?

Mas, aos que ultrapassam os limites legais, o rigor da Justiça, a mão pesada do Estado que também deve obediência ao que lhe é determinado a fazer, como destaca Marco Aurélio. O cidadão tem o direito de fazer o que a lei não proíbe, ao passo que o servidor — a sublinhar que ele e os colegas são servidores — só executa o que a lei prescreve.

Destaca que o sistema penal acusatório é marcado por vários princípios e o principal deles é que o órgão estatal responsável pela acusação necessariamente não será responsável pelo julgamento.

Tece considerações profundas e dissonantes quanto ao que estavam praticando os seus pares: - Não pode a vítima instaurar inquérito. – Formalizado o inquérito, cumpre observar o sistema democrático da distribuição (no caso foi designado o ministro Alexandre de Moraes), sob pena de começarmos a ter um juízo de exceção em contrariedade ao previsto no principal rol das garantias constitucionais da carta de 1988. - O sistema acusatório é oposto ao sistema inquisitorial que concentra as ações de acusar e julgar.

Reforça: “Se o órgão que acusa é o mesmo que julga, não há garantia de imparcialidade e haverá tendência em condenar o acusado.”

O que o cidadão comum, além do que foi dito, há de pensar a respeito da conclusão do ministro quanto à garantia da imparcialidade, inexistente naquele Tribunal, nessa ação, como se fora um feitor de escravos, que acusa qualquer um de não produzir no ritmo que deseja e lhe aplica nas vergonhas expostas, atado ao pelourinho, tantas chibatadas quanto deseja.

Humilhação semelhante aos que, por acreditarem na liberdade de opinião, assegurada pela Carta Magna, têm o lar com a polícia na porta, desnudado pela mídia, que carrega nas tintas ao apontá-los como executores de “atos antidemocráticos”.

Outros qualificativos em relação ao julgamento, constantes do voto discordante, demonstram o desprezo da quase unanimidade dos integrantes da corte pela sociedade.

Chocam pelo baixo nível do que se poderia esperar de um tribunal imparcial e justo. Muito forte ouvir do ministro, “eu não aceitaria essa relatoria” da “escolha a dedo” (que enfaticamente reprova); quando, no caso, seria por distribuição (sorteio).

“Um inquérito de fim do mundo, sem limite“.

Usa da expressão “achegas”, desqualificando-o mais ainda. “Estamos diante de um inquérito nati morto”.

Isto, sem falar dos impedimentos que deveriam ser de iniciativa do próprio julgador pelo passado de ter advogado em favor daquele réu em processos pretéritos ou por elos diversos.

“O juiz não pode investigar os fatos que a seguir constarão da acusação, por que cria vínculos e diminui a capacidade de avaliar”, a completar que “a emoção está presente em todos nós”.

“Não pode o magistrado investigar sem a participação do Ministério Público em afronta à Constituição e ao sistema acusatório”.   

A considerar que dez dos ministros estão afinados pela continuidade desse inquérito anômalo, considerado na voz singular do ministro Marco Aurélio como “Verdadeiro juízo de exceção”, o Brasil passa por momentos de desconfiança face às ações de um supremo tribunal de exceção, próprio dos regimes autoritários.

A sociedade está preocupada com os rumos seguidos no campo da insegurança jurídica e do papel atual dos juízes do STF, interferindo nos outros Poderes da República.

Ernesto Caruso é Coronel de Artilharia e Estado Maior, reformado.

segunda-feira, 29 de junho de 2020

Conservador Patriota precisa agir com fé


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
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Quem é patriota e conservador não tem o direito de embarcar no discurso derrotista vendido pela narrativa da venal extrema-mídia. É preciso mais  engajamento, patriotismo e fé na Democracia. Por mais falhas e defeitos imputáveis a Jair Bolsonaro, o governo dele é infinitamente melhor que os desastres de incompetência, canalhice e corrupção dos antecessores.

Não adianta cobrar milagre. A estrutura estatal não ajuda. Pior: atua a favor dela mesma. Sabota o povo descaradamente. A população foi duramente impactada pela onda em torno da COVID-19. Falaram mais alto o medo, o sofrimento, o desemprego e outros problemas agravados pela maneira idiota, irresponsável e bandida como foi tratada a pandemia no Brasil. Sorte que a esquerda é formada por exército de idiotas-úteis.

