quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

E se Bolsonbaro acertar na Mega Sena?


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

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Já tem idiota na oposição perdida torcendo para Jair Messias Bolsonaro acertar, sozinho, a Mega Sena da Virada. A aposta imbecil é que, se faturar os R$ 300 milhões, o Presidente fica milionário e vai curtir a vida numa boa, renunciando cargo. Bolsonaro foi até filmado “investindo” R$ 57 reais na aposta que fez, pessoalmente, em uma casa lotérica de Brasília. Boa sorte ao ilustre apostador, porém dezenas de milhões de brasileiros estão na mesma pegada, levando fé no milagre da riqueza via jogatina oficial.

Quase impossível (ou muito improvável) é supor que Bolsonaro tire o time de campo, se ficar rico de repente. Nesta situação de extrema fortuna, talvez ele até desista da reeleição – preferindo ir pescar em Angra dos Reis. Mas se a sorte grande acontecer, o Supremo Tribunal Federal já deve estar prontinho, assim que for acionado por algum canalha da oposição, para determinar que Bolsonaro informe se e o quanto porventura ganhar na famosa loteria da Caixa.

Falando em jogo, este será um dos grandes lobbies previstos para 2021. Persiste no governo o desejo de ampliar a privatização da riquíssima e lucrativa área de loterias da Caixa. Também cresce a pressão nos bastidores políticos para a legalização dos chamados “jogos de azar” no Brasil. Aliás, muitos prefeitos e moradores de cidades turísticas enxergam que esta é uma fonte de renda viável e segura, no curto prazo. Difícil será vencer a resistência de setores religiosos contra o jogo livre.

Ainda falando sobre jogo, o governo Bolsonaro ainda é uma loteria. Muitos ainda apostam no seu sucesso. Tanto que é favorável ao titular do Palácio do Planalto seu desempenho nas enquetes (ops, pesquisas) de opinião. No entanto, sobretudo quem votou, de modo consciente, na chapa Jair Messias Bolsonaro & Antônio Hamilton Mourão, tem a convicção de que muita promessa básica de campanha ainda tem de ser cumprida com mais velocidade e precisão. Alegar que o atual governo é melhor que os anteriores não é vantagem... O Brasil continua ruim (ou péssimo), no fim das contas... Bom só para a Turma do Mecanismo...

As tais “reformas” (exceto a previdenciária do jeito que deu) ainda não saíram do papel... Culpa do governo? Responsabilidade da articulação política? Ou dolo da classe política que não prioriza (ou nem deseja) a aprovação de mudanças (principalmente estruturais)? Pouco importa... O que interessa à maioria do povo é que o Congresso aprove, ainda em 2021, da melhor maneira possível, o Pacto Federativo e as reformas tributária e administrativa. O jogo é contra o famoso establishment...

Resumindo: Vamos aumentar a pressão política para ver se a sorte do Brasil muda para melhor. Por enquanto, fica a aposta (sempre otimista, mas nem sempre realista) para um 2021 melhor (ou menos ruim que o 2020 que a maioria deseja enxergar pelas costas). O drama acaba a partir da meia noite... O ano que mal começou vai terminar, ao menos na formalidade do calendário... A Mega Sena da Virada será sorteada às 20 horas... Boa sorte a quem aposta no milagre da fortuna...

No mais, Feliz 2021 e muita saúde, dinheiro e felicidade aos 12 leitores e meio deste Alerta Total... Se os “kamaradas” Coração, Colesterol e Diabetes deixarem – e claro, o Covidão não interferir de maneira fatal – a gente segue no jogo, mesmo aos trancos & barrancos...   



 







Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. 


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Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 31 de Dezembro de 2020.

Direito à Vida Digna


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Carlos Henrique Abrão

O ano de 2020 fora marcado por uma tormenta, verdadeira tempestade perfeita na qual milhões de pessoas espalhadas pelo planeta sentiram que um pequeno vírus pode ser letal e comprometer um quadro desolador de vidas, sem que a carta constitucional seja obedecida e o respeito à dignidade humana consolidado.

O Brasil tem um número de mortes expressivo na casa de 200 mil
pessoas, segundo dados estatísticos,mas temos diversas consequências concretas geradas pela pandemia que implicam numa supressão de direitos e garantias individuais. O primeiro e mais importante deles se refere à dignidade da vida humana, o respeito à vida que está em jogo, risco direto pela forma como que nossas autoridades encaram e se comportam.

As vacinas já deveriam estar sendo aplicadas,e nenhum laboratório com tanta demanda correrá atrás do Brasil para propagar sua experiência e o êxito na população submetida aos testes realizados. Cabe única e exclusivamente a realização de um pacto federativo de união, de junção de forças e eliminação das distâncias políticas,a fim de que os governos federal, estadual e municipal se encorajem a resolver
de uma vez por todas os problemas e reduzir a contaminação, infecção e até mesmo casos de mutação do vírus e surgimento de reinfecção.

