segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Lavagem Cerebral


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Fábio Chazyn

“Uma mentira repetida mil vezes se torna verdade”, já dizia o Ministro da Propaganda de Hitler, Joseph Goebbels.

Outra máxima, desta vez lá dos gregos, nos lembra que “aqueles que contam as histórias controlam a sociedade”. Pois é! Não se pode negar que a “narrativa” sempre foi arma de controle-social. O que muda é o meio (“mídia”) por onde a narrativa é divulgada.

Goebbles “criou” o Heil Hitler! (Salve Hitler!). Foi o “meio sutil” de lavagem cerebral para incutir em todo mundo a idéia-positiva sobre a ideologia nazista e da imagem de Hitler. 

Mas, a técnica vinha de longe. Na China deram o nome de “lavagem do coração”. Era preciso purificar a alma antes de certas cerimônias. Mais recentemente, a usaram como técnica de lavagem cerebral dos “inimigos do povo”, assim como na União Soviética, dos “inimigos do Estado”.

Outro exemplo do “vale-tudo” para “vender-o-peixe”, foi o caso da CIA (Agência Central de Inteligência dos EUA). Já nos anos 50, achando que o seu papel era controlar as consciências dos cidadãos, a CIA criou a “Operação Mockingbird” com o objetivo de manipular as notícias divulgadas nos meios de comunicação para influenciar a opinião pública. Para isso, infiltrou milhares de agentes nas redes de rádio, televisão, jornais, sindicatos e universidades. Era a tecnologia a serviço da lavagem cerebral.

Pretendia controlar os indivíduos a ponto de eles agirem contra a sua própria vontade. Só não foi pior do que a Lei das Telecomunicações de 1996 que, durante o governo do presidente Clinton, passou a permitir que a mídia pudesse operar sob monopólio. A informação acabou sendo manipulada como nos tempos do Goebbels: o efeito casa-dos-espelhos em que se vê a mesma informação em todos os lugares até que se “perceba” que ela é verdadeira.

As técnicas de “controle-mental” para impor mudança de personalidade nas pessoas se desenvolveram sem parar. Os manipuladores sempre se utilizaram de tudo que tinham e têm às suas mãos. Sem dó nem respeito. Na nossa era do vírus-vilão apelam até para o sentimento-de-culpa. Ousam incutir nas nossas consciências que, sem mudar radicalmente o nosso comportamento, vamos colocar em risco a sobrevivência física de todo mundo.

Não importa se a mensagem é verdade ou é mentira. Os ‘aspirantes-a-arquitetos-do-controle-total’ têm usado todos os meios para repetir a mensagem tantas vezes quanto for necessário até que a informação (ou a desinformação) se torne “verdade”. Aquecimento global e direito de escolher o nosso sexo têm sido alguns exemplos. O “Novo Normal”, inclusive o nosso “direito-de-ter-fobia” de nos expor em público e o nosso “direito-relativo” de procriar, deve ser o próximo.

A comunicação em massa tem mudado de nome e de meio. A mídia tradicional mudou para atender melhor à lavagem cerebral. Dos tempos do Partido Nacional-Socialista de Goebbels ou da imprensa de John Rockefeller que, sem ela, não teria feito a sociedade se ajoelhar ao petróleo que ele produzia e da Operação Mockingbird da CIA, agora chegou a vez das redes-sociais.

Nesta era das ‘fake-news’, estamos entrando em um novo patamar. Encontramos a mesma mentira em vários sites do Google quando alguém que os domina quer torná-la verdadeira. Informação virou desinformação e vice-versa. O que importa é plantar percepções nas cabeças das pessoas. É a propaganda do século XXI: a guerra de 5ª geração que usa a cyberinformação, isto é, que dissemina a informação por via das redes sociais, no formato mais sucinto que possível a fim de atingir objetivos sem ter que confrontar as resistências críticas.

Este formato tipo “pílula” para disseminar informação funciona como uma ferramenta doutrinária. Estes atuais aspirantes a arquitetos da sociedade do século XXI aprenderam bem as lições do passado. Usam a desinformação como um cavalo-de-Tróia para entrar e dominar a consciência de quem eles pretendem manter desinformado para continuar conduzindo o seu comportamento, a exemplo do que fazia a CIA dos anos 50.

Os aspirantes a controladores da humanidade disfarçados de vanguarda da humanidade não têm compromisso com a nossa trajetória civilizatória. Falam por intermédio de organizações travestidas de autoridade universal, como a OMS – Organização Mundial da Saúde, para ditar as condições da nossa existência no Mundo.

