sexta-feira, 30 de abril de 2021

Hora de acelerar o cumprimento das promessas


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Siga-nos no Twitter e Facebook - @alertatotal

A CPI da Covid não vai dar em nada para o presidente Jair Bolsonaro. Quem garante é o senador Ciro Nogueira (PP-PI). O membro governista da CPI do Covidão deu esse recado a empresários, acionistas e executivos de bancos como Bradesco, Itaú e BTG, além de varejistas e industriais, com os quais se reuniu na quinta-feira. Ciro advertiu que estão superdimensionando o papel do senador Renan Calheiros (MDB-AL) como relator da CPI.

Ciro Nogueira avisa que nada adiantará se Renan produzir um relatório com supostas “graves acusações” contra o governo. O parlamentar antecipa que a base governista apresentará e aprovará um relatório divergente. Coro entende que a guerra de versões não prejudicará Bolsonaro. Mesmo que o eventual relatório negativo de Renan seja aprovado, Ciro prevê que é zero a chance de a confusão evoluir para um impeachment do Presidente. Ciro antecipa que o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, aliado de Bolsonaro e inimigo de Renan, não deixará.

O PP de Ciro Nogueira deve ser o destino partidário do Presidente Jair Bolsonaro para disputar a reeleição. Ele deve retornar ao partido pelo qual já se elegeu deputado federal, agora com status de chefe de Estado e de Governo, e não mais como um lobo solitário que era tratado como figura folclórica por seus companheiros do baixo clero do Congresso Nacional. “Em outro patamar”, Bolsonaro também interessa a outros partidos da base aliada, como o PTB de Roberto Jefferson. O Presidente define seu rumo em outubro, tomando todo cuidado para não melindrar o Centrão que lhe dá sustentação política, mesmo que a governabilidade sempre pareça precária no Presidencialismo de Coalizão.

Renan Calheiros segue seu roteiro manjado de dissimulação, deixando claro que o objetivo da CPI é detonar o governo Federal. Segundo Renan, a CPI não instituída para apurar corrupção. O alagoano faz uma promessa vazia: “Se nos depararmos com desvios de recursos, nós vamos apurar, mas essa comissão não é para isso. É para investigar se houve omissão, responsabilidade na condução da pandemia. O objetivo do plano não é limitar investigação”. Na verdade, o MDB de Renan já deixou claro que planeja usar um relatório do ministro Benjamin Zymler, do Tribunal de Contas da União (TCU), para atingir o general Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde. O partido já aprovou um pedido de informação sobre o chamado “Plano Especial de Acompanhamento das Ações de Combate à covid-19”. Zymler pede uma investigação contra gestores do Ministério da Saúde, “por uma série de omissões” (a narrativa que criou a CPI).

Enquanto isso, no mundo real, já se espera uma terceira onda de grande infecção das variantes do vírus que veio da China. O problema é que, pressionados pelos erros e exageros cometidos nos “loucodowns” e decisões restritivas com abusos de autoridade, que atentaram contra a liberdade do cidadão e produziram falência de empresas e desemprego, governadores e prefeitos acabam de “flexibilizar as medidas”. A tendência natural é que aconteçam aglomerações, principalmente no transporte público, que podem beneficiar a disseminação do coronavírus…

Ainda no mundo real, em reação à CPI que tem o claro objetivo de desgastar Jair Bolsonaro (mesmo que não consiga derrubá-lo), quem acredita no Presidente vai para as ruas, em grandes manifestações previstas para o feriado de sábado (Dia do Trabalho). A data, que tradicionalmente é ocupada por movimentos esquerdistas, este ano ganhará o componente “bolsonarista”. A orientação é que a maioria do povo levante do sofá, deixe de lado a internet e saia às ruas para gigantescas manifestações a favor do Presidente Bolsonaro. Os atos públicos tendem a ser bem sucedidos. Mas será que produzirão desdobramentos políticos efetivos? Eis a questão…

Além do desafio permanente da governabilidade, Bolsonaro ainda tem de cumprir uma agenda mínima de suas promessas de campanha. Dependerá da articulação política no Congresso Nacional (com ou sem CPI do Covidão no meio) para aprovar as polêmicas, porém indispensáveis, reformas administrativa e tributária. Outro desafio imediato do Presidente é acertar (em cheio) na indicação do próximo ministro do Supremo Tribunal Federal que substituirá Marco Aurélio de Mello (que se aposenta em 5 de julho). Bolsonaro tem de recuperar a soberania do Executivo, reequilibrando o Poder Supremo, que há muito exerce hegemonia sobre os demais.

