quinta-feira, 12 de novembro de 2020

A hora e a vez do Serviço Cívico-Militar


Artigo no Alerta Total –
www.alertatotal.net

Por Fábio Chazyn

Como perguntou um jornalista brasileiro, será que chegou a vez dos panacas a sugerirem como tirar a vaca-do-brejo?

De fato, não se pode esperar que quem criou o problema seja o mesmo que vai resolvê-lo.

Este episódio do coronavirus é ilustrativo.

Os apelos patéticos à população para salvar vidas foi desastroso. É claro e natural que o que a gente faz desde que nasce nada mais é do que preservar a vida. Chega a ser acintoso ter que ouvi-los. Nas atuais circunstâncias este apelo foi mais perto do campo da demagogia do que do da compaixão e do altruísmo, porque a essência da demagogia é a irresponsabilidade e a enganação motivada pelo egoísmo de quem a pratica.

Além disso, nesse caso, a irresponsabilidade dos demagogos-de-plantão em desprezar os impactos dessa chantagem sentimental na economia acabou indo longe demais. Se já tínhamos uma enorme multidão desempregada e subempregada, agora o problema ficou muito pior. Vamos ter que contar com líderes lúcidos, patriotas e corajosos capazes de fazer, desse limão, uma limonada.

Ainda bem que ainda há alguns deles no nosso cenário político atual. É o caso do candidato à prefeitura de São Paulo, Márcio França e seu projeto de recrutamento para o serviço cívico-militar cujo soldo é financiado com o que se gasta com os burocratas-parasitas (perdão pelo pleonasmo) no serviço público.

O projeto do Márcio França aplicado nacionalmente poderia ter um impacto muito maior e, por que não dizer, poderia ajudar a recuperar a enorme população dos encarcerados que nem sabem porque estão lá, pois não lhes foi dada a oportunidade da noção civilizatória da distinção entre o bem e o mal.

Chegamos a uma situação em que só uma educação civil-militar rigorosa pode resgatar a enorme população em processo de total marginalização no País inteiro.

Com Trump ou sem Trump, com Bolsonaro ou sem Bolsonaro, o processo de globalização vai seguir implacável com o subproduto da especialização das economias nacionais e o desemprego em massa.

Parece que de fato não há alternativa de política social e econômica, senão o recrutamento civil-militar em massa. Para as nossas crianças é melhor ser soldadinho do que aviãozinho! É a única solução viável para enfrentar as milícias que estão se organizando espontaneamente no vácuo político criado pelo processo de urbanização caótica.

A experiência proposta pelo Márcio França acabou com a violência e lhe rendeu recondução ao cargo de prefeito da primeira cidade do Brasil, São Vicente, no litoral do Estado de São Paulo. Virou um paradigma e um sopro de esperança para o País.

Se ele lograr a sua investidura agora na cidade de São Paulo, que é a caixa-de-ressonância do Brasil, pela sua importância social e econômica, pode servir como Projeto-Piloto para ser replicado País afora.

Não podemos esperar que os panacas tragam a palavra. Vamos dar um voto de confiança para aqueles que já provaram que a tem!

Fabio Chazyn, autor dos livros “Consumo Já! Projeto Vale-Consumo” – 2ª edição (2020) https://clubedeautores.com.br/livro/consumo-ja e “O Brasil Tem Futuro? Projeto A.N.O.R. – Inteligência Artificial Coletiva” (2020)   https://clubedeautores.com.br/livro/o-brasil-tem-futuro

Um comentário:

Rinaldo dos Santos disse...

A massificação (temporária) do Serviço Militar poderia atingir até 10 milhões de recrutas, a serem utilizados em obras de Engenharia, Assistência Social, etc. Os "fardados" estariam ajudando a nação, sim, de verdade. Muito mais que os parasitas da "Casta Política Hereditária", que é o cancro da Democracia, transformando-a numa Cacocracia. O livro "Os Sertaníadas" (500 Anos de Hipocrisia na História do Brasil) (Amazon) diz o mesmo. Também o livro "As Alegres Comadres do Brasil" (Amazon) diz o mesmo sobre o uso das Forças Armadas. Já passou da hora de usar - corretamente - o poderio social das Forças Armadas, para reduzir a desigualdade social do Brasil - e dar um bom exemplo para o mundo. Rinaldo dos Santos