sexta-feira, 26 de março de 2021

Hobbes e o Vírus


Artigo no Alerta Total - www.alertatotal.net

Por Carlos Henrique Abrão

Dizia Hobbes que o homem é lobo do homem. Mas agora mote em voga é homem é o vírus do próprio homem e ponto final. Tempos ressignificam o conceito exato da pandemia e dos plantonistas aproveitadores de ocasião.

Vamos aos fatos: Um grupo de empresários do setor de transporte importou a vacina e deu um jeitinho de chamar os amigos para o presente, mas não é só outros se apresentam como representantes do laboratório para cometer irregularidades, porém um fato auspicioso a Justiça acaba de derrubar a obrigação das empresas privadas de fazerem doação da quantidade para o SUS, com isso o governo que arrume a casa e não fique dependendo apenas da iniciativa privada.

Quem diria que o homem na segunda década do século XXI se transformaria no vírus do seu semelhante, obrigando a marcar distância e usar máscara para evitar contaminação. Ninguém sabe ao certo a origem do vírus mas provavelmente tem enraizamento nas mudanças climáticas, na fauna e na flora e nas queimadas, com o aquecimento de geleiras, com temperaturas extremas ou muito quentes ou bastante frias como foi o inverno norte americano,.

Teremos sempre espertalhões que gostarão de levar vantagem diante de uma situação inusitada de fechamento de quase tudo com a chegada das vacinas e sua comercialização pelas empresas privadas, a fim de superar a falta de apetite e competência do governo como um todo. Não podemos ser manipulados mais do que já somos pelas mãos estatais determinando fiscalização, vigilância e aprisionamento do cidadão que necessita conservar minimamente seus valores e sair para conquistar seu pão de cada dia, numa inóspita e desesperadora realidade com a qual milhões de brasileiros são obrigados a enfrentar. Uma coisa é certa e válida: os muros e fortalezas que separam ricos dos menos favorecidos desmoronaram.

Com a pandemia não adianta apenas a classe mais privilegiada contar com planos de primeiro mundo se a maioria está nas filas do SUS e também pode transmitir a doença.

O Brasil precisa realizar um mutirão rapidamente em prol da saúde. Metade da arrecadação das loterias deveria ter destino para a área de saúde, e num intervalo de dez anos contruiríamos 50 mil hospitais, todos modernos e equipados, atendimentos de urgências e emergência pelo menos 20 mil pelo País, e criar medicina familiar e preventiva de tal sorte que todo o cidadão não precisará implorar exame ou permanecer na fila.

Seremos eficientes no combate às doenças endêmicas e epidêmicas e o maior fato de espalhar seus efeitos é a desigualdade, injustiça social e concentração avassaladora da riqueza colocando em risco as vidas de milhões de brasileiros, um sinal trágico, que nem Hobbes previu, mas que tem seus dias contados, pois que sem saúde universal a máscara do distanciamento por classes não tem estrutura ou consolidação independente.

É  tempo de mudança de mentalidade de conduta de comportamento e banimento da Lei de Gerson e um espetáculo que alcança supremacia do interesse coletivo do público, ao invés do espírito mercenário destruidor de gerações.

Carlos Henrique Abrão é Doutor em Direito Comercial pela USP com especialização em Paris, professor pesquisador convidado da Universidade de Heidelberg, autor de obras e artigos.

Um comentário:

Anônimo disse...

""", mas não é só outros se apresentam como representantes do laboratório para cometer irregularidades,"""

Eu ia deixar passar essa firUlosofia de hobbes passar batido; mas, o editor já levou lá embaixo; então, só vou deixar esse paragrafo de firulosofia pura acima; e o curriculum do autor abaixo.


"""Carlos Henrique Abrão é Doutor em Direito Comercial pela USP com especialização em Paris, professor pesquisador convidado da Universidade de Heidelberg, autor de obras e artigos."""