segunda-feira, 30 de novembro de 2020

Lição da Eleição do Covidão


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

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A centro-direita foi a inegável vencedora da eleição municipal. Só que nada garante que isso vai ter peso em 2022. Tudo vai depender do desempenho da economia e do cumprimento da agenda de reformas. Até agora, não está claro quem terá hegemonia para tirar maior proveito deste complicado processo político até a próxima eleição presidencial, daqui a dois anos.

Não se pode afirmar que o Bolsonaro foi derrotado na eleição municipal. Na realidade, o tal bolsonarismo nem se organizou, efetivamente, para disputar a eleição. O que ficou evidente foi a fragmentação política. Houve menos influência da posição ideológica e da bronca que a população tem da classe política. As forças políticas locais mais convincentes ganharam a eleição do Covidão. Abstenção recorde, entre 30 e 35%. Muitos não quiseram votar. Sem contar voto nulo e branco...

2021 vai ser osso duro de roer. O pandemônio prossegue, com doença, medo, desemprego e incertezas, principalmente na economia. Prefeituras quebradas, com certeza, aumentarão impostos, mesmo que eles já estejam altíssimos. O Brasil precisaria de uma reforma política que a classe política não tem a menor vontade de promover. A natureza da crise demanda uma reforma tributária – que dificilmente acontecerá por falta de vontade política. Reforma administrativa, idem.

O dilema é: o governo federal não se sustenta se as reformas não acontecerem. Os partidos aliados do Presidente Bolsonaro sabem disso. Por isso, a tendência é deixarem tudo como está, alterando o mínimo possível. É mais fácil deixar o “rei” do Palácio do Planalto como refém. Este talvez seja o maior desespero do ministro Paulo Guedes e do próprio Bolsonaro. Se a economia não deslanchar, esquece reeleição.

Bolsoanaro precisará de uma articulação política de muita qualidade para fazer a base aliada trabalhar a favor das reformas imprescindíveis. Tal processo é angustiante para o governante que continuará enfrentando a oposição ferrenha da mídia (esquerdista) que perdeu e segue carente do combustível da verba oficial de publicidade e propaganda. Se o Covidão continuar com plena força e vigor, apavorando, matando e paralisando a economia, a situação fica péssima para Bolsonaro, apesar da estável popularidade que mantém.

O Covidão é um Comunista Democrático. Faz estragos enormes. Não poupa ninguém. Nesta eleição, elegeu Maguito Vilela, mesmo entubado no hospital. Só que o vírus que veio da China impediu Guilherme Boulos, infectado, de votar nele mesmo. Aliás, Boulos não pegou Covid. O vírus é que realizou a ocupação de uma área improdutiva. Oxalá o cabra melhore, para perder a próxima eleição.

Resumo básico: ACM Neto e Rodrigo Maia, do DEM, saíram poderosos. Gilberto Kassab, do PSD, também fez mais de 600 prefeituras. Bruno Covas ganha protagonismo com a vitória em São Paulo. Covas estabilizou o desgaste de João Dória, seu aliado-falseane. Eduardo Paes, com vitória acachapante no Rio de Janeiro, já sai favorito ao Governo do Estado em 2022.

Além de arrumar uma vaguinha para o derrotado Marcelo Crivella em seu governo, Jair Bolsonaro terá de se filiar a um dos partidos da base aliada. Ou seus aliados terão de conseguir o milagre de viabilizar o Aliança pelo Brasil. O Bolsonarismo, repito e insisto, falhou em não ter uma estratégia consistente para essa eleição municipal. Agora, não tem margem para errar na articulação pelas reformas, ou vai perder musculatura, como todo ex-atleta.

A esquerda perdeu. Principalmente o moribundo PT. Pela primeira vez na história, o Partido dos Trabalhadores saiu derrotado em todas as capitais. Recebeu seu atestado de óbito nas urnas eletrônicas. Quem deixou de ser um grande influenciador nacional foi Luiz Inácio Lula da Silva. Companheiro $talinácio foi o maior derrotado na eleição do Covidão. Ele merece... Chora, canhota sinistra!

Lição aprendida da eleição do covidão? Muito pouca ou quase nada! Exceto que alguns políticos conseguem ser piores e mais letais que o vírus que veio da China.

Releia o artigo de Domingo: Obrigados a crer no dogma do voto eletrônico






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Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. 

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 30 de Novembro de 2020.

Vitória! Nem o disfarce, nem a conspiração!


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Percival Puggina

Voto em Porto Alegre e passei as últimas semanas combatendo ideias perigosas. Segundo uma delas, os eleitores com mais de 70 anos deveriam ficar em casa, longe das urnas, cuidando da saúde, “beneficiados” que são pela dispensa do dever de votar. Era uma campanha que afastava da urna o eleitor que, pela experiência de vida, majoritariamente é conservador e não eleitor dos partidos de esquerda. Outra ideia difundida nestes dias, afirmava que ideologia não tinha importância numa disputa eleitoral, pois o eleitor estava mais interessado em questões do dia-a-dia. Afirmado insistentemente nos meios de comunicação, isso era quase tudo que a candidata mais ideologizada dessa campanha se empenhava em fazer crer.