Bolsonaro tem de acelerar o cumprimento das promessas e precisa melhorar a estratégia de comunicação - cujos erros são as causas de seus principais desgastes e da farta munição que a “oposição” encontra para construir as “narrativas”. O povo, mais uma vez, vai para as ruas. Só que o Presidente tem de fazer (melhor) a parte dele... 

Releia o artigo: Novo “PCB” - Partido Contra o Bolsonaro

Em tempo: Reveja nosso comentário no programa 3 em 1 de quinta-feira: CPI é sempre pizza e muita narrativa. https://pic.twitter.com/6RQmjNgQvQ   












Adquira, também, o livro A ÚLTIMA MARCHA DA MAÇONARIA.

Para maiores informações clique aqui:

https://loja.umlivro.com.br/a-ultima-marcha-da-maconaria/p

Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Flamenguista. Editor-chefe do Alerta Total. Comentarista Político da Rede Jovem Pan.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. 

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 30 de Abril de 2021.

Colonizados, em pleno século XXI


Artigo no Alerta Total - www.alertatotal.net

Por Percival Puggina

Ah, essas duras realidades sociais, políticas e econômicas! É dureza ser uma sociedade esmurrada pelos fatos como acontece no Brasil. Estevão Pinheiro, com seu humor ácido, construiu uma frase aplicável à nossa situação: “Depois de as coisas irem de mal a pior, começa o ciclo de novo”. Ponderemos objetivamente a situação.

Pergunto: nosso panorama social é desolador porque as pessoas não querem viver em melhores condições, ganhar mais, trabalhar mais, cuidarem melhor de si mesmas, dependerem menos do Estado? Socorre-nos, aqui, o humor do argentino Quino e sua personagem Susanita, nas tirinhas da Mafalda, quando diz algo mais ou menos assim: “Não sei o que passa na cabeça dos pobres. Como se não bastasse ganharem pouco, ainda consomem artigos de má qualidade”.

Susanita está errada, claro. Os pobres se dariam melhor na vida se a economia tivesse um crescimento mais acelerado, com maior geração de postos de trabalho. Segundo Ronald Reagan, esse é o melhor programa social do mundo.

Então, pergunto: a economia anda lentamente porque falta gente para trabalhar, por que falta aos empresários vontade de ganhar dinheiro, porque o mercado não quer comprar o que produzimos? Claro que não. A economia vai mal por causa da política, com sua sequela de males: instabilidade, décadas de gasto público constantemente superior às receitas inconstantes (imprudente criação de despesas permanentes). Vai mal porque a Constituição de 1989 pretendeu criar num país pobre, por força de lei, um Estado de bem estar social. Vai mal por causa do gigantismo do aparelho estatal. Vai mal por falta de sintonia entre os objetivos que mobilizam os poderes de Estado e os de seu soberano – o povo brasileiro,

O fato que me traz a este artigo é a súbita percepção de que o aparelho estatal como um todo, os poderes e a administração pública nos três níveis da Federação colonizaram o povo brasileiro. Subsistem do extrativismo que exercem sobre os recursos que a sociedade produz. Esse monstro tem vida própria e subordina a sociedade ao seu querer graças a um escancarado complô entre o Congresso Nacional eleito em 2018 e essa sequela do petismo em que se transformou o outrora digno e respeitável Supremo Tribunal Federal.

Então, na minha perspectiva, se a causa de nossos problemas tem nome e endereço conhecidos, é para ali que devem convergir as ações corretivas. Não faltam obstáculos a essa tarefa. Os grandes mecanismos influenciadores das opiniões e das condutas sociais são os que atuam no plano da cultura, dos meios de comunicação, da Igreja e das escolas em todos os níveis de ensino. E esses, como se sabe, estão aparelhados pelos “progressistas” inimigos do progresso, agentes de nosso atraso. Todos eles, cada um a seu modo, nos colonizaram.

 De nada valerá qualquer ação que chegue ao endereço errado. Preservar o modelo institucional, a regra do jogo político, significa manter o colonialismo do Estado sobre os cidadãos e seus bens e... aguardar um novo ciclo para ir de mal a pior.

Percival Puggina (76), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor.

