segunda-feira, 29 de março de 2021

Ajuda estrangeira


Artigo no Alerta Total - www.alertatotal.net

Por Carlos Henrique Abrão

O Brasil titubeou e feio na saúde da população e na saúde financeira da Nação - o que pode comprometer a durabilidade do governo e da respectiva reeleição. Vozes empresariais lançam duras críticas em relação ao modelo e prejuízos na casa de bilhões em razão da demora na feitura do modelo de vacinação e ampliação do número de imunizados.

Bem, por tudo isso, há políticos nos EUA defendendo uma tomada de posição do governo norteamericano em relação ao absurdo número de mortes que já supera 300 mil pessoas. O ex Ministro Mandeta seguramente capacitado para o cargo dias atrás afirmou que perdemos com a pandemia mais do que o número de soldados no exército brasieliro 270 mil e segundo ele caíram mais de 150 aviões despedaçando vidas inocentes no solo pátrio.

O erro palmar ainda poderia ter sido corrigido não fosse intransigente o governo e repleto de revertério na assunção de uma política de envergadura. Alemanha já mandou respiradores para o Estado do Amazonas e mesmo assim a situação está alarmante em vários estados. O melhor teria sido se o STF mantivesse as rédeas curtas em mãos do Governo Federal e não delegasse aos estados a gestão da crise sanitária, talvez o maior defeito e pecado capital que acometeu a justiça brasileira, por desconhecer a mola mestra que inspira recursos financeiros em mãos da União.

Desta forma, por mais que estados se permitam fazer e cooperar sempre ficarão subordinados ao  Governo Federal que tem instrumentos mais capazes e verte recurso financeiro para superar as desigualdades. Muitos Estados do Norte e do Nordeste foram pegos na contramão e não tiveram outra alternativa, exceto choramingar para o Governo Federal. 

Faltam recursos não apenas financeiros mas humanos, se tivéssemos montados uma coordenadoria de trabalhos para vencer a covid não precisaríamos amargar tantas mortes. Bastaria em março de 2020, se fosse dado pulso firme ao governo federal, decretar 15 dias de fechamento total e com isso todas as dificuldades seriam vencidas e o prejuízo rapidamente recuperado.

Alguns estados vacilaram aplicaram práticas de flexibilização e prefeituras quando acometidas de aumento de internações acabaram trancando a cidade, como aconteceu recentemente no Estado de São Paulo, com Araraquara que já experimenta melhora significativa.

Um conjunto de erros provocou a balbúrdia porém o mais grave é querer arrecadar dividendo político em plena conjuntura, e se nos apegássemos à reviravolta nos EUA pós-Trump verdadeiramente teríamos superado a catástrofe, mas a ajuda estrangeira não está descartada e muito menos distante da nossa realidade atual.

Carlos Henrique Abrão é Doutor em Direito Comercial pela USP com especialização em Paris, professor pesquisador convidado da Universidade de Heidelberg, autor de obras e artigos.

Um comentário:

Juscelino disse...

PUTZ.... VAI PEGAR UMA CAUSA PRA DEFENDER , ADEEVOGADU.