quarta-feira, 10 de março de 2021

“A Redentora” contrarrevolução de 31 de março de 64


Artigo no Alerta Total - www.alertatotal.net

Por Aileda de Mattos Oliveira


Aspas e itálico em “A Redentora”, porque era a expressão habitual do General Paulo César de Castro — que por vontade divina está em outra dimensão —, quando se referia ao grande fato histórico político-militar do século XX.

A palavra significa “aquela que liberta”; “que desoprime”; portanto, a Contrarrevolução de 1964 livrou o Brasil e o seu povo de tornarem-se escravos de uma ideologia negativa e alienígena, que se ia alastrando no seio das camadas populares, nos meios rurais e nos quartéis, entre os subordinados (sargentos), a fim de quebrar a disciplina e, junto com ela, a hierarquia. Disciplina e hierarquia são dois valores que regem, de maneira absoluta, os militares, dentro e fora da caserna. A Contrarrevolução de 1964 veio pôr ordem na casa e livrar o Brasil de uma sanguinária forma de governo que, se vitoriosa, manteria a Nação, a reboque de países, líderes, comunistas. Por isso, foi Redentora, logo, Libertadora!

Um povo sem instrução, ou de poucas luzes, é presa fácil das manobras de sujeição dos estelionatários políticos, por ignorar que as palavras, embora tenham um significado, adquirem vários sentidos de acordo com os interesses de quem as pronuncia e de seus objetivos a atingir.

Assim, a “Cadeia da Liberdade”, do arrivista Leonel de Moura Brizola, nada mais era do que a “Cadeia da Escravidão”. O que dizia ele à frente dessa rede de emissoras, invadidas por ele, rede que atingia as principais cidades do País e pela qual ameaçava de prisão todos aqueles que lhe faziam oposição, principalmente, os “gorilas”, como eram chamados pela dupla de arruaceiros os Chefes Militares fiéis ao Brasil e cumpridores de seus deveres para com ele?

Eram claras as suas ameaças. Não iria se satisfazer, apenas, com a prisão dos adversários, mas desejava a eliminação de todos, tanto militares quanto civis que surgissem em seu caminho como obstáculos aos seus desígnios. O Governador Carlos Lacerda, do antigo e saudoso estado da Guanabara, único, até os tempos atuais, que trabalhou, incansavelmente, pelo seu estado, que veio a se transformar, infelizmente, no irreconhecível estado do Rio de Janeiro, era alvo dos asseclas dos cunhados Brizola e João Goulart, designados para fazerem o serviço sujo.

Salvaram Lacerda de ser vítima de tocaia, os seus devotados amigos militares das três Forças, principalmente, os da Força Aérea, que lhe davam proteção constante naquele momento caótico em que o Brasil vivia. Lacerda, de fluente oratória, sabia conquistar plateias e dizer o que elas queriam ouvir. Além disso, dirigia o Jornal “Tribuna da Imprensa”, que fazia ferrenha oposição à dupla de oportunistas.

Aqueles que, ainda, permanecem incrédulos e interrogativos sobre os fatos aqui citados, procurem a Fundação Biblioteca Nacional (FBN)*, na seção ‘Hemeroteca**, no térreo, e leiam os jornais da época, já microfilmados, que eram isentos, daí o noticiário impresso mostrar a verdadeira face dos golpistas Brizola e João “Jango” Goulart que desejavam impor à Nação um regime de esquerda, com base no proletariado. A imprensa, de então, era independente, diferentemente da imprensa, vendida e rastejante, de hoje.

O único jornal que se mantinha em defesa dos dois agitadores e de seu bando anárquico de seguidores era o periódico esquerdista, “Última Hora”, de Samuel Wainer.

Relembremos os nomes de alguns dos grandes Chefes Militares de 1964: Generais Olympio Mourão Filho; Antônio Carlos da Silva Muricy; Carlos Luiz Guedes; Odylio Denys; Emílio Garrastazu Médici; e outros tantos das demais Forças que salvaram o Brasil do golpe comunista da dupla maldita. Não se pode esquecer do governador de Minas Gerais, José de Magalhães Pinto que formou ao lado dos libertadores para tirar o Brasil das mãos de Brizola e Goulart, estes, sim, os arautos das vinditas que ameaçavam emudecer militares e civis e transformar o País num servil membro da comunidade vermelha, ao entregá-lo, como um vagão, a locomotivas estrangeiras de ideologias afins.

Quem são os golpistas, então? Os que queriam entregar o Brasil à devastação comunista, ou aqueles que defenderam o Brasil dessa devastação?

É preciso que as pessoas reflitam e analisem as palavras daqueles que repetem versões, previamente elaboradas, uma vez que nada mais são do que meros falsificadores da história, porta-vozes dos que têm conta a pagar na Justiça, por ataque, em massa, ao erário, além de estocadores, desavergonhados, de propinas.

Para que não se tornem repetidoras do que ouvem, já que, sequer, leram o título de algum livro a respeito, ou a manchete de um jornal da época, procurem conhecer, primeiro, a diferença gigantesca entre ‘estereótipos ideológicos’ e ‘verdades históricas’.

(Uma pergunta ainda não respondida: o que foi fazer João Goulart, na China, quando era Vice-Presidente de Jânio Quadros?)

Assim, se estamos em liberdade, se ainda podemos dizer que vivemos num País que é nosso, numa República (mesmo que pouco solidificada), devemos à Redentora Ação Militar de 1964.

Esse fato histórico, que registra a derrota de dois indivíduos inescrupulosos e baderneiros, aconteceu há 57 anos. Porém, os seus seguidores políticos e ideológicos, continuam a agir contra o Brasil, inclusive, através de ‘fachinadas’.

* FBN: Av. Rio Branco, 219, Centro, Rio de Janeiro, RJ (antiga Cinelândia) ou no site correspondente.

** Hemeroteca é o nome que se dá ao setor da Biblioteca onde se encontram arquivados jornais, revistas e todos e quaisquer periódicos.

 

Aileda de Mattos Oliveira é Dr.ª em Língua Portuguesa. Acadêmica Fundadora da Academia Brasileira de Defesa (ABD); Membro do Centro Brasileiro de Estudos Estratégicos (CEBRES) e Membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB), Articulista do Jornal Inconfidência.

Um comentário:

Anônimo disse...

uma única correção: não cadeia da liberdade, mas rede da legalidade