terça-feira, 6 de outubro de 2020

Sem Reforma Tributária, o Brasil não “VAE”


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

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O Grupo Globo é muito previsível. Nos intervalos comerciais tem o VAE (Vamos Ativar o Empreendedorismo). Seu noticiário manipulado tem insistido em reportagens exaltando o heroísmo dos micro empreendedores individuais. O VAE é aparentemente bacana. Só que até a inocente Velhinha de Taubaté percebeu que a ação é um teaser da campanha presidencial do apresentador Luciano Huck.

A campanha se aproveita do mote de que 52 milhões de brasileiros estão à frente do próprio negócio. É previsível que o número cresceu nesta crise pós-pandemônio. Sem oportunidades de emprego formal, as pessoas têm de apelar para o trabalho criativo que garanta a sobrevivência. Cresce a quantidade de MÉIS (Micro Empreendedores Individuais). Quem tem uma estrutura financeira melhor, aposta nas Startups. Assim, em diferentes plataformas, o projeto da Globo se aproveita da narrativa empreendedora.

Tudo é lindo como a Angélica. Acontece que a realidade econômica brasileira é horrorosa. É sacrificante – e praticamente inviável – empreender em um País com uma insana carga de impostos. Na prática, os governos são os sócios indevidos de quem ousa produzir, trabalhar, comercializar produtos e serviços. O confisco tributário é indecente.

Desde a campanha presidencial de 2018, o governo federal vende a narrativa de que a reforma tributária é prioritária. No discurso, com certeza. Na prática, um teatro de fantoche com os políticos. O sistema é perverso. A máquina estatal perdulária demanda cada vez mais dinheiro. Quem sustenta a farra é o pagador de impostos. Por isso é tão difícil – quase impossível – fazer a reforma dos tributos. É pior que falar de corda na casa de enforcado. A demagogia prevalece e nada acontece. Talvez tenhamos uma reforma “meia-boca”.   

O estresse econômico se amplia. Seguimos em estado de alerta e hipervigilância em função da Covid-19. Tem muita gente aloprando porque o custo de vida está subindo demais. Só se fala em “majoração de preço”. Só que os índices de inflação não refletem a dura realidade do dia-a-dia. Salários – para quem tem a sorte de ter um – ficam praticamente congelados. O poder de compra e consumo é prejudicado ou inviabilizado. Os caçadores do lobo-guará na nota de 200 sobrevivem na maior M...

A sociedade tem de pressionar pela Reforma Tributária. A própria Globo – que tem dificuldades de pagar impostos – deveria focar na campanha a favor da redução e racionalização do hospício que tem quase 100 impostos, taxas, contribuições, multas e por aí vai... O problema é que Brasília encastela os políticos. Eles são hiper muito-bem remunerados. A maioria pertence à Oligarquia que manda no Brasil desde as Capitanias Hereditárias. Por isso, obram e andam para qualquer mudança. O lema é “foda-se o Brasil”.

O País não vai mudar sem reforma tributária. Junto com ela tem de acontecer a reforma administrativa. O setor estatal precisa encolher. A máquina pública tem de custar menos. Enquanto nada mudar, vamos continuar patinando. Não tem como a economia crescer com a absurda carga tributária brasileira e com gigantismo do Estado perdulário.

Já que é para fazer campanha subliminar, Luciano Huck bem que poderia aproveitar sua imensa popularidade para, além de surfar na onda empreendedora, jogar pesado na discussão pela redução e reestruturação dos impostos no Brasil. Fica a dica ao Luciano Huck...

Já o Presidente Jair Bolsonaro, que prematuramente se deixa embarcar na aventura da reeleição, tem de fazer de tudo para cumprir sua promessa de campanha. Seu empenho pela Reforma Tributária precisa ser maior publicamente. Não é correto, nem inteligente, deixar a bomba apenas no colo do Paulo Guedes. Até o vice-Presidente Antônio Hamilton Mourão fala mais de reforma tributária que o Jair Bolsonaro. Assim, não dá, Presidente...

Alô, Rede Globo. Sem reforma tributária, o Brasil não “VAE”...      





Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. 


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Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 6 de Outubro de 2020.

5 comentários:

braziu disse...