Desrespeitada e muito a vida ao longo da pandemia muitos direitos individuais vão sendo retirados, na medida em que o Estado está carente de recursos, com as finanças combalidas, e sem recursos financeiros suficientes para concessão de auxílios emergenciais, ao contrário de Nações do primeiro mundo.

Todos foram prejudicados com a pandemia de forma direta ou indireta, mas há uma escalada para supressão de direitos adquiridos, e garantias individuais constitucionalmente asseguradas. Funcionários perderam tempo de serviço para cômputo de licença prêmio, o pagamento de férias indenizáveis fora reduzido, adquirentes de carros para deficientes perderam suas isenções, idosos não terão mais acesso ao transporte público gratuito, apenas a partir dos 65 anos de idade, além é claro da fúria sempre imprevisível do Leão que não corrige a tabela do imposto de renda e somente pensa em reduzir as deduções e aumentar a faixa de tributação cuja reforma tributária perambula pelos corredores do Congresso
nacional, igualmente com a tão almejada reforma administrativa.

Está muito evidente que a falta de caixa do governo gerará desconforto e a reforma previdenciária feita será paliativa, outra sucederá em breve intervalo de tempo, já que as condições adversas marcarão um novo cenário, e ninguém ainda terá bola de cristal ou conseguirá fazer previsão sobre o controle da pandemia e a exterminação do vírus.

Na saúde e no bolso o cidadão comum é diariamente tomado de surpresa, e o Estado nada se preocupa em relação ao pressuposto da dignidade humana, com o aumento substancial do desemprego e a recessão econômica que bate à porta,enquanto isso o auxílio emergencial está sendo extinto e sua continuidade implicaria em aprovação e negociação junto
ao congresso em plena mudança da direção da Câmara e do Senado, o que não agradaria a livre negociação entre as autoridades do Executivo e Legislativo.

O Judiciário interveio como pode durante a crise e fora chamado incontáveis vezes, porém as Cortes Superiores propuseram regras gerais as quais reduziram a traumática situação dos contratos, de pequenos comerciantes e produtores rurais,mas houve um enxugamento na concessão de crédito para alguns setores, porém as taxas de juros do cheque especial e do cartão de crédito se mantiveram elevadas.

Brasil jabuticaba em rota de colisão e no seu vôo de galinha precisa encontrar parâmetros para sair rapidamente da crise e evitar estouros das contas públicas, a partir da relativização de sua burocracria, e aumento gradual de investimentos público privado em setores de maior capilaridade,a partir da infraestrutura e logística de portos e aeroportos, sem falar também que sem o apoiamento do Estado poderemos ter uma quebradeira geral à semelhança do que aconteceu em 2008 nos EUA com a sub prime.

Evidente, por outro ângulo, que poucos nichos aumentaram
expressivamente suas respectivas carteiras e lucratividades, a construção civil parece projetar ganhos em escalas, e o número de obras em andamento Brasil afora é surpreendente se comparado com igual período dos anos anteriores, em pleno cenário da pandemia. As empresas de internet também lucraram e um seleto número de bilionários ainda ficou mais rico com a impossibilidade de contato pessoal e o completo fechamento do comércio global.

As leis elaboradas por melhores propósitos que apresentem não serão capazes de contornar ou alterar o triste momento da economia do Brasil, a bolsa de valores tem sido uma exceção à regra mas não podemos afirmar que os resultados serão sempre crescentes em 2021, tudo dependerá do comportamento do Estado, dos mercados internacionais e do combate seguro à pandemia que se alastra com uma velocidade superior aquela da luz.

Fomos contemplados por uma Constituição do ano de 1988 que contemplou muitos direitos e garantias individuais,porém o Estado brasileiro ao longo dos anos vem reduzindo essa carta de princípios e aplicando uma fórmula de estar menos presente, transferindo sua responsabilidade para parcerias e contratos com a iniciativa privada,com amplo leque de privatizações. No entanto, a par da supressão de direitos conquistados,cláusulas pétreas,com base em direitos adquiridos os planos de saúde já cogitam num aumento bem expressivo e muito superior à inflação,os serviços públicos seguem a mesma linha de raciocínio o que vai causar o solapamento da sofrida classe média brasileira, tendo em ira os valores pagos para educação, transporte e saúde, cujas famílias apresentam um crescente endividamento e aumento considerável de restrições em cadastros negativos da população, hoje supera 60 milhões o que dificulta o acesso ao crédito e serve de causa restritiva para compra dos chamados créditos podres por meio de fundos e empresas especializadas.

Em termos gerais e deveras aferíveis de modo imparcial e justo, os direitos e garantias individuais correm o sério risco de,para além das ameaças concretas, sofrerem enormes dilacerações não apenas pela falta de recursos financeiros do estado brasileiro,mas também pela situação brutal de endividamento das empresas em modela estrangeira, estima-se superior a 4 trilhões o que consumiria mais de 60 por cento do produto interno bruto.

