domingo, 24 de janeiro de 2021

Tempo de Reconstruir


Artigo no Alerta Total - www.alertatotal.net

Por João Guilherme C. Ribeiro

"Quanto mais reflito, mais acho que tudo o que se representa no teatro não é próximo, mas sim afastado de nós", disse Rousseau.  Continua muito válido hoje.  "Chega-se ao coração do homem mais rápido pelo preconceito do que pela razão"...  Esta, se não me engano, é de Voltaire.  Mas diz tudo, não diz?  Mais ainda quando os interesses (de que ordem forem) exacerbem esses preconceitos...

À vista de tanta cortina de fumaça, acho que fomos perdendo a noção do óbvio ao longo do caminho.

A mim parece que a imprensa só não levou por completo a missão por causa das redes sociais.  A relação da mídia com interesses partidários e financeiros (ambos escusos, normalmente!) em nada é diferente da relação entre o Pravda e o Izvestia com a camarilha do politburo comunista.  Ou a do Beobachter com a camarilha do partido nazista.  Fomos dopados por anos a fio, até sermos despertados a poucos metros do abismo – ou será que estou imaginando coisas?

O acusado de ser preconceituoso sofre todo tipo de hostilidade, desde injúrias, calúnias, ameaças, preconceitos, impedimentos e até atentado – aliás, atentado sequer investigado, lembram? 

O acusado é eleito por suas promessas não só por um povo ou cansado de pagar as contas do desmando, da roubalheira e da corrupção ou, cansado com a demagogia das pretensas soluções no papel que, na realidade, eram apenas pretextos para superfaturamento.  Este povo vai para as ruas e derrota o sistema.  Ponto final?  Não, que nada...  O óbvio não é tão óbvio assim!

Como eu disse, perdemos a visão do óbvio.  Mais ou menos, estamos confundindo tudo, como se simples equações matemáticas pudessem ser resolvidas por verborragia das "ciências" não exatas.

Ora, não vou chover no molhado, falando do que é óbvio para quem se recusa a enxergá-lo.  Depois de dois anos, a obviedade do antes e do depois se perde nas narrativas do insignificante.  Para alguns, os trinta anos de aparelhamento do sistema, de corrosão do tecido social, de enxovalhamento dos valores do brasileiro e do sentimento de Pátria, da corrupção entronizada e da roubalheira subjacente a cada iniciativa nada significam.  Tampouco as tentativas de voltar ao poder, ignorando o resultado das urnas.  Não, nada disso é importante.  O que interessa não é o óbvio, é o insignificante.  A fofoca, a maledicência, o boato, mas nunca a verdade.

Muito bem.  Vamos a algumas "insignificâncias". 

Aproveitemos a pandemia:

– Será que o fato das seguradoras não pagarem indenizações do seguro de vida a quem morre pelo vírus do PC chinês não tem relação alguma com a diminuição das mortes por outras causas? 

– Será que o fechamento dos tais hospitais de "campanha" nada tem a ver com o aumento do percentual de leitos ocupados?  Por falar nisso, quantos funcionaram? 

– Como está o gráfico de óbitos nos hospitais militares?  As mortes pelo vírus modificado pelo PC chinês também a mesma dança das causae mortis é semelhante ao que ocorre aqui fora?  Se não é, por que será?  Milicos não aceitam propinas?

– Afinal, 50% estimados de eficácia em vacina ainda na fase II justificam o teatro da imprensa? 

– Um pedido de proibição do tratamento preventivo pode ter alguma razão possível?  Ou é só mais do mesmo, oriundo da mesma ralé imunda dos dois ramos de "democráticos":  (a) os que perderam as eleições, as ruas e a credibilidade;  e (b) os que, não tendo quem fosse capaz de quebrar o sistema aparelhado, aderiram para depois tentar sua própria agenda do poder?

Como naquela imensa relação de delitos das administrações passadas, poderia falar ad nauseam.  Mas para quê? 

Apenas escrevo agora para que, pelo menos, dizer que:

Não engulo o pacote de insignificâncias com que querem apagar o óbvio.

Agora, em português claro, não me desculpo por acreditar que tudo seja preconceito, frustração e saudade da chave do cofre...

João Guilherme C. Ribeiro é Livre empreendedor e pensador, jornalista, escritor e cartunista.

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