terça-feira, 15 de dezembro de 2020

Brasil entre incerteza e esperteza


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

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As vacinas contra o Coronavírus chegarão, mais cedo ou mais tarde. A grande dúvida brasileira é se o governo Jair Bolsonaro conseguirá emplacar as prometidas reformas – principalmente a tributária e a administrativa – em 2021. Eis o dilema para o Presidente, bem de popularidade e avaliação do governo, porém claramente dependente (quase refém) do Legislativo e facilmente engessado por manobras políticas da oposição no Judiciário.  

Os deuses do mercado sinalizam que não acreditam que as reformas aconteçam nos próximos 12 meses. Se nada acontecer em um ano, dificilmente acontecerá no ano (re)eleitoral de 2022. O problema gigante (para o governo e para a sociedade) é que a melhora real na economia depende das reformas. Se elas não saírem, dificilmente o Brasil receberá grandes volumes de investimentos produtivos.

A dúvida real é: A perigosa combinação de ceticismo com pessimismo vai mesmo prosperar entre os agentes econômicos? A pressão pela retomada e a necessidade de melhora na fase pós-pandemônio são intensas. A torcida geral é que, se as reformas não saírem o mais rapidamente possível, o que começa a acelerar agora venha a sofrer uma parada brusca, pouco tempo depois.

A agenda liberal de Paulo Guedes vai emplacar ou não? Toda hora, intrigas mercadológicas apontam para uma (suposta) falta de apoio ou isolamento do (ao menos em tese poderoso) ministro da Economia. Guedes “fraco” é fato ou fake? Parece falso. O famoso “Posto Ipiranga” até tirou 21 dias de férias. Sabe que precisa descansar porque 2021 será dureza. No mercado, prevalece a impressão (ou a lenda) de que Guedes, tal um Dom Quixote, “luta sozinho pelas reformas”.

Os políticos estão obrando e andando para as reformas que reduzam o papel estatal na economia. Na verdade, deputados, senadores e dirigentes partidários querem o contrário: mais Estado, mais Brasília e mais boquinhas com oportunidades de negociatas. Eis o Brasil da Esperteza, em meio à incerteza. A população sonha com vacina, emprego e renda para consumir. A politicagem quer a manutenção do status quo. Por isso, as reformas perigam. E o desempenho econômico fica ameaçado.  

Por enquanto, o medo segue vencendo. A expectativa (otimista) é para que a economia volte a girar forte. A recomendação (realista) é que se tome todo cuidado com a sobrevivência. Contra o Coronavírus, vale repetir, brevemente teremos vacina. Contra a politicagem tupiniquim não há previsão de remédio rápido e efetivo. Fiel e sinceramente, estamos na roça...








Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Editor-chefe do Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. 


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Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 15 de Dezembro de 2020.

6 comentários:

Loumari disse...

Especial de Natividade

Por Amor aos Reinos - Os Reinos da Natureza e o Nascimento de Jesus

O nascimento do Rei do Universo no Pesebre de Belém foi o testemunho do Seu Amor por toda a Criação. Ao escolher um lugar assim tão humilde e rústico para hospedagem na Sua chegada ao mundo, Cristo Jesus doou a humanidade uma importante chave espiritual: o caminho da conversão e redenção que inclui também a comunhão com os Reinos da Natureza.

https://www.mensajerosdivinos.org/es/blog/especial-de-navidad-por-amor-los-reinos-los-reinos-de-la-naturaleza-y-el-nacimiento-de-jesus

Anônimo disse...


The New York Times - 'Brincando com vidas': o plano brasileiro de vacinação contra a covid-19 está mergulhado no caos
15.12.20 CONTINUA II....

Na semana passada, o Ministério da Saúde apresentou um plano de vacinação, atendendo a uma ordem do Supremo Tribunal Federal. O plano estabelece a ordem na qual grupos vulneráveis deverão ser vacinados, mas não fornece um cronograma detalhado nem uma estimativa clara de quantas doses estarão disponíveis. Anteriormente, o ministério declarou que pretendia iniciar a campanha de vacinação em março.

Dias depois do anúncio, o Ministério da Saúde ainda se esforçava para fazer pedidos aos sobrecarregados fabricantes de vacinas. Os funcionários do ministério também eram questionados a respeito do motivo pelo qual o país não tem seringas e ampolas suficientes para atender à ambiciosa campanha de vacinação necessária para cobrir um país com 210 milhões de habitantes, no qual mais de 180 mil pessoas morreram vítimas do vírus.