A trapaça da CPI da Covid


Artigo no Alerta Total - www.alertatotal.net

Por J.R. Guzzo

Os peritos em ciência política, desses que sempre aparecem nas mesas redondas de televisão, provavelmente estão lhe explicando, em detalhes e com oratória de universidade, como são complexos os pontos centrais (e os laterais, também), dessa CPI que o Senado acaba de inventar com o objetivo oficial de apurar atos de inépcia, negligência ou má fé que teriam sido cometidos pelo governo federal no combate à covid.

Mas não é preciso mais do que três minutos de observação, realmente, para se concluir que não há complicação nenhuma. Basta ver quem são os senadores que estão na CPI, fazendo o papel de polícia que corre atrás do bandido. Que complicação poderia haver?

TUDO EM FAMÍLIA – O presidente na CPI, não menos que o presidente em pessoa, é um senador do Amazonas que já teve a própria mulher, além de irmãos, presos por roubalheira maciça justamente na área da saúde.

Ele próprio, figurão da política amazonense e de Manaus, está metido há cinco anos em encrenca feia com a Operação “Maus Caminhos” – e um de seus desdobramentos, a “Cash Back” – que a Polícia Federal iniciou em 2016 para investigar corrupção na sua zona de influência.

O representante titular do PT é o senador Humberto Costa, notável por ter o apelido de “Drácula” – esteve envolvido no prodigioso escândalo dos vampiros, que roubavam sangue dos hospitais quando ele era ministro da Saúde do governo Lula. É como “Drácula”, por sinal, que Costa está registrado no célebre Departamento de Operações Estruturadas da empreiteira Odebrecht, na lista de políticos comprados pela empresa e guardada em seus computadores.

OUTROS MAIS – Está no papel de mocinho e juiz, também, outro peixe graúdo na coleção da Odebrecht – o “Whiskey”, codinome do senador Jader Barbalho, do Pará.

Ele é descrito, respeitosamente, como “veterano” da política; de fato, está relacionado há décadas, sempre, entre os políticos mais investigados por corrupção neste país.

Enfim, acredite se quiser: aparece na CPI, e no cargo de relator, o senador Renan Calheiros, simplesmente ele – o “Atleta” do listão da empreiteira, e com certeza o membro mais enrolado com o Código Penal que há no Senado do Brasil ou, possivelmente, de qualquer senado do mundo.

SEM EXPLICAÇÃO – É preciso, diante disso, dizer mais alguma coisa? Os especialistas podem ficar explicando o assunto pelo resto da vida, mas não há nada a ser explicado: a CPI da Covid é uma das mais espetaculares trapaças que já se praticou na política brasileira.

Até uma criança de dez anos de idade sabe que os dois Estados onde mais se roubou na covid, inclusive oxigênio, são justamente Amazonas e Pará; pois é dali, bem dali, que vêm dois dos mais lustrosos investigadores da CPI.

J. R. Guzzo é Jornalista. Publicado no O Estado de S.Paulo de 28 de abril de 2021.

quinta-feira, 29 de abril de 2021

Novo “PCB” - Partido Contra o Bolsonaro


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Siga-nos no Twitter e Facebook - @alertatotal

Nada como um veículo de comunicação que pratica responsavelmente a liberdade de expressão e permite que seus “consumidores” se manifestem. No encerramento do programa 3 em 1 da Rede Jovem Pan (no qual sou comentarista), o ouvinte/telespectador Cidimar, de São José do Rio Preto, comentou que o senador Renan Calheiros e o STF “fazem parte do mesmo partido, o PCB - Partido Contra Bolsonaro”.

Ironias à parte com a sigla do velho e carcomido “Partido Comunista Brasileiro”, uma enquete recente (acredita quem quiser) indica que 57% desaprovam e 35% aprovam o governo Bolsonaro. Sem novidade. Os números seguem estáveis na comparação com “pesquisas” anteriores. O atual “Partidão” contra o Presidente segue trabalhando intensamente, com apoio da decadente extrema-mídia (em estado falimentar, pela falta de verbas públicas federais).

O tal “Partido Contra Bolsonaro” funciona, direitinho (KKK), desde o dia em que ele venceu a eleição de 2018 contra a vontade do Establishment. Bolsonaro só não foi derrubado por dois motivos: Primeiro, porque costurou um “seguro” com o comando do baixo-clero do Congresso Nacional. Segundo porque, se derrubarem Bolsonaro, quem assume é o vice Antônio Mourão, e o Estamento Burocrático não quer saber de General no comando do Palácio do Planalto.

