segunda-feira, 13 de julho de 2020

Ouço o ronco das turbinas


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por H. James Kutscka

Há mais de três meses os céus estão em silêncio como se ninguém andasse por eles, o que era uma verdade até o último domingo.

Nunca pensei que fosse me alegrar tanto ao ouvir novamente o ronco das turbinas dos jatos passando em direção à Congonhas.

Um sinal que a vida começava a retornar ao seu normal.

Na ocasião, estava em São Paulo visitando uma amiga; já aqui no mato onde escrevo, me acostumei a saber as horas pelo ronco vindo dos céus.

Em suas diversas rotas para o sul, aeronaves passavam o dia e a noite  inteira por aqui, tão alto que o ruido de seus motores somente era ouvido devido ao silêncio reinante e ao aviso antecipado dos cachorros que as ouviam muito antes de nossos precários ouvidos humanos  e começavam a latir para o nada.

Pois bem, para minha alegria o “Avião do Bode”, assim denominado porque quando o ouvia, sabia que eram 4:30 da manhã e eu ainda estava acordado garimpando palavras para algum livro, artigo ou conto que estivesse escrevendo, daí o “bode”.

Dava a mim mesmo mais alguns minutos para salvar o arquivo, fechar o computador,  apagar a única luz do escritório, escovar os dentes  e ir para  a cama, o que nunca funcionava bem assim, pois acabava me envolvendo em alguma última pesquisa  da qual era retirado pelo ronco do “superduper goat plane” avião que passava por aqui às  5:00h da madrugada, assim denominado porque estava para amanhecer e se eu não dormisse antes do raiar do sol, não dormiria mais .

Para minha alegria, meus alarmes aéreos voltaram.

Já não serei mais surpreendido pela luz cinzenta do amanhecer entrando pelas venezianas, com a promessa de me transformar em cinzas com o raiar do Sol.

Embora não pareça, sinto que assim como os aviões de carreira, a justiça também está prestes a voltar a funcionar.

Como diz o ditado: “A hora mais escura é a que precede o amanhecer”

Em privação forçada de suas doses diárias de corrupção, advogados, membros do congresso, do judiciário, empreiteiros e jornalistas pilantras, esperneiam disparando mentiras que saem de suas bocas com tal fluidez e espontaneidade que parecem tão naturais e harmoniosas quanto notas musicais no cérebro de um compositor.

Fazem tanto barulho que parecem ser muitos mais do que realmente são: os mesmos, talvez 5% de ladrões e manipuladores expertos, que se aproveitam material e espiritualmente dos outros 25% que ainda acreditam nas mentiras socialistas que pregam.

Temos de reconhecer; são tão bons no que fazem que através de seus representantes no STF, alguns com cérebros claudicantes e “détraqués”, outros com cérebros imberbes e cabeças idem, que criaram pérolas como: uma lei para soltar prisioneiros de alta periculosidade que estavam naturalmente isolados, e prender cidadãos honestos por saírem à rua. Agora estão logrando calar as vozes conservadoras na última trincheira de liberdade de expressão que restou: A Internet.

“Anexo Indisponível” Este anexo pode ter sido removido, ou a pessoa que o compartilhou pode não ter permissão para compartilhá-lo com você.

O alerta não poderia ser mais vago, algo como: Se você comer dessa fruta, poderá vir a morrer, se isso não acontecer é porque ela na verdade não mata ninguém. 

Mensagens como essa começam a aparecer com frequência no Facebook e Wattsapp, curiosamente sempre quando a mensagem compartilhada for a favor do presidente ou contra qualquer membro do STF ou Congresso, (acredito que em breve a representante de Zuckerberg em terras Tupiniquins estará blindando também prefeitos e governadores golpistas. Isso se já não o está fazendo no momento em que escrevo este artigo).  
Estamos vivendo o ditado: “Se correr o bicho pega se ficar o bicho come”.
Mas Luciano Ayan, o gestor da CPMI das “Fake News” foi preso nessa última sexta-feira: talvez vivamos para ver as ramificações do detento com o Bostox, com O Antagonista e finalmente para  coroar os fatos, uma CPMI para investigar a CPMI inicial.

A criação do Tribunal Constitucional da Ordem Institucional, com poderes plenos para em caso de calamidade, julgar toda e qualquer autoridade do país vem aí.  O decreto Lei existe, só falta o chefe de estado assinar.
Então o bicho pode até comer uma parte, (na verdade já está comendo), mas garanto que o espera uma mortal indigestão e os que não forem comidos, ainda urinarão juntos em suas tumbas em uma festa de espuma, como diria Vinícius de Morais.

Quanto às tumbas, essas não passam de uma liberdade poética que tomei.
Acho que acima do som das turbinas dos aviões aqui no mato, acabo de ouvir o esturrar de uma onça!

É prudente colocar um ponto final  nesse artigo e ir dormir o sono dos justos.

H. James Kutscka é Escritor e Publicitário.

Um comentário:

Johil Camdeab Abreu disse...

Verdade verdadeira. Toda vez que compartilho minhas imagens com grupos do face que tem Bolsonaro no nome, recebo uma mensagem dizendo que fui suspenso temporariamente.