Além disso, a Anvisa, agência que regula a área da saúde no Brasil, ainda tem de aprovar qualquer vacina contra o coronavírus para uso geral.

"As pessoas vão começar a entrar em pânico se o Brasil ficar para trás nessa questão de ter um plano, uma estratégia clara e objetiva”, afirmou Rodrigo Maia, o presidente da Câmara dos Deputados, em 7 de dezembro, alertando que o Congresso tomaria frente do processo caso o Executivo continuasse atrapalhado.

A discussão entre acesso à vacina e sua segurança também entrou na disputa política. Bolsonaro difamou repetidamente a vacina CoronaVac, que está sendo desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac Biotech, e cancelou o plano do Ministério da Saúde de comprar 46 milhões de doses.

Em vez disso, o governo resolveu apostar na vacina desenvolvida pela AstraZeneca e a Universidade de Oxford, que está atrás na corrida pela aprovação das autoridades sanitárias.

A cruzada do presidente contra a vacina chinesa criou uma oportunidade de ouro para um de seus maiores rivais políticos, João Doria, o governador do Estado de São Paulo. Doria negociou diretamente com os chineses as doses da vacina, que está sendo desenvolvida em parceria com o instituto de pesquisa Butantan, localizado em São Paulo.CONTINUA....

Anônimo disse...



The New York Times - 'Brincando com vidas': o plano brasileiro de vacinação contra a covid-19 está mergulhado no caos
15.12.20 CONTINUA 3......

Doria afirmou que as autoridades estaduais não poderiam esperar pelo governo federal, que está no terceiro ministro da saúde desde o início da pandemia, se organizar.

“Não podemos esperar até março para começar a usar uma vacina que pode ser usada em janeiro”, afirmou ele em uma entrevista. "Há um consenso no estado de São Paulo e em outros estados de que esperar representa um grande risco à população, e isso afetaria as taxas de mortalidade e o sistema público de saúde.”

Doria prometeu aos seus eleitores na semana passada que São Paulo pretende começar a vacinar as pessoas no fim de janeiro — uma promessa que depende da aprovação da vacina pelas autoridades federais, que ainda não receberam os resultados finais dos estudos da eficácia e segurança da vacina.

O gabinete do presidente condenou o plano de Doria de começar a vacinar as pessoas em janeiro, qualificando-o como “populismo barato e irresponsável”.

A cada vez mais amarga disputa entre Doria, cuja candidatura à presidência em 2022 é tida como certa, e o governo federal politizou perigosamente os planos de vacinação no Brasil.

Carla Domingues, uma pesquisadora do campo da saúde pública que comandou o programa de imunização do Brasil até o ano passado, lamentou que a vacina contra o coronavírus tenha se tornado uma questão política.

“Isso nunca tinha acontecido durante esforços de imunização”, afirmou ela. “Isso vai deixar as pessoas confusas. É surreal.”

Enquanto o número de casos explodiu outra vez este mês, deixando hospitais de várias cidades com leitos para atender pacientes graves em falta, autoridades regionais cada vez mais preocupadas aumentaram a pressão sobre o governo federal. CONTINUA....

Anônimo disse...



The New York Times - 'Brincando com vidas': o plano brasileiro de vacinação contra a covid-19 está mergulhado no caos
15.12.20 CONTINUA IV....

Vários governadores foram à Capital, Brasília, semana passada, para se encontrar com o ministro da saúde e exigir um plano nacional de imunização. Em nome das prefeituras, um grupo da Confederação Nacional dos Municípios também emitiu uma declaração pedindo ao governo federal que compre e distribua “todas as vacinas reconhecidamente efetivas e seguras contra a covid-19”.

Alguns governadores — entre eles, do Paraná, Estado do Sul do Brasil, e da Bahia, no Nordeste — começaram a tentar obter e, em última instância, passar a produzir doses da vacina Sputnik V, de fabricação russa.

Carlos Lula, presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde, afirmou que o intenso fluxo de diplomacia e negociações de acordos em relação a vacinas partindo de governos estaduais é algo surpreendente em um país que passou décadas construindo um dos mais respeitados programas de imunização do mundo em desenvolvimento.