O problema concreto para Bolsonaro é que, embora não corra risco de impeachment, continua com dificuldade (ou inviabilidade) prática de governar. A judicialização da politicagem (ops, da política) viabiliza a supremacia (perdão pela redundância) do Poder Supremo sobre os poderes Executivo, Legislativo, Judiciário e Militar. Na ingovernabilidade, tudo é relativo, sobretudo as leis. O cumprimento e a interpretação delas varia conforme os interesses da desgovernança do Crime Institucionalizado.

A mais nova confusão legal vai mexer com a macroeconomia e com uma recente vitória do globalitarismo no Brasil. O Supremo Tribunal Federal será acionado, em breve, para analisar a tal “autonomia” do Banco Central do Brasil. O Procurador-Geral da República, Augusto Aras, acaba de divulgar um parecer considerando inconstitucional a medida sancionada no final do mês de fevereiro pelo Presidente Jair Bolsonaro. O mercado financeiro tende a refletir o assunto nesta quinta-feira, com súbitas subidas e descidas de cotação da bolsa e da variação cambial. Nada de anormal... 

O PGR Aras considerou inconstitucional a autonomia do BC do B porque o processo foi iniciado no Senado. Durante o processo apressado de aprovação do texto na Câmara dos Deputados, alguns parlamentares levantaram dúvidas sobre a constitucionalidade do Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 19, originalmente apresentado no Senado pelo senador Plínio Valério (PSDB-AM). Acreditava-se que a Constituição proibia que a autonomia do BC surgisse de iniciativa do próprio Congresso. O projeto precisaria, necessariamente, ter partido do Poder Executivo, por tratar de agentes públicos da União.

Aprovada a autonomia do BC do B, PSOL e PT ajuizaram ação no Supremo Tribunal Federal acusando o vício de iniciativa do projeto. Ontem, Augusto Aras, enviou ao STF parecer pela procedência parcial da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) ajuizada pelos partidos. Aras lembrou que o PLP nº 19 foi proposto por Plínio Valério e aprovado no Senado. Depois disso, foi encaminhado à Câmara dos Deputados. “Nessa Casa Legislativa, o PLP 112/2019, de iniciativa do presidente da República, foi apensado ao PLP 19/2019 - já aprovado pelo Senado - por se tratarem da mesma matéria. Após análise dos dois projetos pelos deputados federais, o PLP 19/2019 foi aprovado e encaminhado à sanção presidencial, enquanto o PLP 112/2019 foi rejeitado”.

O problema formal apontado pelo PGR Augusto Aras: o Senado não deliberou sobre o projeto de iniciativa do presidente da República. Agora, temos mais um pepino (macroeconômico) para o Poder Supremo descascar. Geralmente, a judicialização da politicagem afeta o mundo político. Agora, mexe com o destino dos negócios de banqueiros (sobretudo os internacionais) - maiores interessados na aberração do Banco Central “independente” e “autônomo”. Os rentistas vão aloprar...

Resumindo: O novíssimo “PCB” ainda têm muito estrago para realizar, até a eleição presidencial de 2022. O desempenho e a sensação econômica são o fator decisivo para Bolsonaro vencer ou perder. Afetada pelas bobagens em tempos de pandemônio do Covidão, a economia é uma incógnita. A tendência é melhorar, para desespero da turma do “PCB”.

Acontece que nada é garantido. Tudo é risco. Tem muita bolha de ativos tirando o sono de especuladores (ops, investidores). Tem gente desempregada, quase falida pessoalmente, com dificuldade para comprar comida para a família. Clima de convulsão social, em meio ao aumento do radicalismo político, problemas econômicos concretos e o vírus que veio da China ainda assustando, infectando e matando…

O inferno da governabilidade parece quase perfeito. Só falta trocar o Diabo por algum Renan Calheiros na Presidência...

Em tempo: Reveja nosso comentário no programa 3 em 1 de quarta-feira: Estratégia dos senadores é burra e ilógica. https://pic.twitter.com/0qB8vAh0Ma   








Adquira, também, o livro A ÚLTIMA MARCHA DA MAÇONARIA.

