quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Quem atrapalha a galinha voar?

 


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

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A galinha da economia brasileira bate asas tal qual águia garbosa. Só que o imponderável do covidão ainda amarra os pés dele, impedindo uma decolagem. Na crise estrutural de sempre da máquina estatal brasileira, a atividade econômica tenta crescer. Acontece que falta plástico, embalagem de papelão, algodão para confecção de roupa e material de construção – tudo caríssimo. Além disso, por falta de chuva, existe um risco de 15% a 30% de risco de racionamento de energia elétrica. Ah, o desemprego continua altíssimo...

Eis as incertezas para o começo de 2021. O pandemônio ainda é uma incógnita que afeta o psicológico das pessoas comuns (amedrontadas) e dos agentes do mercado (quase sempre instáveis emocionalmente). Os números assustam. A taxa de transmissão do novo coronavírus no Brasil nesta semana é a maior desde maio. O índice passou de 1,10, no dia 16 de novembro, para 1,30 no balanço divulgado pelo centro de controle de epidemias do Imperial College de Londres, no Reino Unido.

Além do comportamento da “pandemia” e da dificuldade na retomada da economia, o governo Jair Bolsonaro ainda calcula se dá para continuar (ou não) com o auxílio emergencial que teria turbinado a popularidade presidencial na classe média para baixo. Técnicos da equipe econômica não sabem como estender o pagamento do benefício sem furar o chamado teto de gastos, a regra que proíbe que as despesas cresçam em ritmo superior à inflação.

A Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão vinculado ao Senado, calcula que uma prorrogação do auxílio emergencial por mais quatro meses, considerando um valor de R$ 300, para cerca de 25 milhões de pessoas (beneficiários do Bolsa Família e quem perdeu o emprego por causa da pandemia) custaria aos cofres públicos cerca de R$ 15,3 bilhões extras. Atualmente, o auxílio é pago a 67,8 milhões de brasileiros.

A galinha tupiniquim sempre conta com o ovo na barriga dos outros. É a chegada da vacina... É a confirmação da derrota de Donald Trump e a vitória de Joe Biden e Kamala Harris na disputa presidencial dos EUA... É o comportamento da economia chinesa... É a eleição para a presidência da Câmara dos deputados entre algum apadrinhado pelo Rodrigo Maia e o candidato governista Arthur Lyra (processado por corrupção)... Enfim, é o cacete!

Sobrevivemos em momentos de muitas dúvidas e muitas dívidas. Muita gente pagando caro para ver... Nossas crises são diferentes... Continuamos excelentes em problemas e ruins em soluções... A gente vai levando... Mas tudo acontece depois do segundo turno eleitoral de domingo que vem (29 nov).  




Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. 


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Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 25 de Novembro de 2020.

7 comentários:

Loumari disse...

Está aqui escrito: Na crise estrutural de sempre da máquina estatal brasileira, a atividade econômica tenta crescer. Acontece que falta plástico, embalagem de papelão, algodão para confecção de roupa e material de construção – tudo caríssimo.


OBS: Está você falando a sério? E por quê falta plástico no mercado brasileiro sendo Brasil um dos mais importante explorador na indústria do petróleo com gigantes reservas de petróleo? Plástico é principalmente fabricado a base do petróleo.
Falta papelão? É isso possível para um país com gigantes florestas?
Falta algodão? Um país exibido como o celeiro do mundo com gigantes áreas de cultivos e com o clima mais favorável para a agricultura no planeta? É mesmo possível que haja neste país penúria de algodão?
Ah! é verdade, que tudo é culpa da esquerda que parou de trabalhar. E como a direita brasileira é composta de mãos tão finas, tão frágeis para trabalhar, tudo parou.
Os únicos campos de cultivos e quase maior parte da produção agrícola no Brasil são pertencentes aos chineses. Tudo o que os investimentos chineses produzem, parte para China onde são processados e depois reintroduzidos no Brasil como produto importado.
Tudo isso é culpa de Lula.

Anônimo disse...