Outra, ainda, sustentava estar em curso uma imensa conspiração para fraudar as eleições deste domingo em benefício dos partidos de esquerda. Ora, uma coisa é assegurar que as urnas têm vulnerabilidades; outra, bem diferente, é prognosticar uma conspiração para se valer delas com o intuito de adulterar o resultado das urnas, principalmente em São Paulo e em Porto Alegre. A venezuelana Smartmatic seria a operadora desse ataque à democracia...

Discordar dessa última posição, assumida por tantos nas redes sociais, não equivale a achar bom nosso sistema de apuração, não equivale a endossar a lamentável decisão do STF que considerou inconstitucional o voto impresso e menos ainda confundir voto impresso com voto em cédula de papel, como cheguei a ler em Zero Hora. A campanha pelo voto impresso precisa continuar porque logo ali haverá novas eleições. Parte ao menos da elevada abstenção em todo o país talvez se deva aos eleitores que viam no comparecimento um endosso aos “crimes contra a democracia” que estariam em curso. Os resultados deste fim de tarde de domingo em nada confirmam tal suspeita.

A capital dos gaúchos, felizmente, não proporcionou uma vitória ao PCdoB, surpreendendo a indefectível pesquisa com que o IBOPE lhe prenunciou a vitória. Ao longo da campanha ela se apresentou em versão ultraleve, quase flutuando, como anjo, numa nuvem desde a qual prometia chover bondades sem raios nem trovoadas. Mudou o visual, sumiu a foice, o martelo, a estrela, as cores e o nome do partido. Mudaram, também, as companhias habituais. Adeus, Lula.

No primeiro turno votei em Gustavo Paim. Hoje, votei em Sebastião Melo, numa chapa qualificada, também, pela presença do amigo, o intelectual e o excelente vereador que foi Ricardo Gomes. Chego ao final deste dia saboreando a vitória tão necessária ao futuro político do Rio Grande do Sul. Afasta-se de nosso rumo a marca de ser a Havana do Sul, onde a esquerda persistiria como força política hegemônica.

Percival Puggina (75), membro da Academia Rio-Grandense de Letras e Cidadão de Porto Alegre, é arquiteto, empresário e escritor.

domingo, 29 de novembro de 2020

Obrigados a crer no dogma do voto eletrônico


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

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Domingão de obrigação. Somos obrigados a votar em 77 cidades que deixaram para escolher seus prefeitos em segundo turno. Mas o mais grave é que também somos compulsoriamente obrigados a aceitar o resultado final da votação eletrônica, sem o direito elementar a uma conferência por meio físico. (não confunda com o impresso, que sairá caríssimo, e complica algo que pode ser simples).

O “mais pior” é que temos de aceitar esse dogma imposto pela “Justiça” Eleitoral – que não aceita debater o aprimoramento do pós-moderno sistema eleitoral brasileiro. Para mostrar como a coisa pode ficar ainda mais ruim, hiperultrapéssima, a quase maioria esmagadora da classe política também não demonstrar interesse pela segurança e transparência total do voto, combinando dedada eletrônica com auditoria 100% pelo voto físico.

No discurso arrumadinho do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, supremo magistrado Luis Roberto Barroso, teremos mais uma eleição ultrassegura e com resultado hiperrápido, horas depois de encerrada a votação eletrônica. O problema é quando a gente lê notícias de hackers invadindo os sistemas do judiciário, capturando dados e até comemorando com imagem do diabo – como aconteceu agora com o TRF-1 e, pouco tempo atrás, com o STJ.

Oficialmente, jura-se e nos obrigam a acreditar que nada parecido tem chance de acontecer com o sistema da “Justiça Eleitoral”. A crédula Velhinha de Taubaté acredita, piamente, que os deuses do Judiciário conseguem proteger todo o sistema da urna eletrônica, da dedada, passando pelo boletim da urna, até a totalização final nos supercomputadores caríssimos, em uma sala de acesso quase secreto no TSE, em Brasília. Será que os hackers também acreditam que tudo é completamente seguro?

A imposição do dogma da segurança total do sistema eletrônico de votação não encerra a novela Segurança Digital versus Segurança Jurídica. O Brasil precisa, com certeza absoluta, aprimorar seu modelo de votação – que tem uma inegável vantagem inovadora. No País em que todo mundo está habituado a jogar nas loterias da Caixa (ou em até em modalidades contraventoras como o jogo do bicho), é fácil adotar um sistema simples e nem tão caro.

O cidadão vota em uma cédula de papel. Passa o voto em um scaner ligado à urna eletrônica. A intenção aparecerá na telinha. Conferindo e garantindo se está tudo certo, o eleitor dá a dedada de confirmação. Em seguida, deposita o papel em outra urna. Tudo diante dos olhos fiscalizadores dos mesários. No final, o boletim eletrônico da urna tem de coincidir com a contagem do papel. Tudo certo, eleição totalmente limpa. Para que pressa na divulgação do resultado? Tudo só seria informado depois da conferência coincidente entre o eletrônico e o físico. Fraudes seriam impossíveis, ou com chance reduzida a praticamente zero.

Infelizmente, ainda estamos longe dessa transparência total e segurança no modelo eleitoral. Lamentavelmente, somos obrigados a votar e a acreditar no dogma do resultado eleitoral honesto e seguro imposto pela tal “Justiça Eleitoral”. Políticos com um mínimo de responsabilidade deveriam comprar a briga pelo aprimoramento do sistema eleitoral brasileiro. É uma vergonha que os partidos não discutam o assunto com seriedade. O Presidente Jair Bolsonaro, que sempre reclama da lisura dos resultados eleitorais, bem que poderia liderar uma discussão séria e responsável sobre o assunto. Esquece essa porcaria do voto impresso... Uma ideia infeliz e caríssima, para fazer a recontagem de apenas 3% dos votos, por amostragem... Isto não presta... Tem de ser 100%, ou nada...