Para maiores informações clique aqui:

https://loja.umlivro.com.br/a-ultima-marcha-da-maconaria/p

Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Flamenguista. Editor-chefe do Alerta Total. Comentarista Político da Rede Jovem Pan.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. 

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 29 de Abril de 2021.

Codinome “IDOSO”


Artigo no Alerta Total - www.alertatotal.net

Por Aileda de Mattos Oliveira


No Art. 5.º da Constituição, está lavrada uma das maiores falácias, entre tantas registradas, nessa chamada “Carta Magna”:


Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza [...]”.

Apenas, este trecho reflete que palavras dos Constituintes são meros rabiscos para preenchimento do espaço em branco do papel. E por que é uma falácia? Porque “Todos” não são iguais perante a lei, havendo (e como há!) distinção constrangedora entre brasileiros.


Não somente diferenças de origem racial; de origem religiosa; mas também de faixa etária, principalmente, quando relacionada à posição social.

 

Não ouvimos os apresentadores de noticiosos se referirem às pessoas públicas de “idosas”, mesmo que já estejam para lá de caquéticas. Nunca ouvimos noticiarem: “O mais idoso traidor do Brasil continua a serviço de Soros” (FHC); jamais disseram que “O idoso pinguço está viajando pela Europa e denegrindo o Brasil” (Lula); que “A descerebrada idosa, eterna guerrilheira e assaltante de bancos, continua guerreando com as palavras” (Dilma); que “O enfatuado togado é um dos idosos do STF” (Gilmar Mendes ou Lewandowski ou Barroso ou Fux ou Marco Aurélio); que “A idosa do STF, amiga daquela que saudou a mandioca, esconde-se debaixo da toga”. Por acaso, José Dirceu é lembrado como “O idoso que foi aprendiz das guerrilhas cubanas”? Nenhum empresário é tachado de “idoso”, mesmo que seja fundador de uma empresa quase centenária.

Todas essas figuras, ou “figuraças”, ao contrário, têm nome e sobrenome.

Porém, esses mesmos apresentadores, ao passar para baixo do hemisfério político-social, aí, sim, igualam os cidadãos, justamente, aqueles que sustentam, com seus impostos, todos os demais citados. Pagam as suas mordomias, as suas viagens, as suas amantes, os seus restaurantes e, por aí vai.

“Um idoso foi atropelado na Avenida Brasil e o motorista fugiu sem prestar socorro”, dizem os arautos das tragédias diárias. “O idoso ficou horas na fila do SUS e passou mal por falta de atendimento”. “Um idoso está desaparecido”. “Os idosos são as maiores vítimas de empréstimos!” “Nenhum parente apareceu para visitar o idoso no hospital”.

Nestes casos, a igualdade é surpreendente. Essas vítimas deixaram de ser pessoas, e receberam da imprensa um codinome igualitário: ”Idoso”. Para que se preocuparem com o seu nome, se já estão fora de qualquer atividade remunerada? No entanto, a Receita Federal, que sabe o nome e sobrenome de cada um, de mais, ou de menos idade, parece ‘desconhecer’ o nome e o sobrenome dos ‘bem-situados’ à custa desses ‘sem nome’.

Percebemos, também, que o tratamento “idoso” é usado por esses apresentadores, como uma palavra de apoio, de comiseração, de condescendência, até mesmo, de carinho ou de pena. Enganam-se! A cada repetição da palavra, mais perde em peso o valor representativo desses homens e mulheres na sociedade.

As pessoas pertencentes a qualquer classe social têm identificação, têm personalidade própria, são diferentes umas das outras, mesmo com idade. Igualá-las por meio de uma expressão que irá identificá-las, tão somente, pelo tempo de vida de cada uma, é deixá-las sem autoestima; é pô-la numa prateleira de objetos sem uso; é jogarem-nas numa vala comum de inutilidades; é condenarem-nas a viver fora da sociedade. É como se “idoso” ou “idosa” fosse uma tarja colada ao invólucro de uma caixa a ser entregue, tal como “QUEBRÁVEL”! ou “FRÁGIL”!

As novidades vocabulares que surgem neste mundo ‘modernoso’, criadas pelos tais “formadores de opinião”, são de uma hipocrisia, sem dó. Mas, que fazer, se o que está em evidência nos currículos mundiais são, unicamente, as matérias tecnológicas? As disciplinas humanísticas, que ensinavam aos alunos que a identidade de cada ser humano é única e intransferível, desapareceram e, por isso, foi-se o respeito à valorização do ser humano.