VAI VOAR PARA A CADEIA. A DUPLACHUMBINHO E PÓRVA SECA QUER É VER O POVO NA MISÉRIA... ESTÁ NA HORA DOS FDPS QUE COLOCARAM ESSES ASSALTANTES MAFIOSOS LÁ NO PODER TENTAREM NO MINIMO FAZER COM QUE ELES VIREM HOMEM, POIS SÃO 2 MARICAS ABAITOLADOS...

aparecido disse...

Galinha ?? onde ?? pelo preço do milho a galinha já morreu de fome... e dizem por ai que não existe a história de Adão e Eva na China porque a serpente foi entregar a maçã para a Eva e esta jogou a maçã fora e matou e fritou a cobra...e os dois comeram juntos...

Vanderlei Lux disse...

E aí Serroso?

Viste que a dupla Nhonho-Batoré conseguiu emplacar a questão da sua própria reeleição no plenário do STF?

A-DI-VI-NHA quem é o relator?

Ele mesmo! O sapão! O maior rasgador de CF do bananal.

Não te falei mais de 1000x (exagerando, claro!) que o BOZO-NAURO ia apoiar a reeleição da dupla de gordões? A jogadinha com o tal Lyra, o "abraço" lá na casa do Tóffoli, kkkkk

E la nave vá!

P.S.: Zum-zum-zum de corredores dizem que essa é a última década desse mundo.

Loumari disse...

PAPA FRANCISCO - Domingo, 22 de Novembro de 2020

ANGELUS

Praça São Pedro

Prezados irmãos e irmãs, bom dia!

Hoje celebramos a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, com a qual se encerra o ano litúrgico, a grande parábola em que se revela o mistério de Cristo: todo o ano litúrgico. Ele é o Alfa e o Ómega, o início e o cumprimento da história; e a liturgia de hoje concentra-se no “ómega”, ou seja, na meta final. O sentido da história compreende-se, mantendo diante dos olhos o seu ápice: o fim é também a finalidade. E é precisamente isto que Mateus faz, no Evangelho deste domingo (25, 31-46), colocando o discurso de Jesus sobre o juízo final no epílogo da sua vida terrena: Ele, que os homens estão prestes a condenar, é na realidade o Juiz supremo. Na sua morte e ressurreição, Jesus mostrar-se-á como Senhor da história, Rei do universo, Juiz de todos. Mas o paradoxo cristão é que o Juiz não se reveste de realeza temível, mas é um Pastor cheio de mansidão e misericórdia.

Com efeito, nesta parábola do juízo final, Jesus serve-se da imagem do pastor. Usa as imagens do profeta Ezequiel, que falara da intervenção de Deus a favor do povo, contra os maus pastores de Israel (cf. 34, 1-10). Eles eram cruéis e exploradores, preferindo apascentar-se a si próprios e não o rebanho; por isso, o próprio Deus promete cuidar pessoalmente do seu rebanho, defendendo-o das injustiças e dos abusos. Esta promessa de Deus ao seu povo realizou-se plenamente em Jesus Cristo, o Pastor: Ele próprio é o Bom Pastor. Ele mesmo diz de si: «Eu sou o Bom Pastor» (Jo 10, 11.14).

Na página do Evangelho de hoje, Jesus identifica-se não só com o rei-pastor, mas também com as ovelhas perdidas. Poderíamos falar como de uma “dupla identidade”: o rei-pastor, Jesus, identifica-se também com as ovelhas, ou seja, com os irmãos mais pequeninos e necessitados. E assim indica o critério do juízo: ele será assumido com base no amor concreto, concedido ou negado a essas pessoas, porque Ele próprio, o juiz, está presente em cada uma delas. Ele é juiz, Ele é Deus-homem, mas Ele é também o pobre, está escondido, encontra-se presente na pessoa dos pobres, que Ele menciona precisamente ali. Jesus diz: «Em verdade vos digo, todas as vezes que fizestes (ou deixastes de fazer) isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim que o fizestes (ou deixastes de fazer)» (vv. 40.45). Seremos julgados sobre o amor. O julgamento será sobre o amor. Não sobre o sentimento, não: seremos julgados sobre as obras, sobre a compaixão que se faz proximidade e ajuda atenciosa.