Utilizam a linguagem do tipo “pílula”, que tomamos durante os jornais na televisão, num tom paternalista e dogmático. A propaganda agora chega ao extremo de nos incutir sentimento-de-culpa, mesmo reconhecendo que não sabem nada sobre o potencial destrutivo do vírus, nem como evitá-lo.

Ousam nos encurralar nos responsabilizando pela sobrevivência da sociedade se resistimos seguir determinações que eles mesmos desconhecem a eficácia e despistam a atenção do “rebanho” acenando com vacinas, como na fábula do burro e a cenoura!

O apelo grotesco e ofensivo “afinal, você é a favor ou contra a vida?” só sugere que tudo isto não passa de uma pantomima e que esse coronavirus não é vetor de doença nenhuma, mas sim vetor de chantagem sentimental para conseguirem nos controlar. Estão nos encaminhando para a robotização da nossa existência porque, como robôs desumanizados, podemos ser controlados mais facilmente do que como seres humanos.

Fica, apesar de tudo o que, e a que, estão nos submetendo, a nossa responsabilidade de escolher o nosso futuro. Para quem quer nos controlar, não importa se a informação seja uma fake-news, como não importa se o vírus seja verdadeiro ou um fake-vírus, contanto que sirva aos seus propósitos.

Vamos ceder à lavagem cerebral e nos subjugar a tais novas formas de ditadura ou vamos resistir na defesa da humanidade no ecossistema?

Afinal, o futuro do Homem sempre dependerá da sua humanidade!

Fabio Chazyn, autor dos livros “Consumo Já! Projeto Vale-Consumo” (2019) e “O Brasil Tem Futuro? Projeto A.N.O.R. – Inteligência Artificial Coletiva” (2020)   https://clubedeautores.com.br/livro/o-brasil-tem-futuro

Convosco



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Carlos Maurício Mantiqueira

Antes de mais nada, informo a galerinha do “Nem, nem“ (nem estuda, nem trabalha) de que não se trata de um convescote com Dom Bosco.

Hoje em dia, um molecote está mais por fora que umbigo de vedete.

Não chegará a rei; nem mesmo a valete.

Só sabe distinguir marca de chiclete. Não anda à pé; só de patinete.

Em Portugal seu trono seria a retrete.

Fala sem pensar e sobre nada reflete.

Seu sonho de consumo é só periguete.

Não sabe adular mas gosta de confete.

Por falto em matemática não consegue pintar o sete.

No máximo alcança o quatro, posição em que, enfim, pode comer um pouco de capim.

É igual pra todos o fim; pro homem douto e pro chifrim.

Mesmo à custa do siso, devemos cultivar o riso.

Diante de cavalgadura, chamemo-la de beleza pura.

Conformemo-nos diante do contra natura.

Não há mal que não se acaba ou bem que para sempre dura.

A cabeça mal pensante é dita mole; a brilhante é dita dura.






Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

domingo, 30 de agosto de 2020

Tomando na toba além do kung flu


 

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

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Testar tecnologia é divertido. Parei diante um minimercado pertencente a uma grande rede transnacional. Na entrada, uma maquininha com distribuidor de álcool em gel e uma telinha de leitura facial. Tirei a máscara, sorrindo com ironia machadiana. O bicho logo gritou, várias vezes: “Por favor, coloque a máscara”. Mantendo minha cara de babaca, fiz o famoso sinal do Pantera Negra e saí fora.

Indignado, refleti comigo mesmo. “Estamos em uma ditadura”. Os aproveitadores do Kung Flu estão nos goleando por 14 a 1. Sob desculpa esfarrapada do pandemônio, somos submetidos às ordens do sistema de poder. Tudo em nome da “saúde e da ciência”. Somos compelidos a obedecer, mesmo questionando e reclamando. A extrema imprensa aumenta a pressão psicológica reforçando o sucesso macabro do vírus chinês.

Cada pessoa é afetada de um jeito. Uns morrem. Alguns são muito afetados. E muitos nada sentem – a não ser os efeitos colaterais sociais. O principal é o medo, a tensão pessoal permanente, a dose cavalar de incertezas. Nossa fragilidade e insignificância ficam evidentes. Poucos, não necessariamente os mais fortes, agüentam a pressão. Muitas pessoas entram em depressão. A maioria se conforma e entra no ritmo do “deixa a vida me levar, do jeito que der”.

Eis o cenário perfeito para a oligarquia. O pequeno grupo social que manda no pedaço faz a festa. Os donos do poder e “farialimers” ficam mais multimilionários que nunca. Atualmente, dão expediente duas vezes por semana e passam o resto dos dias na riviera. O ócio oligárquico foi declarado “normal” durante o pandemônio. A pobrada segue no ritmo de sempre: toma na toba e vai se ferrar mais ainda. É condenada a trabalhar sem parar, com carteira assinada ou, na maioria dos casos, na informalidade.

