sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Apelo de boca de urna


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Percival Puggina

Seria repetitivo introduzir o tema deste artigo mencionando as diferenças entre política municipal, estadual e nacional. A política da “polis” ocorre num espaço de proximidade e conhecimento entre eleitos e eleitores que proporciona decisões de voto com nível superior de informação. Se isso não significar escolhas mais acertadas, não será por culpa do sistema e, sim, por descaso do cidadão em relação às suas responsabilidades cívicas.

Daqui a três dias estarão abertas as seções de votação em 5570 municípios brasileiros para escolha de prefeitos e vereadores. De cada mil eleitores, 3,6 são candidatos a vereador em seus municípios, totalizando 540 mil aspirantes à vereança municipal. Há 58 mil cadeiras aguardando seus futuros ocupantes. São dados que sinalizam a existência de um numeroso poder local, disperso e subutilizado. Essa força política só será acionada desde fora do âmbito municipal quando vereadores e seus suplentes mais votados forem cortejados pelos pretendentes a mandatos eletivos nas eleições de 2022. Eles são os principais “cabos eleitorais” das eleições estaduais e da eleição presidencial.

Aí está, então, meu assunto para este artigo. Estes dois últimos anos me convenceram de que a aclamada “vitória eleitoral de conservadores e liberais no pleito de 2018” não aconteceu. A esquerda perdeu espaço, sim, mas essa derrota não apresentou qualquer evidência significativa nos parlamentos do país. Cabe então indagar a todos nós, cidadãos com o pé no chão da nossa cidade, o que fizemos até este momento para favorecer a eleição de prefeito e vereadores comprometidos com princípios e valores conservadores e liberais?

Tais valores e princípios não chegarão a Brasília se, antes, não existirem na nossa rua, no nosso bairro, nas nossas Câmaras Municipais.

Nos próximos dois anos, precisaremos ter organizado, em escala nacional, um movimento conservador/liberal, juntos ou independentes, que efetivamente o sejam. Nossa agenda para o horizonte de 2022 deve incluir o expurgo, pelo voto popular, dos aproveitadores do ambiente político de 2018 e sua substituição por políticos preparados para promover as reformas de que a nação está tão carente.

A “grande renovação” ocorrida em 2018 no Congresso Nacional redundou em mais do mesmo. Passados dois anos, nem a prisão após condenação em segunda instância foi aprovada! Nenhum processo de impeachment de ministros do STF tramitou! Nenhum uso abusivo de recursos públicos para partidos políticos foi abolido! Nenhuma privatização teve consistente apoio parlamentar! Foi muito o bem que se deixou de fazer e muito, também, o mal feito.

Por isso, formulo aqui meu apelo de boca de urna. Domingo, 15 de novembro, elejamos conservadores e liberais. Depois, olhos postos na eleição de 2022, mobilizemo-nos de modo permanente com esses agentes políticos. Que a futura eleição nacional reflita, de fato e de direito, os anseios de uma nação que terá aprendido com os próprios erros.

Percival Puggina (75), membro da Academia Rio-Grandense de Letras e Cidadão de Porto Alegre, é arquiteto, empresário e escritor.

3 comentários:

Anônimo disse...

Voto nulo. Nada muda; nada mudará.
Não creio q haja corrupção nas 5.600 câmaras municipais.tampouco, creio qa máquina toda deveria ser modificada. Nenhum fp deveria ganhar mais q 2 sm em início d carreira e uns 10, no máximo, ao final. Vemos alunos em palacetes e drs em contêineres (invertemos isso). Muitos sobrenomes semelhantes...muitos favores... Não vejo tb repórteres e entrevistadores famosos q galgam prestígio homenageando instituições e determinados çeres. Todos estão montados nos ombros d desvalidos e com a vida gamha. E há os q macomunados vivem.

Anônimo disse...

Hahahahah. Verdade. Compreendi. TB voto nulo sempre. Há donos do poder q não.saem e nem morrem... Impressionante.

Anônimo disse...

Não e motivo de orgulho votar nulo, porque isso representa escolher se cancelar politicamente (desaparecer como cidadão para não incomodar o poder).
É urgente criar um partido conservador com compromisso de chegar ao poder, porque, quando os candidatos do segundo turno são ambos socialistas, o católico consciente vota nulo (não pode ajudar o comunismo nem a maçonaria). Com o cancelamento da atuação do cidadão católico, se facilita a vinda do anticristo.