quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

O QI médio da população mundial diminuiu nos últimos 20 anos

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Christophe Clavé

“O QI médio da população mundial, que sempre aumentou desde o pós-guerra até o final dos anos 90, diminuiu nos últimos vinte anos …É a inversão do efeito Flynn.

Parece que o nível de inteligência medido pelos testes diminui nos países mais desenvolvidos. Pode haver muitas causas para esse fenômeno.

Um deles pode ser o empobrecimento da linguagem. Na verdade, vários estudos mostram a diminuição do conhecimento lexical e o empobrecimento da linguagem: não é apenas a redução do vocabulário utilizado, mas também as sutilezas linguísticas que permitem elaborar e formular pensamentos complexos. O desaparecimento gradual dos tempos (subjuntivo, imperfeito, formas compostas do futuro, particípio passado) dá origem a um pensamento quase sempre no presente, limitado ao momento: incapaz de projeções no tempo.

A simplificação dos tutoriais, o desaparecimento das letras maiúsculas e da pontuação são exemplos de “golpes mortais” na precisão e variedade de expressão. Apenas um exemplo: eliminar a palavra “signorina” (agora obsoleta) não significa apenas abrir mão da estética de uma palavra, mas também promover involuntariamente a ideia de que entre uma menina e uma mulher não existem fases intermediárias. Menos palavras e menos verbos conjugados significam menos capacidade de expressar emoções e menos capacidade de processar um pensamento.

Estudos têm mostrado que parte da violência nas esferas pública e privada decorre diretamente da incapacidade de descrever as emoções em palavras. Sem palavras para construir um argumento, o pensamento complexo torna-se impossível. Quanto mais pobre a linguagem, mais o pensamento desaparece. A história está cheia de exemplos e muitos livros (Georges Orwell – “1984”; Ray Bradbury – “Fahrenheit 451”) contam como todos os regimes totalitários sempre atrapalharam o pensamento, reduzindo o número e o significado das palavras.

Se não houver pensamentos, não há pensamentos críticos. E não há pensamento sem palavras. Como construir um pensamento hipotético-dedutivo sem o condicional? Como pensar o futuro sem uma conjugação com o futuro? Como é possível captar uma temporalidade, uma sucessão de elementos no tempo, passado ou futuro, e sua duração relativa, sem uma linguagem que distinga entre o que poderia ter sido, o que foi, o que é, o que poderia ser, e o que será depois do que pode ter acontecido, realmente aconteceu?

Caros pais e professores: Façamos (“fazemos” na tradução brasileira) com que nossos filhos, nossos alunos falem, leiam e escrevam. Ensinar e praticar o idioma em suas mais diversas formas. Mesmo que pareça complicado. Principalmente se for complicado. Porque nesse esforço existe liberdade. Aqueles que afirmam a necessidade de simplificar a grafia, descartar a linguagem de seus “defeitos”, abolir gêneros, tempos, nuances, tudo que cria complexidade, são os verdadeiros arquitetos do empobrecimento da mente humana.

Não há liberdade sem necessidade. Não há beleza sem o pensamento da beleza.

Christophe Clavé, palestrante em estratégia e gestão é Presidente da EGMA SA (investimentos e consultoria).

4 comentários:

Anônimo disse...

O QI CAIU E MUITO,ENTÃO A MAÇONARIA TEM CERTEZA QUE NINGUÉM VAI POR EM CHEQUE AS SUAS MENTIRAS E MANIPULAÇÕES...É POR ISTO QUE O CRISTO NÃO PRECISOU DESCER LÁ DO CÉU... O MEU QI CAIU MAS TEM ESPOSAS QUE QUANDO OS DOTADOS DE UM GRANDE QI SAEM ELAS TRANSAM OM OS CÃES QUE VOCÊS NÃO TROCARAM POR UMA CRIANÇA POBRE...

Anônimo disse...

Tamo virando macaco de vorta? Que seje, desde que não farte banana!!

Anônimo disse...

Percebo que os meios de comunicação são parte do problema, porque conscientemente simplificam os tempos e as pessoas verbais, e pronunciam os diminutivos pela palavra completa acrescida do sufixo "zinho", mesmo no singular; só consigo entender essa atitude como uma técnica para facilitar o entendimento pelas diversas categorias mentais de ouvintes. O presidente, que confessou sua dificuldade com o aprendizado da língua, embarca na pronúncia equivocada dos diminutivos feita pela mídia.
A esquerda, que participou ativamente para que o fenômeno acontecesse, oferece ao povo adjetivos envoltos em atmosfera de raiva para que firmem avaliação destrutiva de personalidades que atrapalhem os planos comunistas. Com a inversão revolucionária sedimentada na mente dos ouvintes ("xingue-os do que você é), esperam que acreditemos que a neve é preta ("elegeram" o presidente "o corrupto do ano"!). Parte da população, principalmente a feminina, é muito influenciada por argumentos emocionais. Conheço uma vizinha, que inicialmente dizia que gostava do candidato Bolsonaro, quando passa um tempo conversando com uma amiga petista, sai xingando o presidente e querendo que ele morra; e essa amiga faz um trabalho diuturno de calúnia e estímulo emocional característico dos petistas. A vizinha oscila entre as avaliações da amiga e a nossa e conclui pedindo para não falarem de política, porque ela não a entende. Mas continua vítima do discurso da esquerda "light" quando assiste todos os dias o Jornal da Cultura por "não fazer propaganda política e ser um jornal completo", confundindo o linguajar "técnico" e "profissional" do programa com isenção política. Ela acredita que assistir esse jornal traz prestígio social de elegância e refinamento intelectual.
Outro empobrecimento vem de não ser ensinada a segunda pessoa no singular e no plural, alegando que está em desuso. Uma apresentadora de recitação do Terço Mariano em canal católico passou vergonha ao deixar uma criança (provavelmente sua filha) rezar uma dezena. A menina insistia em dizer "bendito é o fruto do NOSSO ventre, Jesus", por mais que a apresentadora soprasse o pronome correto. Nesse caso, a criança estava falando apenas as palavras que conhecia e faziam sentido para ela.

Anônimo disse...

"Tamo virando macaco de vorta?"
Com as vacinas mRNA, temos agora o risco de "virar jacaré".