Melhor botar um ponto final por aqui. A única saída é tentar manter a saúde a sanidade para sobreviver. O único consolo é que muito oligarca, seus políticos e criminosos também estão com medo do kung flu. Por isso a inevitável retomada econômica reserva muitas surpresas. Quem suportar vai vivenciar.





Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. 


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Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 30 de Agosto de 2020.

Como usar as redes sociais


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Carlos Maurício Mantiqueira

Imagino que os amáveis leitores usem alguma(s) redes sociais.

Vou listar abaixo as mais conhecidas (por ordem alfabética):

Facebook*

HotmartSparkle

Instagram*

LinkedIn

Parler

Pinterest

Twitter

WhatsApp*

YouTube

As marcadas com asterisco pertencem ao mesmo “dono”, que por sinal adora uma censurazinha básica.

Assim sendo, uma pessoa normal é “bombardeada” dezenas ou centenas de vezes ao dia com mensagens não solicitadas.

A memória de um smartphone fica entupida, principalmente se o aparelho for mais antigo.

Sugiro que devemos seguir apenas as pessoas importantes em nosso círculo de relações.

É muito difícil pedir para que alguém deixe de nos enviar vídeos, piadas ou notícias (quase sempre velhas ou mentirosas) sem magoar essa pessoa.

Deixem de aceitar pedidos de conexão de gente que vocês nem conhecem.

É mais fácil aguentar cara feia que ficar assoberbado com tanta aporrinhação.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Um totalitarismo novo


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Guilherme Valente

"Todas as épocas têm o seu fascismo" (Primo Levi)

Palavras proféticas de  Chesterton: "O despotismo quase pode ser definido como uma democracia fatigada. À medida que a fadiga vai tomando conta de uma comunidade, os cidadãos vão-se sentindo cada vez menos inclinados em proceder àquela permanente vigilância que tem sido chamada, e com razão, o preço da liberdade; e preferem armar apenas uma sentinela, que vigie a cidade enquanto eles dormem."

A natureza do Estado é engordar, se o deixarmos. E à medida que se torna
maior, o desejo dos cidadãos de mais Estado torna-se insaciável, dizia Tocqueville. Com os subsídios e paragens que determinou, a pandemia veio acelerar esse processo:  paradoxalmente, "nos séculos democráticos que virão, a centralização tornar-se-á o governo natural, a autonomia individual e as liberdades locais serão milagrosas".

Cada vez mais gente quer maior protecção, escapar dos constrangimentos e desafios sociais, refugiar-se da vida, deixando de ver o perigo para a liberdade, o excesso de "bondade" de um Estado a quem pedimos tudo, de que ficamos cada vez mais dependentes.

Este engordar do Estado, o passar a ser arquitecto das nossas vidas, do que devemos fazer e dizer, do que escrevemos nas redes, imposição do politicamente correcto, a determinar (com subsídios selectivos) a comunicação social e as edições que devemos ler, planificador, em vez de regulador, do mercado e, por isso, a secar a inovação e a criatividade, desresponsabilizador, este Estado Leviathan trará o regresso da penúria, o fim das liberdades.

Um Estado que usa e serve a emergência de um totalitarismo novo, de que a ponta de lança mais visível  é o identitarismo anti-natura e lesa-civilização que o extremismo político cavalga e para onde os partidos liberais deslizam. Num tempo em que as instituições que outrora deram sentido à vida, como a família, perderam o ascendente e se dissolvem.

Um neo-totalitarismo, que resulta da cascata de mutações tecnológicas e societais emergentes a partir dos anos sessenta do século passado, com reflexo nas instituições políticas e no minar dos valores humanos universalistas e morais.

Neo-totalitarismo, que sem solução de continuidade com os do século XX, os actualiza no contexto do triunfo das sociedades liberais.

E nunca, na sua aspiração última, aqueles puderam ir tão longe como este está a ir e anuncia: invade e domina o território mais íntimo das vítimas, rouba-lhes a identidade e a História.

Agora, sem um centro, sem Estados de onde irradie, nem exércitos que possam ser enfrentados e vencidos num combate frontal. É totalitarismo como o dos campos de reeducação maoista, dos asilos psiquiátricos e do gulag soviéticos, mas agora sem muros, sem território, sem prisões, sem sangue, com a entrega voluntária das vitimas.