Só quem fala, principalmente ao microfone, acha-se o dono da verdade, mesmo sendo, também, “idoso”, embora não se considere assim. É o ‘eu’ dele que determina o desaparecimento do ‘eu’ de todos os demais.

Há muita igualdade, do lado da base, que maltrata; porém, no polo mais alto da pirâmide, nas hostes da baixa política; no grêmio dos traidores da Pátria; apesar do grande número de velhacos velhos e velhos velhacos ainda há, por parte de repórteres e jornalistas, o chamado ‘capachismo’, o curvar-se aos ‘nomeados’, mesmo que a carcaça que os envolve, já esteja carcomida de iniquidades.

O mundo está muito sem graça. Vulgar. Sem educação. Cheio de palavras fora de propósito, hipócritas, apenas, para fingir solidariedade. O mundo está “chato”!

Aileda de Mattos Oliveira é Dr.ª em Língua Portuguesa. Acadêmica Fundadora da Academia Brasileira de Defesa (ABD); Membro do Centro Brasileiro de Estudos Estratégicos (CEBRES) e Membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB), Articulista do Jornal Inconfidência.

A Propósito do Mercosul


Artigo no Alerta Total - www.alertatotal.net

Por Fábio Chazyn


Na teoria, a motivação manifesta para a formação de Blocos Regionais é sempre a mesma: “A união faz a força!”.


De fato, a união racionaliza a aplicação de recursos e o comércio dentro do grupo. Em belas outras palavras, a cooperação promove o bem geral.


Porém, como dizia o saudoso Joelmir Beting, “na prática, a teoria é outra”. Os Blocos são feitos de nações que se desenvolvem em ritmos próprios. O que foi uma mola, acaba virando freio. No curso do tempo, as necessidades se transformam e os interesses comuns se dissipam, enquanto os conflitos passam a falar cada vez mais alto, até a “cooperação” perder a razão-de-ser.


Quem pode seguir sem as amarras da “cooperação”, avança mais rapidamente. De fato, vimos repetidos exemplos do ciclo de vida dos Blocos Regionais: nascem dos propósitos do interesse comum, amadurecem consolidando a supremacia do mais forte e acabam no acostamento da história.


De leste a oeste e de norte a sul, a experiência é a mesma. Assim como no longínquo oriente, a Ansea -  Associação de Nações do Sudeste Asiático foi enfraquecida pelo peso do Japão e agora se prepara para o golpe de misericórdia da acachapante hegemonia chinesa, na Europa vimos uma sucessão de acordos desde o Benelux, dos donos do carvão e do aço, que virou Comunidade Europeia e depois União Europeia, e agora avança aos trancos-e-barrancos tentando esconder as suas contradições internas cada vez mais insuperáveis.


Na área de influência dos Estados Unidos a situação é ainda mais emblemática. A Alca – Associação de Livre Comércio das Américas e a Apec – Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico estão com a cabeça na guilhotina americana, que manifestamente prefere a “guerra comercial” que lhe dá ampla vantagem, como na Rússia do Michail Gorbatchev que desbaratou o grande bloco soviético com um golpe mortal para catapultar seu país para o Primeiro Mundo.


Nas nossas hostes latino-americanas, o Mercosul, criado como escudo contra as lanças da dominação americana, virou veículo político do plano megalomaníaco do eixo bolivariano-lulopetista, com ônus econômico sem precedentes para o Brasil. Os novos ventos nacionalistas devem estabelecer novas prioridades nas relações multilaterais baseadas na reafirmação da nossa liderança mundial.


A miopia da administração lulopetista, que custou tão caro aos brasileiros, vai dar lugar à visão clara dos horizontes da prosperidade. Um novo Projeto de Nação tem que contemplar a nossa recuperação de penetrar nos mercados mundiais. Mas para isso o Itamaraty terá que re-capacitar as embaixadas brasileiras para atender as nossas vocações e ajudar a realizar as nossas pretensões.


Vamos focalizar esse horizonte da prosperidade sem as vendas do fanatismo ou projetos de poder impatrióticos.


Vamos desejar boa sorte para os nossos Hermanos da América Latina, mas que eles nos perdoem porque nós temos que correr rápido, dessa vez sem as amarras nas pernas porque nós temos um encontro marcado com o nosso Futuro.


