domingo, 29 de novembro de 2020

Obrigados a crer no dogma do voto eletrônico


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

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Domingão de obrigação. Somos obrigados a votar em 77 cidades que deixaram para escolher seus prefeitos em segundo turno. Mas o mais grave é que também somos compulsoriamente obrigados a aceitar o resultado final da votação eletrônica, sem o direito elementar a uma conferência por meio físico. (não confunda com o impresso, que sairá caríssimo, e complica algo que pode ser simples).

O “mais pior” é que temos de aceitar esse dogma imposto pela “Justiça” Eleitoral – que não aceita debater o aprimoramento do pós-moderno sistema eleitoral brasileiro. Para mostrar como a coisa pode ficar ainda mais ruim, hiperultrapéssima, a quase maioria esmagadora da classe política também não demonstrar interesse pela segurança e transparência total do voto, combinando dedada eletrônica com auditoria 100% pelo voto físico.

No discurso arrumadinho do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, supremo magistrado Luis Roberto Barroso, teremos mais uma eleição ultrassegura e com resultado hiperrápido, horas depois de encerrada a votação eletrônica. O problema é quando a gente lê notícias de hackers invadindo os sistemas do judiciário, capturando dados e até comemorando com imagem do diabo – como aconteceu agora com o TRF-1 e, pouco tempo atrás, com o STJ.

Oficialmente, jura-se e nos obrigam a acreditar que nada parecido tem chance de acontecer com o sistema da “Justiça Eleitoral”. A crédula Velhinha de Taubaté acredita, piamente, que os deuses do Judiciário conseguem proteger todo o sistema da urna eletrônica, da dedada, passando pelo boletim da urna, até a totalização final nos supercomputadores caríssimos, em uma sala de acesso quase secreto no TSE, em Brasília. Será que os hackers também acreditam que tudo é completamente seguro?

A imposição do dogma da segurança total do sistema eletrônico de votação não encerra a novela Segurança Digital versus Segurança Jurídica. O Brasil precisa, com certeza absoluta, aprimorar seu modelo de votação – que tem uma inegável vantagem inovadora. No País em que todo mundo está habituado a jogar nas loterias da Caixa (ou em até em modalidades contraventoras como o jogo do bicho), é fácil adotar um sistema simples e nem tão caro.

O cidadão vota em uma cédula de papel. Passa o voto em um scaner ligado à urna eletrônica. A intenção aparecerá na telinha. Conferindo e garantindo se está tudo certo, o eleitor dá a dedada de confirmação. Em seguida, deposita o papel em outra urna. Tudo diante dos olhos fiscalizadores dos mesários. No final, o boletim eletrônico da urna tem de coincidir com a contagem do papel. Tudo certo, eleição totalmente limpa. Para que pressa na divulgação do resultado? Tudo só seria informado depois da conferência coincidente entre o eletrônico e o físico. Fraudes seriam impossíveis, ou com chance reduzida a praticamente zero.

Infelizmente, ainda estamos longe dessa transparência total e segurança no modelo eleitoral. Lamentavelmente, somos obrigados a votar e a acreditar no dogma do resultado eleitoral honesto e seguro imposto pela tal “Justiça Eleitoral”. Políticos com um mínimo de responsabilidade deveriam comprar a briga pelo aprimoramento do sistema eleitoral brasileiro. É uma vergonha que os partidos não discutam o assunto com seriedade. O Presidente Jair Bolsonaro, que sempre reclama da lisura dos resultados eleitorais, bem que poderia liderar uma discussão séria e responsável sobre o assunto. Esquece essa porcaria do voto impresso... Uma ideia infeliz e caríssima, para fazer a recontagem de apenas 3% dos votos, por amostragem... Isto não presta... Tem de ser 100%, ou nada...

Enquanto nada acontece, vamos à dedada obrigatória com a crença, também compulsória, de que o resultado sairá com a máxima segurança e honestidade, mesmo sem a possibilidade de auditoria e conferência física de 100% dos votos. Quem garante que o fato do voto não cai no fake? A “Justiça Eleitoral”, simbolizada na imagem da Velhinha de Taubaté peladona, jura que tudo é certo e seguro.

Então, tá... Viva o dogma eleitoral tupiniquim! Só não reclama se a abstenção tem sido recorde a cada eleição...





Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. 


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Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 29 de Novembro de 2020.

6 comentários:

Anônimo disse...

Meu Deus. Quanta estupides

Sérgio Alves de Oliveira disse...

Trocando tudo em "miúdos": é a palavra do TSE,e dos seus "computadores",é que valem,nada mais.E fico impressionado com a extrema covardia dos "folgados" militares e do seu "Comandante Supremo" (Bolsonaro),os únicos que teriam poderes,previstos na Constituição, de acabar com essas "maracutaias" eleitorais,e não o fazem.

Sérgio Alves de Oliveira disse...

Trocando tudo em "miúdos": é a palavra do TSE,e dos seus "computadores",é que valem,nada mais.E fico impressionado com a extrema covardia dos "folgados" militares e do seu "Comandante Supremo" (Bolsonaro),os únicos que teriam poderes,previstos na Constituição, de acabar com essas "maracutaias" eleitorais,e não o fazem.

ELISEU disse...

POESTA EPOR OUTRAS NUNCA VOTEI E JAMAIS VOTAREI...PORQUE UM ENG POR EXEMPLO PARA INGRESSAR NUMA EMPREZA TEM DE SER SUBMETIDO A VARIAS QUESTÕES DE CONHECIMENTO CURRICLUM PSICOLOGO DIGNIDADE E CONHECEDOR DE SUA FUNCÃO E O MAIOR CARGO DO PAIS ATÉ UM CACJACEIRO PODE SER ELEITO PELA OBRIAGAÇÃOO DE VOTO E GOGÓ PARA ESTE POVO IDIOTA QUE É O BRASILEIRO ..ACORDA BRASILO VOATAR É COMPRAR FERA PARA SER MORDIDO

ELISEU disse...

ALEM DO QUE ACABA COM A DA SAFADEZA DO STE QUE SÃO QUASE TDOS DO MISERAVEL STF BANDIDOS LADRÕES COMISSIONADOS ECUDADOS PELA CAPA DE VAMPIRO.

Anônimo disse...

Será q usam e se beneficiam da máquina? Tudo arquitetado, acho. Brtem q se acordar. Mas não vai, infelizmente.