O que se obtinha pelo terror é agora conversão voluntária que de si própria se faz multiplicadora, numa espécie de  marchandagem do vazio. Domina pólos estratégicos, comanda a escola, infiltrou e submeteu a universidade e a comunicação social, contagiou ou intimida. Asséptico, conquista e alimenta-se da des-razão - por isso a escola que tambémPortugal tem tido lhe preparou a chegada e lhe abre  o caminho -, entorpece a inteligência e a vontade, um medo de se ser livre e de estarfora, isola, torna párias os resistentes. Vicia como uma droga, os seus dealers  multiplicam-se como um vírus. É uma rede enigmática como a  Web, difusa, não se sabe onde está o seu centro, uma submissão consentida edesejada.

Abdicação voluntária de humanidade, só será vencido pelo seu contrário, a vontade de cada ser humano... ser humano.


Guilherme Valente é Editor do site Obervador, de Portugal. Originalmente publicado em 13 de agosto de 2020. https://observador.pt/opiniao/um-totalitarismo-novo/

sábado, 29 de agosto de 2020

Recado do Picapau para Wilson e Jair


 

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

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O sarcástico Picapau até comemorou o afastamento do governador Wilson Witzel por ordem do Superior Tribunal de Justiça, sob acusação de corrupção na área de saúde, durante as compras do pandemônio. Só que o passarinho malandro dá uma relevante bicada de advertência: “Um juiz afasta um governador eleito na canetada. Seria o prelúdio do que farão ou podem fazer com o Presidente da República”?

A preocupação do Picapau procede. Se pau que dá em Chico também pode dar em Francisco, é bom ficar esperto. A “Gestapo” poupa ninguém. O bicho pega para quem parecer certo e para quem estiver muito errado. A decisão contra Witzel é mais uma comprovação de que o Judiciário se comporta como o mais poderoso de todos os poderes. Executivo e Legislativo são alvos fáceis da ira togada, em parceria com o Ministério Público e o resto do aparelho repressivo judasciário (ops, judiciário).

Era esperado que Wilson Witzel fizesse o discurso vitimizante de que seu afastamento pelo STJ foi uma trama maléfica liderada pelo seu inimigo Jair Bolsonaro. O ex-juiz federal Witzel, que sempre cultuou um estilo repressor desde quando o eleitorado descobriu que ele existia, não tem direito a bancar o ingênuo. Wilson sabe o quanto costuma ser pesada a mão do Judiciário, principalmente em casos nos quais há interesse político. Ele agora prova do próprio veneno que já deve ter aplicado contra outros condenados, perseguidos de forma justa ou não.

Não foi Bolsonaro quem denunciou o inimigo Witzel. Os dois já foram aliados. O desconhecido Witzel se elegeu na Onda Bolsonaro, graças ao apoio e empenho pessoal de Flávio Bolsonaro. Quando o Senador começou a ficar com o filme queimado por causa do estouro midiático e gestapiano do escândalo da rachadinha, Witzel lhe abandonou. Deixou de ser “amigo”, “aliado” e virou crítico implacável da família Bolsonaro. Facilmente, Wilson recebeu o carimbo de “traidor” – que tem sido fatal para muitos inimigos do popularíssimo Jair Bolsonaro.

Por tudo isso, o Picapau recomenda que Bolsonaro não deve dar tanta gargalhada com a desgraça do Wilson. Dificilmente ele voltará ao cargo de titular do Palácio Guanabara. Durante o afastamento judicial de 180 dias, certamente será concluído, na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, o processo de impeachment do governador. A situação é tão feia que até a substituição de Wilson é incerta. O vice governador Cláudio Castro (PSC) e o presidente da Alerj André Ceciliano (PT) também são investigados por corrupção e podem acabar detonados pela “Gestapo”, em canetadas judiciais.

Por tudo isso, é bom levar muito a sério o papo-reto do Picapau para Wilson e Jair.   

Releia os artigos: A casa de Witzel caiu... STF vai salvar?

O mínimo que se espera de Bolsonaro







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Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. 


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Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 29 de Agosto de 2020.

FIAT LUX



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Carlos Maurício Mantiqueira

Fico feliz com meus amáveis leitores que sabem não ser o título deste artigo, propaganda de automóvel nem de sabonete.

Para a geração que confunde crepúsculo com pelo crespo do (vocês sabem de onde !) não perco meu latim.

Esses mesmos “jovens” confundem perca com perda.

Uma vez, um sábio que conheci, me aconselhou: “Não PERCA tempo com idiotas porque é PERDA absoluta! ”

E o tempo foge. Nas palavras de Virgílio: “Breve et irreparabile tempus “.

Aprendi, também, na escola da vida, que os pessimistas em relação ao grandioso futuro do Brasil são desinformados.

Deus cumulou a Terra de Santa Cruz com tais e tantas benesses que não há hipótese de não se concretizar a profecia de São Dom Bosco; o surgimento do Império da Cruz.

A pá de cal sobre os comunistas e globalistas virá na PRÓXIMA ELEIÇÃO para a Prefeitura de São Paulo.