As pessoas esclarecidas não podem cair na armadilha das narrativas midiáticas. Muito menos podem embarcar no papo-furado do Politicamente correto - que não existe. Seu objetivo oculto é cercear a opinião, a crítica e o livre pensamento. No fundo, o papel principal do dito “politicamente correto|” é censurar a liberdade de expressão. Isto é estúpido, anti-democrático e inconstitucional.

O gravíssimo momento político exige equilíbrio, serenidade e muita fé nos princípios conservadores, na defesa da Liberdade responsável e da Democracia (Segurança do Direito Natural). Isto é o que representou a eleição do Presidente Jair Messias Bolsonaro e seu vice Antônio Hamilton Mourão. O papel deles é cumprir um governo de transição para neutralizar e vencer o Mecanismo do Crime – ainda hegemônico.

O Brasil é o país com o maior número de pacientes salvos do coronavirus. Por que a extrema-mídia não divulga com alarde? Simplesmente porque não é mais inundada por verbas públicas de publicidade e outras vantagens ocultas e ilegais. O objetivo da mídia viciada em dinheiro público é detonar o Presidente e tudo que ele fizer. Tenta desmoralizar o que é feito de bom e exagerar no impacto dos eventuais erros.

A oposição irresponsável é pura narrativa. A esquerdalha, que já falhou durante 13 anos no poder federal, não tem e nem apresenta propostas para melhorar o Brasil e solucionar os problemas estruturais. Seu único papel – no qual tem falhado feio – é esculhambar Bolsonaro e o governo dele. Os segmentos conscientes da sociedade não podem cair feito patinhos nas narrativas oposicionistas.

Ainda bem que o Presidente resolveu entrar na fase de menos polêmica inútil com opositores desqualificados, e partiu para a tática de praticar uma agenda positiva de atos e realizações. O realinhamento político com o Congresso tende a gerar tranqüilidade ao governo e capacidade real de aprovar reformas.

O momento crítico exige atitude correta, mentalidade positiva, competência, responsabilidade e honestidade. A esquerdopatia não consegue oferecer tais qualidades. Os derrotados nas urnas em 2018 podem até promover muita gritaria e tentar golpes combinados com a Turma do Mecanismo. Já perderam de véspera...


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Jorge Fernando B Serrão

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Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 29 de Junho de 2020.

ENELGÚMENOS



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Uma concessionária se distribuição de energia elétrica tem causado grandes distúrbios à população da maior metrópole do hemisfério sul do planeta (seria uma disturbiodora ?).

Todos nós sabemos (e sentimos) que estamos cagados de urubus que, por ora, habitam o supremo poleiro.

Desde a substituição dos lampiões à gás por luz elétrica, nosso povo tem provado o látego de diferentes feitores.

Quem diria que saudades o povo sentiria da inspiradora do samba “Café Soçaite” ?

Passei minha infância ouvindo :”Apaga a luz quando sair do seu quarto ! Pensa que sou sócio da Light ?”

Quando foi estatizada (para a alegria dos donos) e dividida, a parte instalada na paulicéia desvairada iria ser renomeada para Eletroluf (eletricidade, luz e força). Pela similitude com o sobrenome de um político de então, a ideia foi afastada, em parte, e prevaleceu Eletropaulo que continha apenas seu prenome.

Recentemente, chegaram os compatriotas dos “heróis” de Caporetto.

Numa velocidade semelhante à daquela retirada, aumentaram a tarifa e pioraram a qualidade do serviço.

Nem o formato da conta escapou. De singelo pedaço de papel, hoje se desdobra de tal forma que o código de barras fica separado da identificação do usuário.

É mais advertência para o Mito: Não adianta desestatizar, vender concessões, trocando meramente o monopólio estatal por cartéis privados.

O pior é que não temos nem mais a quem reclamar. Judas ciário podre e bispos comunistas.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Será que o Amapá vai reagir?



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Renato Sant’Ana

A maioria dos brasileiros não sabe onde fica o Amapá. Entre os mais jovens, então, Brasil afora, muito poucos sequer sabem que ele existe. E as causas de tal desconhecimento são várias. Mas, entre estas, há uma que, como veremos, pode ser superada pelo povo amapaense.

