terça-feira, 8 de setembro de 2020

Pátria Unida


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Carlos Henrique Abrão

O esfacelamento do tecido social e das condições de governabilidade sucedem em meio ao terreno árido de disputas intestinas pelo poder. Ao comemorarmos mais um ano do famoso 7 de setembro, de saudosa independência de laços com Portugal a reflexão que se nos apresenta diz respeito ao momento de vicissitude completado por gastos públicos exagerados ao lado do crescimento do desemprego.

A ruptura com o Brasil Colônia foi mera acepção formal já que poucos anos depois com a abolição da escravidão pela Lei Áurea os tempos se renovavam rumo ao histórico ponto de conquista da República velha. Entretanto, o Brasil contemporâneo aguerrido no campo de trabalho e lutando com todas as suas forças tenta desestimular os malsinados efeitos da pandemia e encontrar posição favorável no reencontro do Estado com a cidadania.

As eleições de novembro poderão serrar a sorte de um novo País mais patriota e menos exposto aos gastos, quando Governadores e Prefeitos são afastados dos seus cargos em pleno exercício dos respectivos mandatos ,no
entanto precisamos reconstruir o Brasil Pátria Amada. Os bons brasileiros e felizmente são muitos milhões espalhados pelos rincões de extensão continental labutam, querem saúde e educação de forma geral, ampla e de boa qualidade.

Nada obstante a saúde mostra sinal de falta de planejamento e o Governo ainda pensa em não deduzir despesas ligadas à área. O idoso é diariamente humilhado e deve prestar declaração de renda até seus últimos dias de vida, quando o certo seria que se estabelecesse um limite máximo como
aquele obrigatório para o voto, e se assim não o fosse apenas se houvesse negociação patrimonial naquele exercício.

Não há sentido algum que idosos recebendo proventos de aposentadoria ou pensões com teto limite para fins tributários sejam humilhados pelos
agentes do fisco para comprovação de suas despesas, quando sabemos que devem pagar o plano, comprar e custear medicamentos e remédios todos caros e muitos suportam despesas com cuidadoras ou pagam um lugar para passar o final de vida.

Não podemos concordar com tanta disfunção de remuneração e de distribuição de riqueza. A Pátria é o dever de todos o laço maior de confraternização e a luta incessante pelo bem comum.

Todos estão convidados independentemente de suas convicções à reconstrução de um Brasil novo que tenha capacidade de gerar empregos, de crescimento, fim da miséria e de bolsas sociais que claudicam um País mais justo, de governantes mais honestos e de um processo eleitoral sem voto e horário eleitoral obrigatórios e mandatos dos eleitos sem tempo determinado,além de uma plural reforma administrativa seguida daquela tributária fariam milhões balbuciar o grito do Ipiranga renovado de esperança

Carlos Henrique Abrão é professor doutor USP, pós em Paris e Especialização Alemanha. Autor de 35 obras e 6005 artigos.

2 comentários:

Anônimo disse...

A ideia do presidente Bolsonaro de isentar do imposto de renda os que ganham até R$ 5.000,00 incluiria a maioria dos idosos. Por outro lado, se eles não fossem obrigados a declarar bens, certamente seriam usados para falcatruas. Atualmente, muitos motoristas procuram colocar carro em nome de parentes que não têm carteira de motorista para partilhar multas e pontuação na carteira.

Anônimo disse...

Ou melhor, assumir pontuação na carteira para quem tem mais de um veículo. Comumente, convencem o idoso da família a aceitar essa situação, por este recear ser antipatizado no convívio familiar.