Numa espiral que tangencia a dura realidade do Brasil se avizinha o ano de 2021 porém sem o respeito à dignidade humana,à própria vida,com melhor distribuição de renda e de riqueza navegaremos em mares bravios e sem rumo,prestes a ser um novo normal do Titanic tropical,sem carnaval,mas sempre com a espada de Dâmocles de futuras eleições nas quais a sorte do Brasil é desenhada ainda que por traços tortos do voto obrigatório e da propaganda,e de fundos eleitorais com o dinheiro do cidadão comum.

Claramente fica transparente que a supressão dos direitos e das garantias, dentre os quais à vida,,seu respeito,cidadania e renda compatível com as vicissitudes do momento, o esgarçamento do tecido social poderá ser um perigoso precedente que avança e salta aos olhos como mais uma preocupante anormalidade dentro do contexto nacional e a falta de autoridade na solução de graves problemas.

Carlos Henrique Abrão é Doutor USP, com especialização em Paris, bolsista em Coimbra (Portugal) e Heildelberg (Alemanha). Autor de obras e artigos jurídicos.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Povo cansa das demagogias covidianas


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

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A maioria do povo brasileiro continua assustada com a paranoia do Covidão. Ainda não temos perspectiva da vacina segura a tomar, em uma campanha nacional de vacinação que, inevitavelmente, irá acontecer, provavelmente de maneira não obrigatória.

Felizmente, a maioria (apavorada ou não) já consegue perceber que, desde que o pandemônio foi instaurado, tornou-se vítima de covardes manipuladores de opinião. As pessoas cansaram das demagogias covidianas, e começam a dar o troco em políticos e nas “autoridades”.

Alguma razão começa a vencer o medo persistente. Conversa fiada de “lockdown” não cola mais. Medidas autoritárias de governadores e prefeitos são rechaçadas. O troco final virá na próxima eleição. Com certeza, alguma vacina confiável chegará antes. 2021 será o ano da agulhada. Doa e quem doer...  

Releia o artigo: O Efeito Calcinha Apertada  

     














 

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Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. 


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Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 30 de Dezembro de 2020.

O QI médio da população mundial diminuiu nos últimos 20 anos

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Christophe Clavé

“O QI médio da população mundial, que sempre aumentou desde o pós-guerra até o final dos anos 90, diminuiu nos últimos vinte anos …É a inversão do efeito Flynn.

Parece que o nível de inteligência medido pelos testes diminui nos países mais desenvolvidos. Pode haver muitas causas para esse fenômeno.

Um deles pode ser o empobrecimento da linguagem. Na verdade, vários estudos mostram a diminuição do conhecimento lexical e o empobrecimento da linguagem: não é apenas a redução do vocabulário utilizado, mas também as sutilezas linguísticas que permitem elaborar e formular pensamentos complexos. O desaparecimento gradual dos tempos (subjuntivo, imperfeito, formas compostas do futuro, particípio passado) dá origem a um pensamento quase sempre no presente, limitado ao momento: incapaz de projeções no tempo.

A simplificação dos tutoriais, o desaparecimento das letras maiúsculas e da pontuação são exemplos de “golpes mortais” na precisão e variedade de expressão. Apenas um exemplo: eliminar a palavra “signorina” (agora obsoleta) não significa apenas abrir mão da estética de uma palavra, mas também promover involuntariamente a ideia de que entre uma menina e uma mulher não existem fases intermediárias. Menos palavras e menos verbos conjugados significam menos capacidade de expressar emoções e menos capacidade de processar um pensamento.

Estudos têm mostrado que parte da violência nas esferas pública e privada decorre diretamente da incapacidade de descrever as emoções em palavras. Sem palavras para construir um argumento, o pensamento complexo torna-se impossível. Quanto mais pobre a linguagem, mais o pensamento desaparece. A história está cheia de exemplos e muitos livros (Georges Orwell – “1984”; Ray Bradbury – “Fahrenheit 451”) contam como todos os regimes totalitários sempre atrapalharam o pensamento, reduzindo o número e o significado das palavras.

Se não houver pensamentos, não há pensamentos críticos. E não há pensamento sem palavras. Como construir um pensamento hipotético-dedutivo sem o condicional? Como pensar o futuro sem uma conjugação com o futuro? Como é possível captar uma temporalidade, uma sucessão de elementos no tempo, passado ou futuro, e sua duração relativa, sem uma linguagem que distinga entre o que poderia ter sido, o que foi, o que é, o que poderia ser, e o que será depois do que pode ter acontecido, realmente aconteceu?

Caros pais e professores: Façamos (“fazemos” na tradução brasileira) com que nossos filhos, nossos alunos falem, leiam e escrevam. Ensinar e praticar o idioma em suas mais diversas formas. Mesmo que pareça complicado. Principalmente se for complicado. Porque nesse esforço existe liberdade. Aqueles que afirmam a necessidade de simplificar a grafia, descartar a linguagem de seus “defeitos”, abolir gêneros, tempos, nuances, tudo que cria complexidade, são os verdadeiros arquitetos do empobrecimento da mente humana.