Fabio Chazyn, engenheiro, cientista político, empresário e autor dos livros “Consumo Já! Projeto Vale-Consumo” – 2ª edição (2020) https://clubedeautores.com.br/livro/consumo-ja e “O Brasil Tem Futuro? Projeto A.N.O.R. – Inteligência Artificial Coletiva” (2020)   https://clubedeautores.com.br/livro/o-brasil-tem-futuro - Texto extraído do livro “Consumo Já” – Correr com as Pernas Amarradas?)

Convertendo uma economia extrativista numa bioeconomia do conhecimento


Artigo no Alerta Total - www.alertatotal.net

Por José Owaldo Siqueira

A Amazônia representa a maior fronteira global de recursos naturais tropicais, destacando-se pela vasta extensão territorial, florestas, rios, riqueza de biodiversidade e de recursos minerais. Além de ser um capital natural de valor econômico inestimável, esse bioma tem papel importante na regulação do regime de chuvas em outras regiões do Brasil e nas mudanças climáticas globais. Por isso é mandatório sua preservação. Por outro lado, a Amazonia tem uma população estimada em 28,1 milhões de pessoas, que em sua maioria vive em situações precárias de segurança alimentar, saúde, educação e moradia, conferindo a região, índices de desenvolvimentos muito baixos em relação ao restante do Brasil.

Em se tratando de desenvolvimento, o grande potencial econômico da região se contrasta com a pobreza generalizada lá existente. Amazonia é então um grande paradoxo e um enorme desafio, sem dúvidas o maior que o Brasil terá de enfrentar no século XXI. Encontrar maneiras razoáveis de reduzir a pobreza, enquanto preserva a floresta e sua biodiversidade é uma necessidade urgente e; alicerçado nos princípios da sustentabilidade, temos de transformar os abundantes recursos naturais em bens econômicos com geração de valores compartilhados. O Projeto Biomas busca converter a economia extrativista lá instalada em uma economia do conhecimento da vanguarda tecnológica e de gestão avançada, que seja capaz de atrair investimentos inovadores e sustentáveis para a região.

O ponto de partida de todas as iniciativas do projeto, é a preservação da floresta, transformando esse legado da natureza em desenvolvimento sustentável, que seja instrumento de inclusão social e de geração de emprego renda para os 28,1 milhões de amazônidas. O foco dos projetos  deve também promover a recuperação dos 30 milhões de hectares de pastagens degradadas e  desenvolvimento econômico regenerativo e de baixo carbono.

Apesar de conter a maior biodiversidade e 1/3 da vegetação tropical do Planeta, contando com centenas espécies nativas já “domesticadas” e em uso (245 espécies vegetais para cosméticos e fármacos e 469 cultivadas em sistemas agroflorestais), os produtos amazônicos “compatíveis com a floresta” respondem por menos de 0,2% das vendas internacionais desses produtos, um mercado global estimado em US$ 200 bilhões anuais.

Os produtos da bioeconomia da Amazonia tem um enorme mercado potencial ainda inexplorado. Para melhorar esta atividade econômica e ampliar esse mercado, os produtores precisam ter acesso ao conhecimento sobre seus produtos e técnicas adequadas de produção e manuseio, inteligência de mercado e arranjos pre-competitivos. Os produtos florestais não madeireiros e os ativos biológicos da biodiversidade da Amazonia, representam a plataforma de alavancagem de uma Bioeconomia Tropical Sustentável que oferece: a) um enorme potencial de verticalização da biodiversidade; b) um portifólio diverso de produtos naturais saudáveis, bioinsumos e serviços ambientais; e c) oportunidades de inovações em áreas que vão da produção de energia á fármacos; de fitoterápicos a cosméticos.

Considerando a vocação e aptidão técnica dos ecossistemas da Amazonia, como sistemas agroflorestais e agroecológicos de produção resilientes e sustentáveis que mantém a floresta em pé, esta região pode se transformar no maior celeiro global de produtos orgânicos, envolvendo desde frutas, especiarias, castanhas e hortaliças, além de peixes e méis.

A bioeconomia do conhecimento ocorrera através de uma revolução cultural e industrial baseada em novos conhecimentos e tecnologias disruptivas com foco nos ativos biológicos da floresta e no manejo vocacionado dos ecossistemas. Isso permitirá o uso sustentável dos recursos da Amazônia para: ajudar a mitigar a miséria e reduzir a desigualdade social na região; operar na linha de frente do combate ao aquecimento global; responder à demanda por alimentos mais saudáveis; servir de espelho para ações em outras regiões tropicais do  Planeta, ancorando as ações sempre na visão e nos resultados da Ciência.