Há um pré-candidato de DIREITA que possui todas as virtudes morais e intelectuais PARA DEVOLVER SÃO PAULO AO POVO.

Então, parafrasearemos Camões (não com desalento e sim com júbilo):

“Não mais, Musa, não mais...” Nem mais traidores nem mais ladrões.

Restarão apenas alguns idiotas no legislativo municipal porque eleitos pela grande maioria de seus iguais. No entanto, terão pequeno potencial deletério.

 

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

A casa de Witzel caiu... STF vai salvar?


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

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Fraudes em contratos na área de saúde, durante o combate ao pandemônio do Kung Flu, levaram o Superior Tribunal de Justiça a determinar o afastamento do cargo do Governador Wilson Witzel. Quem assume o governo do Rio de Janeiro é o vice Cláudio Castro – que também é investigado. Negócio agora é aguardar se o Supremo Tribunal Federal – de repente o ministro Gilmar Mendes – não será sorteado para anular a decisão...

Só para comprovar o nível de esculhambação no estado do Rio de Janeiro, a Polícia Federal investiga o governador, o vice e o terceiro na linha de sucessão, o presidente da Assembléia Legislativa. O petista André Ceciliano também foi alvo de busca e apreensão na operação da PF, que partiu para cima de 17 pessoas. A falcatrua era tão sofisticada que envolvia até a nomeação de funcionários fantasmas para lavar ou esquentar dinheiro roubado da saúde.

Um comboio da Polícia Federal baixou, cedinho, no Palácio Laranjeiras. O alvo nem era Witzel, mas a primeira-dama. O escritório da bela advogada Helena Witzel foi denunciado por receber grana do esquema do empresário Mário Peixoto. Helena, por enquanto, voltou apenas a ser alvo de busca e apreensão de documentos. Não foi presa. Mas já sofreu o dissabor de ver o marido ser tirado do cargo, antes mesmo de encerrado o processo de impeachment que rola na Assembleia Legislativa.

O STJ também expediu mandados de prisão contra o Pastor Everaldo, presidente do PSC e ex-candidato à Presidência da República, suspeito de comandar o esquema junto com Lucas Tristão, ex-secretário de Desenvolvimento Econômico e Sebastião Gothardo Netto, médico e ex-prefeito de Volta Redonda. Tudo foi resultado da delação premiada do ex-secretário estadual de Saúde, Edmar Santos, que chegou a ser preso, e depois solto, por suspeitas de desvio de grana na saúde.

Mais um gol da Controladoria-Geral da União, Receita Federal e da Polícia Federal contra irregularidades cometidas por governadores, prefeitos e secretários de saúde, aproveitando-se de contratos de emergência superfaturados firmados durante a crise do Kung Flu. Nesta história quem fica bem na fita é o vice-Presidente Hamilton Mourão. Foi ele quem sugeriu a CGU, logo no começo da pandemia, que fizesse um rastreamento de irregularidades previsíveis na saúde. A bola de cristal do general acertou na mosca...

A casa de Witzel caiu. Trata-se do primeiro grande inimigo do Presidente Jair Bolsonaro a levar uma trombada do aparelho repressivo estatal, por motivos de corrupção. O STJ, cujo presidente é simpático a Bolsonaro, botou para quebrar. Mas é melhor esperar para ver se o STF, de repente, não vai anular a decisão. Tudo é possível no Brasil da injustiça e da impunidade, no qual alguns ministros da corte constitucional destilam ódio, publicamente, contra o Presidente da República.

Bolsonaro, com certeza, acordou dando aquela longa gargalhada... O lendário Pica-Pau, também rival do Witzel, também deve ter dado aquele famoso grito de guerra...

Releia o artigo: O mínimo que se espera de Bolsonaro





Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. 


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Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 28 de Agosto de 2020.

PROVOCAÇÕES PLANEJADAS


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Carlos Maurício Mantiqueira

Tomo a liberdade de alertar os amáveis leitores sobre as táticas ignóbeis que serão usas para atacar nosso querido Mito.

Sentindo-se encurralada, a mídia podre tentará desestabilizar Bolsonaro.

Usará de todos os meios para irritá-lo.

Nosso Presidente NÃO tem sangue de barata (como o urubu que solta todas !).

Talvez consigam que o Papacapim o insulte publicamente para criar um caso internacional.

Tudo tem limite (até o cheque especial !)

Se for para encher a cara de alguém de “porrada”, que seja a do efecagácê.

Esse bem o merece.

Um pobre e subserviente “jornalista” ganharia fama instantânea.

Que além do exemplo de coragem nos dê o excelentíssimo senhor Presidente da República, um de serenidade.

