terça-feira, 29 de setembro de 2020

Mundo dos Negócios

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Carlos Henrique Abrão

Enquanto o Brasil patina e paga seus próprios pecados decorrentes do vírus e da falta de prognóstico adequado o mundo dos negócios afunda sem muita perspectiva de melhora As bolsas mundo afora sobem e a nossa cai cada dia mais e os estrangeiros com medo do porvir retiram bilhões,mas temos que adotar uma estratégia que fale mais forte e contemple solidez.

Nada adiantara a reforma tributária com aumento de carga ou a administrativa sem cortes de comissionados e apaniguados,as privatizações sofreram solução de continuidade em ano eleitoral. O Governo Federal em situação de pré insolvência agora cria a mágica renda mínima e adia pagamentos de precatórios um excrescência tupiniquim.

Bem mais do que tudo isso não aceitamos imprimir papel moeda diante da inflação mas o que precisamos fazer e é  chegado o momento é irrigar a economia com financiamentos público privados. Os 300 bilhões em reserva do Banco Central poderiam ser alocados parte em torno de 50 bilhões para pequenas e micro empresas e arranjos estruturais de saneamento com enfase para educação e saúde.

Defendemos que o SUS possa ser usado universalmente mediante pagamento dos que podem. Não se justifica o gargalo e a falta de recursos na saúde,donde quem puder deverá sim pagar para que  os que não possam usufruam,sem embargo de se voltar contra o plano de saúde.

Consequentemente se cada cidadão pusesse um valor simbólico que oscilasse entre dez a cem reais mês teríamos uma conjuntura nova de saúde e a cada atendimento os que não pagaram o fariam de forma módica apenas para evitar viagens inócuas e pedidos de atestados para licenças do trabalho.

O foco está no mundo dos negócios mas não conseguimos mais atrair estrangeiros ou fazer pulsar nossas riquezas naturais,o clima de desconfiança predomina e as eleições somente trazem candidatos os mais despreparados possíveis, salvo raras exceções.

Os poderes públicos principalmente em razão da pandemia faliram já não pagam precatórios,cortaram benefícios de servidores e muitas comunas tendo dívidas roladas e estados bancados pela União.Haverá de existir minimamente uma idéia que possa acender o fogo da espernaça, não poderemos continuar nas trevas a escuridão deve ser o caminho.

O ritmo dos negócios em queda o governo só fala em imposto e quer tributar dividendos,quando a maioria das empresas não estão pagando ou adiando o tempo de provisionamento ao acionista,enfim as coisas que poderiam dar certo agora caem na encruzilhada e o ponto mais importante é manter milhões de trabalhadores desempregados com alguma esperança de voltar ao mercado de trabalho.

E se não é possível pela idade,capacidade técnica ou qualquer
outro problema,que o governo ensine junto com as entidades de classe o empreendedorismo e financie com valores módicos a iniciativa privada como acontece na Europa e também nos EUA.

O mundo dos negócios não admite impasse,equívocos ou bolhas de sofrimento,o Brasil precisa agora de um concerto para definitivamente sair da paralisia do vírus e de sua implacável crise econômica, haveremos de vencer mais uma batalha.

Carlos Henrique Abrão é Professor-Doutor de Direito, especialização em Paris, autor de 55 obras e 6000 artigos.

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