Enquanto nada acontece, vamos à dedada obrigatória com a crença, também compulsória, de que o resultado sairá com a máxima segurança e honestidade, mesmo sem a possibilidade de auditoria e conferência física de 100% dos votos. Quem garante que o fato do voto não cai no fake? A “Justiça Eleitoral”, simbolizada na imagem da Velhinha de Taubaté peladona, jura que tudo é certo e seguro.

Então, tá... Viva o dogma eleitoral tupiniquim! Só não reclama se a abstenção tem sido recorde a cada eleição...





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Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 29 de Novembro de 2020.

sábado, 28 de novembro de 2020

STF não pode obrar na nossa cara


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

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No Brasil do achismo, a ejaculação precoce de opiniões domina o noticiário e as discussões políticas. É impressionante o que se especula sobre a reeleição do Presidente Jair Bolsonaro, desde antes de ele ter assumido o mandato. A oposição perdida tenta promover um “terceiro turno” até 2022. Nesta fantasia leviana, são lançados ao vento e no mundo virtual os nomes de prováveis candidatos a massacrar Bolsonaro, em alianças que matam o diabo de inveja.

Enquanto a guerra eleitoreira para 2022 não começa de verdade, a safadeza política continua a todo vapor. É muita canalhice rasgar a defeituosa Constituição Federal para permitir a reeleição dos presidentes do Senado e da Câmara. A regra é muito clara. Não pode! Acontece que quem deveria ser o guardião constitucional, o Supremo Tribunal Federal, aceitou discutir e avaliar tamanha putaria (perdão às prostitutas pelo emprego do termo). O STF não tem o direito de obrar na nossa cara.

O Brasil é o inferno da insegurança jurídica. Desrespeitar a lei é fácil, em função da falta de consciência e de ética, aproveitando o excesso de regramento. Tudo isso, combinado, facilita o clima de impunidade em um sistema judiciário facilmente suscetível à corrupção, às vaidades e às influências da politicagem. Sobrevivemos longe do ideal de Justiça. Somos submetidos às agruras do Judasciário e seus rigores seletivos. A autocracia faz a festa. Por aqui, Democracia é ficção.

Domingo tem segundo turno da eleição para algumas cidades. A tendência é de uma abstenção recorde do eleitorado. Os obrigados a votar simplesmente ignoram a lei. Alguns até inventam uma justificativa. A maioria aperta o imaginário botão foda-se e prefere pagar a multinha merreca, quando for cobrado. Voto compulsório é um atentado à liberdade. O povão dá o troco, votando mal ou não aparecendo para a dedada na urna eletrônica de resultado dogmático, pois a Justiça Eleitoral nos sonega a possibilidade de recontagem. Vale o resultado que o computador proclamar. Sem direito à reclamação.

Até quando o Judasciário vai obrar na nossa cara?   





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Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 27 de Novembro de 2020.

Ódio do Bem


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Percival Puggina

No século passado, houve um longo tempo em que o comunismo e o respectivo cortejo de males só pela força bruta conseguia espaço para instalar suas estruturas de poder. Sacrificava vidas – muitas vidas, milhões de vidas! – e depois, neutralizava, também pela força, os remanescentes. Foi o período de triunfante expansão territorial dos totalitarismos, dos quais sobrou o comunismo, embora também ele tenha sido forçado a reconhecer seus fracassos ao som surdo das marretadas com que a população da Alemanha Oriental abriu passagem no Muro de Berlim.

A perda de validade das profecias comunistas de Marx não foi admitida pelos movimentos revolucionários em muitas nações periféricas. Na América Ibérica esses grupos se reuniram no Foro de São Paulo. O muro caíra em novembro de 1989 e em julho de 1990, apenas oito meses depois, esse colegiado se reunia na capital paulista, mobilizado por Lula e Fidel Castro. Ali secaram as lágrimas pelas perdas europeias e, numa operação quase hospitalar, ligaram as finadas profecias marxistas aos aparelhos partidários da esquerda do continente. Dada a natureza dos grupos que se coligaram, boa parte dos quais remanescentes da luta armada revolucionária, era preservado, in vitro, o ânimo belicoso que vê a política como luta que só se resolve com a total submissão do antagonista.

É essa a ideia presente no conceito de luta de classe. Ela só tem solução com a supremacia de uma classe sobre a outra. E tudo ganha agilidade na direção da hegemonia se novas classes forem se organizando mediante atração de “minorias” para a luta política. Eu vi isso acontecer e apontei nas mesas de muitos debates, no final dos anos 80.

Bem antes, porém, escrevia Mario Ferreira dos Santos. Ele é considerado, inclusive por Olavo, o maior filósofo brasileiro. Filósofo de fato, de pensamento autônomo, autodidata, autor de dezenas de obras de fôlego e relevo, esteve desconhecido do público brasileiro, logo se verá por quê. Um ano antes de sua morte, em 1968, foi publicado pela primeira vez seu livro “A invasão vertical dos bárbaros” que trata da ocupação de uma nação pela destruição de sua cultura por uma cultura inferior. Passados 53 anos, esse fenômeno é um dos principais motivos para reflexão e preocupação dos brasileiros, com justificados reflexos na política nacional.

