sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Democracia e reeleições



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Carlos Henrique Abrão

As democracias no mundo global estão em permanente risco, quer pela forma severa da participação das grandes corporações,mas também e sobretudo pela perda do valor do voto nas urnas, normais ou eletrônicas.

Temos assim uma pseudo democracia a qual não se coaduna com os anseios da população, do voto obrigatório,propaganda eleitoral e fundos partidários bilionários. A bola da vez pelo que sucede é o funcionalismo público o único e exclusivo culpado pela derrocada das finanças públicas, mordomias e apetite de ganhos sem retorno do trabalho correspondente.

Na mira principal magistrados e outras classes que percebem remunerações bastante superiores à maioria da população agora mais sacrificada com altas taxas de desemprego na pandemia. Entretanto,temos que olhar com neutralidade e espírito  público um Brasil continente com milhões de litígios ,a maioria de ordem fiscal e tributária pela desengonçada forma do governo cobrar mediante sua cunha e sanha insaciáveis, cuja reforma tributária nada mais nada menos representa o aumento da tributação na sofrida classe média.

A primeira circunstância vital para reoxigenar a democracia seria o fim da reeleição,se todos os poderes tem os mesmos direitos e obrigações,não se compreende o motivo pelo qual Legislativo e Executivo se permitem reeleição e tal regra não se aplica ao Poder Judiciário, diriam muitos que por causa do voto, mas não é bem assim haja vista que desde tempos imemoriais o fator reeleição tem sido deletério e provocado sangria dos cofres públicos e alianças mirabolantes para a preservação dos elos poder.

A reforma que se pretende deveria vetar a reeleição,sendo fundamental um intervalo de tempo entre os mandatos conferidos. Vejamos um Senador tem um longo mandato popular de 8 anos e se for reeleito com todas as mordomias do cargo permanecerá 16, isso sem falar que pode adotar
o status para ser governador,concorrer a presidente da república ou ser nomeado para um cargo político no exterior.

A máquina pública está sobrecarregada por causa de milhares de funcionários comissionados e tantos outros apadrinhados, a reeleição precisa ser excluída do modelo político, além do que o voto obrigatório, propaganda eleitoral gratuita e fundos destinados aos partidos políticos.

A nossa jovem democracia escorrega,patina tenta se manter de pé a duras custas uma vez que a nobre classe política não olha com a visão da sociedade mas sim no seu próprio interesse iludindo e enganando o eleitor de boa fé.

As democracias estão em risco e o maior exemplo vem dos EUA com lutas raciais e alta taxa de desemprego,na Europa a extrema direita aparece no poder e isso significa que o extremismo voltará mais forte pós pandemia acompanhado do nacionalismo.

O Brasil precisa rapidamente compreender e aprender as lições de casa e aglutinar a redução dos currais eleitorais, diminuição de comunas além é claro de Câmaras Municipais.

A representatividade encerrada no voto não é sinal de democracia menos ainda a reeleição,acordemos para um salto de conscientização mudando a mesmice de candidatos que nada fazem e somente nos procuram para pedir votos jogados fora já que trabalham apenas para aumentar fortunas e conchavos de bastidores, sendo que o contribuinte eleitor é apenas uma peça de uma estrutura carcomida pelas falcatruas, corrupção e abandono de uma civilização adequada ao século XXI.

Carlos Henrique Abrão é Professor Doutor da USP, com especialização em Paris, pós na Alemanha, autor de 55 obras e 5598 artigos.

3 comentários:

Anônimo disse...

parabéns ao articulista ... eu só faria uma ressalva com base nos fatos: que a reeleição não seja permitida após as próximas, para dar ao Bolsonaro o direito e governar, porque neste mandato foi sabotado por tudo e por todos ...

Roberto Gouvea disse...

ACORDA BRASIL- ELEIÇÃO 2020
PREFEITOS E VEREADORES

Não é o povo que não sabe escolher, não é a fraude da urna eletrônica e sim o sistema eleitoral, criado para manter os políticos e seus respectivos partidos permanentemente no poder.

A atual legislação eleitoral, em decorrência do quociente eleitoral, possibilita que apenas 7% dos vereadores sejam eleitos pelo voto direto dos eleitores. O restante (93%), bem como os suplentes para os vereadores, são indicados pelos respectivos partidos sem qualquer participação dos eleitores, proporcionalmente aos votos recebidos por cada partido (votos de legenda).

Nesse contexto, ou elegemos um "Bolsonaro" em cada prefeitura ou levaríamos mais de 40 anos para renovar a câmara de vereadores em cada município. De qualquer forma uma tarefa árdua para todos nós conservadores e apoiadores do Presidente Bolsonaro.
(Roberto Gouvea)

Roberto Gouvea disse...

ACORDA BRASIL- ELEIÇÃO 2020
PREFEITOS E VEREADORES

Não é o povo que não sabe escolher, não é a fraude da urna eletrônica e sim o sistema eleitoral, criado para manter os políticos e seus respectivos partidos permanentemente no poder.

A atual legislação eleitoral, em decorrência do quociente eleitoral, possibilita que apenas 7% dos vereadores sejam eleitos pelo voto direto dos eleitores. O restante (93%), bem como os suplentes para os vereadores, são indicados pelos respectivos partidos sem qualquer participação dos eleitores, proporcionalmente aos votos recebidos por cada partido (votos de legenda).

Nesse contexto, ou elegemos um "Bolsonaro" em cada prefeitura ou levaríamos mais de 40 anos para renovar a câmara de vereadores em cada município. De qualquer forma uma tarefa árdua para todos nós conservadores e apoiadores do Presidente Bolsonaro.
(Roberto Gouvea)