Não há liberdade sem necessidade. Não há beleza sem o pensamento da beleza.

Christophe Clavé, palestrante em estratégia e gestão é Presidente da EGMA SA (investimentos e consultoria).

terça-feira, 29 de dezembro de 2020

FILHADAPETÊNCIA (OU QUASE ISTO)


Artigo no Alerta Total –
www.alertatotal.net

Por Carlos Maurício Mantiqueira

Leniência é coisa pra “otoridade” gordalhufa.

Macho que é macho não come mel; chupa abelha.

Ataca o povo com retroescavadeira.

É triste ver um maravilhoso país nas mãos impiíssimas da quinta ou sexta geração da oligarquia que nos governa desde o golpe de 1.889.

Como numa comédia de pastelão, um êrro desencadeia uma infíndável série de outros.

Em 1985, um Leônidas (que do grego tinha apenas o nome) empossou na marra um sujeito ao arrepio da Constituição.

Em decorrência, tivemos os “fiscais” do sarnento, “confisco” de bois no pasto (com helicópteros), seis diferentes moedas em apenas oito anos e outras mazelas por todos conhecidas.

As frouxas armadas decepcionam o país.

Fezendo filmetes de autoelogio, deixam claro que a mão forte tornou-se boba e um braço forte, atrofiou-se.

Em passado recente, o chefe dos escoteiros “confessou” candidamente que não temos meios de nos defender de uma eventual invasão estrangeira ávida por nossas riquezas.

O artigo 198 do Código Penal Militar ainda está em vigor ?

E assim segue o baile.

Uns fingem que mandam e outros que obedecem.





Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

“O investidor brasileiro entre a cruz e caldeirinha”


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

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Grande dúvida para 2021, tirando fora a vacina que funcione de verdade. Será que o governo brasileiro conseguirá aprovar no Congresso Nacional, entre fevereiro e julho, a PEC Emergencial, o Pacto Federativo, a reforma tributária, a reforma administrativa e as prometidas privatizações? Otimistas apostam que o milagre acontecerá. Céticos, pessimistas e realistas avaliam que é enorme a chance da pauta não ser cumprida a tempo das confusões previsíveis com o prematuro debate eleitoral de 2022.

O consenso é que o Brasil não vai avançar sem as imprescindíveis reformas estruturais. Aliás, em vez de andar para frente, corre o risco de retroceder, ainda mais, em termos de subdesenvolvimento. A oligarquia e os políticos formam uma parceria infernal para manter o País no atraso. A classe dirigente só aceita mudança, se for daqui para Miami ou algum paraíso (de preferência, fiscal). Por isso, mais que nunca, é hora de reafirmar o compromisso das pessoas de bem e do bem com o que se poderia chamar de “Renovação Estrutural”.

O debate pode ser enriquecido por um texto da mais alta qualidade reflexiva, que é viralizado entre os principais empresários brasileiros. A mensagem chama atenção para a importância fundamental da retomada da industrialização do Brasil. Diretamente, sem rodeios, chama atenção para todos os obstáculos a serem enfrentados pelos empreendedores e investidores que desejam apostar em um País produtivo, próspero e realmente desenvolvido.

O Alerta Total reproduz (e assina embaixo) o artigo do Thales Guaracy - que o site Poder 360 também publicará: “O Investidor brasileiro entre a cruz e a caldeirinha”.

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Ainda não se sabem os números finais do ano funesto de 2020, mas é certo que ele não fez bem à indústria brasileira, que já vinha numa trajetória declinante. E para 2021 são muitos os obstáculos a essa atividade, essencial para a retomada do desenvolvimento, pelo que representa como geração de riqueza e sobretudo de empregos.

Em março de 2020, já sabíamos que o Brasil estava em processo de desindustrialização. A participação da indústria brasileira, que era de 15% por volta de 1970, caiu a 11% do PIB nacional, segundo o IBGE.

Há muitos fatores para a queda da importância da atividade industrial no país. Uma das mais importantes é a perda de competitividade em relação a produtos manufaturados vindos do exterior, especialmente da China - um fenômeno que ocorre em outros países, incluindo os Estados Unidos. 

No caso brasileiro, porém, tolheu-se sobretudo o espírito empreendedor que caracteriza o risco na atividade industrial, onde ele é maior, por implicar geralmente num grande investimento em capital fixo - aquele que não se coloca num caminhão e se manda para o exterior, e por prazos mais longos.

O desestímulo a investir no Brasil não vem do mercado, que é dos maiores do mundo, ou da falta de matéria prima, ou mesmo de mão de obra - embora, neste último quesito, falte qualificação. 

Vem, sobretudo, da instabilidade do sistema, seja por conta de governos permanentemente agitados por escândalos de corrupção, seja pela insegurança jurídica, uma das principais queixas do empresariado.