Desmembrado do Pará, o Amapá virou território em 1943. E adquiriu autonomia como Estado em 1988: faz 32 anos. Autonomia?

Com status de território federal, ele era mantido pela União com o dinheiro dos impostos que, do Oiapoque ao Chuí, todo mundo paga. Virando Estado, deveria viver dos próprios recursos. Porém, segundo a historiadora Maura Leal da Silva, o Amapá segue sendo sustentado com o suado dinheirinho de todos os brasileiros. E por que não decola?

Em parte, explica-se pela qualidade de seus representantes em Brasília, para os quais a política é um negócio, incapazes que são de planejar o futuro do Estado. Nesses 32 anos, por exemplo, o Amapá deu três mandatos de senador a José Sarney, que nem amapaense é e nunca morou lá. E que, ao se aposentar, deu lugar a Davi Alcolumbre, que é réu em vários processos - coisa que, tudo indica, os amapaenses não sabem.

Só no STF (Supremo Tribunal Federal), Alcolumbre é investigado em dois inquéritos por crimes eleitorais, contra a fé pública e uso de documento falso. Um deles (n. 4677) traz detalhes da denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal do Amapá, apontando irregularidades em sua campanha de 2014. Um segundo corre em segredo de Justiça. Há outros.

Mas, além de ruim para o Amapá, ele faz mal ao Brasil: hoje, Alcolumbre preside o Senado, exatamente o órgão legitimado para fiscalizar a conduta do STF. Ocorre que, usando anomalias regimentais, ele engaveta qualquer processo contra a Suprema Corte. Chegou ao ponto de dar uma espécie de habeas corpus preventivo aos ministros.

Sim, em 13/04/19, entrevistado pelo Estadão, ele garantiu que vai usar a sua atual condição de presidente do Senado para barrar qualquer reclamação contra ministros do STF (como tem feito). É como se um juiz desse uma sentença antes de conhecer as razões das partes.

E como se conduz o STF? Em outubro de 2019, entrevistado por Rogério Mendelski, então na Rádio Guaíba, Porto Alegre, o Sen. Alessandro Vieira (Cidadania-SE) afirmou que o presidente do STF, Dias Toffoli, costuma ir ao Senado para "conversações" - leia-se "defender interesses difusos".

Com efeito, o STF faz o que bem entende. Até já proibiu a polícia de entrar numa área conflagrada do Rio de Janeiro, atropelando o executivo local e fixando área livre para bandidos. Agora, violando a Constituição e parodiando o AI-5, instaurou o famigerado "Inquérito das Fake News", fazendo papel de polícia, de Ministério Público e de julgador, acumulando uma penca de atos ilegais.

O mecanismo é este: Alcolumbre tem, contra si, processos que gostaria de trancar até prescrever. E aquele que poderá vir a julgá-lo, Dias Toffoli, é dado a frequentar gabinetes do Senado.

Alcolumbre é, pois, fiador do pior que pode suceder ao país: a ditadura da toga. E vale recordar a advertência de Rui Barbosa: "A pior ditadura é a do Poder Judiciário. Contra ela, não há a quem recorrer." E é o que se está desenhando no Brasil. Até quando?

Para Alcolumbre, porém, está bom. Como a maioria dos seus pares, ele vive para o autointeresse: o Amapá só serve para, nas urnas, garantir-lhe o mar de rosas do Senado; e a vassalagem ao STF alimenta-lhe a expectativa de ficar livre dos processos.

Hoje, o melhor que pode acontecer para fazê-lo parar de enganar o eleitor e de causar danos ao Brasil é o povo amapaense, que lhe deu procuração para "operar" em Brasília, reagir e dizer "basta!" a seu descompensado egoísmo e à sua mal dissimulada esperteza.

A palavra-chave para a superação do Amapá (o seu salto para o futuro) é "protagonismo". E seria um bom começo o povo nas ruas, dando limites a Alcolumbre, o que serviria de recado também para os demais políticos.

Só falta saber se o amapaense está a fim de escolher entre "ser dependente" e "ser protagonista", quer dizer, entre "seguir ignorado" e "entrar de vez no mapa do Brasil".