Todo dia a mesma ladainha..........
Que o estado é um mamute sabemos........
Que político é vagabundo, sabemos...........
Agora, até quando?
Acho que já passou da hora de tomar uma atitude que não
ficar postando na rede.
Se o nosso problema são os políticos, não votamos mais.....
Enquanto não mudarem o sistema partidário no braziu, nada de voto.
Não adianta votar, o maior exemplo chama-se Bolsonaro. O
cara não consegue governar.
Então vamos para de votar.........Campanha para desobediência cívil....
Senão, essa "luta" postando o óbvio, não vai levar a lugar nenhum, pelo
menos para a população..............

ARS disse...

O capitão banana só abre a boca quando tem certeza!...

Vanderlei Lux disse...

Eu ainda nem sei do porquê perco meu tempo pensando que um teatrinho banal e espúrio que se repete a cada 2 anos pode melhorar o país...

Como diz um amigo, bom foi no tempo dos militares, pois votávamos apenas a cada 4 anos para prefeitos e deputados/senadores somente, que não faziam muita coisa mesmo, senão dar amém aos que os militares ditavam.

Não precisávamos nos preocupar com presidentes da república, pois sempre seria um general escolhido por eles mesmos. Também não precisávamos nos preocupar em apoiar um canalha para evitar que outro canalha de tomar conta do campinho. Eram todos generais e como generais morreram: alguns "pobres" (classe média é mais adequado) e outros um pouco menos "pobres" (ainda assim... classe média!).

Mas e hoje? O que temos? Temos de ex-presidentes:

1) Um bêbado contumaz;
2) Uma ex-guerrilheira de araque que praticava roubos e sequestros de araque na sangrenta e brutal dita-dura de 60/70. Como essa guerilheira não morreu naquela época? Mistério!
3) Um sociólogo que não entende porra nenhuma de sociologia. Aliás, não entende de nada!
4) Um vampirão que conseguiu passar 50 anos pegando a luz do sol sem se queimar;
5) Um caçador de marajás que foi um marajá (e ainda é!) e foi caçado por outros marajás;
6) Um velhinho que adorava ficar com mocinhas sem calcinhas;
7) Outro velhinho que foi presidente do Maranhão, capital do Brasil, por mais de 450 anos.
8) E mais outro velhinho, que foi sem ser.

E por último... temos um MITO! Sim! Temos o Messias em pessoa agora...

Por acaso comentei antes que na época da ditadura não precisávamos nos preocupar em apoiar um canalha para evitar que outro canalha de tomar conta do campinho? Pois é... não estamos mais na dita-dura agora meu amigo!

Sim... já estamos na 9° edição da "nova" república, uma geringonça tão velha quanto o império romano em si, que também sofreu nas mãos de bêbados, guerrilheiros, sociólogos, vampirões, loucos, caçadores, velhinhos (muitos deles!), etc.

Anônimo disse...

O comentarista que diz que a solução é parar de votar parece fazer parte de campanha da esquerda incentivando o medo de contágio pelo Sars-Cov-2 para esvaziar os locais de votação dos possíveis eleitores antiesquerdistas (os mais atingidos pela histeria orquestrada pela mídia comunoglobalista).
E ainda temos a denúncia de Silas Malafaia sobre o jogo estratégico de Edir Macedo para garantir o apoio do presidente Bolsonaro aos candidatos do Progressistas, Crivella e Russomano, em troca de apoio à indicação de Kássio Nunes Marques para o STF. O comentário de um hexagrama do I Ching dizia que há perigos na realidade para as quais a pessoa não está preparada. Não basta o presidente ser corajoso porque ele não sabe que feitiçaria pode ter advindo da fatídica "bênção" de Edir Macedo, perceptível nas ações "estratégicas" que o presidente tem tomado sem se importar com o prejuízo que causam às populações atingidas por esses atos (como o flagelo Dória/Covas). Sobre a pouca utilidade da pesquisa do eleitor sobre candidatos, não se saberia desse detalhe macediano se não tivessem brigado as comadres. Parece que a mente do político abstrai a ética. Quando a população espera que o presidente mostre qual candidato municipal contribuirá para o seu governo, significa que ela quer elementos baseados na realidade para definir sua escolha; não significa que o presidente tenha carta branca para instaurar o caos local com o peso de suas indicações. O eleitor se sente desrespeitado como um peão despersonalizado no jogo presidencial.

https://www1.folha.uol.com.br/poder/2020/10/universal-faz-jogo-estrategico-nojento-diz-malafaia-sobre-apoio-a-cassio-nunes-para-o-stf.shtml

Anônimo disse...

Correção: candidatos do Republicanos.