Além da pandemia, o ano de 2020 será lembrado no Brasil também por um início de refluxo da Lava Jato. Embora tenha limpado em certa medida o poder público, a maior das operações anti-corrupção do país não deixou de evitar que novos casos ocorressem e ainda lançou o medo sobre o capitalista brasileiro.

No Brasil, o investidor industrial está sujeito a um modelo econômico que se tornou altamente dependente do governo e que o coloca diante do seguinte dilema: compor ou não compor com a corrupção.

Não se pode dizer que todos os empresários no Brasil são desonestos. Todos querem ganhar dinheiro, é verdade, mas em geral são levados a ter que fazer uma escolha: pagar ou não o fiscal e as outras inúmeras autoridades de baixo e alto escalão das quais dependem os negócios no Brasil.

Em qualquer das duas situações, aceitando a corrupção ou não, o empresário é perseguido pelos agentes do poder público brasileiro. Aceitando pagar propina, vira cúmplice, com o risco de ganhar uma tornozeleira lá na frente. Não aceitando, passa a sofrer as consequências de quem não cede à chantagem, sendo perseguido até o ponto de ser alijado do mercado.

Vive, portanto, entre a cruz e a caldeirinha.

Isso ainda seria suportável se fosse possível contar com a Justiça. Porém, ela favorece as perversidades do sistema, em vez de saná-los. Torna-se mais uma força opressiva sobre o empresário, como ademais todos os cidadãos. Age agora com poder inaudito, favorecendo a arbitrariedade.

O Brasil é um país que balança ao vento no mundo jurídico, onde as sentenças variam conforme muitas interpretações. Seguindo interesses, o sistema produz aberrações, a começar pelo Supremo Tribunal Federal, que deveria ser o mais venerável dos bastiões jurídicos, e que este ano deu para agir ao mesmo tempo como escritório de advocacia, promotor e desembargador - e, pior, atuando em defesa própria.

Foi assim no caso do ex-presidente do tribunal, Dias Toffoli, que colocou o órgão como autor de um inquérito para apurar a responsabilidade por fake news e mandar suspender conteúdo de imprensa, mais especificamente da revista digital Crusoé, com notícias que não o agradavam.

Instaurou a censura e a perseguição, fazendo a já empalidecida democracia brasileira virar uma maria-mole. A censura a Crusoé foi revertida, mas a ação das fake news sobre a corte, que depois deve julgar o inquérito aberto por ela própria, segue curso.

A própria Lava Jato perdeu moral. Identificada com a causa nacional do combate à corrupção e a reinstalação de regras claras para o exercício dos negócios no país, lançou dúvidas sobre si mesma. Primeiro, ao criar uma verdadeira indústria de delações premiadas, e depois um fundo para receber dinheiro das indenizações de delatores e delatados, que ela mesma condenou.

A operação também perdeu brilho com a conduta de seu maior patrono, o ex-juiz Sérgio Moro, que virou ministro da Justiça - uma posição já muito delicada, por tirar proveito direto de uma eleição durante a qual colocou um dos concorrentes na cadeia.

Pior, demitido do governo, Moro passou incontinenti para a iniciativa privada - onde voltará a trabalhar no mesmo tipo de caso, porém, enriquecido, do outro lado do balcão. Pouca gente entendeu direito o que está por trás dessa cambalhota, mas a sensação geral foi de que Moro fez um grande estrago à sua própria imagem.

Diante de todo esse mar de ressaca, o empresário - seja nacional ou estrangeiro -, vai se perguntando se vale a pena entrar num jogo muito caro, em que é ameaçado a todo o tempo, dentro de um sistema do qual não se sabe o que esperar.

Confiança é essencial para a retomada dos investimentos, especialmente na indústria. Se quisermos mudar essa situação, é  preciso reinstalar a estabilidade, além de reintegrar o Brasil ao mundo. 

Nesse tempo de tantas convulsões internas, acabamos ficando muito atrás em tecnologia e, portanto, em competitividade. Esse tipo de atraso, num mundo que corre celeremente para o futuro, não é fácil de tirar.

Não resta dúvida, ainda mais depois da pandemia, que o grande desafio de 2021 é restabelecer o emprego. Para isso, precisamos de indústria. E, para termos indústria, precisamos de segurança jurídica, estabilidade de governo, e de uma política industrial consistente, algo que o ministro da Economia, Paulo Guedes, nos seus dois anos, sequer mencionou.

Caso continuemos a não fazer nada, como agora, continuaremos assistindo à desindustrialização, ao crescimento do desemprego e à informalização do trabalho, com perdas de controles e impostos.

O desemprego, a informalidade e a miséria são consequência direta dos erros que cometemos. Não podemos jogar a responsabilidade pelas nossas mazelas  no vírus. Cedo ou tarde, a pandemia vai passar. Nossas doenças econômicas estruturais, porém, vêm de antes e continuam sem vacina nem perspectiva de tratamento.