Renato Sant'Ana é Advogado e Psicólogo.
E-mail, sentinela.rs@uol.com.br

Exterminadores do Futuro


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por H. James Kutscka

Em uma galáxia muito, muito distante, em um planeta chamado Trantor, um matemático (Hari Seldon) em uma conferência, apresenta uma nova ciência:  a Psico-Historia, uma mescla de sociologia e matemática e afirma  que baseado em estatísticas e probabilidades pode prever o futuro.

Baseado em uma avaliação sociológica, cultural e econômica da sociedade, envolvendo bilhões de pessoas, vaticina queda do império Galático e poder reverter a tragédia que duraria por trinta mil anos.

Essa é a trama da trilogia de Issac Asimov:  Fundação, Fundação e Império e Segunda Fundação, ganhadora do prêmio Hugo, um dos mais importantes prêmios para a literatura de Ficção Científica. 

O primeiro livro foi publicado em 1951 e sempre me perguntei: porque nunca foi levado ao cinema?

Como apreciador do gênero, recebi com alegria essa semana a notícia de que a Apple havia adquirido os direitos para produzir uma série para seu “streaming”, e assisti a um teaser na rede. Parece que vai ser bom.

A produção está parada devido à pandemia, mas a estreia deve se dar em meados de 2021. 

Quem viver verá. 

Agora, vindo para esse subúrbio da galáxia onde habitamos no planeta azul, terceiro do seu Sol, verificamos que mudar a história sempre foi o passatempo preferido dos governos totalitários.

Na Rússia, mesmo antes dos computadores, (que vieram a facilitar os truques) grandes expurgos históricos foram levados a cabo.

Fotos e fatos foram alterados para adequar-se ao tirano de plantão.

Os exterminadores do futuro não serão robôs com inteligência artificial, eles já estão aqui, são reles seres humanos sem inteligência nenhuma, colocados em postos onde atingiram seus níveis de incompetência.

Como dizia minha avó: “Quem não sabe manda, e quem é inteligente finge obedecer. 

Na China em 5 de janeiro de 1964, a história oficial passou a ser a que estava no Livro Vermelho de Mao Tse Tung.

Hoje, um revisionismo percorre o planeta visando mudar a história e moldá-la mais ao gosto dos que pretendem governar o novo mundo pós pandemia.

Movimentos nascidos da noite para o dia começam a depredar estátuas e propor censura literária e de meios de comunicação.

Aqui em terras Tupiniquins, onze iluminados articulam para censurar as redes sociais, emitem ordens para busca e apreensão nas casas de cidadãos cujo único “crime” é ser conservador e apoiar o governo de direita. 

Pode um ministro acusar, investigar e finalmente julgar um cidadão?

Pode a instituição à qual pertence, mandar soltar meliantes e autorizar a prisão de cidadãos durante a pandemia?

Pode impedir o executivo de expulsar do Brasil diplomatas de um país sabidamente governado por um narcotraficante, quando nenhuma dessas decisões é de sua competência?

Nos Estados Unidos o filme “Gone with the Wind”, é retirado de uma plataforma de “streaming” por ter uma atriz negra, escrava da protagonista, sendo que a mesma, Hattie McDaniel, foi a primeira atriz afro- descendente a ganhar um Oscar da Academia em 1940.

No Brasil as obras de Monteiro Lobato são censuradas porque tia Nastácia, a cozinheira do Sítio do Pica Pau Amarelo é negra.

Os mesmos integrantes dessas patrulhas do “mimimi”, são os que defendem como arte criancinhas tocando em um homem nu.

Intelectual de esquerda não passa de um mito, como dragões, fatos como a busca e apreensão, com grande aparato  militar envolvendo até cobertura das tropas de assalto com helicóptero da Federal,  acompanhados de repórteres daquela rede de televisão atolada até o pescoço em dívidas com a receita, em um suposto QG anti-democrático de uma blogueira, resultou na risível  apreensão  de camisetas  com frases de apoio ao presidente, alguns fogos de artifício, uma faca de cozinha e uma máscara de ursinho amplamente divulgada nas redes sociais. 

Quando ações desatinadas ou mal intencionadas desse naipe vem à tona, acabam no tribunal da opinião pública, e contra as decisões desse tribunal não tem advogado, juiz ou STF que dê jeito.

Estão acuados em sua cidadela, e temos que lembrar que grandes tragédias, como revoluções ou guerras são iniciadas por homens apavorados ou encurralados, sabemos de pelo menos onze em Brasília nessa situação.