Sei eu que é impossível cobrar de alguém, todas as virtudes de um varão de Plutarco.

Querido Presidente, pelo amor de Deus faça um esforço heroico para desconsiderar os desaforos.É mais fácil que superar facadas, no sentido real e no figurado.

“Os cães ladram e a caravana passa. “Esta grande chamada BRASIL". 

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

A vida e seu sustento


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Percival Puggina

No dia 19 de julho a imprensa nacional informou que 716 mil empresas haviam fechado as portas no Brasil em virtude da pandemia. E o coronavírus seguirá, setembro adentro, vitimando, também, esses ambientes proveitosos à vida humana que são as empresas privadas.

Digo isso ciente de que, infelizmente, essa não é uma percepção comum. A população brasileira transita, inadvertida e submissa, em meio a instrumentos de doutrinação e domínio das mentes sob os quais se predispõe a considerar o ambiente empresarial como um lugar de opressão e submissão para exploração. Não percebem – tantos brasileiros! – quão submissos estão, isto sim, à opressão e à mistificação ideológica. Não é por outro motivo que, em tempos de pandemia, tanto se fala em opção entre vida e dinheiro. No entanto, esses locais que chamamos empresa, escritório, firma, fábrica, loja, venda, estão para a vida humana assim como os recifes de coral estão para a vida marinha nas cálidas águas tropicais.

Empresas funcionam à semelhança dos ecossistemas. Quando fatores externos agem de modo descuidado, estabanado, todo o sistema padece esse impacto afetando os organismos que ali se desenvolvem e inter-relacionam. Acho que não preciso fazer prova dessas afirmações. Estamos vendo acontecer. Até aqui, aliás, este texto é meramente descritivo. Mas tem mais.

Quando, em 2013 a cidade de Detroit quebrou, a maior parte de seu imenso parque automobilístico já havia encerrado atividades ou ido embora. A população caiu de dois milhões para cerca de 700 mil habitantes. Setores da cidade e imensos pavilhões industriais proporcionaram cenários para filmes de zumbis. Pelo viés oposto, são os negócios, a atividade mercantil, a manufatura, a prestação de serviços que a seu modo viabilizam a vida, a realização dos sonhos, as famílias e seus projetos. A vida e a liberdade.

Dez mil lojas de variados portes fecharam no Rio Grande do Sul. Não suportaram. Seus proprietários chegaram ao mês de maio com seus recursos esgotados diante de mais de dois meses com as portas fechadas desnecessariamente porque o vírus andava longe daqui. Quando ele chegou, teve início o abre e fecha, tipo sanfona de gaiteiro preguiçoso, muito mais tempo fechada do que aberta. Vieram os horários estapafúrdios, veio a arbitrariedade das agendas de funcionamento tiradas de mero arbítrio da autoridade, veio a onipresente ameaça do lockdown geral a afugentar ainda mais a vida de seu sustento.

Repito: a afugentar a vida de seu sustento!

Percival Puggina (75), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor.

Democracia e reeleições



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Carlos Henrique Abrão

As democracias no mundo global estão em permanente risco, quer pela forma severa da participação das grandes corporações,mas também e sobretudo pela perda do valor do voto nas urnas, normais ou eletrônicas.

Temos assim uma pseudo democracia a qual não se coaduna com os anseios da população, do voto obrigatório,propaganda eleitoral e fundos partidários bilionários. A bola da vez pelo que sucede é o funcionalismo público o único e exclusivo culpado pela derrocada das finanças públicas, mordomias e apetite de ganhos sem retorno do trabalho correspondente.

Na mira principal magistrados e outras classes que percebem remunerações bastante superiores à maioria da população agora mais sacrificada com altas taxas de desemprego na pandemia. Entretanto,temos que olhar com neutralidade e espírito  público um Brasil continente com milhões de litígios ,a maioria de ordem fiscal e tributária pela desengonçada forma do governo cobrar mediante sua cunha e sanha insaciáveis, cuja reforma tributária nada mais nada menos representa o aumento da tributação na sofrida classe média.

A primeira circunstância vital para reoxigenar a democracia seria o fim da reeleição,se todos os poderes tem os mesmos direitos e obrigações,não se compreende o motivo pelo qual Legislativo e Executivo se permitem reeleição e tal regra não se aplica ao Poder Judiciário, diriam muitos que por causa do voto, mas não é bem assim haja vista que desde tempos imemoriais o fator reeleição tem sido deletério e provocado sangria dos cofres públicos e alianças mirabolantes para a preservação dos elos poder.

A reforma que se pretende deveria vetar a reeleição,sendo fundamental um intervalo de tempo entre os mandatos conferidos. Vejamos um Senador tem um longo mandato popular de 8 anos e se for reeleito com todas as mordomias do cargo permanecerá 16, isso sem falar que pode adotar
o status para ser governador,concorrer a presidente da república ou ser nomeado para um cargo político no exterior.

