sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Continuaremos todos reféns do Mecanismo?

 

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Siga-nos no Twitter e Parler - @alertatotal

Todo candidato precisa do povo até ser eleito. Depois, naturalmente, o representante popular se torna dependente ou refém da burocracia. O povo escolhe. Mas é o burocrata quem tem, no final das contas, o poder (legal, nem sempre legítimo) sobre o escolhido. O maior desafio brasileiro é redefinir e reequilibrar essa relação entre o político votado e a máquina burocrática que tende a enquadrá-lo e, na maioria das vezes, controlá-lo.

Somos todos dependentes ou reféns da Turma do Mecanismo. Direta ou indiretamente, a burocracia (quase sempre burrocracia)  tem e exerce o poder, na realidade. Aí começa o problema. A lógica e os interesses burocráticos nem sempre coincidem com a vontade e a necessidade popular. A máquina pode não ditar as regras, mas é quem faz as coisas acontecerem ou não. Não existe um mecanismo de controle direto da sociedade sobre a burocracia. Eis a mudança que precisa ocorrer.

O Presidente da República, Governadores e Prefeitos enfrentam os dilemas da ilusão de poder. Quando não funciona, perfeitamente, a harmonia entre os poderes, a coisa fica mais feia. Legislativo e Judiciário interferem no Executivo. Só que o problema mais grave e objetivo é a interferência abusiva da máquina burocrática. Ela trava o dirigente que não sabe ou consegue lidar com ela. O Executivo tem a pretensão de dar as ordens. Só que o Mecanismo não o obedece. Pior: na maioria dos casos, o trai.

Aproxima-se mais uma eleição. Novamente, surge a chance de um debate sobre essa relação de poder entre o político escolhido, a burocracia e o povo. O lamentável é que as discussões saudáveis não acontecem. Acabam adiadas para o Dia de São Nunca. Assim, as coisas ficam do jeitinho como sempre estiveram. Muito pouco ou nada muda. Será que conseguiremos quebrar o círculo vicioso desta vez? Provavelmente, não!

Curiosamente, entra na pauta política e no noticiário a “reforma administrativa”. A Turma do Mecanismo deseja tratar do assunto com o máximo de cuidado. Na verdade, a burocracia não deseja que as coias mudem radicalmente. Burocratas não querem perder espaço, recursos e, muito menos, poder. Malandramente, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, cobra do Presidente Jair Bolsonaro o envio da proposta de reforma administrativa. Nhonho sabe que o tema gera visível desgaste ao Executivo.

Vamos para mudança? Ou seguiremos no faz de conta? Vamos aguardar os próximos capítulos eletrizantes da novela que sempre acaba mal para o cidadão. A previsão é de novas discussões acerca de coisa nenhuma. Coisa de Louco!






Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. 


©
Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 14 de Agosto de 2020.

6 comentários:

Vanderlei Lux disse...

Eu desisti completamente da mudança pela via política. Não acredito em mais nenhum "mito", em nenhum ex-juíz laranja, em nenhum direitista nem esquerdista, em nenhum petista, nem tucano, nem viado, nem arara, nem anta, nem NADA! Daqui pra frente anularei meus votos em TODOS os cargos eletivos. Quero que se exploda!

Aliás... acho que vai explodir mesmo. Questão de tempo.

A política no Brasil é como servir um imenso prato de pura merda para famintos. Eles acabarão comendo a merda pois precisam, assim como cachorros vira-latas comem fezes nas ruas para não morrerem de fome.

Mas existe um motivo pra lá de especial do porquê nada, em termos de política, pode dar certo no Brasil. E qual é esse motivo, você pergunta?

Eu digo:

Já confiscaram nossas poupanças…
Já tivemos Mensalão…
Já saquearam a Petrobrás…
Mas nada supera Brasília.

Sério, Juscelino Kubitscheck merecia estar no hall da imbecilidade brasileira pela ideia brilhante de construir uma cidade horrorosa no meio do nada e distante de tudo.

Como o povo pode organizar protestos para acelerar os ânimos dos deputados? Como o povo poderia fazer marchas para dar aquela pressionada saudável nos senadores? Eu tenho para mim que, entre os políticos, Juscelino deve ser considerado um gênio (as avessas, é claro!). Pior que isso só se a nossa capital fosse no Acre.

Anônimo disse...

Como o presidente aprovou legislação tornando a vacina obrigatória (Lei 13.979, publicada no DOU em 6 de fevereiro de 2020)? Não leva em conta o tempo mínimo de testes para o uso seguro. E a possibilidade da imunidade de rebanho antes da vacina? A opinião pública não acredita nas autoridades e especialistas que afirmam que a vacina aprovada em menos de 5 anos é segura para uso humano.

Anônimo disse...

Como estão pedindo que ele prove que tomou a vacina chinesa, Dória poderia dizer que está com Covid-19 para dispensar algo tão inseguro?

Anônimo disse...

Este vídeo cita o uso de ozônio para tratar a Covid-19, mas não especifica o método.

[Conferência Medicos por la Verdade - España denunciam que não há rigor científico na prescrição de máscaras para a população saudável. (...) O teste em cadeia de polimerase não determina vírus infeccioso. (...) O material genético de exsudatos pulmonares da nova pneumonia foi isolado sem purificação completa porque as células doentes produzem vesículas ou exossomos extracelulares que contém proteínas e RNA que podem perfeitamente ser confundidos com um vírus. (...) O coronavírus produz um fenômeno chamado aprimoramento imunológico dependente de anticorpo (como na dengue, um segundo contato produz dengue hemorrágica). Se tivermos produzido anticorpos com uma primeira vacina, uma segunda vacina pode provocar uma doença muito mais grave (uma tempestade de citocinas) e depois nos dirão que é uma segunda onda do vírus, um segundo crescimento.]

Médicos se reúnem e põem a boca no trombone (Atalaia de Yeshua)
https://www.youtube.com/watch?v=0JbK7yyRnK8

Anônimo disse...

Se desiste da mudança pela via política anulando seu voto, a mudança será feita para pior, porque apenas o outro lado comparecerá às urnas: o ministro Facchin defende a candidatura de Lula contra Bolsonaro. A considerar os que se ausentarão por medo de contágio do Covid-19.

Anônimo disse...

Se desiste da mudança pela via política anulando seu voto, a mudança será feita para pior, porque apenas o outro lado comparecerá às urnas: o ministro Facchin defende a candidatura de Lula contra Bolsonaro. A considerar os que se ausentarão por medo de contágio do Covid-19.