Ao mesmo tempo, os bárbaros locais não dizem dez palavras sem falar em luta. Exceto se querem esconder quem são por conveniência do marketing eleitoral. Herdaram o ânimo belicoso dos tempos da invasão horizontal. Em relação ao que expõem como suas causas, punhos cerrados, eles não as propõem, nem sustentam, nem escrevem, nem alardeiam, nem mobilizam. Eles lutam. A práxis é a luta. A vida é a luta. A frase não sai sem luta. Vem dela o ódio ao adversário. Aprenderam do adorado Che a ver “o ódio como fator de luta”. Não se constrangem, sequer, de torcer escancaradamente para que um inimigo do Brasil vença a eleição nos Estados Unidos se isso fizer mal, também, àqueles a quem odeiam. Só que claro, com a conivência do fã clube midiático, esse é um ódio do bem...

Percival Puggina (75), membro da Academia Rio-Grandense de Letras e Cidadão de Porto Alegre, é arquiteto, empresário e escritor.

sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Ao Tirano a quem a carapuça sirva


Artigo no Alerta Totalwww.alertatotal.net

Por Carlos Maurício Mantiqueira

É evidente que os ditadorzinhos de plantão , na segunda-feira dia 30, terão novos orgasmos com a decretação de “lockdowns” e outras medidas restritivas de nossa LIBERDADE.

Se o POVO NÃO REAGIR, MERECE SER ESCRAVO.

Se o GLORIOSO EXÉRCITO BRASILEIRO NÃO DESTITUIR E PRENDER TODOS OS BANDIDOS PREPOTENTES, SERÁ O SEU INFAME FIM !

Então, de minha parte vou MORRER pondo cobro em tal canalhice e este terá sido meu último artigo.

Isto não é uma ameaça. É UMA PROMESSA.

NEMO ME IMPUNE LACESSIT.







Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Paulo Guedes mais vivo que nunca


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

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Todo mundo, incluindo Jair Bolsonaro, tem a convicção de que o Presidente só disputa a reeleição com chances de vitória se a economia brasileira tiver um bom desempenho. Cansado de sofrer tantos ataques, o ministro da Economia, Paulo Guedes, iniciou uma contra-ofensiva, com declarações no melhor estilo popular do chefe Bolsonaro. O “Posto Ipiranga” fez uma dura cobrança ao Congresso Nacional:

"As reformas estão lá, vamos avançar. O grande desafio da classe política hoje é não permitir que se perca essa arrancada da economia. É uma recuperação cíclica, forte. Os dados de consumo de energia, diesel, a arrecadação, o emprego - tudo indica isso. Já é um fato que Brasil vai crescer 3% ou 4% em 2021 se nós não fizermos besteira. Se fizermos besteira, afunda de novo".

Paulo Guedes também alfinetou um crítico próximo (e que talvez ambicione seu cargo) – o presidente do Banco Central do Brasil. Guedes detonou: “O presidente Campos Neto sabe qual é o plano. Se ele tiver um plano melhor, peça ele qual o plano dele. Pergunta ele qual o plano dele para recuperar a credibilidade. O plano nós já sabemos qual é, nós já temos. Você acha que nós queremos privatizar ou estatizar empresa? Abrir economia ou fechar economia? Qualquer pessoa sabe qual o nosso plano. Agora, quem tiver sentindo falta de um plano econômico quinquenal, dá um pulinho ali na Venezuela, na Argentina. Ali está cheio de plano. O nosso plano é transformar a economia brasileira numa economia de mercado”.

 

Guedes não poupou a oposição que só critica, reclama e nunca apresenta solução, depois de ter levado a economia à bancarrota: “A Bolsa sobe todo dia e o ministro está sem credibilidade? Eu sempre aprendi que é o contrário. A economia está acelerada, a geração de empregos está acelerada, a Bolsa sobe todo dia. E os mesmos perdedores da eleição de sempre insistem na mesma narrativa desde o primeiro dia do governo”.

Guedes também não aceita críticas em relação à passividade do governo - e da equipe econômica - diante dos desafios para a saída da pandemia: "Contra os fatos não há argumentos. Contra os números não há narrativas que se sustentem. Nós trabalhamos e razoavelmente bem, para não dizer que fomos extraordinários ou excepcionais. O Brasil mostrou resiliência e eu dizia que o Brasil ia surpreender o mundo".

O Ministro da Economia chutou o balde: “Não peço elogios. Mas vocês deviam estar observando os fatos empíricos. Não se falou tanto em ciência, em fatos? Olhem os fatos, olhem o que foi feito antes. Nós entramos, fizemos a reforma da Previdência imediatamente, derrubamos os juros, economizamos agora mais R$ 300 bilhões com a reforma administrativa e mais de R$ 150 bilhões quando combinamos que não vai haver aumento de salários para o funcionalismo no meio da pandemia. Estamos fazendo coisas importantes”.