A máquina pública está sobrecarregada por causa de milhares de funcionários comissionados e tantos outros apadrinhados, a reeleição precisa ser excluída do modelo político, além do que o voto obrigatório, propaganda eleitoral gratuita e fundos destinados aos partidos políticos.

A nossa jovem democracia escorrega,patina tenta se manter de pé a duras custas uma vez que a nobre classe política não olha com a visão da sociedade mas sim no seu próprio interesse iludindo e enganando o eleitor de boa fé.

As democracias estão em risco e o maior exemplo vem dos EUA com lutas raciais e alta taxa de desemprego,na Europa a extrema direita aparece no poder e isso significa que o extremismo voltará mais forte pós pandemia acompanhado do nacionalismo.

O Brasil precisa rapidamente compreender e aprender as lições de casa e aglutinar a redução dos currais eleitorais, diminuição de comunas além é claro de Câmaras Municipais.

A representatividade encerrada no voto não é sinal de democracia menos ainda a reeleição,acordemos para um salto de conscientização mudando a mesmice de candidatos que nada fazem e somente nos procuram para pedir votos jogados fora já que trabalham apenas para aumentar fortunas e conchavos de bastidores, sendo que o contribuinte eleitor é apenas uma peça de uma estrutura carcomida pelas falcatruas, corrupção e abandono de uma civilização adequada ao século XXI.

Carlos Henrique Abrão é Professor Doutor da USP, com especialização em Paris, pós na Alemanha, autor de 55 obras e 5598 artigos.

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

O mínimo que se espera de Bolsonaro


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

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Não importa o que faça de certo ou errado, o Presidente Jair Bolsonaro será alvo de críticas pesadas da extrema imprensa. Não tem jeito. O roteiro do jogo é previsível. Por isso, pouco adianta reclamar. Mais fácil e inteligente é se colocar acima da pancadaria. A solução é promover a agenda positiva em viagens pelo Brasil registradas via redes sociais da Internet.

O Presidente pode até ficar pt da vida com a mídia tradicional. Só que não adianta reagir emocionalmente, com arroubos e xingamentos. Tal postura só satisfaz uma pequena parcela de extremistas que o apóiam incondicionalmente. A maioria do eleitorado prefere atitudes equilibradas e racionais de confronto político com adversários – ou inimigos.

Bolsonaro tem o estilo dele. Ele se sente melhor agindo na ofensiva, irônica, meio brucutu truculento. Foi esse arquétipo que ele construiu ao longo das quase três décadas de vida como político. Funcionou para chegar à Presidência da República, depois da facada e pela falta de confronto direto em debates na eleição de 2018.

No entanto, o estilo não é eficiente para governar. Um Presidente da República tem de dialogar. Tem o dever de liderar os brasileiros. A articulação política do titular do trono do Palácio do Planalto é indelegável. É o Presidente, pessoalmente, quem tem de comandar as negociações com o Congresso Nacional. Ainda mais se o Presidente veio da Câmara.

O estilo lobo solitário, adotado no passado, não serve mais. Também não adianta teatralizar um estilo “paz e amor”. Tamanha falsidade não combina com Bolsonaro. Só que também não funciona atuar, na maioria do tempo, com verborragia violenta, como se fosse uma vítima dos políticos canalhas. Essa tática funciona mal. Não resolve nem garante a indispensável governabilidade.

Bolsonaro tem de ser o comandante das articulações políticas. Tem obrigação de mediar os variados conflitos com deputados, senadores e com membros de seu próprio governo. As caneladas com a equipe econômica, liderada por Paulo Guedes, são naturais e inevitáveis. O Presidente manterá a popularidade enquanto se mostrar sincero no compromisso de realizar reformas e mudanças que beneficiem a maioria da população.

A esquerda segue perdida. O filme esquerdopata está queimado. Não adianta fazer barulho na rede social ou usando seus companheiros na mídia amestrada. No imaginário popular, sobretudo da classe média, ficou consolidada a imagem de incompetência e “roubalheira” na gestão da coisa pública. Por isso, a tendência eleitoral é a opção conservadora, sem discurso radicalóide, prometendo coisas concretas de serem realizadas.

Em função disso, aumenta a responsabilidade de Bolsonaro. Presidente fanfarrão serve para nada. O povo demanda o líder realizador que entrega resultados práticos, objetivos, visíveis. Marketagem política não resolve e acaba facilmente rejeitada pela maioria. Assim, comunicação errada é inadimissível. O Presidente tem obrigação de acertar no básico.