Releia o artigo: O Efeito Calcinha Apertada       




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Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. 


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Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 28 de Dezembro de 2020.

Joãozinho Dória, o Pé de Feijão e a Vacina


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Percival Puggina

Joãozinho, não bastante ser muito rico, tinha sonhos de grandeza. Queria ser presidente. Dinheiro sem poder é só dinheiro. Poder, sem dinheiro é só poder. E Joãozinho sofria com isso. Os anos passavam e ele circulava assiduamente em meio aos poderosos. Entre suas muitas organizações se incluía a LIDE – Grupo de líderes empresariais que reunia anualmente empresários e poderosos figurões da política nacional num paraíso de Comandatuba (BA). Mas poder, mesmo, ele não tinha. Toda noite, ao contemplar estrelas pela janela do quarto, Joãozinho antevia crescer ali fora um gigantesco pé de feijão que o levaria até elas. Ele queria ser uma estrela luminosa na constelação do poder.

Foi assim que, depois de ocupar alguns cargos, Joãozinho se elegeu prefeito de São Paulo. Glória pequena para os anseios que lhe abrasavam o coração. Assumiu com aprovação de 44% e abandonou o posto, 16 meses depois, com apenas 18%. Queria ser governador de São Paulo.

Havia, porém, uma dificuldade. Como eleger-se governador, se rejeitado pelo povo da capital onde fora prefeito? Joãozinho tinha sua fada protetora. Como todas as fadas, bruxas e gnomos, a fada madrinha de Joãozinho Doria sabia, em 2018, o que apenas os grandes meios de comunicação e institutos de pesquisa, batendo pé no chão, se recusavam a ver: Bolsonaro, tapado de votos, seria presidente da República. E a fada levou-o até ele. Nasceu, ali, para Joãozinho, o que ele imaginava ser o pé de feijão que o levaria aos píncaros do poder político.

Eleito governador, graças ao apoio do capitão, que fez mais da metade dos votos em São Paulo no primeiro turno da eleição, e quase 70% dos votos no segundo turno, Joãozinho marcou território e tomou por inimigo aquele a quem devia sua vitória.

O pé de feijão, porém, em vez de crescer, encolheu. Em seguida sua rejeição voltava a superar sua aprovação. O coronavírus secara a terra? Joãozinho ficou muito triste vendo seu pé de feijão fenecer e flexionar até voltar ao chão. Enquanto isso acontecia, resolveu adotar como modelo o pior ministro do governo Bolsonaro, idolatrado, apesar disso, pela grande imprensa. Se o Mandetta usa o vírus para aparecer diariamente na TV e encanta esse jornalismo de poucas luzes, eu posso fazer a mesma coisa, deve ter pensado ele. E armou palanque paulistano com o noticiário do vírus. Era a exaustiva e depressiva receita da moda.

E o pé de feijão de Joãozinho Doria continuava, claro, sem tomar corpo.

Certo dia, a fada madrinha, já á beira de um ataque de nervos, enviou-lhe um comerciante chinês. O esperto mercador falou de uma vacina capaz de fazer o pé de feijão sarar seus males e crescer a perder de vista. No alto, haveria à sua espera uma harpa encantada, uma galinha poedeira de ovos preciosos, um gigante a derrotar e, claro, a ambicionada faixa de usar no peito.

As duas últimas pesquisas presidenciais são desalentadoras para Joãozinho Dória. Segundo Paraná Pesquisas (04/12), enquanto o atual presidente tem 36% das intenções de votos, seguido por Ciro Gomes com 12%, ele tem apenas 5%; a pesquisa Poder Data/Band (23/12), posterior, mostra Bolsonaro com 36%, Haddad com 13% e ele, Joãozinho, com apenas 3%. E a Coronavac do mercador chinês parece não ser lá essas coisas. Mas isso é outra história.

Percival Puggina (76), membro da Academia Rio-Grandense de Letras e Cidadão de Porto Alegre, é arquiteto, empresário e escritor.

Perspectivas 2021


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Carlos Henrique Abrão

Muitos relatam que o ano de 2020 é para ser esquecido apesar das inúmeras lições que ele nos trouxe. Mas dúvida que fica: como será o ano de 2021? Teremos a vacina, o governo tomará juízo e vergonha na cara, a inflação será maior, a dívida pública explodirá? Enfim são indagações corriqueiras e que não podem deixar de lado o questionamento a respeito do Brasil varonil.

A principal saída reside no encontro da vacina e pelo que se discute a melhor até agora é aquela da Pfizer,em parceira com o laboratório alemão tendo como fundadores um casal de turcos, o qual está, por causa da descoberta, entre os mais afortunados da Alemanha.

Pensando nisso a perspectiva para o primeiro semestre do ano de 2021 não é alentadora, teremos percalços com o fim do auxílio emergencial, e aumentos de impostos,isso se não passar adiante a reforma tributária e quiçá a administrativa. O Brasil está no labirinto e caminha na escuridão apesar de tudo alguns setores ainda saíram das trevas e mergulharam nos ganhos em escala notadamente setor de exportação.