Seus últimos atos mostram o medo ministerial que os acomete, dez deles, ficaram por assim dizer, “desconfortáveis” com as atitudes de um cabeça de ovo.

É claro que eles temem o confronto, mas temem mais ainda o que pode acontecer com eles se não partirem para o ataque.

Portanto é preciso ter muita “hora nessa calma” como diria o Chapolin Colorado; as Forças Armadas devem agir para evitar o caos, mas com o cuidado de deixar uma porta aberta para os ratos saírem espontaneamente antes de usar a força.

Se tiverem um mínimo de juízo eles aproveitam a oportunidade.

Assegurado o futuro, é só evitar que os ratos voltem, se tentarem, estará autorizado o uso de “chumbinho”.

H. James Kutscka é Escritor e Publicitário.

Idade-fobia: pandemia escancara preconceito da sociedade com idosos


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Juliana Contaifer
Desde o início da crise sanitária, as pessoas com mais de 60 anos precisam escutar que a Covid-19 mata “apenas” velhos, como se eles fossem descartáveis.
“Quando um idoso morre, uma biblioteca se incendeia”. O ditado, sem origem conhecida, mostra o prejuízo sofrido por uma sociedade que perde uma geração que já viveu (e sobreviveu) a todo tipo de provação. O conhecimento, a história, a força do exemplo viram cinza e fumaça.
A pandemia do novo coronavírus, além de colocar a vida da população em risco, escancarou o preconceito com os mais vividos. Grupo de risco da Covid-19, os maiores de 60 anos entraram em isolamento social rapidamente e acompanharam, pela tela da televisão ou do celular, o caminho do vírus que foi matando 4.648 pessoas na China, 34.708 na Itália, 28.338 na Espanha, 124.161 nos Estados Unidos e 57.070 no Brasil. Sem dó, o Sars-Cov-2 levava, principalmente, os mais velhos. Em alguns países, era preciso escolher quem ia viver: o idoso ou o jovem.
Depois, veio o desrespeito. Eles precisaram escutar que a doença mataria “apenas” idosos, como se fossem descartáveis. Que eram teimosos e ingênuos e que precisavam ser tratados como criança para obedecer o isolamento. Que era “só” separar os mais velhos e liberar os jovens para fazer a economia girar, ignorando a dependência de muitas famílias sobre a renda dos aposentados.
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), contrariando especialistas internacionais, defende o isolamento apenas dos “mais idosos, quem tem doenças e é fraco”. A economista Solange Vieira, da Superintendência de Seguros Privados (Susep), autarquia vinculada ao Ministério da Economia, chegou a afirmar que era “bom” as mortes se concentrarem entre os aposentados. “Isso melhorará o desempenho econômico, pois reduzirá nosso déficit previdenciário”, disse.
Enquanto o turbilhão de informações e emoções ia tomando conta do noticiário, a patrulha da população não se furtou em humilhar quem saía às ruas desprotegido. Nossos velhos se esconderam. Aqueles que entendem melhor a tecnologia, conseguiram manter a comunicação com a família e amigos por chamadas de vídeo. Outros, sem muita intimidade com o celular, acabaram se isolando ainda mais.
Sem poder sair para as suas atividades sociais, ir ao banco, à igreja, ao mercado, ao banquinho da praça, a saúde mental dos idosos vai se deteriorando. Muitos também abandonaram os exercícios físicos e precisam se desequipar para enfrentar o mundo pós-pandemia.
Mas, em contrapartida, há quem tenha encontrado conforto e segurança na nova rotina diária. Eles sentem falta dos abraços dos familiares, mas aceitaram que o momento é de introspecção. Para saber como os idosos estão se sentindo durante a pandemia, o Metrópoles foi atrás deles. Usando as redes sociais, perguntamos como está sendo o isolamento.
Recebemos 50 relatos. Algumas pessoas estão aproveitando o tempo livre para construir uma nova parte da casa, outros decidiram rever os armários e as roupas que não servem mais. Muitos se redescobriram na cozinha, aprenderam a assistir a filmes nas plataformas de streaming ou se engajaram em um novo hobbie. Há também quem esteja com medo, paralisado pelo receio de ser inútil e pela proximidade da morte, com saudade da família e só pedindo, todos os dias, que a ciência derrote o novo coronavírus e a vida volte logo ao normal.

