segunda-feira, 15 de junho de 2020

Ditadores Delicados



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por H. James Kutscka

Não que os existam no sentido mais comum do adjetivo, pois o próprio substantivo que o antecede não permite nenhuma outra interpretação que não seja a de um governo brutal, onde as leis somente existem para favorecer o ditador somente, mas o Brasil é um país “sui generis “.

Não resta dúvida de que estamos vivendo em uma cruel e tropical ditadura, e como somos um país superlativo, onde tudo é considerado o maior do mundo, não temos um, mas onze ditadores delicados que revezam suscetibilidades.

Convém então explicar o adjetivo “delicados”, que não seria no sentido de sensíveis, finos, educados ou frágeis, mas estaria mais para “cheios de não me toques”, meninos mimados que não suportam uma crítica cheios de frescuras, ególatras melindrosos.

Seu centro de poder não vou dizer onde está, uma vez que todo brasileiro com mais de um neurônio funcional no cérebro, sabe muito bem o endereço.

Em linguagem popular, a viadagem começou quando por ocasião de uma delação premiada à polícia federal; o filho de um empreiteiro deu nome e sobrenome de um dos ditadores, que na corrente da corrupção era conhecido como “amigo do amigo do meu pai”. Enquanto o “amigo do meu pai” ainda tinha algum poder pois a “presidanta”, embora sendo apeada do poder por um impeachment, deixava o país nas mãos do vice também pertencente a facção.

As coisas estavam ainda em linguagem popular, “em casa”.
Então aconteceu o impensável, apesar do esforço da mídia, das pesquisas compradas, urnas venezuelanas da Smartmatic, com toda certeza fraudáveis e de uma tentativa de assassinato fracassada, o homem ganhou.

Anda em linguagem popular, a coisa “sujou”

Entra em cena o Humpty Dumpty como emissário do mal “do amigo do amigo de meu pai”, encarregado de jogar a sujeira para baixo do tapete e criar dossiês contra o atual governo.

Não demora para que o povo comece a perceber as manobras espúrias do mesmo, que passa a ser foco principal das críticas antes distribuídas mais equanimemente entre os onze ditadores.

Sentindo-se ofendido em sua sensibilidade, com sua vulnerabilidade exposta, nu como o rei da fábula e num ato de desespero e desvario.  denotando total despreparo para o cargo que ocupa, lança uma perseguição cinematográfica contra os apoiadores do governo em uma ação onde se coloca ao mesmo tempo como vítima, investigador e juiz, enxovalhando qualquer princípio de justiça, como soe acontecer nas mais abjetas ditaduras.

Críticas na internet só são permitidas se forem contra o governo, da mídia tradicional não há o que temer  “está no bolso” e enquanto comem lagosta, o povo come merda, resta saber se haverá merda para todos depois da pandemia e do poder dado aos governadores pelos onze delicados ditadores que não veem nada errado nos pronunciamentos  do “ muar de São Bernardo nas redes sociais, Incentivando  Antifas, Acab ( All Cops Are Bastards) e a fina torcida  do Corinthians à baderna no claro intuito de desestabilizar o governo no mesmo momento em que seus peões tramam  um impeachment da chapa Bolsonaro/Mourão. 

Enquanto isso, as Forças Armadas e o Executivo continuam em respeito às instituições, cheios de dedos para com os onze, que já mostraram limpar seus excelsius rabos com a constituição, invadindo sem o mínimo pudor áreas de outros poderes que não lhes competem. Modestamente acho que está na hora de fechar bem fechados esses dedos, e sem frescura com os punhos em riste, partir para a porrada contra quem está tentando nos escravizar.

H. James Kutscka é Escritor e Publicitário.

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