O Brasil pós-pandemônio do Kung Flu apresenta uma demanda reprimida na economia. As coisas vão melhorar por inércia e, principalmente, se os governos e sua monstruosa burocracia não atrapalharem. O Presidente tem de apostar e viabilizar as reformas politicamente. É hora de jogar pesado na desregulamentação. O regramento excessivo inviabiliza o País porque serve de base para corrupção sistêmica, provoca a desobediência legal e alimenta, no final das contas, a injustiça e a impunidade.

A energia do mercado e do eleitorado apresenta tendência a favor das reformas e mudanças estruturais. A expectativa é por melhora, já que prevalece a impressão de que “pior que está não fica” (o Teorema do Tiririca). A obrigação das pessoas de bem e do bem é ter fé e agir com disposição a favor das transformações para melhor. Só resta a Bolsonaro seguir essa tendência. O resto será conseqüência.






Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. 


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Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 27 de Agosto de 2020.

Advocacia sim, ideologismo, não...


 

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por André Luís Vieira

Diante do surrealismo da realidade sociopolítica nacional, tem se tornado cada vez mais comum o questionamento de familiares, amigos e até clientes sob o verdadeiro papel da advocacia nos rumos da defesa dos interesses democráticos de nossa sociedade.

Quando provocado, sempre respondo que a advocacia é, como nos ensina Rui Barbosa, uma profissão cuja “dignidade é quase sacerdotal”. Contudo, entendo perfeitamente que esse questionamento tem muito a ver com a marcante dissonância entre narrativa pró-democrática e posturas de um ativismo ideologizado e partidarizado, protagonizada pela atual gestão nacional da Ordem dos Advogados do Brasil.

A missão institucional da OAB é nobilíssima e deve estar balizada pelo comprometimento inalienável com os legítimos interesses da classe dos advogados e com a defesa de suas prerrogativas funcionais, aliado ao amparo dos valores democráticos da sociedade, dos preceitos constitucionais republicanos e das garantias individuais.

Fora desses limites institucionais, a Ordem transforma-se tão somente em plataforma para projeções midiáticas de ideologismos banalizados e autopromoção inconsequente. Não paira qualquer sombra de dúvidas, portanto, que as atribuições institucionais da OAB devem figurar em patamar muito superior ao dos interesses ideológicos-partidários de plantão.

Aliás, como aduziu Oseias Faustino Valentim, “todo advogado, em qualquer parte do mundo, deveria ler Rui Barbosa”. E, por isso, socorro-me novamente do insigne jurista, quando este aduz que: “Política e politicalha não se confundem, não se parecem, não se relacionam com a outra. Antes se negam, se repulsam mutuamente. A política é a higiene dos países moralmente sadios. A politicalha, a malária dos povos de moralidade estragada”.

Igualmente, não há dúvidas de que ao advogado militante, no exercício pleno da cidadania, é lícita a liberdade de expressar sua ideologia e suas percepções político-partidárias de qualquer matiz, desde que respeitada a ordem social e jurídica vigente. O que não se concebe é a transmutação institucional das finalidades públicas da OAB, de defensora dos anseios da classe advocatícia e dos valores democráticos, para servir de plataforma leviana e panfletária, suscetível às politicalhas de ocasião.

Defendo, pois, a abolição do status de instituição ideológico-partidarizada e seu imediato retorno ao comprometimento com os legítimos anseios da advocacia e da sociedade. Aliás, o papel histórico da OAB na defesa da democracia indica que esta deve ser exercitada independentemente da coloração ideológica apresentada pelos governos de ocasião. Essa é a beleza da democracia, a saudável alternância de poder entre os diversos matizes que se predispõe a satisfazer os anseios da sociedade!

Neste ponto, inclusive, cabe relembrar que não se combate o autoritarismo de determinado matiz, desprezando-se o ordenamento jurídico e as finalidades institucionais ou valendo-se apenas de retórica incoerente, sob pena de se estabelecer um juízo de conveniência que apenas robustece outro tipo de autocratismo, só que com sinal trocado.

E, mais uma vez, me socorro das reflexões de Rui Barbosa : “Eu não troco a justiça pela soberba. Eu não deixo o direito pela força. Eu não esqueço a fraternidade pela tolerância. Eu não substituo a fé pela superstição, a realidade pelo ídolo”.

Assim, preservo a esperança de ver a OAB retornar ao caminho de seu sagrado compromisso com a defesa implacável das prerrogativas da advocacia e dos valores da democracia. Entretanto, também me reservo ao anseio de ver ressurgir uma nova instituição, mais transparente no exercício de suas atribuições, mais democrática na escolha de seus dirigentes e gestores, e mais representativa da classe que a legitima.

André Luís Vieira é Advogado.