O negócio é aguardar para ver se os recados duros de Paulo Guedes vão surtir efeitos imediatos no mercado e na classe política. Certeza é que o discurso dele significa uma ofensiva do governo Bolsonaro para realizar as reformas e cumprir muitas das promessas da eleição de 2018. Parece que o governo parte para a pressão total no terceiro ano de administração. Bolsonaro e Guedes vão cobrar resultados dos acordos políticos firmados em 2020, não só para garantir a governabilidade, mas para viabilizar o destravamento das reformas essenciais para o Brasil.

A leitura do mercado tende a ser bem clara: Paulo Guedes está mais vivo que nunca. Quem morreu foi o craque Maradona. E se tudo der certo para Guedes, Bolsonaro tem tudo para não terminar como o argentino Macri... Segue o jogo da vida...



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Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 26 de Novembro de 2020.

Pé na bunda do Xing-Ling!


Artigo no Alerta Totalwww.alertatotal.net

Por Carlos Maurício Mantiqueira

Vivi o suficiente para ver a grosseria do embaixador da China no Brasil atacando nossa Soberania e, pior, a inação de nosso Ministro das Relações Exteriores diante do fato.

Sugiro ao excelentíssimo senhor Presidente da República que expulse o primeiro e demita o segundo.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Quem atrapalha a galinha voar?

 


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

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A galinha da economia brasileira bate asas tal qual águia garbosa. Só que o imponderável do covidão ainda amarra os pés dele, impedindo uma decolagem. Na crise estrutural de sempre da máquina estatal brasileira, a atividade econômica tenta crescer. Acontece que falta plástico, embalagem de papelão, algodão para confecção de roupa e material de construção – tudo caríssimo. Além disso, por falta de chuva, existe um risco de 15% a 30% de risco de racionamento de energia elétrica. Ah, o desemprego continua altíssimo...

Eis as incertezas para o começo de 2021. O pandemônio ainda é uma incógnita que afeta o psicológico das pessoas comuns (amedrontadas) e dos agentes do mercado (quase sempre instáveis emocionalmente). Os números assustam. A taxa de transmissão do novo coronavírus no Brasil nesta semana é a maior desde maio. O índice passou de 1,10, no dia 16 de novembro, para 1,30 no balanço divulgado pelo centro de controle de epidemias do Imperial College de Londres, no Reino Unido.

Além do comportamento da “pandemia” e da dificuldade na retomada da economia, o governo Jair Bolsonaro ainda calcula se dá para continuar (ou não) com o auxílio emergencial que teria turbinado a popularidade presidencial na classe média para baixo. Técnicos da equipe econômica não sabem como estender o pagamento do benefício sem furar o chamado teto de gastos, a regra que proíbe que as despesas cresçam em ritmo superior à inflação.

A Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão vinculado ao Senado, calcula que uma prorrogação do auxílio emergencial por mais quatro meses, considerando um valor de R$ 300, para cerca de 25 milhões de pessoas (beneficiários do Bolsa Família e quem perdeu o emprego por causa da pandemia) custaria aos cofres públicos cerca de R$ 15,3 bilhões extras. Atualmente, o auxílio é pago a 67,8 milhões de brasileiros.

A galinha tupiniquim sempre conta com o ovo na barriga dos outros. É a chegada da vacina... É a confirmação da derrota de Donald Trump e a vitória de Joe Biden e Kamala Harris na disputa presidencial dos EUA... É o comportamento da economia chinesa... É a eleição para a presidência da Câmara dos deputados entre algum apadrinhado pelo Rodrigo Maia e o candidato governista Arthur Lyra (processado por corrupção)... Enfim, é o cacete!

Sobrevivemos em momentos de muitas dúvidas e muitas dívidas. Muita gente pagando caro para ver... Nossas crises são diferentes... Continuamos excelentes em problemas e ruins em soluções... A gente vai levando... Mas tudo acontece depois do segundo turno eleitoral de domingo que vem (29 nov).  




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Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 25 de Novembro de 2020.

terça-feira, 24 de novembro de 2020

Crise decidirá quem é viável para 2022


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

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Os inimigos de Jair Messias Bolsonaro deveriam acordar para um fenômeno bem previsível: ele tem tudo para se transformar em um personagem do padrão de Getúlio Vargas. A diferença é que Bolsonaro tira proveito do fenômeno populista apenas sendo ele mesmo: um sujeito simples que cria, facilmente, identidade com seu eleitor fiel, ao mesmo tempo em que é odiado pela oligarquia e pela desgastada extrema esquerda.

Todo o trabalho feito midiaticamente para tentar desgastar a imagem de Bolsonaro fracassou e teve o efeito contrário. A crítica feita a Bolsonaro, na verdade, o torna mais forte e consolida a imagem dele como um Presidente que luta, como pode, contra inimigos poderosos que não o deixam trabalhar pelo povo brasileiro. Foi assim que Bolsonaro saiu bem da eleição municipal, já que os partidos centristas de sua base aliada (DEM e PP) elegeram a maioria de prefeitos e vereadores.

Bolsonaro é candidato fortíssima à reeleição. Só perde para ele mesmo e se houver um agravamento e descontrole da crise econômica. Bolsoanro ainda tem o desafio de cumprir várias promessas de campanha, como o ousado programa de privatizações e parcerias público-privadas que deveriam gerar recursos para investimentos diretos em infraestrutura, educação e saúde. Até agora, os planos do posto Ipiranga Paulo Guedes não decolaram completamente.