Mas as chuvas que não vieram castigaram de tal forma o campo que agora as pragas aparecem e a lavoura fica comprometida e com ela toda a produção de insumos. Primeiro ponto alta de alimento será inevitável se o governo não mantiver estoque regulador. Segundo ponto teremos que aumentar a importação de certos produtos e manter o dólar equilibrado sob pena de quebra generalizada da cadeia produtiva.

E por fim teremos que enfrentar com dinamismo ,energia e criatividade os destroços da herança maldita do vírus. Assim o desemprego em massa, a falta de renda, e o comprometimento da situação do endividamento público que se alastra, conseguirá o governo num passe de mágica reduzir o rombo e partir para uma nova etapa de parcerias em harmonia com o discurso neoliberal?

As mudanças congressuais serão relevantes para que se obtenha uma nova ordem de prioridade na votação, agora com a aprovação da famigerada legislação de quebra, a qual mais se parece uma colcha de retalhos, a balança pendular vai em prol do credor e as chances de recuperação serão cada vezes menores se levarmos em consideração o gotejamento do crédito, as desesperanças do setor financeiro e a guinada encontrada por meio de abertura de capitais de novas empresas as quais chegaram mas terão que mostrar resiliência e competência para permanecerem no mercado aberto de capitais.

O ano de 2020 marcou um distanciamento exuberante, uma falta de harmonia na política pública e demonstrou como somos irresponsáveis com a saúde,morreram mais de 200 mil brasileiros, e tudo indica que a pandemia não tem data certa para ser exterminada ou ao menos controlada.

O Brasil saiu na frente em número de mortes e bem atrás no antídoto da vacina. Enquanto autoridades perdem tempo e ficam batendo boca, milhões de brasileiros não encontram leitos ou unidades de terapia intensiva. Fomos uma vez mais enganados pelas eleições Municipais, durante a campanha céu de brigadeiro, depois do resultado pesadas e carregadas nuvens o prenúncio que tudo voltaria como dantes no quartel de Abrantes: fechamento total e generalizado,fim das festas de Natal e ano novo.

E por isso muitos dirão feliz ano velho não aquele de 2020 mas do ano de 2019 quando não tínhamos maiores preocupações e nos locomovíamos com facilidade, e tranquilidade os escritórios cheios e movimentados as ruas abarrotadas de gente. Hoje, ao contrário, muitos carros circulam, praias cheias, mas o solapamento poderá acontecer na primeira semana de janeiro, já que muitas cidades não têm estrutura ou menor capacidade de abrigo e acolhimento da população adoentada.

E ainda há governos que cassam o benefício do passe gratuito do idoso e acham que podem aumentar seus próprios salários e dos vereadores, também de secretários, verdadeiro passa moleque na população que sem opção foi às urnas depositar seu voto, mas logo concluiu que são todos iguais e prometem algo mas depois de eleitos fazem exatamente o contrário.


Enfim, não podemos esperar muito e nem pouco do ano de 2021 tudo dependerá do alastramento da
pandemia e o isolamento da população, porém uma coisa é absolutamente certa o mundo paralisado e estarrecido em 2020 precisará sorrir e criar suas imunidades, barreiras,e largas estradas para recuperarmos o tempo perdido.

Carlos Henrique Abrão, Doutor pela USP, autor de obras e artigos jurídicos.

domingo, 27 de dezembro de 2020

O Efeito Calcinha Apertada


Edição Natalina do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

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As redes sociais da Internet são implacáveis, sobretudo com os políticos. Desmoralizá-los, ainda mais, basta uma apertadinha de botão. Memes, com apelidos, massacram a imagem até daqueles que julgam gênios do marketing (ou da marketagem). É o caso do governador de São Paulo, o show-man João Dória Júnior, que detesta lembrar que tem Agripino no sobrenome.

Dória sempre foi famoso por cultivar uma elegância no mais sofisticado estilo metrossexual. O cara se veste com as mais caras grifes que seduzem os ricaços que adoram demonstrar riqueza e sucesso. Em momentos de alegria e descontração, Dória foi filmado com uma calça justa demais, dançando de modo frenético. Pronto: os maledicentes internautas o chamaram de “Calcinha Apertada”.

 

Vaidoso, Dória deve ter ficado muito pt da vida. Ainda mais quando foi atacado pelo Presidente da República. Diretamente da biblioteca do Palácio da Alvorada, onde grava suas habituais lives, o debochado Jair Bolsonaro não perdoou e viralizou nas redes sociais uma crítica implacável a um ato falho de Dória nestes tempos de Covid-19: “Vai ficar todo mundo em casa que eu vou passear em Miami... Pelo amor de Deus, calça apertada... Calcinha apertada... Isto não é coisa de homem, porra... Fecha tudo e vai passear em Miami... É coisa de quem tem calcinha apertada”.