Juliana Contaifer é jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB) e desde 2017, trabalha no Metrópoles. Venceu o Prêmio Bradesco Longevidade e o 25º Prêmio CNT de Jornalismo na categoria Internet.

domingo, 28 de junho de 2020

Não caia na furada dos democratas de araque



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
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O Tribunal de Contas da União constatou que 620 mil pessoas receberam indevidamente o auxílio emergencial (de R$ 600 reais) pago pelo Governo Federal. O lamentável deslize confirma que a canalhice moral atinge uma pequena parte do povo brasileiro – estimado em 209 milhões de pessoas. Os mortos pelo COVID-19 (quase 60 mil) representam menos de 10% dos golpistas. A quantidade de “golpistas” é pouco maior que os 715 mil brasileiros que se recuperaram da doença. Por isso é sempre bom advertir que a interpretação de números, às vezes, serve para nada.

O economista Ricardo Bergamini tem uma visão clara sobre o País que parece apreciar a autoenganação: “No Brasil, ninguém tem a obrigação de ser normal. Se fosse só isso, estaria bem. Esse é o Brasil tolerante, bonachão, que prefere o desleixo moral ao risco da severidade injusta. Mas há no fundo dele um Brasil temível, o Brasil do caos obrigatório, que rejeita a ordem, a clareza e a verdade como se fossem pecados capitais. O Brasil onde ser normal não é só desnecessário: é proibido. O Brasil onde você pode dizer que dois mais dois são cinco, sete ou nove e meio, mas, se diz que são quatro, sente nos olhares em torno o fogo do rancor ou o gelo do desprezo. Sobretudo se insiste que pode provar”.

O autoengano é uma tragédia. Mais grave quando ocorre de maneira intencional. Em algumas situações pode ser um crime doloso. A condescendência dos brasileiros com as coisas erradas, com os conceitos falsos, e com as “narrativas” causam estragos na vida das pessoas e, por extensão, na sociedade. Exemplo de farsa recente foi o “Encontro  virtual em defesa da Democracia”. Grande parte dos participantes foram personagens que quase quebraram o País, por incompetência e corrupção. Boa parte deles são “democratas de araque”, pois defendem regimes autoritários de esquerda.

O papo furado dos democratas de mentirinha só prospera porque o Governo Jair Bolsonaro, por mais que tenha feito de bom, ainda não decolou e se desgasta, principalmente, por erros de comunicação. Ou porque o Presidente ainda é refém do establishment. Ou porque o Bolsonaro age mais de forma emocional que racional, entrando em bolas divididas (e caneladas) não-recomendáveis.

O foco dos patriotas tem de ser na aprovação das reformas estruturais, na prática do conservadorismo e na defesa da liberdade responsável. O resto é conversa fiada e perda de tempo. Prossigamos na luta pela sobrevivência. Virar o jogo não é fácil. Mas é imprescindível. Este é o caminho.

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Jorge Fernando B Serrão

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Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas.

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Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 28 de Junho de 2020.

Perdas & Percas


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

"Não perca seu tempo tentando explicar para analfabetos funcionais a diferença. Perda teve a empresa que contratou um jovem “educado” pela escola freiriana que, por espírito de iniciativa, “corrigiu” uma carta de seu chefe e a enviou a uma “Fundição” em vez de Fundação; foi cancelado o patrocínio para um evento cultural”, aconselhou-me um amigo.

Que maravilha seria nossa vida se apenas esses fossem os percalços !

Sugiro aos amáveis leitores que ouçam o tango “Percal”.

Melhor que amores falsos é andar na praia de pés descalços.

Hoje estamos acuados como o povo curdo; não adianta clamar por Justiça a um urubu surdo.

Dona Onça vê tamanho absurdo ?

E, parafraseando um rei de Espanha, perguntamos: “Por que te callas ?

E seus filhotes; foram enfeitiçados por desnudas Majas ?

Glorioso exército, que coragem hajas !

Acabe com o festim diabólico em que vivemos, porque outra solução não vemos.

Em sentido real ou hiperbólico, nos desfalece o sonho diante de espetáculo tão medonho. Que o espírito de Caxias ilumine vossos dias.







Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.