O Brasil tinha problemas estruturais graves antes da Covid 19. O pandemônio agravou o quadro que já era ruim. O lockdown equivocado, decretado por governadores e prefeitos, paralisou e desorganizou a atividade produtiva. A retomada é dificultada por problemas impensáveis, como falta de plástico e papelão para embalar produtos. O problema é agravado pelo modelo oligopolista da economia brasileira, junto com a máquina estatal perdulária que exige impostos cada vez mais caros pagos pelos cidadãos que ousam trabalhar e produzir.

O grande desafio dos brasileiros é diminuir o poder abusivo dos agentes do Estado sobre os cidadãos e empreendedores. A maior sacanagem da Era PT foi conceder monopólios aos seus empresários protegidos e patrocinadores, todos parceiros na corrupção sistêmica. O problema mais grave é que Bolsonaro, até agora, não desmontou essa máquina de moer a economia. A autocracia do Mecanismo segue ditando as ordens.

Se Bolsonaro não desmontar ou, no mínimo, neutralizar o Mecanismo, acabará inviabilizado. Na recomposição com a base aliada de centro, Bolsonaro se blindou do risco de impeachment. Mas como se aproxima do terceiro ano de mandato, precisa utilizar melhor a base de apoio para aprovar reformas essenciais. Ainda há tempo para isso. E o timming não pode ser desperdiçado.

Resumindo: O Presidente tem de agir contra a crise estrutural reduzindo o poder de fogo do Mecanismo. Isso definirá se ele é realmente viável para a reeleição em 2022.







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Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 24 de Novembro de 2020.

Lesmas e camaleões em mutação


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Gaudêncio Torquato

Quem sabe a semelhança entre a lesma e o camaleão? Aparentemente, quase nada, a não ser o fato de que ambos podem se arrastar pelo chão. Estudando atentamente as qualidades desses dois animais, identifica-se em ambos algo semelhante: a capacidade transformativa. O pequeno molusco, atingido por uma camada de sal, derrete e se transforma em água. O garboso lagarto, por sua vez, tem a capacidade de vestir as cores do ambiente em que se instala, saindo do verde das folhas para o marrom dos galhos secos com a maior facilidade. (P.S. Criança, em minha querida cidade de Luis Gomes-RN, eu sofria para descobrir em que galho se escondia o camaleão na tamarineira do saudoso comerciante Chico Pascoal. O bicho se confundia com os galhos).

Pois bem, esses dois transformistas foram os principais símbolos da campanha eleitoral, com centenas de candidatos, saindo líquidos das urnas, atingidos pelo sal grosso jogado pelo eleitor, enquanto outros, como camaleões sabidos, ganharam solidez porque vestiram o manto do momento, correndo atrás de um cidadão indignado, mudando o modo de agir, de se comportar e até tentando se desvincular de atos do passado e de perfis rejeitados. Os extremos do arco ideológico foram pouco acarinhados e o meio ocupado por gigantesco exército camaleônico.

A performance transformativa de candidatos ganha intensidade nesses dias que antecedem o segundo turno, até porque a disputa será entre dois, com maior exposição midiática e condições adequadas para o eleitor traçar paralelos, comparar estilos, promessas e compromissos. Pode-se prever candidatos negando feitos do passado, outros construindo relações ambíguas e funestas para adversários, patrocinadores tentando puxar seus afilhados para a sombra da árvore governamental.

Façamos pequeno exercício do que tentam alguns transformistas:

Bruno Covas tenta atrair votos conservadores e evangélicos, mas fugindo de eventual colagem na figura do presidente Bolsonaro. Sal neles, pensa Covas. Guilherme Boulos, por sua vez, afasta-se daquela figura que liderava os Sem Teto, invadindo propriedades, e agora tenta se esconder nos galhos da floresta da moderação. Mas faz campanha ao lado do PT, fato que acaba colando sua imagem ao petismo, cuja rejeição em São Paulo é alta. Que cor adotar? A cor da jovialidade, coragem, inovação, mudança. Signos que atraem jovens, grupos das artes e da cultura, eleitores racionais.

E que transformações serão necessárias ao PT? Pergunta que angustia Lula, o manda-chuva; Gleisi, a presidente da sigla e José Dirceu, que ainda veste o manto de velho guerrilheiro. Como se viu, nessa campanha o PT recebeu forte camada de sal grosso, que derreteu partes de seu território eleitoral. Por isso, os maiorais do partido vão buscar refúgio nas frentes da formação de líderes, renovação de quadros, ensaios pela tangente ideológica. Sofrerão com a tentativa de ressurreição da luta de classes, resgate do refrão “a esperança venceu o medo” ou mesmo a necessidade do Estado paquidérmico e gastador.

Bolsonaro e suas redes, incluindo o chamado gabinete do ódio, continuam a fazer as contas de ganhos, perdas e danos. Ganhos? Um aqui, outro ali. De mais de 70 candidatos com o sobrenome Bolsonaro, só o filho Carlos se elegeu vereador, tendo boa votação, mas com 35 mil votos a menos do que recebeu na campanha de 2016. Nem sua mãe, Rogéria, foi eleita. As redes jogam sal na campanha, insinuando fraude. Coisa de Trumpiniquim, como diria o jornalista Eugênio Bucci. E como agir agora no 2º turno? Bolsonaro não consegue tirar das mangas carta milagrosa.