“Isso é uma fonte de orgulho para o Brasil, porque se tornou modelo para outros países”, afirmou ele. “Mesmo assim, de repente não conseguimos dar conta nem do mínimo necessário.”

Especialistas na área da saúde afirmam que, mesmo quando os desafios de abastecimento e logística forem transpostos, o Brasil enfrentará um novo problema: um crescente movimento antivacinação que, segundo eles, foi alimentado com inverdades pelo presidente e seus aliados.

Roberto Jefferson, ex-deputado federal e efusivo apoiador do presidente, declarou este mês em uma mensagem no Twitter que “os globalistas preparam uma vacina para mudar nosso DNA”.

A mensagem, que foi retuitada mais de 3 mil vezes, alegava que Bill Gates, o bilionário e filantropo americano, está por trás de um esquema “genocida" para "matar milhões de pessoas e trocar o nosso DNA pela marca da Besta”, uma referência ao diabo.

O crescente movimento antivacinação tem levado alguns governadores, incluindo Doria, a defender que certas vacinações sejam obrigatórias.

Bia Kicis, deputada federal e uma das mais graduadas seguidoras de Bolsonaro, argumentou que a vacinação contra o coronavírus não deveria ser obrigatória porque as vacinas são “experimentais” e poderiam alterar o DNA das pessoas. Especialistas em vacinas qualificaram as declarações como infundadas. CONTINUA....

Anônimo disse...


The New York Times - 'Brincando com vidas': o plano brasileiro de vacinação contra a covid-19 está mergulhado no caos
15.12.20 CONTINUA V E TERMINA......

Bolsonaro afirmou que a vacinação deve ser obrigatória apenas para cachorros. Apesar de as vacinas nunca terem sido obrigatórias para os adultos no Brasil, sua eficácia e segurança nunca foram questionadas de maneira significativa. CONTINUA...

Uma pesquisa publicada no fim de semana pelo Datafolha, um respeitado instituto brasileiro de pesquisa de opinião pública, revelou que 22% dos entrevistados afirmaram não ter intenção de tomar a vacina contra o coronavírus — em agosto, eles eram 9%.

A questão está agora no Supremo Tribunal Federal, que está analisando este mês dois pedidos que podem tornar certas vacinas obrigatórias.

Garrett, do Instituto Sabin de Vacinas, estudou a expansão do movimento antivacinação nos Estados Unidos, onde trabalhou por duas décadas nos Centros para Controle e Prevenção de Doenças. Ela afirmou que temia há muito tempo que o movimento encontrasse uma base no Brasil, mas ficou impressionada pela velocidade e a intensidade de seu crescimento na era Bolsonaro.

“Isso (a ascensão de Bolsonaro) encorajou os brasileiros antivacinação a sair do armário mais cedo”, afirmou ela. “Sentem-se fortes e falam alto.” / Tradução de Augusto Calil

Anônimo disse...

O movimento não é antivacinação, mas de perda de credibilidade dos organismos internacionais de saúde e dos pesquisadores. Tudo está mal explicado e os atores desse teatro não respondem aos questionamentos, silenciam os cientistas que não compactuam com a encenação e se apressam em criar legislação obrigando a vacinação. O brasileiro está descobrindo que a carreira de cientista cega os candidatos à fama na corrida das descobertas e os induz a fraudar resultados, principalmente os institutos ligados aos globalistas Bill Gates (sócio de quase todos) e do PCCh (comunistas ontologicamente ligados à mentira como forma de chegar e manter o poder). A OMS agora é financiada majoritariamente por laboratórios (maiores interessados em vender vacinas com ou sem segurança nos testes). O teste PCR não detecta infecção: deu positivo para frutas em testes na África e agora na Coca-Cola. O jornal The New York Times faz parte da agenda comunoglobalista, logo, do teatro dos psicopatas. No Brasil, mais de metade da população não aceita as vacinas de pesquisas apressadas. Estão invertendo os fatos ao dizerem que quem não quer se vacinar não se importa com a saúde do próximo, e se "esquecem" do direito à própria saúde e integridade física daqueles que se recusam a recebê-la.


CNN: não se assuste se as pessoas começarem a morrer após tomar a vacina (Humans Are Free)
https://humansarefree.com/2020/12/cnn-dont-be-alarmed-if-people-start-diyng-after-taking-the-vaccine.html