segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

Perspectivas 2021


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Carlos Henrique Abrão

Muitos relatam que o ano de 2020 é para ser esquecido apesar das inúmeras lições que ele nos trouxe. Mas dúvida que fica: como será o ano de 2021? Teremos a vacina, o governo tomará juízo e vergonha na cara, a inflação será maior, a dívida pública explodirá? Enfim são indagações corriqueiras e que não podem deixar de lado o questionamento a respeito do Brasil varonil.

A principal saída reside no encontro da vacina e pelo que se discute a melhor até agora é aquela da Pfizer,em parceira com o laboratório alemão tendo como fundadores um casal de turcos, o qual está, por causa da descoberta, entre os mais afortunados da Alemanha.

Pensando nisso a perspectiva para o primeiro semestre do ano de 2021 não é alentadora, teremos percalços com o fim do auxílio emergencial, e aumentos de impostos,isso se não passar adiante a reforma tributária e quiçá a administrativa. O Brasil está no labirinto e caminha na escuridão apesar de tudo alguns setores ainda saíram das trevas e mergulharam nos ganhos em escala notadamente setor de exportação.

Mas as chuvas que não vieram castigaram de tal forma o campo que agora as pragas aparecem e a lavoura fica comprometida e com ela toda a produção de insumos. Primeiro ponto alta de alimento será inevitável se o governo não mantiver estoque regulador. Segundo ponto teremos que aumentar a importação de certos produtos e manter o dólar equilibrado sob pena de quebra generalizada da cadeia produtiva.

E por fim teremos que enfrentar com dinamismo ,energia e criatividade os destroços da herança maldita do vírus. Assim o desemprego em massa, a falta de renda, e o comprometimento da situação do endividamento público que se alastra, conseguirá o governo num passe de mágica reduzir o rombo e partir para uma nova etapa de parcerias em harmonia com o discurso neoliberal?

As mudanças congressuais serão relevantes para que se obtenha uma nova ordem de prioridade na votação, agora com a aprovação da famigerada legislação de quebra, a qual mais se parece uma colcha de retalhos, a balança pendular vai em prol do credor e as chances de recuperação serão cada vezes menores se levarmos em consideração o gotejamento do crédito, as desesperanças do setor financeiro e a guinada encontrada por meio de abertura de capitais de novas empresas as quais chegaram mas terão que mostrar resiliência e competência para permanecerem no mercado aberto de capitais.

O ano de 2020 marcou um distanciamento exuberante, uma falta de harmonia na política pública e demonstrou como somos irresponsáveis com a saúde,morreram mais de 200 mil brasileiros, e tudo indica que a pandemia não tem data certa para ser exterminada ou ao menos controlada.

O Brasil saiu na frente em número de mortes e bem atrás no antídoto da vacina. Enquanto autoridades perdem tempo e ficam batendo boca, milhões de brasileiros não encontram leitos ou unidades de terapia intensiva. Fomos uma vez mais enganados pelas eleições Municipais, durante a campanha céu de brigadeiro, depois do resultado pesadas e carregadas nuvens o prenúncio que tudo voltaria como dantes no quartel de Abrantes: fechamento total e generalizado,fim das festas de Natal e ano novo.

E por isso muitos dirão feliz ano velho não aquele de 2020 mas do ano de 2019 quando não tínhamos maiores preocupações e nos locomovíamos com facilidade, e tranquilidade os escritórios cheios e movimentados as ruas abarrotadas de gente. Hoje, ao contrário, muitos carros circulam, praias cheias, mas o solapamento poderá acontecer na primeira semana de janeiro, já que muitas cidades não têm estrutura ou menor capacidade de abrigo e acolhimento da população adoentada.

E ainda há governos que cassam o benefício do passe gratuito do idoso e acham que podem aumentar seus próprios salários e dos vereadores, também de secretários, verdadeiro passa moleque na população que sem opção foi às urnas depositar seu voto, mas logo concluiu que são todos iguais e prometem algo mas depois de eleitos fazem exatamente o contrário.


Enfim, não podemos esperar muito e nem pouco do ano de 2021 tudo dependerá do alastramento da
pandemia e o isolamento da população, porém uma coisa é absolutamente certa o mundo paralisado e estarrecido em 2020 precisará sorrir e criar suas imunidades, barreiras,e largas estradas para recuperarmos o tempo perdido.

Carlos Henrique Abrão, Doutor pela USP, autor de obras e artigos jurídicos.

2 comentários:

Anônimo disse...

5.700 cidades? 60 mil vereadores e outros milhares d asserores?
Diversas instâncias burocráticas. Jutistocratas a mil. Autoridades cheias d diteitos. Liberalóides entreguistas e Líderes" com a bufunfa abarrotada. Castas e artistas bem na foto. Povo desagregado e sofrido. Intelectuais "narnianos" extremamente vaidosos e inúteis. Às v zes parece q tudo eh meticulosamente feito para "não ir".

Anônimo disse...

As "vacinas" de mRNA não são vacinas; são engenharia genética para nosso corpo produzir uma vacina, algo nunca testado em seres humanos. Têm a vantagem de ser limpa na sua confecção, ao contrário das vacinas convencionais, mas não são testadas em animais, nem em testes contra placebo, o que as torna uma incógnita que será resolvida ao longo dos anos pelos efeitos que provocará nos que a tomarem como cobaias da 3ª Fase de Testes (todos os que forem vacinados nas campanhas iniciadas mundo afora).

Heated Vaccine Debate - Robert Kennedy Jr vs Dershowitz (Valuetainment)
https://www;youtube.com/watch?v=IfnJi7yLKgE