O governador João Doria continuará a se esconder nas tamarineiras paulistanas, apenas no espaço eleitoral, articulação combinada com Bruno. Mas descortinará o amplo palco onde ocorrerá a vacinação em massa da população, eis que os primeiros lotes da coronavac já chegam a São Paulo. Vez ou outra despeja sobre Bolsonaro um carga de sal em retribuição ao que o presidente lhe manda.

Não são poucos os que olham para o poderoso (?) ministro Paulo Guedes. Ele estaria mais para camaleão ou para lesma? Para o primeiro, a não ser que a economia entre em frangalhos e ele seja derretido pela cachoeira presidencial. Espera em seu confessionário feridos e vitoriosos, cada qual querendo aumentar sua fatia do bolo orçamentário. Mas a preocupação do ministro é com seus colegas gastadores.

Em suma, e agora, José, o que fazer? As lesmas que se derretem diante do sal, perdendo identidade, serão castigadas? E os camaleões políticos, que mudam de cor, chegarão ao pódio do segundo turno? 

Gaudêncio Torquato, jornalista, é professor titular da USP, consultor político e de comunicação Twitter@gaudtorquato

O Compliance partidário e sua importância para o Brasil


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Eduardo Tardelli

Estamos em época eleitoral e, mais do que nunca, um dos assuntos mais comentados e que está entre as principais preocupações do brasileiro (o eleitorado) segue sendo a corrupção, seguida de questões como saúde, educação, transporte e segurança, que sempre estão no ranking dos temas mais discutidos pelos cidadãos.

Nesse sentido, como defensor de práticas de compliance, chamo a atenção para a importância da gestão de riscos e governança corporativa na gestão pública, sendo um dos principais pilares para o combate a corrupção na esfera política. Afinal, os prejuízos que o povo sofre por isso são enormes - os milhões desviados poderiam ser reaplicados no SUS, em salários pagos aos professores, na manutenção das salas de aula, entre outras opções.

No universo corporativo, os gestores já estão vendo o compliance como aliado. Entendendo que a política partidária é comparável à lógica de mercado, ou seja, os partidos se assemelham às empresas, ofertando produtos (candidatos) aos seus consumidores (eleitores) com o intuito de cumprir as necessidades dos indivíduos, por meio da administração pública. A partir dessa visão, faz todo sentido que essas ações sejam aplicadas também nos partidos políticos, representantes da soberania popular e do regime democrático.

Ética, normas, segurança, transparência e boas condutas são características fundamentais de um programa de compliance capazes de auxiliar esses grupos públicos em sua atividade principal de defender os direitos fundamentais definidos na Constituição Federal. Além da sua principal função de garantir o cumprimento das leis e normas, uma estrutura de compliance pode trazer ao nosso país uma nova maneira mais transparente e idônea de operar a política vigente.

No Senado, já está em análise um Projeto de Lei (número 60) que obriga a todos partidos a implementarem essa metodologia, além de um programa de integridade e de gestão de riscos. Se for realmente adotada, será preciso investir tempo, esforço e dinheiro a fim de se adequar às novas normas que, futuramente, trarão bons frutos para a sociedade como um todo.

Mas, independente de leis, é importante ao cidadão cobre movimentos partidários que busquem revisão ou implementação de um Código de Conduta dos políticos; a adoção de práticas de transparência (checagem de terceiros, auditorias, investigações internas, entre outras); canais de denúncias ativos e eficazes; controles mais severos em demonstrações financeiras e contábeis; e treinamentos e conscientização de todos sobre essa nova cultura de compliance.

Por fim, nos dias de hoje, a ética e transparência são assuntos levados bastante a sério pela população. Portanto, ao investir em um programa com essa metodologia é possível demonstrar que os partidos se preocupam com a boa conduta e o combate à corrupção no país, obtendo uma certa vantagem competitiva frente a outros. O entendimento e a aplicação correta, com certeza, serão a melhor propaganda para esses políticos.

Cada vez, fica mais claro que o segmento precisa mudar sua estrutura para garantir uma atuação que, de fato, faça a diferença na vida das pessoas. Mas, é preciso, inicialmente, começar de dentro para a fora, garantindo a idoneidade dos partidos, para que isso reflita em médio e longo prazo no governo. Por isso, o compliance partidário é uma ótima solução para começarmos uma transformação positiva no universo político brasileiro.


Eduardo Tardelli é CEO da upLexis, empresa de software que desenvolve soluções de busca e estruturação de informações extraídas de grandes volumes de dados (Big Data) extraídos da internet e outras bases de conhecimento.

segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Esquerda em simbiose com o Crime


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

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Crime Organizado é a associação delitiva entre políticos, empreendedores e servidores públicos para aparelhar a máquina estatal e “roubar” recursos da sociedade. O fenômeno precisa ser mais correta e intensamente estudado por aqueles que lutam para melhorar o Brasil. Até porque Crime e Ideologização caminham juntos.

É difícil entender o que se passa pela cabeça dos políticos brasileiros. Aproveitam-se da Pandemia do COVID-19, tentam politizar questões científicas e de saúde. Ajudaram a produzir insegurança e medo na população, aplicando receitas de Engenharia de Controle Social. Só que o grande crime da politicagem é ainda mais grave.

 

O componente político brasileiro tem uma característica medíocre. As siglas partidárias não significam nada. Talvez nunca significaram. Mas o fato assustador é como a esfera política forma uma associação delituosa com a bandidagem. No Brasil, o crime organizado é a estrutura central de ligação mais poderosa entre grupos políticos que fingem serem distintos e diferentes.