José Owaldo Siqueira é Conselheiro do Fórum do Futuro e  Professor Emérito da Universidade Federal de Lavras.

quarta-feira, 28 de abril de 2021

A Realidade Aparente do Regime do Crime


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Siga-nos no Twitter e Facebook - @alertatotal

O maior e principal inimigo do Brasil é o sistema do Crime Institucionalizado. Trata-se da associação delitiva entre membros criminosos de toda espécie e membros da máquina estatal, principalmente a classe política nos três poderes, nos níveis federal, estadual e municipal. O Mecanismo é comandado pelo Estamento Burocrático, através de seus agentes internos e externos, principalmente o Poder Real que sempre controlou o Brasil de fora para dentro. A certeza é que o Crime só se organiza na “comparceria” com o Estado. O resto é ilusão.

O jogo criminoso tem seu marketing e modus operandi próprio. Políticos desviam a atenção do povo para assunto diverso daquele que é vital, enquanto o regime do crime institucionalizado cumpre sua missão  originária: “roubar” todos os recursos possíveis da Nação. O esquema conta com a colaboração, ativa ou passiva, da mídia hegemônica - que se desmoraliza a cada dia perante a opinião pública. A mais recente jogada ilusória, a CPI do Covidão, surgiu para criar uma realidade aparente focada em desgastar o governo Jair Bolsonaro, até o Presidente não aguentar mais e, pressionado psicologicamente, terminar induzido a um erro que justifique sua queda antecipada ou a derrota eleitoral em 2022.

O jogo é de Realidade aparente. A mídia veicula notícias e veicula factóides, mas nada é verdadeiro. Tudo parece, mas não é. A narrativa faz o suposto “fato” ser verossímil. Esconde-se o que é bom, e divulga o que é ruim. A guerra psicológica leva você a acreditar que a pauta midiática e seu noticiário repetitivo à exaustão tem ares de “verdade”. Eis a guerra psicológica e emocional, Tudo muito sutil. A realidade é corrompida pela versão deturpada dos acontecimentos. O Crime Institucionalizado se aproveita disso. Os bandidos profissionais e organizados se escondem atrás de uma suposta legalidade no aparato estatal. O Crime se confunde com a máquina estatal. Os bandidos operadores se disfarçam de dirigentes, políticos e ideólogos.

Esse é o jogo real no Brasil. Até algum tempo atrás era oculto, quase imperceptível pela maioria da população. Os sucessivos escândalos de corrupção, depois do impune Mensalão e da Lava Jato (em processo de desmoralização), fizeram as pessoas despertarem para a realidade cruel do Regime do Crime Institucionalizado no Brasil. As mudanças vão ocorrer na proporção direta em que crescer a indignação, revolta e poder de pressão popular. Uma crise sanitária, com consequências econômicas danosas, como é o caso do pandemônio do vírus que veio da China, colabora para aumentar a insatisfação da maioria da população. Quem não lucra com a crise - e paga as contas mais amargas - exige mudança urgente.

A Revolução Brasileira está em andamento. A prematura antecipação da sucessão presidencial de 2022, junto com canalhice prevista na CPI do Covidão, tende a acelerar o processo de polarização política, radicalização e revolta popular. As pré-condições para a deflagração oficial de uma guerra civil já estão em formação e consolidação. A velocidade do processo vai depender de como serão interpretados e sentidos os próximos golpes que o Regime do Crime Institucionalizado promoverá para derrubar ou derrotar Jair Bolsonaro - o alvo prioritário a ser batido e abatido pelo Establishment.

A liberdade do brasileiro está em xeque-mate. No entanto, o Crime Institucionalizado está na berlinda. O Covidão virou cabo-eleitoral da “oposição”. O jogo (bruto) é jogado...    










Adquira, também, o livro A ÚLTIMA MARCHA DA MAÇONARIA.

Para maiores informações clique aqui:

https://loja.umlivro.com.br/a-ultima-marcha-da-maconaria/p

Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Flamenguista. Editor-chefe do Alerta Total. Comentarista Político da Rede Jovem Pan.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. 

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 28 de Abril de 2021.