quarta-feira, 31 de março de 2021

Saída das Multinacionais e Consumidor


Artigo no Alerta Total - www.alertatotal.net

Por Carlos Henrique Abrão

A crise agudizada pela pandemia fez saltar aos olhos a complexidade de preservar empresas e corporações estrangeiras em solo nacional. Totalmente correto afirmar que o motivo primário delas explorarem atividade econômica se adstringe ao lucro e possibilidade de remessa destinada à matriz.

O esgarçamento do tecido social agravado pelo solapamento da economia acarretou que empresas estrangeiras de vários setores dessem até logo Brasil. E como se posiciona o consumidor que adquiriu produtos e não tem mais certeza de peças de reposição ou de alguma assistência técnica.

A situação é deveras especial uma vez que sequer comunicam os empresários às autoridades brasileiras a intenção de abandonar o barco e deixar a atividade produtiva. O melhor dos mundos vira o pior, na medida em que a regulamentação da saída da empresa retirante não se baseia em lineamento claro e transparente.

Quem adquiriu um carro de uma montadora que foi embora do País, um equipamento de computação, um determinado remédio fabricado pelo laboratório encontrará e terá garantia de nenhuma solução de continuidade? 

Verdadeiramente os países emergentes não têm força como primeiro mundo e os consumidores são os que mais perdem quando uma empresa multinacional abandona sua produção, pois que as peças de reposição dificilmente serão encontradas.

E o mais grave: a assistência técnica passa a ser uma loteria. Temos assim que criar uma regulamentação mais direta e que iniba empresas que produziram por muitos anos partam e fechem as portas deixando consumidor nacional isolado e sem atendimento à altura do que intencionou comprar.

O consumidor investe valor elevado no produto e depois fica frustrado ao saber que a empresa fabricante não está mais no País. É uma situação não solucionada pelo governo federal, ou pelos procons, já que a situação é estranha e o abandono do consumidor é indelével, já que a posição do ministério público do consumidor é avaliar o número de reclamações para tomar qualquer medida protetiva.

No entanto a contextualização não pode ser aceita pois que se houver baixo número de reclamações não significa em absoluto que os queixosos possam ficar livre de atenção, atendimento e assistência técnica.

Em suma, o Brasil precisa impor às empresas novas regras e que sejam cumpridas, pois não se justifica ganharem bilhões durante tanto tempo e de repente, por motivos ligados ao caráter lucrativo, deixar o território nacional e não prestar um acompanhamento por pelo menos um prazo de cinco anos com eficiência e espírito de solucionar de imediato o problema constatado.

Carlos Henrique Abrão é Doutor em Direito Comercial pela USP com especialização em Paris, professor pesquisador convidado da Universidade de Heidelberg, autor de obras e artigos.

2 comentários:

aparecido disse...

O Doutor andou comprando carro da Ford e esta apavorado ??? e esconde até o cargo que exerceu e se aposenrtou ???? Pode ficar tranquilo.. na proxima vez compre carro alemão....eu só compro carro da Volks há 40 anos...Os alemães tem uma imensa colonia aqui no Brasil e gostam do Brasil...Aqui a Mercedes (caminhões) e a VW carros e caminhões jamais deixarão o pais...até os chinos que vendem carros chinos aos brasileiros compram para eles proprios carros alemães e japoneses...eles sabem o que é bom... e conhecem bem as porcarias que fabricam...

Anônimo disse...

"""Quem adquiriu um carro de uma montadora que foi embora do País, um equipamento de computação, um determinado remédio fabricado pelo laboratório encontrará e terá garantia de nenhuma solução de continuidade? """

"""um determinado remédio fabricado pelo laboratório encontrará e terá garantia de nenhuma solução"""

Já que o editor desse blog não TRABALHA (libera comentários); vou escrever:

O editor quer virar radialista; e esse articulista (desse texto); já deve viver de alguma teta; pois, sempre está defendendo o aumento da teta publica.
No caso acima ele cometeu o ato falho, de citar os medicamentos, a vachina xineza que tem um custo milionário; não tem garantia, não tem "eficiência".

PS: E, por que esse articulista não cobra que a vachina chinesa custeada pelos criadores do vírus chinês.

RESUMINDO: Os patrões do articulista, criaram um vírus, e além de não fornecer o medicamento GRATUITAMENTE, ainda lucram uma fortuna.

PS2: Como os chineses sabiam que precisariam (já estavam prontos) de bilhões de equipamentos de medição de temperatura (esses que tem em todos os comércios do mundo).