A única diferença está na forma como os grupos políticos interagem e se beneficiam do crime organizado. Mais descaradamente que uma direita ainda incipiente e envergonhada a esquerda brasileira tem utilidade para o crime organizado, na medida em que busca incansavelmente transformar desde crimes banais a crimes de corrupção em fatos políticos e sociais.

Como explicar tais comportamentos. Bom, talvez a ciência e os estudos sobre viciados comportamentos possam nos ajudar. Como explicar ou como entender a forma como os movimentos de esquerda no Brasil atuam de forma tão emotiva, complacente e até mesmo conivente com organizações criminosas, atuantes na política ou praticantes do mais puro banditismo?

A militância se confunde com a “meliância”. A esquerda brasileira atua com plena convicção na politização de atos criminosos, buscando fornecer a estes atos fora da lei uma roupagem fantasiosa de bandeira política ou social. Bandeiras de luta ideológica fazem apologia ao crime, ou se aproveitam de crimes para construir narrativas ideológicas.

Para essa mesma esquerda brasileira, um crime horrível como o praticado por seguranças do supermercado Carrefour em Porto Alegre se transforma em uma oportunidade de inventar a tese que a direita está transformando o Brasil em um país no qual o racismo é estrutural ou está sendo institucionalizado. Ainda bem que as imagens de câmeras de segurança comprovaram que João antes agrediu um segurança que, erradamente, respondeu com excesso de violência ainda maior.

Essa mesma esquerda que inventa narrativas se cala covarde e convenientemente quando uma criança negra é assassinada no RJ por traficantes negros, na famigerada guerra entre gangues das “comunidades”. Essa mesma esquerda tenta caracterizar como “conflitos sociais” as barbáries diárias praticadas pelas diversas facções criminosas do tráfico no Brasil. Essa mesma esquerda, na época de eleições, se aproveita de parcerias com os comerciantes de drogas para fazer politicagem nas zonas de pobreza.

A sociedade brasileira precisa ter a coragem de reconhecer que ocorreu, nas três últimas décadas, uma relação de simbiose entre os movimentos políticos de esquerda no Brasil e o crime organizado. Segundo definições genéricas, podemos definir a simbiose como uma associação a longo prazo entre dois organismos de espécies diferentes. A relação pode ser benéfica para ambos os indivíduos envolvidos ou não.

A esquerda brasileira é complacente, leniente e fraterna com o crime organizado. Inclusive com os grandes grupos criminosos que atuam no narcotráfico e na dominação exercida nas áreas carentes pelos traficantes ou por seus falsos opositores, os milicianos (policiais e ex-policiais que exploram negócios a partir do seu “poder de segurança”.

Conforme já documentado em escutas telefônicas de inquéritos judiciais, o crime organizado também defende estrategicamente a necessidade de ajudar a esquerda brasileira a chegar ao poder. Áudios de diversos líderes do PCC já comprovaram como são estreitas as parcerias com os políticos. Assim, a esquerda brasileira e o crime organizado, em sua simbiose, se ajudam e se beneficiam mutuamente. Já devemos considerar como uma relação de quase dependência entre invasor e hospedeiro.

Ora a esquerda se transforma em um hospedeiro para o crime organizado, ora o crime organizado é o hospedeiro que alimenta, organiza, financia e ajuda a esquerda brasileira. Dessa união duradoura e de efetivo benefício mutuo, surge praticamente uma nova identidade, um novo ser, um SIMBIONTE.

Os SIMBIONTES formam um vínculo simbiótico com seus hospedeiros, por meio do qual uma única entidade é criada. Eles também são capazes de alterar ligeiramente a personalidade de seus hospedeiros e / ou memórias influenciando seus desejos e vontades mais sombrios. Definição corrente na web. A Ciência Política deveria estudar o fenômeno.

Precisamos urgentemente debater, entender e analisar esta SIMBIOSE. Ou, a todo momento, seremos vítimas de narrativas perversas, promovidas por falsos idealistas, com hipócritas bandeiras humanitárias que distorcem fatos, promovem badernas e levam o embate político para o formato “nós contra eles” (ou eles, os fascistas, contra nós, a esquerda boazinha que é parceira da bandidagem).

Combater o crime organizado no Brasil, acabar com a corrupção passa obrigatoriamente por despolitizar atos criminosos, de todas as espécies. Um crime é simplesmente um crime. Assim deve funcionar o Império da Lei, que é a base da Democracia – a Segurança do Direito Natural.

A esquerda corrompe e usa uma suposta narrativa democrática para chegar ao poder e, quando lá se instala, só respeita as leis quando e se lhe convém. Aparelha a máquina pública e a coloca a serviço dos grupos criminosos que a financia para chegar ao poder. Eis o círculo vicioso do Crime.

Resumindo: A esquerda brasileira se transformou em um movimento político SIMBIONTE, no qual atua em completa sintonia e harmonia com o crime organizado. Só resta saber quem leva mais vantagem na parada: a politicagem ou a bandidagem majoritariamente impune e cada vez mais ousada na delinquência?

Releia: O Racismo da Esquerda Doida

Reveja, também: Bolsonaro permanece fenômeno





Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. 


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Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 23 de Novembro de 2020.