sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Reforma Administrativa meia-boca pouco resolve


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

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Qual a importância do Nhonho não querer mais conversa com o Paulo Guedes? Muito pouca, a esta altura do campeonato. Se não houver um golpe institucional, o tempo de Rodrigo Maia na presidência da Câmara dos Deputados está se esgotando. A intriga dele com o Ministro da Economia é pura vaidade. Aliás, de ambas as partes. Portanto, a desavença só vale para fofoca da extrema mídia que não quer tratar de assunto mais sério.

Ontem, depois de 21 meses no poder, o Secretário-Geral da Presidência da República, Jorge Oliveira, em nome do Presidente Bolsonaro, fez a entrega simbólica da proposta de Reforma Administrativa ao presidente da Câmara. A entrega aconteceu depois de várias cobranças públicas feitas pelo esperto Rodrigo Maia. Como o negócio tem pontos polêmicos, mexendo com os futuros servidores públicos da União, a turma da Esplanada trata tudo com cuidado excessivo. O teatrinho faz parte...

O assunto deve render até 2022. A previsão é de longa tramitação na Câmara dos Deputados. A tendência é de aprovação de uma “reforma meia-boca”. O Governo de transição de Bolsonaro não tem força (e nem vontade) política de promover mudanças profundas na estrutura do serviço público. O que acabar aprovado terá o jeitinho do Centrão. O texto é tão fraquinho que nem acaba com a licença remunerada para servidor que sair candidato a cargo eletivo.

O Poder Judiciário já dá sinais de que não fará reforma administrativa tão cedo. Assumindo a presidência do STF na semana que vem, o ministro Luiz Fux nem quer saber do assunto. Ou seja, o indicativo é que os setores com maior poder de pressão no setor público não trabalharão por mudanças radicais. Assim, parlamentares devem aprovar alguma coisa parecida com o mais do mesmo.

Resumindo: os donos do poder querem mudar porra nenhuma no Brasil. O sangue dos Parasitas do setor público tem poder. Nada de anormal em um País que alimenta a cultura da “Estadodependência”. Nada de estranho em um País que gasta 49% do PIB para sustentar sua máquina pública. O Brasil é Capimunista. A sociedade se viciou em sustentar o mecanismo estatal, porque mantém uma relação incestuosa com ele. Só uma revolução seria capaz de mexer com isso.






Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. 


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Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 4 de Setembro de 2020.

3 comentários:

Sérgio Alves de Oliveira disse...

Grande verdade,Serrão. Essa tal reforma administrativa "meia-boca" será mais uma depois da reforma da previdência. Nos dois casos,os privilegiados atuais não serão afetados,restando aos novos pagamento de toda essa conta deixada pelos "velhos". Essa historinha de não poderem mexer com "direitos adquiridos",como sempre fazem,é puro papo furado,pois todas as reformas dignas que o país precisa teriam que ser via reforma constitucional,que não precisa respeitar esses tais "direitos".

Vanderlei Lux disse...

"A REVOLTA DO POSTE"

Calma! Não estou falando de Fernando Haddad!

Falo realmente de um poste, aquele armado de madeira/concreto que hoje serve para as companhias de telefone e energia pendurarem toneladas de fios pelas ruas. Fios quase caindo nas cabeças das pessoas.

Pois venho dizer que o poste "se revoltou". Se revoltou de tanto ficar parado, passivo, enquanto a cachorrada mijava nele.

Agora é o poste que mija nos cachorros!

De acordo com o G1, a parada gay de São Francisco proibiu a polícia de aparecer no evento. E, óbvio, o departamento policial da cidade acatou a ordem, sem questionar. O máximo que se ouviu foi um "lamentamos a decisão", vindo do diretor policial da unidade.

E é assim... é desse jeito que morrem os covardes. É como um coelho que, sendo devorado ainda vivo por um lobo, olha para o mesmo e diz "lamento sua decisão"...

"Hahãm..." rosna o lobo, enquanto engole uma orelha inteira do coelho.

Anônimo disse...

Uma reforma administrativa completa só poderá ser feita por um governante ou parlamentar experiente, porque todo eleito egresso da iniciativa privada acredita orgulhosamente que sua experiência obtusa nas empresas lhe dá visão suficiente para atualizar a eficiência da máquina pública. Se permanecerem pouco tempo no cargo, dão "com os burros n'água" sem entender que isso se deve ao seu desconhecimento da natureza do serviço público, mais que à "má vontade, indolência, corporativismo e falta de cobrança" dos funcionários a seu dispor.