segunda-feira, 29 de junho de 2020

Exterminadores do Futuro


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por H. James Kutscka

Em uma galáxia muito, muito distante, em um planeta chamado Trantor, um matemático (Hari Seldon) em uma conferência, apresenta uma nova ciência:  a Psico-Historia, uma mescla de sociologia e matemática e afirma  que baseado em estatísticas e probabilidades pode prever o futuro.

Baseado em uma avaliação sociológica, cultural e econômica da sociedade, envolvendo bilhões de pessoas, vaticina queda do império Galático e poder reverter a tragédia que duraria por trinta mil anos.

Essa é a trama da trilogia de Issac Asimov:  Fundação, Fundação e Império e Segunda Fundação, ganhadora do prêmio Hugo, um dos mais importantes prêmios para a literatura de Ficção Científica. 

O primeiro livro foi publicado em 1951 e sempre me perguntei: porque nunca foi levado ao cinema?

Como apreciador do gênero, recebi com alegria essa semana a notícia de que a Apple havia adquirido os direitos para produzir uma série para seu “streaming”, e assisti a um teaser na rede. Parece que vai ser bom.

A produção está parada devido à pandemia, mas a estreia deve se dar em meados de 2021. 

Quem viver verá. 

Agora, vindo para esse subúrbio da galáxia onde habitamos no planeta azul, terceiro do seu Sol, verificamos que mudar a história sempre foi o passatempo preferido dos governos totalitários.

Na Rússia, mesmo antes dos computadores, (que vieram a facilitar os truques) grandes expurgos históricos foram levados a cabo.

Fotos e fatos foram alterados para adequar-se ao tirano de plantão.

Os exterminadores do futuro não serão robôs com inteligência artificial, eles já estão aqui, são reles seres humanos sem inteligência nenhuma, colocados em postos onde atingiram seus níveis de incompetência.

Como dizia minha avó: “Quem não sabe manda, e quem é inteligente finge obedecer. 

Na China em 5 de janeiro de 1964, a história oficial passou a ser a que estava no Livro Vermelho de Mao Tse Tung.

Hoje, um revisionismo percorre o planeta visando mudar a história e moldá-la mais ao gosto dos que pretendem governar o novo mundo pós pandemia.

Movimentos nascidos da noite para o dia começam a depredar estátuas e propor censura literária e de meios de comunicação.

Aqui em terras Tupiniquins, onze iluminados articulam para censurar as redes sociais, emitem ordens para busca e apreensão nas casas de cidadãos cujo único “crime” é ser conservador e apoiar o governo de direita. 

Pode um ministro acusar, investigar e finalmente julgar um cidadão?

Pode a instituição à qual pertence, mandar soltar meliantes e autorizar a prisão de cidadãos durante a pandemia?

Pode impedir o executivo de expulsar do Brasil diplomatas de um país sabidamente governado por um narcotraficante, quando nenhuma dessas decisões é de sua competência?

Nos Estados Unidos o filme “Gone with the Wind”, é retirado de uma plataforma de “streaming” por ter uma atriz negra, escrava da protagonista, sendo que a mesma, Hattie McDaniel, foi a primeira atriz afro- descendente a ganhar um Oscar da Academia em 1940.

No Brasil as obras de Monteiro Lobato são censuradas porque tia Nastácia, a cozinheira do Sítio do Pica Pau Amarelo é negra.

Os mesmos integrantes dessas patrulhas do “mimimi”, são os que defendem como arte criancinhas tocando em um homem nu.

Intelectual de esquerda não passa de um mito, como dragões, fatos como a busca e apreensão, com grande aparato  militar envolvendo até cobertura das tropas de assalto com helicóptero da Federal,  acompanhados de repórteres daquela rede de televisão atolada até o pescoço em dívidas com a receita, em um suposto QG anti-democrático de uma blogueira, resultou na risível  apreensão  de camisetas  com frases de apoio ao presidente, alguns fogos de artifício, uma faca de cozinha e uma máscara de ursinho amplamente divulgada nas redes sociais. 

Quando ações desatinadas ou mal intencionadas desse naipe vem à tona, acabam no tribunal da opinião pública, e contra as decisões desse tribunal não tem advogado, juiz ou STF que dê jeito.

Estão acuados em sua cidadela, e temos que lembrar que grandes tragédias, como revoluções ou guerras são iniciadas por homens apavorados ou encurralados, sabemos de pelo menos onze em Brasília nessa situação.

Seus últimos atos mostram o medo ministerial que os acomete, dez deles, ficaram por assim dizer, “desconfortáveis” com as atitudes de um cabeça de ovo.

É claro que eles temem o confronto, mas temem mais ainda o que pode acontecer com eles se não partirem para o ataque.

Portanto é preciso ter muita “hora nessa calma” como diria o Chapolin Colorado; as Forças Armadas devem agir para evitar o caos, mas com o cuidado de deixar uma porta aberta para os ratos saírem espontaneamente antes de usar a força.

Se tiverem um mínimo de juízo eles aproveitam a oportunidade.

Assegurado o futuro, é só evitar que os ratos voltem, se tentarem, estará autorizado o uso de “chumbinho”.

H. James Kutscka é Escritor e Publicitário.

Um comentário:

Anônimo disse...

Sr.Kutscla,com licença.
PRIMEIRO: "Os mesmos integrantes dessas patrulhas do “mimimi”, são os que defendem como arte criancinhas tocando em um homem nu." Eu pergunto, e se fossem criancinhas afro-descendentes tocando o corpo nu de um homem branco, os mimizentos teriam a mesma atitude pró-pedófila complacente?
SEGUNDO: Pelas atitudes omissas, tenho certeza de que os comandantes militares NUNCA usariam de seu poder Garantidos da ordem constitucional. "A mon avis", aqueles estão cooptados pelos supremos togados, e não moverão uma palha para impedir a estação de caça/cassa ao Presidente da República.