terça-feira, 27 de abril de 2021

Bolsonaro x Lula, ou a milagrosa Terceira Via?


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Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

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O cenário político tupiniquim é animado e tumultuado pela prematura campanha presidencial para 2022. Pelas condições atuais, desenha-se uma polarização entre o bolsonarismo e o petismo. O Establishment indica que não deseja nem a reeleição de Jair Bolsonaro e muito menos um retorno de Luiz Inácio Lula da Silva ao Palácio do Planalto. muitos analistas políticos apostam que existem pré-condições para o surgimento de uma “terceira via” - que tende a ser uma candidatura de centro-esquerda, inventada e financiada pelo Poder Banqueiro (que manda mais no Brasil que o Poder Supremo e os demais poderes Executivo, Legislativo, Judiciário e Militar.

A terceira via surgirá?! A grande dúvida é se o nome fabricado conseguirá viabilidade política para se eleger Presidente da República. Bolsonaro é candidato natural tentar seguir no cargo - a não ser que o Congresso Nacional resolva aprovar alguma proposta de emenda constitucional que acabe com a reeleição. Reabilitado juridicamente pelo Supremo Tribunal Federal, Lula já se lançou como provável candidato, mas tudo é incerto para alguém que tem a corrupção colada popularmente à própria imagem. Já se especula até que o chefão do PT pode vir como vice de outro candidato mais palatável - imitando a hermana de Foro de São Paulo Cristina Kirchner que compôs a chapa vencedora com Alberto Fernández, na Argentina.

Até agora, nenhum nome “novo” se mostra capaz de empolgar o eleitorado rachado entre os extremos do bolsonarismo e do petismo. Nada garante que um “candidato do meio” consiga se viabilizar. O sucesso de Bolsonaro depende do concreto resultado econômico positivo ou da percepção popular de que a economia melhorou. Por enquanto, o processo é sabotado pela crise deflagrada a partir das medidas atabalhoadas no suposto combate ao vírus chinês. O agronegócio segue bem, de vento em popa. Mas o resto ainda reserva muita incerteza. Bolsonaro também depende da aprovação das reformas administrativa e tributária para ganhar fôlego econômico. Seu destino está nas mãos do inconfiável e volúvel Centrão do Congresso Nacional.

O antipetismo ainda parece intenso, porém nem tanto quanto na eleição de 2018. Já é praticamente certo que Bolsonaro não conte, na quase certa disputa reeleitoral, com o general Antônio Hamilton Mourão de vice. A família Bolsonaro já deixou claro que não deseja repetir a dobradinha vitoriosa da eleição passada. A relação entre o Capitão Reformado e o General da Reserva é azeda. O provável caminho de Mourão, se quiser continuar na política, é disputar uma vaga ao Senado. Ele tem chance em qualquer estado. (Como flamenguista, eu preferia que Mourão largasse a política partidária e se candidatasse a presidente da Nação Rubro-Negra. Mourão Presidente do Flamengo seria o máximo). 

Bolsonaro tem vários probleminhas políticos a solucionar. Até outubro deste ano, o Presidente terá de definir a qual partido irá se filiar. Também terá de sinalizar quem pode substituir Mourão na nada fácil missão de ser vice. Aqueles que seriam prováveis candidatos à vaga têm sido discretamente preteridos por Bolsonaro, ao menos nos recentes discursos.

Tudo tende a ser uma manobra diversionista. Mas Bolsonaro já sugeriu que Rogério Marinho (Ministro do Desenvolvimento Regional) dispute o Senado pelo Rio Grande do Norte, se Fábio Faria (ministro da Comunicações e genro do apresentador Silvio Santos) disputar o governo estadual. O Presidente também especulou o nome de Tarcísio de Freitas (Ministro da Infraestrutura) para o governo do Estado de São Paulo.

Resumindo: Até agora não apareceu um nome com chance de vitória para ser a “terceira via”. Tudo dependerá da variável econômica e da capacidade de acertos de Jair Bolsonaro como Presidente. A missão não é fácil, porque ele ainda vai apanhar muito mais da mídia, dos banqueiros e da “oposição perdida”. Os inimigos tentam carimbá-lo como “louco”, já que não conseguem xingá-lo de corrupto - igualando-o ao companheiro $talinácio. Por enquanto, a disputa se concentra na polarização entre Bolsonarismo versus Petralhismo (ops, lulismo). A alternativa a ambos ainda é uma charada. Qualquer especulação e ejaculação política precoce.

Enquanto nada se resolve, nem viabiliza, vamos assistir à inútil CPI do Covidão - que será instalada hoje e deve representar um desgaste para todos, Presidente, Governadores e alguns Prefeitos. O azar está lançado! Renan Calheiros de relator é a piada pronta - e de péssimo gosto...











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Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Flamenguista. Editor-chefe do Alerta Total. Comentarista Político da Rede Jovem Pan.  A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Apenas solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. 

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 27 de Abril de 2021.

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