Loumari disse...

PAPA FRANCISCO - Domingo, 22 de Novembro de 2020

Aproximo-me de Jesus presente na pessoa dos doentes, dos pobres, dos sofredores, dos prisioneiros, de quantos têm fome e sede de justiça? Aproximo-me de Jesus ali presente? Esta é a pergunta de hoje!
Portanto, no fim do mundo, o Senhor passará em revista o seu rebanho, e fá-lo-á não só da parte do pastor, mas também da parte das ovelhas, com as quais Ele se identificou. E perguntará: “Foste um pouco pastor como Eu?”. “Foste pastor de mim, que estava presente naquelas pessoas necessitadas, ou ficaste indiferente?”. Irmãos e irmãs, tenhamos cuidado com a lógica da indiferença, com o que nos vem imediatamente ao pensamento: olhar para o outro lado, quando vemos um problema. Recordemos a parábola do Bom Samaritano. Aquele pobre homem, ferido por salteadores, atirado ao chão, entre a vida e a morte, estava lá sozinho. Passou um sacerdote, viu e foi-se embora, olhou para o outro lado. Passou um levita, viu e olhou para o outro lado. Perante os meus irmãos e irmãs necessitados, fico eu indiferente como este sacerdote, como este levita, e olho para o outro lado? Serei julgado sobre isto: sobre o modo como me aproximei, como olhei para Jesus presente nos necessitados. Esta é a lógica, e não sou eu que o digo, é Jesus que o diz: “O que fizeste a este, a esse, àquele, foi a mim que o fizeste. E o que não fizeste a este, a esse, àquele, deixaste de o fazer a mim, porque Eu estava lá!”. Que Jesus nos ensine esta lógica, esta lógica da proximidade, do aproximar-se d'Ele com amor, na pessoa dos que mais sofrem.

Peçamos à Virgem Maria que nos ensine a reinar no servir. Nossa Senhora, que subiu ao Céu, recebeu do seu Filho a coroa real, porque o seguiu fielmente - é a primeira discípula - no caminho do Amor. Aprendamos com Ela a entrar desde já no Reino de Deus, através da porta do serviço humilde e generoso. E voltemos para casa só com esta frase: “Eu estava lá presente. Obrigado!”, ou: “Esqueceste-te de mim!”.

Depois do Angelus

Estimados irmãos e irmãs!

Desejo dirigir um pensamento especial ao povo da Campania e da Basilicata, quarenta anos após o desastroso tremor de terra, que teve o seu epicentro em Irpinia semeando morte e destruição. Já há quarenta anos! Aquele acontecimento dramático cujas feridas, também materiais, ainda não se cicatrizaram completamente, realçou a generosidade e a solidariedade dos italianos. Testemunham-no muitas geminações entre as cidades atingidas pelo sismo, do norte e do centro, cujos vínculos ainda subsistem. Estas iniciativas favoreceram a laboriosa viagem de reconstrução e, sobretudo, a fraternidade entre as diferentes comunidades da Península.

Saúdo todos vós, romanos e peregrinos, que apesar das dificuldades actuais, e sempre no respeito pelas regras, viestes à praça de São Pedro. Uma saudação especial às famílias, que neste momento enfrentam mais carências. Pensai nisto, pensai em tantas famílias que estão em dificuldade neste momento, porque não têm trabalho, perderam o emprego, têm um ou dois filhos...; e às vezes, com um pouco de vergonha, não deixam que isto se venha a saber. Mas ide vós procurar onde há necessidade! Onde está Jesus, onde Jesus está em necessidade. Fazei isto!

Desejo bom domingo a todos, inclusive aos da Imaculada, que são corajosos! E, por favor, não vos esqueçais de rezar por mim. Bom almoço e até à vista!

Anônimo disse...

Samuca conhecia o Brasil?