Deu tudo errado... João Dória acabou prejudicado no fim de ano animado, em um lugar sem lockdown e, talvez, onde pudesse até tomar, sigilosamente, uma vacina (não chinesa) contra o covidão. Por ironia do destino imediato, Dória foi até acusado de não usar mascara em Miami. B Bia Dória teve de ir às redes sociais para justificar que ele “sofre de asma e bronquite”... Já quem for pego sem máscara em São Paulo pode levar multa imposta por decreto do governador asmático? Esquisito, né?

Dória começa a pagar um preço pelo jeitinho arrogante, excessivamente vaidoso e “zelitizado”, estilo comum à oligarquia tupiniquim. As medidas pandemônicas que tomou durante a “pandemia” – principalmente as que causaram inestimáveis prejuízos econômicos – desgastaram, violentamente, a imagem de Dória – que sempre se apresentou como um livre empreendedor, mas que, no poder, se comporta como um liberal corrompido, quase um déspota libetino.

E o cara da Calcinha Apertada deseja ser Presidente da República, é melhor adiar os planos para quatro anos depois de 2022. Mais fácil e seguro será investir na tentativa de reeleição, para manter a promessa de entregar tanta obra e realização que ficou esquecida na campanha, e que nem começou a sair do papel (ainda). Por enquanto, a gestão Dória só arrecada ferozmente, aumentando impostos e cortando alguns gastos da máquina perdulária.

O tempo joga contra as ambições presidenciais de Dória. O combate equivocado ao Covidão desgastou a imagem dele. Ainda é prematuro garantir que o estrago vai perdurar. Mas, até agora, tudo indica que sim. E o apelido pejorativo, até preconceituoso, colou e vai prejudicá-lo. A maioria do eleitorado não gosta de frescura. Por isso, o esperto Jair Bolsonaro fez questão de, pessoalmente, reforçar o estereótipo popular que Dória ganhou na Internet.

Trocar a calcinha apertada não será fácil. Reverter a desmoralização parece missão quase impossível. Bolsonaro deixou Dória nu - com a mão no bolso.

Ainda é prematuro afirmar se Bolsonaro tem chances de reeleição. Porém,é quase pule de 10 prever que Dória não passa um cavalo paraguaio na corrida ao Palácio do Planalto, pelo menos em 2022.

Em tempo: Parabéns ao moradores de Búzios (RJ) e Manaus (AM) que foram às ruas ontem em protesto contra medidas dos tiranetes de plantão. A ditadura, disfarçada de democracia, é o pior regime. Como bem ensina o sociólogo Sérgio Alves de Oliveira, em vários artigos neste Alerta Total, no Brasil vivemos uma Oclocracia. E o covidão segue à espreita, servindo de desculpara para atos arbitrários e abusos dos filhos da puta no poder.




       

Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. 


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Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 27 de Dezembro de 2020.

Mais do Mesmo


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Carlos Maurício Mantiqueira

Nosso Presidente da República foi engolido pelo “mecanismo”.

Eleito por mais de 57 milhões de votos para promover uma “limpeza” geral, por falta de apoio das frouxas armadas, resignou-se a enxugar gelo.

Desde 1889 o Brasil está refém de uma oligarquia.

Pouco a pouco o quadro de funcionários públicos foi preenchido por vassalos dos poderosos que buscam se eternizar na vanguarda do atraso.

O regime militar deu maior peso para o voto dos nordestinos em detrimento ao dos outros estados da Federação.

Isso, cedo ou tarde, será rompido e quanto mais demorar custará mais sangue derramado pela guerra civil.

É pessimo ser mau profeta na própria terra mas e melhor que se autoenganar.

Não precisamos de uma nova constituição de fancaria.

Precisamos de homens de coragem para diagnosticar nossos males e enfrentá-los.

Enquanto palhaços repetirem o mantra “As instituições estão funcionando” ficarão todos, patriotas e traidores, em sua zona de conforto.

Parafraseando Petrarca: Só a virtude contra os sabotadores, pelas armas fará o combate curto, porque no coração dos paulistas, o antigo valor ainda não está morto.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

sábado, 26 de dezembro de 2020

A Morte de Actaeon


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Carlos Maurício Mantiqueira

“A obra de Ticiano Diana e Actaeon mostra a conclusão trágica da história, que aproximadamente segue o relato de Ovídio nas suas Metamorfoses: após Actaeon ter supreendido Diana nua no banho nos bosques, esta transforma-o num cervo e este é atacado e morto pelos seus próprios cães”. https://pt.wikipedia.org/wiki/A_Morte_de_Acteon

Há no momento, um aprendiz de ditadorzinho de merda que deveria estudar mitologia grega.

Ao surpreender todas as Dianas da paulicéia desnudas será transformado em cervo e abatido pelos próprios cães.

São Paulo é um “país”. Não pode ficar à mercê de nenhum bandido!

Muito menos refém de um Calcinha apertada, traidor da Pátria.




Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.